Archive for the Fotografia – Japão Category

O Japão antigo pelos olhos de Farsari.

Posted in Curiosidades, Fotografia - Japão with tags , , on 12 d e março d e 2013 by aidobonsai

Na década de 1880, num momento em que a maioria dos europeus não teve acesso ao interior japonês, um fotógrafo italiano, Adolfo Farsari, conseguiu capturar muitas imagens do Japão Antigo. Estas fotografias mostram um Japão único, singular, com uma beleza artística e plástica incomparável. Estas imagens servem como um registro notável de um mundo há muito desaparecido .

Veja as fotografias, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos. “Cantos Naturais”

O trabalho fotográfico de Farsari, especialmente seus retratos e paisagens coloridos à mão, foi muito reconhecido no país por dar uma aula de história sobre como era a vida do final de 1800 até o início de 1900. Suas fotografias formam a percepção externa de pessoas e lugares do Japão.

As imagens de Farsari nos dão uma visão valiosa dos hábitos, trajes e costumes da era vitoriana do Japão. Morando em Yokohama, Farsari fazia viagens de difícil acesso para chegar nas aldeias e vilarejos em montanhas onde ele fez muitas das suas fotografias. Ele começou sua carreira como militar e serviu por um tempo no Exército da União na Guerra Civil americana .Talvez essa próxima imagem de guerreiros japoneses reflita seu interesse na figura samurai e militar.

Não seria apenas por seus retratos que ele seria particularmente lembrado, mas suas fotografias de paisagens, que também são bastante notáveis , captam um mundo já perdido para nós.

Farsari sempre foi um fotógrafo mais comercial e suas composições foram projetados para ser vendidas na maior parte para os visitantes estrangeiros em viagens pelo Japão. Suas paisagens muitas nos fazem vezes imaginar o que poderíamos chamar de uma versão ligeiramente melhorada ou mesmo romantizada do Japão, mas foram muito conceituadas na época.

Com espírito libertário, Farsari se juntou à Guerra Civil americana e, como abolicionista fervoroso, suas fotografias refletem suas idéias de igualdade: as mulheres são retratadas muitas vezes como os homens e não em posições subservientes. Para muitas pessoas que nunca foram ao Japão, Farsari achava que suas imagens iriam ajudar a moldar suas idéias sobre o país, e até certo ponto também contribuir para retratar a forma com que os japoneses se consideravam.

Farsari não tinha as altas velocidades de obturador que estão disponíveis em qualquer câmera nos dias de hoje.  Ocasionalmente, algumas fotografias tinham um resultado um pouco turvo . Não podemos esquecer o quão difícil era capturar essas imagens com os personagens tendo que ficar imóveis por 4, 6 segundos, isso para que a fotografia não desfocasse.

Apesar de na época suas fotografias poderem ser compradas individualmente, Farsari percebeu que o dinheiro era para ser feito através do desenvolvimento do comércio de álbuns. Assim, o estúdio produziu as impressões sépia monocromáticas que eram, em seguida, coloridas à mão por artistas locais. As fotografias eram então montadas à mão em folhas de álbuns decorados. As folhas eram, em uma última etapa, ligadas a uma capa dura formada por duas placas de laca.

Farsari veio a falecer na Itália, em sua cidade natal, Vicenza, em 1908. Seu estúdio continuou no Japão, apesar de sua ausência. O gerente de seu estúdio, Tonokura Tsunetaro, assumiu o negócio. O estúdio tornou-se plenamente japonês em 1907 e os registros indicam que seguiu produzindo e criando álbuns até 1917. É incerta a data em que ele  acabou, mas a cidade de Yokohama, onde ele era sediado, foi atingida e destruída por um grande terremoto em 1923. No entanto, as fotografias de Farsari permanecem um testemunho de sua vida de trabalho, e ele será sempre conhecido como o homem que ajudou a perpetuar o Antigo Japão.

Entre e veja mais fotos de Farsari :

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Bonsai no Japão por Joe Morgan

Posted in Bonsai - Galerias de fotos, Fotografia - Japão with tags , on 5 d e março d e 2012 by aidobonsai

Em março de 2007 Joe Morgan viajou para o Japão onde estudou a arte do cultivo do Bonsai em Shizuoka, no Taisho – en Viveiro, com o mestre Mr. Nobuichi Urushibata. Depois que seu curso tinha terminado, ele viajou ao redor do Japão visitando muitos viveiros e conhecendo outros mestres. Joe Morgan criou um blog,  “Bonsai in Japan” essa foi a sua maneira de partilhar a sua viagem com fotos incríveis.

Eu pedi sua autorização para divulgar aqui algumas fotos e seu seu blog que merece ser visitado pela riqueza de fotografias. O blog traz 16 lugares no Japão que tiram o fôlego de quem gosta de bonsai, suiseki, miniaturas, cerâmica, em fim todo universo que cerca esta arte milenar.

Gafu Ten 2011 area de vendas. Fotos Joe Morgan.

Kinishi é uma cidade há 15 minutos de Takamatsu, famosa pelos seus 20 viveiros de bonsai especializados em Pinheiros negros. Fotos de Joe Morgan

Espaço do Mestre Oshima em Okayama. Fotos de Joe Morgan

O viveiro de Seihou-en é localizado há 45 minutos do centro de Horoshima.

Jardim de Masahiro Kimura na província de Saitama. Joe Morgan escreveu no seu blog que foi um dos melhores momentos da sua vida.

Aqui você viu uma pequena parte desta viagem fotográfica de Joe Morgan. O seu site tem mais de 500 fotografias que merecem sua visita. Aqui está link de seu blog:  http://bonsai-japan.com/

O Japão antigo pelos olhos de Farsari.

Posted in Curiosidades, Fotografia - Japão with tags , , on 5 d e fevereiro d e 2012 by aidobonsai

Na década de 1880, num momento em que a maioria dos europeus não teve acesso ao interior japonês, um fotógrafo italiano, Adolfo Farsari, conseguiu capturar muitas imagens do Japão Antigo. Estas fotografias mostram um Japão único, singular, com uma beleza artística e plástica incomparável. Estas imagens servem como um registro notável de um mundo há muito desaparecido .

O trabalho fotográfico de Farsari, especialmente seus retratos e paisagens coloridos à mão, foi muito reconhecido no país por dar uma aula de história sobre como era a vida do final de 1800 até o início de 1900. Suas fotografias formam a percepção externa de pessoas e lugares do Japão.

As imagens de Farsari nos dão uma visão valiosa dos hábitos, trajes e costumes da era vitoriana do Japão. Morando em Yokohama, Farsari fazia viagens de difícil acesso para chegar nas aldeias e vilarejos em montanhas onde ele fez muitas das suas fotografias. Ele começou sua carreira como militar e serviu por um tempo no Exército da União na Guerra Civil americana .Talvez essa próxima imagem de guerreiros japoneses reflita seu interesse na figura samurai e militar.

Não seria apenas por seus retratos que ele seria particularmente lembrado, mas suas fotografias de paisagens, que também são bastante notáveis , captam um mundo já perdido para nós.

Farsari sempre foi um fotógrafo mais comercial e suas composições foram projetados para ser vendidas na maior parte para os visitantes estrangeiros em viagens pelo Japão. Suas paisagens muitas nos fazem vezes imaginar o que poderíamos chamar de uma versão ligeiramente melhorada ou mesmo romantizada do Japão, mas foram muito conceituadas na época.

Com espírito libertário, Farsari se juntou à Guerra Civil americana e, como abolicionista fervoroso, suas fotografias refletem suas idéias de igualdade: as mulheres são retratadas muitas vezes como os homens e não em posições subservientes. Para muitas pessoas que nunca foram ao Japão, Farsari achava que suas imagens iriam ajudar a moldar suas idéias sobre o país, e até certo ponto também contribuir para retratar a forma com que os japoneses se consideravam.

Farsari não tinha as altas velocidades de obturador que estão disponíveis em qualquer câmera nos dias de hoje.  Ocasionalmente, algumas fotografias tinham um resultado um pouco turvo . Não podemos esquecer o quão difícil era capturar essas imagens com os personagens tendo que ficar imóveis por 4, 6 segundos, isso para que a fotografia não desfocasse.

Apesar de na época suas fotografias poderem ser compradas individualmente, Farsari percebeu que o dinheiro era para ser feito através do desenvolvimento do comércio de álbuns. Assim, o estúdio produziu as impressões sépia monocromáticas que eram, em seguida, coloridas à mão por artistas locais. As fotografias eram então montadas à mão em folhas de álbuns decorados. As folhas eram, em uma última etapa, ligadas a uma capa dura formada por duas placas de laca.

Farsari veio a falecer na Itália, em sua cidade natal, Vicenza, em 1908. Seu estúdio continuou no Japão, apesar de sua ausência. O gerente de seu estúdio, Tonokura Tsunetaro, assumiu o negócio. O estúdio tornou-se plenamente japonês em 1907 e os registros indicam que seguiu produzindo e criando álbuns até 1917. É incerta a data em que ele  acabou, mas a cidade de Yokohama, onde ele era sediado, foi atingida e destruída por um grande terremoto em 1923. No entanto, as fotografias de Farsari permanecem um testemunho de sua vida de trabalho, e ele será sempre conhecido como o homem que ajudou a perpetuar o Antigo Japão.

Entre e veja mais fotos de Farsari :

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Viagem pelo Japão antigo

Posted in Fotografia - Japão with tags on 3 d e janeiro d e 2012 by aidobonsai

Gostaria de compartilhar uma incrível galeria de fotos antigas do Japão. Essas fotografias são da Brinkley album cortesia de Hood Museum of Art. Este link me foi enviado por um grande amigo, Nikolas Ramos.

Para os amigos bonsaístas, procurem um detalhe na foto abaixo. 

Entre na galeria e veja mais 130 fotografias do Japão antigo:

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Tori – Uma passagem para o mundo espiritual.

Posted in Arte - Filosofia, Arte - Oriental várias, Bonsai - Matérias especiais, Fotografia - Japão with tags , , , , on 28 d e agosto d e 2011 by aidobonsai

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Foto de Tori em Hakone no Japão : Okinawa Soba (Flicker)

O Tori é um portal que representa para aquele que entra em um templo Xintoísta uma separação do mundo físico do espiritual. É construido de maneira tradicional em madeira de lei (Cedro, Momiji, Pinheiro negro, entre outras). Ele é formado por duas colunas que sustentam o céu e por vigas transversais que representam a terra; é um símbolo de muito poder e fé para os povos orientais.

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Na fotografia abaixo um Tori de um templo Xintoísta de 400 anos, misteriosamente intacto, mesmo estando no epicentro da explosão atômica de Hiroshima.

Tori

Gostaria de dividir uma experiência que aconteceu em minha casa. Assim que eu me casei construi na entrada do meu ateliê “Aido Bonsai” um Tori nas especificacões japonesas.

a) Foi usado madeira de lei (maçaramduba) apenas encaixada.

b) O Tori não toca nada à sua volta, apenas plantas naturais.

c) Foi construído na medida menor permitida: 3 metros e meio de altura.

d) Ao seu lado e na sua frente, 4 guardiões (leões) guardam sua entrada.

e)  No centro atrás dele, olhando a entrada, está uma estátua de Buda.

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Em 1999, uma árvore típica da minha região (Batão) de 35 metros de altura, que ficava na frente do Tori, caiu em cima de todo o espaço dos bonsais. A árvore estava com uma parte grande da base de seu tronco podre e comida por formigas negras por dentro, de uma forma que não era possível observar nenhuma mudança no tronco na parte externa. O formigueiro tinha seu ninho no chão e entrou na árvores por debaixo da terra, pela raíz central.

Aido tori 1Numa tempestade um vento sudoeste derrubou a árvore. Eu acordei à noite com o estouro do tronco; a árvore caiu inteira, com sua copa de 100 metros quadrados em cima de todos os bonsais. Quando a foto foi batida nós já tínhamos tirado o tronco maior  que estava a direita do Tori impossibilitando a entrada pelo portão.

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Eu, às vezes aramando os meus bonsais, quebro alguns galhos mais frágeis. No dia seguinte, com ajuda do meu empregado, começamos a retirar a árvore pelo lado externo, quando tivemos espaço para entrar pelo Tori. Das 180 árvores que estavam dentro do espaço, parecia que elas tinham se encaixado entre os espaços dos galhos e troncos do batão. Eu não perdi um galho sequer de todos os bonsais. Mesmo estando na frente da árvore, o Tori não sofreu absolutamente nada.TORI 6

No santuário Xintoísta de “Itsukushimajinja” existe um Tori que é um reconhecido como um dos principais do Japão. Formado por 4 grandes troncos está situado dentro do mar. Em uma festa chamada “Kangenmatsuri”, quando a maré está mais alta, é levado numa procissão uma  árvore sagrada plantada no interior de um barco, este barco vai navegando desde a orla até atravessar o portal.

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Entre na galeria com 90 fotos de Toris no Japão : Continuar lendo

Uma viajem pelo japão

Posted in Arte - Jardim Japonês, Fotografia - Japão with tags , , , , on 12 d e junho d e 2010 by aidobonsai

Viajem fotográfica pela terra do sol nascente. As pontes, os jardins japoneses e a mágicas paisagens, nos transportam a um mundo de beleza gráfica sem igual.

Ponte sagrada do rio Daiya. Nikko japan

Jardim de Siruen. Castelo de Nijo - Japão

Balé Kitano Odori kamichiguen. Kyoto Japão

Tori, portal xintoísta que separa o mundo material do espiritual. Ao fundo monte Fuji. Japão.

Ponte na prefeitura de Yamaguchi. Kintai - Japão

Lanternas de Kibune em Kyoto Japão

Castelo de Himejijo em Himeji, Kiki Japão

Templo de Kinjajuji. Kyoto Japão

Grande Tori de Itsukushima. Miyajima Japão

Entre e veja toda galeria de fotografias ou o slide show:

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Tori – Uma passagem para o mundo espiritual.

Posted in Arte - Filosofia, Arte - Oriental várias, Bonsai - Matérias especiais, Fotografia - Japão with tags , , , , on 17 d e maio d e 2009 by aidobonsai

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Foto de Tori em Hakone no Japão : Okinawa Soba (Flicker)

O Tori é um portal que representa para aquele que entra em um templo Xintoísta uma separação do mundo físico do espiritual. É construido de maneira tradicional em madeira de lei (Cedro, Momiji, Pinheiro negro, entre outras). Ele é formado por duas colunas que sustentam o céu e por vigas transversais que representam a terra; é um símbolo de muito poder e fé para os povos orientais.

bougainvillea2_waldo

Na fotografia abaixo um Tori de um templo Xintoísta de 400 anos, misteriosamente intacto, mesmo estando no epicentro da explosão atômica de Hiroshima.

Tori

Gostaria de dividir uma experiência que aconteceu em minha casa. Assim que eu me casei construi na entrada do meu ateliê “Aido Bonsai” um Tori nas especificacões japonesas.

a) Foi usado madeira de lei (maçaramduba) apenas encaixada.

b) O Tori não toca nada à sua volta, apenas plantas naturais.

c) Foi construído na medida menor permitida: 3 metros e meio de altura.

d) Ao seu lado e na sua frente, 4 guardiões (leões) guardam sua entrada.

e)  No centro atrás dele, olhando a entrada, está uma estátua de Buda.

fotos-paulo-netto-013-1

Em 1999, uma árvore típica da minha região (Batão) de 35 metros de altura, que ficava na frente do Tori, caiu em cima de todo o espaço dos bonsais. A árvore estava com uma parte grande da base de seu tronco podre e comida por formigas negras por dentro, de uma forma que não era possível observar nenhuma mudança no tronco na parte externa. O formigueiro tinha seu ninho no chão e entrou na árvores por debaixo da terra, pela raíz central.

Aido tori 1Numa tempestade um vento sudoeste derrubou a árvore. Eu acordei à noite com o estouro do tronco; a árvore caiu inteira, com sua copa de 100 metros quadrados em cima de todos os bonsais. Quando a foto foi batida nós já tínhamos tirado o tronco maior  que estava a direita do Tori impossibilitando a entrada pelo portão.

Aido tori 101

Eu, às vezes aramando os meus bonsais, quebro alguns galhos mais frágeis. No dia seguinte, com ajuda do meu empregado, começamos a retirar a árvore pelo lado externo, quando tivemos espaço para entrar pelo Tori. Das 180 árvores que estavam dentro do espaço, parecia que elas tinham se encaixado entre os espaços dos galhos e troncos do batão. Eu não perdi um galho sequer de todos os bonsais. Mesmo estando na frente da árvore, o Tori não sofreu absolutamente nada.TORI 6

No santuário Xintoísta de “Itsukushimajinja” existe um Tori que é um reconhecido como um dos principais do Japão. Formado por 4 grandes troncos está situado dentro do mar. Em uma festa chamada “Kangenmatsuri”, quando a maré está mais alta, é levado numa procissão uma  árvore sagrada plantada no interior de um barco, este barco vai navegando desde a orla até atravessar o portal.

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Entre na galeria com 90 fotos de Toris no Japão : Continuar lendo

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