Curso e Workshop de Bonsai 2019

Posted in Aido Bonsai, Arte - Jardim Japonês, Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Sua historia, Penjing Brasil with tags , , , , , , , , , on 6 d e fevereiro d e 2017 by aidobonsai

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Venha fazer um curso e aprenda os segredos da criação do Bonsai e do Penjing. As técnicas podem ser utilizadas em várias formas de paisagismo e modelagem de jardins em suas casas. Se você mora em apartamento e tem uma varanda, ou uma janela que receba um mínino de 2 / 3 horas de sol por dia, você pode cultivar essa arte milenar chinesa. Leia a matéria, veja as fotos e saiba os  detalhes e valor do curso.

PRÓXIMAS TURMA DIA 02 DE SETEMBRO.

Espaço Aido Bonsai

Como é o curso AIDO Bonsai

No início do curso é explicada a história de como surge o Bonsai e de como se formam os 19 estilos clássicos e não clásicos existentes na natureza.

Aqui mostro aos alunos que, para começar a arte, não é preciso gastar muito em ferramentas. Pelo contrário, podemos começar improvisando, mas de forma correta e priorizar o principal,  plantas e vasos para trabalhar.

Fazendo a demostração de formação e criação de um pré bonsai. A espécie escolhida no terceiro curso do dia 22 de abril foi uma eugenia sprenguelli.

Alunos:  Ricardo Andrade e Luis Berbert com árvore trabalhada pelo professor Paulo Netto na manhã do curso.O aluno e Tatuador Luis Berbert, com seu Penjing criado partindo de um juniperus horizontalis.

Cada aluno do curso trabalha um pré bonsai e leva para sua casa um primeiro trabalho. O curso fornece: pré bonsai de 8 a 14 anos de idade, vaso de pré bonsai, dvd com livro eletrônico contendo 400 páginas em PDF e 3.000 fotografias, alimentação e todo material necessário para criar seu primeiro trabalho.

Valor do curso com Pré bonsai incluido:   R$ 390,00 reais para aula em turma.

Valor do curso com tudo incluído mesnos Pré Bonsai: R$ 200,00

O aluno também pode optar por uma aula particular com tudo incluído, além de segundo dia de trabalho com revisão de dúvidas. no valor de R$ 890,00.

No curso os alunos utilizam toda área do espaço Aido Bonsai. Nessa foto minha mesa de trabalho no Espaço Aido Bonsai. No curso é utilizado todo acervo de Penjings e Bonsais criados nos meus 26 anos de dedicação à arte.

Penjing  ” Uma ponte na floresta “

Aluno Flavio Cordeiro, olhando atentamente o que deve ser podado na sua caliandra rosa.

Este curso, que é realizado em um dia, começa às  8:00 hs da manhã e termina às 18:00 hs, com meia hora para um bom lanche, o que é muito importante para que a aula seja bem dinâmica. O aprendizado tem que ter  teoria, técnica e prática na medida certa. 

Sempre tive a preocupação, elaborando o meu curso, de que o aluno não pode trabalhar uma planta sem qualidade ou um falso pré bonsai, levando para casa uma muda de baixa qualidade, como aquelas plantas que são vendidas como bonsais em vasos plásticos em supermercados e em algumas florálias.    

Recebo no meu blog muitas fotos como a de baixo, de várias espécies, sempre com a mesma pergunta:  Por que meu bonsai de 5, 15, 20 anos morreu tão rápido?

Essas plantas são responsáveis por fazerem muitas pessoas acharem que não conseguem ter um bonsai ou que simplesmente justificam como:  “Não tenho mão para planta, mato todas”.  Essas mudas são muito vendidas pelos produtores de  Holambra, e considero um crime comercial com a arte do Bonsai e do Penjing.    Alunos do primeiro curso do ano 25 de março, com seus pré bonsais.

O aluno, bonsaista e mestre de Taekwondo Ricardo Andrade com sua caliandra, que ele trabalhou como Mame no curso do dia 22 de Abril.

Existe idade para começar a praticar Bonsai?  Claro que não!  Traga seus filhos e faça um curso preparado para eles, como fez Fabrizio Cannavezes que trouxe toda a família.

Leandro Anesi saindo do curso particular com seu primeiro Penjing, mais um apaixonado pela arte da paisagem miniatura nascendo.

Se você se interessou entre em contato:

paulonetto.diretor@gmail.com

cel / whatsap: 21 970423042

Entre na galeria fotográfica e veja toda estrutura do meu curso básico de Bonsai:

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Um Artista de Fujian – Criação de suiban e da Paisagem

Posted in Aido Bonsai, Penjing Brasil with tags , , , , , , , on 21 d e março d e 2016 by aidobonsai

Aqui as fotografias das etapas de criação do suiban e da Paisagem para o trabalho “Um Artista de Fujian”.  Este trabalho é uma representação de uma casa de vilarejo no interior da China,  criada em tamanho miniatura seguindo a proporção 12×1. Criei a loja para colocar meus mini bonsais, árvores entre 10 / 3 centímetros de altura.

1- Suiban construído em Maçaranduba.

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2- Fixação de todas as traves com pregos de aço e cola de madeira.

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3- Madeira tratada com 3 mãos de Jimo cupin e pintada com Sparlak duplo filtro solar. Tenho um Suiban criado da mesma forma, hoje na ação do tempo, com 12 anos de idade, e estea antigo mas perfeito.

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4-  Suiban na posição final, foi usado 6 pernas de 3 para sustentação. O suiban ficou apoiado na estrutura em forma de gol, permitindo assim ser movido por 4 pessoas, mesmo depois de cheio de terra.

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5-  No fundo do Suiban foi colocado 3 telas, para impedir a saída do substrato.

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6- Coloquei uma camada de 3cm de pedra 1 para possibilitar uma boa drenagem.

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7-  Por cima das pedras uma camada grossa de areia lavada.

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8-  Loja posicionada para colocar os Bonsais, que foram cultivados e modelados para criar a paisagem em sua volta.  O Suiban foi pintado com Betume negro da Judéia, para valorizar a estrutura de madeira da loja.

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9-  Para o projeto preparei ao longo de 2 anos 15 Carmonas com idades variando de 18 há 3 anos.

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10-  Para a composição usei apenas pedras de Arenito lascado, não gosto de misturar pedras diferentes na composição do Penjing, sempre acho mais natural seguir um padrão de rochas e pedras, não usando texturas diferentes.

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11- Depois de posicionadas as Carmonas, reguei durante 10 minutos, para acentar todo substrato.  As carmonas foram plantadas usando a sua vonta uma composição de: 50% terra negra 50% substrato para hortaliças.

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12- Loja na posição final. O tablado de madeira que é o piso da loja, é fixo fica sempre no Suiban, não é retirado. ele foi criado para encaixar na posição exata dos bonsais  de Carmonas.

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13- Depois da loja posicionada, entram os elementos da loja. São móveis, vasos, armas, Kakimonos, Suisekis, Sinos, Bonsais, Ferramentas, ….. São 130 elementos seguindo a proporção 12×1.

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14-  O gostoso deste trabalho é que a loja depois de montada com todos os seus elemntos, nunca fica igual, ela sempre fica diferente.

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15- Eu levo em média uma hora para montar toda a loja do artista de Fujian.

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16- Aqui a loja montada com todos os seus elementos.

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Entre e veja mais fotografias do trabalho:

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Trabalhos com técnica de Pirogravura.

Posted in jogos de tabuleiro, Pintura e Desenho, Pirogravura with tags , , , , , , , , , , , , on 7 d e fevereiro d e 2016 by aidobonsai

Gostaria aqui de divulgar os meus trabalhos criados com técnica de pirogravura e pintura. Todos trabalhos estão em exposição no Atelier 9 no espaço cultural  Fabrica Bhering, rua Orestes 28, Santo Cristo, Rio de Janeiro. Você pode comprar meus trabalhos mesmo morando em outro estado. Aqui você vai encontrar:  quadros, mandalas, kakimonos e jogos milenares de tabuleiro, criados todos de forma artesanal, com técnica de pirogravura.  Esta técnica consiste em desenhar e texturizar, queimando a madeira com uma caneta de ponta incandescente. Todos os trabalhos são autorais, criados depois de pesquisa da grafia de cada civilização ou tema escolhido; não são reproduções, nunca faço 2 trabalhos iguais. Se você tiver interesse em encomendar alguma mandala, kakimono ou quadro em uma grafia especial é só entrar em contato: whatsap: 21970423042  Email: paulonetto.diretor@gmail.com

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A história da Pirogravura:

De origem grega, a palavra Pirogravura significa “escrita a fogo”.

 A pirogravura é uma arte que nasceu na mesma era em que o homem descobriu o fogo, há já cerca de 9 mil anos. É uma  das primeiras expressõess artísticas, aliada à pinturas nas paredes das cavernas com carvão e diferentes tinturas.
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O grande passo na arte da pirogravura foi dado na Idade dos Metais, quando se aliou o fogo aos metais incandescentes.
 A Idade Média foi o marco decisivo em que esta arte floresceu. Por volta de 1600, na Europa, era comum os homens colocarem fogo em lareiras e ferramentas que aqueciam, com as quais decoravam as mesas das tabernas. Daí surgiu a denominação de “poker work” para esta arte.
DSC06698Já no séc. XX, em 1916, criou-se a primeira patente para a caneta de ponta quente “Hot Point Pen”, com recurso à electricidade. A inclusão de um reostato para controle da temperatura permitiu começar a obter efeitos de luz e sombra que deram origem um estilo realista da arte da pirogravura.

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JOGOS MILENARES DE ESTRATÉGIA

A seguir alguns dos jogos milenares que eu recrio com técnica de pirogravura e pintura. Todos os jogos vem com regras detalhadas.

Tabuleiro de dois lados, onde você pode jogar 6 jogos: Xadrez, Dama Tradicional, Dama Turca, Konane Havaiano, Ming Mang Malaio e Mak Yek Chinês. Jogo na foto é o Konane Havaiano, com peças em poliester. As peças de Xadrez que acompanham o jogo podem ser escolhidas nas opções: Madeira, Resina ou plástico maciço.

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Tabuleiro de Xadrez para 4 pessoas. Acompanha 72 peças em resina, caixa decorada para guardar as peças e regras completas.

Tabuleiro do jogo Viking Henefatalf. Acompanha regras completas.

Tabuleiro do jogo criado na Inglaterra mas de origem nórdica Alea Evangelli. Acompanha regras completas e caixa decorada para guardar as pedras.

Tabuleiros do jogo Egípcio Senet que é o jogo de tabuleiro mais antigo do mundo, exemplares foram datados de 3.500 A.C. Acompanha regras completas.

Tabuleiro de Xadrez casas com 6cm, Rei com 13 cm de altura. Peças criadas em madeira de lei Guajará. Acompanha 2 damas extras e caixa decorada para peças.

Jogo tradicional Celta Fidchell. Acompanha 60 pedras de cerâmica ou madeira, caixa decorada para guardar as peças e regras completas.

Jogo japonês de estratégia abstrata Kamisado.

Abaixo fotos de várias mandalas criadas em técnica de pirogravura:

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A Escola de Kendo

Posted in Bonsai - Meus Trabalhos, Bonsai - Penjing e Yose ue, Penjing Brasil with tags , , on 4 d e janeiro d e 2016 by aidobonsai

Primeiro trabalho de 2016. Penjing   “Escola de Kendo” proporção de 6X1. DSC04903Bougainvillea em modelagem. Suiban criado em cimento e resina com 1.80 de comprimento por 1.20 de largura, 35cm de alturaDSC04869Lutadores e Kendo com 29cm de altura. Esse tronco de 47 anos foi derrubado por um temporal e enraizado com hormônio enraizador “Superdrive”. DSC04901O Bougainvillea estava em um vaso pequeno para seu porte, agora ele vai poder se desenvolver bem com o tamanho do suiban que comporta 300 litros.

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DSC04876Pedras adicionais da composição da paisagem são seixos de rio naturais, o suiban foi feito na mesma textura e cor das pedras naturais. Peso aproximado do suiban 230 kilos.DSC04881

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Entre na galeria abaixo e veja mais fotos do trabalho:

 

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Um Artista de Fujiam – Criação dos elementos finais

Posted in Bonsai - Matérias especiais, Brincando com proporção, Penjing Brasil with tags , , , on 7 d e dezembro d e 2015 by aidobonsai

Aqui trago as fotografias das etapas de criação dos 4 elementos finais do meu trabalho chamado: Um Artista de Fujiam

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PISO DE TÁBUAS CORRIDAS

Eu criei um piso para a loja em madeira, pois nas fotos em detalhe me incomodava a base da loja não imprimir visualmente como um chão na escala 20×1.  

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Cortei as madeiras usando angelin pedra, que é macia e bem resistente. Tábuas com 4 milímetros de espessura.

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As madeiras foram fixadas com pregos de 3 milimetros e cola de madeira.

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Depois do piso montado, para envelhecer, pintei com betume da judéia diluido com tiner. O betume é muito bom de trabalhar, pois você consegue variações de claro e escuro.

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CERCA DE BAMBU CHINÊS

Queria acrescentar um elemento que ajudasse a dar profundidade nas fotos; para isso optei pela criação de uma cerca com a escala igual a de bambu gigante. Eessas cercas são muito usadas nos jardins e casas do interior em toda China.

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Para fixar a cerca usei uma ripa de madeira com uma fileira de 40 pregos. O bambu entra encaixado com uma gota de cola de madeira em sua base. A polpa do bambu ajuda a ficar bem firme, sem oscilação.

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O que vai deixar a cerca de bambu firme é o mesmo processo da criação quando é feita no tamanho real, os bambus são amarrados com cordas na posição horizontal, dos dois lados da cerca.

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Usei linha de sapateiro encerada na cor bege, com um milímetro, para ficar na escala de tamanho correta. Essa linha não corre e gruda no bambú facilitando muito o trabalho de amarração.

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O que deixa a cerca forte no tamanho original é a amarração de todos os bambus entre si.

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É muito importante a amarração em paralelo dos bambus, é isso que cria toda resistência para suportar vento e chuva.

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O chinês usa a altura e o comprimento dos bambus para criar desenhos e grafias diferentes nas cercas das casas e jardins.

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Aqui a cerca na sua posição final com o piso da loja.

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BANCADAS DE TRABALHO E MESAS

As bancadas de trabalho foram feitas de 3 madeiras diferentes: maçaranduba, ipê e nagelin pedra, e nelas vão entrar os mini bonsais, vasos e arranjos.

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TOKONOMA

Adicionei à loja um tokonoma, que é um local onde os povos  orientais mantém elementos de ordem espiritual, artística ou da natureza.  

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O tokonoma sempre traz uma pintura  “kakimono”  ou um pensamento ligado à cultura ou religião do dono da casa. Para manter a escala, escolhi alguns Kakimonos na internet, imprimi e apliquei sobre papelão corrugado; o acabamento do suporte tem que ser de bambu ou madeira.

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Aqui o kakimono na sua posição final no tokonoma, ao seu lado o sino da oração. Na China agricultures, ceramistas, pintores, pessoas comuns em suas casas, quando começam e encerram um dia de trabalho, dão 3 toques no sino, como agradecimento de um novo dia.

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MONTANDO A LOJA DO ARTISTA DE FUJIAM

Piso

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Loja

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Cerca de bambu

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Bancadas

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Objetos de arte na escala 20×1.

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O gostoso desse trabalho é a montagem, você nunca coloca os objetos de arte, vasos, mini bonsais da mesma forma, a cada dia surge uma diagramação diferente.

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Os elementos foram criados e comprados ao longo de 3 anos, estou sempre ` procura de objetos na escala 20×1.

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Procuro usar plantas e mini bonsais com as folhas tendo o tamanho máximo de 2/3cm.

As pequenas plantas ficam todas dentro de bandejas com terra, isso mantém a umidade por mais tempo , quando sãoregadas, nos dias de muito sol.

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Foco em primeiro plano, vaso de cerâmica com 1cm de altura.

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Foco no segundo plano.

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Entre na galeria e veja mais fotos detalhadas do trabalho:

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Sergio Batalini – Entrevista

Posted in Bonsai - Entrevistas Internacionais with tags , , , on 21 d e março d e 2015 by aidobonsai

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Vou recomeçar as entrevistas com Bonsaístas do Brasil, com trabalhos que chamaram muito a minha atenção nos últimos meses. As formas naturais, a modelagem aprimorada, com muita harmonia, são algumas das qualidades das árvores de Sergio Batalini, um apaixonado por bonsai que mora na cidade de Teodoro Sampaio no Pontal do Paranapanema, no Estado de São Paulo.

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1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai?

Moro numa cidade pequena do interior do estado de São Paulo, Teodoro Sampaio, precisamente no Pontal do Paranapanema, cercada por rios e matas e sempre estive em contato direto com a natureza e seus milagres. Durante a juventude, fiz algumas incursões pelas artes plásticas, entre elas: óleo sobre tela, escultura em argila e entalhe em madeira, expondo trabalhos nos anos 90. Além das artes plásticas, da música e da natureza, outro assunto que me interessa é a cultura oriental, e foi atraves dela que descobri a nobre arte Bonsai, unindo natureza, artes e a filosofia oriental.  Por volta de 1998, 1999, comecei a cultivar algumas plantas em vasos pequenos, mas não consegui evoluir longe dos professores e viveiros. Com a internet passei a pesquisar e estudar muito, tendo acesso a fotos, artigos, livros, e fóruns. Dentre eles destaco o Atelier do Bonsai, do Sr. Mario Alberto Leal, que foi minha escola por mais de 5 anos, possibilitando-me aprender e entender a arte do Bonsai.

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2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Gosto de trabalhar com espécies adaptadas e fáceis de encontrar na minha região, tais como: jabuticaba, angico, acerola, pitanga, buxinho, eugenia, azaléia, primavera, resedá e cambuí entre outras. Estou sempre em busca de espécies nativas que ainda não cultivo, para diversificar e aprimorar meus conhecimentos. Das que cultivo, minhas preferidas são a brasileiríssima jabuticaba, a caliandra e o fícus. Acho muito importante o cultivo e divulgação das nossas espécies nativas, até mesmo para darmos inicio a criação da nossa própria escola brasileira de bonsai e popularizar a arte.

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3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circunstancias de clima e adaptação não permitem?

Por estar numa região muito quente, o cultivo de algumas espécies se torna inviável, entre elas alguns áceres e pinheiros. Mas não sinto falta, pois a quantidade de espécies disponíveis é enorme e variada.

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4 – Dos seus trabalhos qual você destaca com carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.
Tenho um fícus a 19 anos, foi a primeira planta que cultivei com a intenção de formar um bonsai. Naquela época, sem conhecimento das técnicas e estilos, fiz muitos procedimentos equivocados, muitas podas e cuidados errados por anos, e mesmo assim ele sobreviveu e hoje é a planta mais antiga que tenho no meu viveiro. Nunca será um bonsai de exposição, mas com certeza é um companheiro para toda a vida.

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5 – Você segue alguma escola ou estilo nas suas criações?

Penso em uma forma mais livre para compor meus bonsai. Depois de estudar os estilos e escolas com afinco e dedicação por 10 anos, acabei por me libertar do excesso de regras e busquei o prazer de cultivar, permitindo que a própria árvore encontre seu caminho. Percebo que nossa cultura mais descontraída e despojada, inerente aos latinos dos trópicos, choca-se com a rígida cultura oriental e acaba por desestimular os iniciantes. Gosto da Escola Neoclássica que começou a ser praticada a partir do século XIX e é uma síntese das escolas japonesas clássicas de volume e linear, e combina os elementos. A maioria das árvores que vemos no bonsai atualmente pertencem a essa escola. São arvores que tem o tachiagari limpo, sem galhos em seu primeiro terço ou mais, e logo depois uma massa verde, que pode ser composto ou um só volume, dois ou três, ou até mais, buscando a triangulação .

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6 – Você gosta mais de um estilo de bonsai em particular? Qual?

Sem duvida o estilo Kengai (cascata) me atrai muito. Vejo nele um estilo que nos leva a reverenciar a planta para poder observá-la por inteiro. Da mesma forma, a planta nos reverencia e nos aceita. Outro estilo que me chama a atenção é o literati, por sua leveza e delicadeza. Onde o menos é mais. Muita vezes sendo visto como um estilo fácil pelos iniciantes, é um dos mais intrincados e difíceis, justamente por nos forçar a trabalhar com o mínimo possível. Essa ausência de possibilidades contraria nossa visão ocidental de quanto mais melhor, provocando a ruptura de alguns traços culturais e levando ao aprimoramento espiritual do bonsaista .

Kengai

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Literati

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7 – O que a arte do Bonsai agregou na sua vida?

Sou comerciante a 30 anos e vivo o estresse do dia a dia em contato com clientes, bancos, fiscais, empregados e toda sorte de incertezas e decisões a serem tomadas. Com a descoberta da nobre arte do Bonsai, encontrei uma maneira de juntar num mesmo lugar a minha família, as artes e o contato com a natureza, e relaxar num ambiente agradável e cheio de harmonia. O exercício constante da paciência, da observação e de esperar o momento certo me ajuda a administrar minha vida e minha empresa. O compromisso diário com a rega, a adubação e o controle de pragas, obedecendo os ciclos de cada espécie e as estações do ano me mostra que o tempo passa e não podemos pular etapas ou permitir que se perca o momento de agir.

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8 – Você acha que um Bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Primeiro é preciso aprender o máximo possível, e, garanto que esse aprendizado não tem fim, sendo uma constante na vida de todo bonsaista. Estudar, observar, experimentar e praticar são exercícios diários em busca do conhecimento. Depois será possível caminhar com liberdade sem, no entanto, nos afastar dos princípios básicos de beleza e harmonia contidos nos estilos. A nossa cultura ocidental nos coloca constantemente em conflito com os padrões orientais de disciplina, obediência e rigidez, sendo preciso transpor esta barreira para podermos ingressar no mundo do bonsai.

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9 – Que bonsaista (um ou mais) chama a sua atenção, hoje, no cenário mundial?

É difícil citar nomes, mas entre os meus preferidos estão Masahiro Kimura, Robert Steven, Walter Pall e os brasileiros Carlos Tramujas e Marcelo Martins. Recentemente perdemos nossa grande referencia nacional, Osamu Hidaka.

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10 – Hoje é mais fácil começar a se dedicar a criação de bonsais?  Quais eram as maiores dificuldades no inicio?

Sem dúvida, hoje é muito mais fácil. Com o surgimento da internet, todas as informações sobre todos os assuntos passaram a ser compartilhados por todos, popularizando e desmistificando muitos temas. A 20 ou 30 anos atrás, bonsai era um mistério restrito a poucos iniciados pertencentes às colônias japonesas. Não existia um mercado no Brasil para vasos, ferramentas, insumos, mudas e pré-bonsais, principalmente para pessoas que, como eu, mora longe das grandes cidades. Hoje já dispomos de lojas virtuais honestas e com grande variedade de produtos e plantas, temos também ótimos ceramistas e a possibilidade de freqüentar cursos e encontros com demonstradores brasileiros e internacionais.

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11 – Qual a sua percepção hoje da arte bonsai no Brasil? Você acha que teve um crescimento? Há maior projeção dos nossos artistas no cenário mundial?

Vejo com alegria a disseminação da arte do Bonsai no Brasil e acredito no crescimento acentuado do número de praticantes. Nos fóruns da internet notamos muitas pessoas perguntando, experimentando, observando, vendo fotos e iniciando o cultivo, maravilhadas com a possibilidade de ter árvores em vasos. Acredito que o Brasil conquistará seu lugar no mundo do bonsai, posto que temos uma grande quantidade de espécies a serem descobertas e trabalhadas e grandes bonsaistas despontando no cenário mundial.

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12 – Que conselhos você poderia dar para quem esta começando a se dedicar a arte do Bonsai?

Estudar, observar, experimentar e praticar. Além, claro, da paciência. A perseverança trará os resultados. Acredito também que devemos acabar com o mito de que bonsai é um hobby caro. É possível praticar a arte com ferramentas improvisadas e espécies comuns, como é o meu caso. O segredo é a dedicação e não os alicates importados ou vasos caríssimos.

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13 – Quais atributos o bonsaista deve ter para conseguir um bom resultado nos seus trabalhos?

Além do conhecimento teórico sobre bonsai e botânica, eu diria que é fundamental buscar o equilíbrio pessoal, para poder contemplar cada etapa do processo e ser íntimo com seu bonsai.

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14 – Quais os benefícios físicos e mentais que podemos encontrar nos dedicando à arte do Bonsai?

O contato direto com a natureza nos faz muitíssimo bem, ao corpo e ao espírito. Estar ao ar livre, sob o sol, contemplado os frutos e flores, desperta nossos sentidos e nos faz ver com novos olhos o nosso planeta. A prática da arte do Bonsai aguça a visão e a percepção, nos tornando mais atentos aos detalhes e mais pacientes no dia a dia. O contato com a terra ajuda a descarregar as energias negativas acumuladas e um dos grandes benefícios é a paz interior encontrada quando estamos em meio aos bonsais.

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15 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte?

Eu trabalho o bonsai e o bonsai trabalha em mim. Juntos evoluímos.

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Entre na galeria e veja mais trabalhos de Sergio Batalini:

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Mame – Jóias na palma da mão

Posted in Bonsai - Mames with tags , on 16 d e outubro d e 2014 by aidobonsai

Aqui uma série de Mames de vários artistas da Nihon Bonsai Mame.  Ao contrário do que muitos iniciantes na arte do bonsai acham, é uma das proporções e tamanhos mais difíceis de serem trabalhados. No mame as vezes uma folha representa uma copa inteira.  Nos meses de verão, são regados 2, 3, 4 vezes ao dia, é preciso muita dedicação e carinho com esses bonsais.  

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O mame é uma opção maravilhosa, para pessoas que não tem muito espaço, mas que em suas casas ou apartamentos possuem uma janela, uma varanda com pelo menos 4 horas de sol por dia.

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Uma maneira de ajudar as plantas bem pequenas e colocar os mames em cima de bandejas rasas com pedrisco e terra adubada. A bandeja ajuda a manter a umidade, e as raízes saem dos vasos procurando a terra, isso ajuda muito no crescimento, é só controlar bem o tamanho das raízes, que saem em direção a terra.

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Aqui mais matérias sobre o Mame:     https://aidobonsai.com/2013/03/18/mame-uma-arvore-na-palma-da-mao-galeria/

Tamanhos de bonsai:    https://aidobonsai.com/2011/03/19/os-tamanhos-e-as-medidas-do-bonsai/

Entre na galeria e veja mais mames da Nihon Bonsai Mame:

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Uma Xícara de chá – Eugenia sprenguelli

Posted in Aido Bonsai, Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , on 9 d e outubro d e 2014 by aidobonsai

Aqui em trabalho realizado com uma Eugenia sprenguelli, fou usada uma pedra jogada pelo mar de Itaipuaçu. O vaso é uma antiga bandeja redonda de cimento.

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O Escriba – Penjing com bonsai de Ficus retusa

Posted in Aido Bonsai, Bonsai - Meus Trabalhos, Bonsai - Penjing e Yose ue with tags , , on 5 d e outubro d e 2014 by aidobonsai

Aqui uma galeria de fotos com o Penjing  “O escriba”

Espécie utilizada, Ficus retusa, plantado em lage de mármore.  Figura em cerâmica chinesa com 8cm de altura.

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Pedras utilizadas no conjunto, são seixos naturais.

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As raízes que vão sendo emitidas perto do tronco eu vou trançando, aumentando o aspecto de longevidade do Bonsai, e dando uma beleza única, pois a emissão de raízes aéreas é uma das principais característica das muitas espécies de Ficus.

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Modelagem em concreto celular – Criando uma pedra

Posted in Bonsai - Concreto celular, Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , , , , , , on 5 d e outubro d e 2014 by aidobonsai

Aqui as etapas de modelagem de uma pedra para penjing, criada com um bloco de concreto celular. Trabalho com esse material desde 1992, e até hoje fico surpreso com as suas possibilidades e como ele fica natural com o passar do tempo.

Na foto abaixo um trabalho totalmente finalizado e criado com 6 blocos de concreto celular.

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Bloco riscado, com a forma básica do corte que irei fazer com a serra tico tico.

Eu seguro com firmeza a serra, e entro com ela verticalmente em qualquer ponto escolhido. Depois é só seguir devagar na direção da linha, como se fosse um corte normal em uma madeira.

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Depois de feito o primeiro corte, decidi fazer um corte que será um pequeno lago. Depois que eu cortei a sua extensão, eu faço pequenos cortes paralelos, depois é só empurrar com os dedos firmemente, que eles se quebram na base e se soltam sozinhos.

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Bloco já cortado. Depois com uma broca de madeira larga ou grossa eu faço os furos de drenagem e água. 

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  Deixo as paredes e o fundo bem liso, para ajudar na retirada do bonsai em trocas de substrato e poda de raízes. Quando texturizo, finalizo o interior com 3 camadas finas de cimento, para tirar a porosidade e evitar a entrada de raízes.

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Bloco com as laterais modeladas de forma irregular, buscando um caminho natural como uma rocha bruta.

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O Bloco será texturizado com terra negra, argila e cimento. 

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Aqui um exemplo simples de um corte no bloco de concreto, e como ele pode ficar natural depois de modelado e texturizado com terra negra e cimento.

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Vou acrescentar nas próximas semanas, fotos da primeira pedra texturizada e finalizada com seu bonsai.

Você pode olhar mais trabalhos criados em concreto celular aqui no meu blog, veja nos links abaixo:

https://aidobonsai.com/2009/01/19/12-modelagem-de-concrteto-celular/

https://aidobonsai.com/2012/11/21/a-montanha-de-buda-penjing/

Galeria com as fotografias:

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