Exposição e venda de Jô Ribeiro em Brasília

Posted in Bonsai - Exposições with tags on 27 d e maio d e 2012 by aidobonsai

Na semana passada eu estava em Brasília dirigindo a campanha do PAC para a SECOM, pela produtora Fabrika Filmes. No Brasília Shopping estava acontecendo uma exposição com venda de bonsais da minha amiga e bonsaísta  Jô Ribeiro. 

Árvores lindas e muito bem cuidadas encantavam todos que passavam pelo shopping.  Se você é de Brasília e está trabalhando ou a passeio, e quer comprar um belo bonsai, entre em contato com a minha amiga Jô Ribeiro. Ela tem um viveiro com muitos bonsais, pré bonsais, mudas e tudo que você precisa para o cultivo dessa arte maravilhosa.   Telefone: 61 8239 1828

Viveiro de Jô Ribeiro.

 
Aqui uma galeria com algumas fotos da exposição:
 Pingo De ouro

Jabuticaba

Muitas espécies à venda:  Pingo de Ouro. Jabuticaba, Serissa, Ulmus chinesis, Eugenia sprenguelli, Ficus, Carmona, Caliandra, Shinpaku, Juniperus e muito mais.  Qualquer dúvida a Jô está lá para explicar como cuidar e para dar a manutenção. Clientes antigos levam suas árvores para trocar substrato, adubar e fazer a poda de manutenção.

Não aguentei!  Tinha uma Eugenia sprenguelli, uma das minhas espécies preferidas, dando sopa e dei uma modelada nela para não ficar parado, na exposição.

Aqui a foto da Eugênia com uma copa muito compacta sem patamares.

Aqui a foto depois de tracionar e aramar alguns galhos de forma bem simples, sem podar muito, apenas abrindo a copa, para penetração maior do sol no interior, o que é primordial para a brotação interna na Eugenia.

Estavam prestigiando a Jô Ribeiro dois bonsaístas maravilhosos, Francisco Lustosa e Luis Fernando Nikifury . Gostaria que eles morassem no Rio de Janeiro para papear toda tarde com eles! Bonsaístas com uma energia e conhecimento muito grande.

Acerola

Abaixo Serissa da cliente Ana Cristina, que foi podada e adubada na exposição.

Tenho muitos links excelentes no meu blog de venda de bonsai, mais a qualidade e o valor que é oferecido pelo Bonsai Jô Ribeiro é realmente muito grande. Se você gosta de bonsais e quer comprar um com uma procedência muito boa, procure a Jô Ribeiro. 

Entre na galeria e veja todas as fotos da exposição:

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Malásia Bonsai – Pameram 2012

Posted in Bonsai - Exposições, Bonsai - Galerias de fotos with tags , , on 27 d e maio d e 2012 by aidobonsai

Exposição em Kuala Lumpur:  Pameram Bonsai and Orchid Show 2012.  Taman Botanic

O vaso orgânico feito para o Bonsai abaixo, ficou com seu movimento em paralelo perfeito.

Este trabalho de floresta (Yose Ue) chamou muito a minha atenção. Mesmo criado com Bonsais com os troncos finos a disposição e proporção perfeita das copas, dão ao conjunto uma grande naturalidade e equilíbrio. 

Além dos bonsais uma linda exposição de orquídeas raras.

Demonstrações de modelagem também fizeram parte do evento.

Entre na galeria e veja mais 50 trabalhos da exposição:

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Shunka en – Museu de Kunio Kobayashi

Posted in Bonsai - Grandes Mestres with tags , on 22 d e abril d e 2012 by aidobonsai

Aqui uma galeria de fotografias do museu de Kunio Kobayashi. O nível de qualidade e acabamento de suas árvores é impressionante. O seu museu Shunka en fica no distrito de Edogawa Nihori, em Tóquio

O Shunka en é um dos principais centros de bonsais do Japão. Construído em 2002, ele agora exibe mais de 2.000 espécies. O “en” do seu nome sugere “jardim”, e essa é a impressão inicial que o visitante tem quando entra no espaço com muralhas feitas com pedras pretas da região de Nachiguro, embutidas em argamassa. Seu jardim japonês tradicional sinaliza a transição de uma esfera para seu espaço com bonsais.

Shunka-en é o trabalho de uma vida com bonsai, do mestre Kunio Kobayashi. Seu avô era um padre, seu pai, um florista, o horticultor comparava a arte do bonsai a uma pintura, o bonsaísta troca as tintas por folhas e troncos poderosos, além de ramos de formas parecidas com as linhas monocromáticas, criadas por pinceladas . O que define o cultivo de bonsai de forma diferente, é que é uma colaboração entre o homem e a natureza, sendo moderado pela lenta passagem do tempo.

Esse relacionamento com o temporal pode se estender por séculos. Um dos mais importantes exemplares de bonsai Shunka-en do mestre Kobayashi é um exemplar de quase 1.500 anos de idade. Essa raridade veio de sua propriedade original do Iemitsu Shogun Tokugawa (1604-1651). Kobayashi disse: “Quando você está na frente de uma árvore que viveu por 1500 anos, você sente que o importante com a idade é perceber a sua própria mortalidade. Você deve se curvar à natureza”, acrescentando: “Em última análise, este respeito pela natureza é a base do bonsai . “

No Shunka-en existem árvores envasadas em muitos estados de existência. As raízes vigorosas de um bonsai estilo ishi-tsuki parecem dominar as rochas, cobrindo as com suas raízes, enquanto um outro bonsai, em um estado chamado “sabakan,”  onde ele quebrou  e expos troncos, com suas superfícies secas, como cartilagem. A combinação de formas seca no bonsai é uma representação estética da dramatização budista, da impermanência de todas as coisas.

Depois de ter examinado o bonsai, a sua atenção provavelmente vai se voltar para a riqueza de detalhes em Shunka-en. Kobayashi formou um ambiente muito na tradição jardim japonês, com estruturas de madeira, galerias interiores, alcovas e uma casa de chá, tudo feito com os melhores materiais.

Entre na galeria e veja mais 30 fotografias do Museu Shunka en:

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Exposição Hanamatsuri – Festa das Flores

Posted in Bonsai - Exposições with tags , on 22 d e abril d e 2012 by aidobonsai

Aqui uma galeria de fotografias cedidas pelo vice presidente da Bonsai do Sul, Ricardo Paiva.

A Associação Bonsai do Rio Grande do Sul – BONSAI SUL foi fundada em 1997. Com o objetivo congregar e representar os cultivadores e apreciadores de bonsai, a BONSAI SUL promove o aperfeiçoamento técnico e material, bem como exposições, seminários, congressos e outros que visem à divulgação da Arte do Bonsai. 

Em encontros quinzenais, são realizados trabalhos com plantas, troca de experiências e discussões sobre temas de interesse. A associação possui 80 associados ativos, tendo representantes de 7 Estados do Brasil.
Presidente – Luis A. de Macedo Rodrigues – Porto Alegre/RS
Vice-presidente – Ricardo da Cunha Paiva – Porto Alegre/RS

Para quem não está muito familiarizado com o trabalho do bonsaísta Julio Silveira, demonstrador oficial em nosso evento, vejam estes bonsai que ele levou para a exposição no Hanamatsuri – Festa das Flores.

Vários trabalhos de muita qualidade, em um local bem iluminado e com uma bela apresentação dos seus organizadores.

O evento também teve cerimônias tradicionais Japonesas, além de uma exposição de Ikebaba.

Entre na galeria e veja mais 50 fotografias da exposição Hanamatsuri:

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3˚ Encontro Regional De Bonsai

Posted in Bonsai - Exposições with tags on 22 d e abril d e 2012 by aidobonsai


Pelo 3˚ ano consecutivo acontece aqui no Rio Grande do Sul um encontro das associações e clubes de bonsai do Estado.

O evento será nos dias: 24,25 e 26 de agosto de 2012 no ADESBAM.

Endereço: Rua Dr. Mário Totta, 108 – Bairro Tristeza – Porto Alegre – Rio Grande do Sul/Brasil

Para inscrições entre no link: 

http://evento15anosbonsaisul.wordpress.com/inscricoes/inscricoes-e-pagamentos/

Neste ano, a Bonsai Sul, Associação Bonsai do Rio Grande do Sul, ficou responsável pela organização do 3º Encontro Regional das Associações e Clubes do Rio Grande do Sul.

A Bonsai Sul vai aproveitar o evento e vai comemorar seus 15 anos de atividades ininterruptas como a mais antiga associação formal de Bonsai do país.

Um pouco da Bonsai Sul:

A Associação Bonsai do Rio Grande do Sul – BONSAI SUL foi fundada em 1997.

Com o objetivo congregar e representar os cultivadores e apreciadores de bonsai, a BONSAI SUL promove o aperfeiçoamento técnico e material, bem como exposições, seminários, congressos e outros que visem à divulgação da Arte do Bonsai.

Em encontros quinzenais, são realizados trabalhos com plantas, troca de experiências e discussões sobre temas de interesse. A associação possui 80 associados ativos, tendo representantes de 7 Estados do Brasil.

Presidente – Luis A. de Macedo Rodrigues – Porto Alegre/RS

Vice-presidente – Ricardo da Cunha Paiva – Porto Alegre/RS

Demonstradores Oficiais

• Nacho Marin – da Venezuela

• Mário Alberto g. Leal – Ribeirão Preto/SP

• Júlio Silveira – Porto Alegre/RS

Atividades do evento:

• Demonstrações comentadas dos demonstradores principais (Mário Leal fará um penjing)

Penjings de Mario Leal

• Demonstrações simultâneas com representantes das associações e clubes de bonsai do RS

• Workshop com Nacho Marin

• Concurso de novos talentos

• Exposição de bonsai

• Comercialização de plantas e produtos para bonsai

• Jantar de comemoração dos 15 anos da Bonsai Sul

Programação:

Dia 24/08/2012 – Sexta-feira

14:00h Abertura da Exposição Livre de Bonsai

Trabalhos Livres

Comercialização de bonsai, pré-bonsai, mudas diversas, vasos ferramentas e

insumos para bonsai em geral ( disponíveis também no sábado e domingo).

18:00h Encerramento das atividades

Dia 25/08/2012 – Sábado

08:30h Entrega de Crachás e material de apoio

09:00h Abertura oficial do evento

09:30h Demonstração comentada com Nacho Marin

12:00h Almoço

14:00h Workshop com Nacho Marin (10 vagas)

Demonstração de penjing com Mario A. G. Leal,

16:00h Concurso de Novos Talentos

Demonstrações simultâneas com representantes das Associações e Clubes

18:00h Encerramento das atividades

19:30h Jantar comemorativo dos 15 anos da Bonsai Sul, (participação por adesão)

Salão de Festas – R$ 30,00 por pessoa. Para os associados da Bonsai Sul o

valor do jantar está incluído no valor da inscrição. O valor do consumo de

bebida não está incluído em nenhuma das situações.

Dia 26/08/2012 – Domingo

09:00h Demonstração comentada com Nacho Marin

12:00h Foto oficial do evento

12:15h Almoço

13:30h Encerramento oficial do evento com entrega de Certificados, sorteio de brindes e

divulgação da cidade que irá sediar o encontro de 2013.

14:30h Workshop com Nacho Marin (10 vagas)

Demonstração com Julio C. N. da Silveira

18:30h Encerramento das atividades.

Nos dias 24,25 e 26 de agosto vai acontecer o 3˚ Encontro Regional de bonsai das associações e clubes do Rio Grande do Sul.  O evento terá demostração do grande mestre internacional Nacho Marin. O evento já tem mais de 60 inscritos. O Rio Grande do Sul hoje  integra o circuito nacional com grandes eventos sobre Bonsai.

Aan Karya – Bonsai na Indonésia

Posted in Bonsai - Galerias de fotos with tags , on 21 d e abril d e 2012 by aidobonsai

Mais uma galeria com trabalhos da Indonésia Bonsai.  Os Ficus de Aan Karya são inacreditáveis.

Entre na galeria e veja mais 40 trabalhos da Indonésia Bonsai:

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100 Aquapaisagismos – O Penjing aquático

Posted in Aquapaisagismo, Curiosidades with tags , , , on 21 d e abril d e 2012 by aidobonsai

Aqui para dar inspiração a aquapaisagistas e bonsaistas, uma galeria com 100 fotografias, de trabalhos que transmitem, paz e harmonia.

Entre na galeria e veja mais 90 trabalhos de aquapaisagismo:

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Aquapaisagismo e Penjing

Posted in Aquapaisagismo, Curiosidades with tags , on 16 d e abril d e 2012 by aidobonsai

Há 3 meses atrás me deparei com duas fotos na internet que me chamaram a atenção. Em um primeiro momento, achei que se tratava de um Landscape Penjing, uma paisagem criada em uma bandeja. Mas, quando ampliei a fotografia, tratava-se de um trabalho em aquapaisagismo chamado Himalaia Dreams, do artista Adriano Montoro, que mora em São Paulo.

Durante 20 anos cuidei de  aquários de água salgada e doce com meu pai. Em 1980 meu pai chegou a ter 48 aquários montados com diversas espécies de peixes marinhos, e nossa preocupação estética sempre foi de reproduzir as formações de habitat original de cada oceano, usando os corais e peixes de cada país. Nos aquários de água doce o objetivo era a reprodução dos rios amazônicos.



Hoje não tenho mais nenhum aquário montado, não teria tempo, pois no aquariofilismo, assim como no bonsai, nunca se tem um só.

Até hoje tenho minha coleção de conchas e caramujos com peças de todo mundo, com um total de 18.000 conchas, sendo 2.000 de espécies diferentes.

Trombeta Australiana fotografada na praia de Itaipuaçu. Maior caramujo do mundo com 90cm de comprimento.

Pectem Murex da Poilinésia em primeiro plano.

Aquapaisagismo

No aquapaisagismo deve-se dar importância ao fato que o seu aquário é para ser visto como um todo e não apenas uma planta ou um peixe. O objetivo maior é a variedade de plantas, pedras e substratos, reproduzindo uma paisagem, em que o peixe não é o elemento principal.

Aquário do aquapaisagista Truong Thinh Ngo do Vietnam que ficou em 9º lugar no IAPLC 2009

Aquário do aquapaisagista Cliff Hui que utlizou muito da profundidade para a sua formação.

Comecei a pesquisar sobre aquários plantados e seus artistas, e descobri que a montagem de dois ecosistemas em meios tão diferentes, água e ar, tem muito em comum para se conseguir o resultado visual desejando.

Artista:  Fabian Kussakawa – Foz do Iguaçu        Título:  Iguassu Falls

Aquapaisagismo e Penjing e seus pontos em comuns:

Espécies:

Existe a preocupação da escolha das plantas seguindo proporções e cores específicas.  No aquapaisagismo as plantas respondem a luminosidade e tem seu crescimento dependendo da sua profundidade e distância da tona do aquário. No Penjing temos que escolher as plantas que sobrevivam juntas às mesmas condições de sol, chuva e variações de solo.  Nas duas artes as diferenças de tamanho e cor ajudam a criar a profundidade. Nas duas artes PH e acidez tem que ser controlados.

Pedras e Rochas:

Nas duas artes a pedras são escolhidas pela sua forma, induzindo ao olhar. Montanhas, escarpas, platôs, desfiladeiros e pedras centenárias guardadas pelo tempo. As melhores pedras para o penjing são as que possuem ranhuras, buracos. Por isso as pedras vulcânicas são tão procuradas pelos chineses e japoneses. No aquapaisagismo as pedras não podem mudar a estrutura e equilibrio da água, pois os traços químicos mudam ph e alcalinidade. No penjing as rochas e pedras também mudam todos os traços do substrato onde a paisagem está plantada.

Artista: Gabriel Vasconcelos – Minas Gerais         Título: Katashi

A busca da profundidade:

Nas duas artes o conceito de profundidade está presente. O artista que cria a paisagem em aquário procura ordenar os elementos de maneira que o observador tenha vontade de caminhar pela paisagem; essa é uma das principais características do Penjing e do Yose Ue (Floresta). No aquapaisagismo o substrato tem que possuir uma altura maior na parte de trás do aquário para dar uma noção de profundidade 3d. É importante tentar criar uma profundidade com a posição das plantas aliado ao material de hardscape, por isso é importantíssimo observar a natureza para tentar recriar as noções em relação ao tamanho do seu aquário com o material disponível em mãos. Hardscape:  material para o layout do aquário vão desde a pedras, troncos, pedriscos e raizes. No meu penjing, “O caminho do templo”, também uso materiais (hardscape) para ajudar nas proporções e criar profundidade de campo. Este penjing foi criado usando 15 Eugenias sprenguelli, modeladas ao longo de 11 anos.

No trabalho abaixo o artista Miron Silva cria vários planos visuais. As pedras de tamanhos diferentes, colocadas de maneira precisa e as cores da vegetação, criam uma dinâmica visual incrível.

No meu Penjing, ” O caminho do Tori” , eu criei o caminho de pedras e o portal para ajudar na sensação de profundidade. Eu uso também pequenos arbustos e bromélias para valorizar pontos específicos da paisagem.

A triangulação do conjunto:

Na arte do bonsai e do penjing um dos conceitos de harmonia mais importantes é o da triangulação do conjunto e da árvore. São usados pedras e elementos principais em número ímpar e sempre triângulados. Poda e manutenção: exatamente como no penjing ou no Yose Ue, existe a poda de manutenção de todo o conjunto. Essa poda mantem as proporções desejadas de cada planta, em cada ponto escolhido do aquário.

Artista: Adriano Montoro – Quatá São Paulo   Título: Jurassic Jungle

Artista: Adriano Montoro – Quatá São Paulo   Título: Himalaia Dreams

Neste trabalho, “A montanha de Buda”, usei concreto celular para modelar a pedra de base. Foi usado Juniperus horizontalis, carmonas, bromélias e pequenas pedras naturais.

Galeria de aquapaisagismo:

Trabalhos de artistas brasileiros.

Artista: Adriano Montoro – Quatá São Paulo   Título: Grinch`s forest Artista: Miron Silva Araújo – Aracaju          Título: Wind Whisper Artista: Miron Silva Araújo – Aracaju          Título: Refreshing Wind Artista: Rafael de C. Gama        Título: Sagração da Primavera Artista: Caio Tulio Yui – Londrina      Título: The Man rock at the foundation  Artista:  Fabian Kussakawa – Foz do Iguaçu         Título:  Iguassu Falls Artista: Gabriel Vasconcelos – Minas Gerais         Título: Aqua Jaya Artista: Renato Kuroki – São Paulo       Título: Cristalino / A dream on the forest colors Artista: Renato Kuroki – São Paulo       Título: Igarapé / The refuge in the forest Artista: Renato Kuroki – São Paulo       Título: Ancient Forest Artista: Leandro Cesar Campos – Rio De janeiro      Título: Fez-se o vale Artista: Luidi Rafael  – Ponta Grossa      Título: Cores da Natureza Artista:  Luidi Rafael – Ponta Grossa        Título: Tanictis House Artista:  Luidi Rafael – Ponta Grossa       Título: GG Artista: Americo Guazzelli  – Londrina      Título:  Stone`s island

Artista: André Grassi – Curitiba        Título: Aquanature II

Artista: André Grassi – Curitiba       Título: Aquanature II

Para saber mais sobre aquapaisagismo, e detalhes técnicos de todos trabalhos apresentados aqui na matéria, entre no site:    http://www.natureaqua.com.br/ Quer saber como montar um aquário plantado?  Leia esta excelente matéria da Nature Aqua escrita por Americo Guazelli e Thiago Tyska http://www.natureaqua.com.br/?p=lerart&id=70

Slideshow de fotografias da matéria:

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Entrevista com Carlos Tramujas

Posted in Bonsai - Entrevistas no Brasil with tags , on 15 d e abril d e 2012 by aidobonsai

Tenho muito orgulho de publicar aqui no blog a  entrevista do meu mestre Carlos Tramujas. Foi em 1998, em Niterói, que fiz um curso com Carlos Tramujas, na casa de um grande amigo e mentor no bonsai Jorge Antonio. Embora já me dedicasse à arte a 8 anos, foi no curso com Carlos Tramujas que meus olhos abriram para a importância da triangulação, a busca da paciência e a ordem correta de executar as etapas básicas na criação do bonsai.

Quero agradecer o tempo que ele dedicou a entrevista, pois sei que ele tem pouco tempo disponível e milharem de filhas para cuidar.  Obrigado mestre Carlos Tramujas. 

O Caminho de Carlos Tramujas

1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai? Me fale um pouco sobre você, seu espaço e onde ele está localizado.

Foi nos primeiros anos da faculdade. Fiz Agronomia e naquela época eu já tinha interesse por plantas ornamentais. Foi numa ida ao CEAGESP de São Paulo que tive o primeiro contato e onde comprei o meu primeiro bonsai. Isso já faz mais de 25 anos, eu acho. Comprei um Pinheiro Negro que morreu logo depois porque o deixei dentro de casa. E assim foram com mais três ou quatro plantas, até que resolvi me interessar realmente pelo assunto. Naquela época era muito complicado se conseguir informações pois não tínhamos internet, revistas, amigos que faziam, além de que os poucos livros que existiam eram caros e importados. A colônia japonesa era muito fechada e ali era muito difícil se conseguir informações sobre o cultivo.

Vejo a facilidade de hoje com a internet, lojas de bonsai, cursos para iniciantes, revistas, livros…a coisa mudou muito e a arte está cada vez mais acessível a todo e qualquer tipo de pessoa.

Demonstração no primeiro encontro do Bonsai rural.

O bonsai me envolveu de tal forma que hoje vejo que mais da metade da minha vida foi dedicada a ele. Criei a Bonsai Brasil, acho que em 1996; na época foi uma referencia e um dos primeiros sites nacionais dedicados exclusivamente
ao bonsai, não somente a nível de informação aos visitantes, mas também na comercialização de plantas e acessórios.

Tive também a oportunidade de ir trabalhar na Espanha na Mistral Bonsai, acho que ainda hoje o maior viveiro de bonsai do mundo. Fiquei por lá alguns anos como editor chefe da revista espanhola Bonsai Pasion e participei de muitos eventos internacionais em diversos países como demonstrador, como repórter ou apenas com a finalidade de divulgar a revista e a Mistral.

Paulo Netto:  Abaixo a revista Mistral Bonsai, uma das melhores e mais completas revistas sobre bonsai editadas no mundo. É um orgulho ter tido um profissional e bonsaísta brasileiro, como editor de uma revista com essa qualidade de informação e gráfica. Tenho todos os exemplares e recomendo a todos que gostam de bonsai.

Na Mistral, tive a oportunidade de fazer de tudo um pouco e participar de muitos processos, tais como o de produção de campo, logística e embalagem , importação e exportação, entre outros.  Mas uma das atividades com que mais me identifiquei foi assumir a relação comercial com clubes e associações da Espanha, que hoje somam mais de 150 no total. Esta relação durou todo tempo em que estive lá e me rendeu bons amigos, com os quais mantenho contato até hoje.

Nesses anos que morei na Espanha, uma das atividades que fazíamos com frequência era caminhar pelas montanhas para apreciar Pinus, Juníperus e tantas outras espécies, em seu habitat natural. Acredito que tenha sido uma das minhas maiores lições de aprendizagem no período em que morei fora do Brasil.

Viveiros da Mistral Bonsai:

Vistas gerais do viveiro da Mistral, onde os números são todos muito impressionantes. São 60.000 metros quadrados de sombrite e estufas, e mais de 500.000 bonsais em estoque.

A criação da Bonsai do campo:

Quando voltei ao Brasil em 2005, comecei uma parceria com um dos maiores viveiros de plantas ornamentais do sul do Brasil, a Belvedere Plantas, para incrementar o seu setor de bonsai e aproveitar a matéria prima existente no viveiro para a produção de bonsai.

Mais tarde me tornei sócio do também Eng. Agrônomo, Edson Anderman, e de seu pai, que era dos antigos sócios da Belvedere. Aí nasceu uma nova empresa, a Bonsai do Campo, que está localizada em Porto Amazonas, no Paraná, a aproximadamente 80 km de Curitiba.

Trabalhamos exclusivamente na produção e comercialização de bonsai e pré bonsai. Nossos números já são bastante significativos: 100 mil plantas no campo, 35 mil prés bonsai, 12 mil bonsai… e uma rotatividade de 450 mil estacas para enraizamento.

Na conclusão do projeto da construção da nova sede teremos preparada uma área com mais de 30.000 m² com sombrites para bonsai, barracão, cisternas, estufas, área para armazenagem de pré-bonsai, etc… Pretendemos inaugurar a sede nova até o final deste ano, para quem sabe no ano que vem finalmente organizarmos o II Encontro Nacional do Bonsai Rural.

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Gosto muito das coníferas, preferencialmente os Juniperus chinensis (Shimpaku). Pelos trabalhos com madeira morta e pelo excelente contraste que se consegue com o verde das folhas, o tom avermelhado do tronco e o branco característico da madeira morta. Essa preferência talvez esteja relacionada com a oportunidade que tive de vê-los crescendo naturalmente no alto das montanhas.

Gosto também de muitas outras espécies… dos Acer, por exemplo, e das Myrtaceas em geral.

3 – Como você vê o crescimento e procura pelo bonsai hoje no Brasil?

Acho que o bonsai tem se desenvolvido bem no Brasil; muitos sites, fóruns, blogs, associações, lojas especializadas. Nesse aspecto acho que o crescimento está muito acima do que poderia imaginar a alguns anos. Às vezes sinto falta de ver um empenho maior por parte daqueles que se dedicam, mas isso também faz parte de uma evolução natural das coisas.

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre eles.

No momento, Paulo, não tenho mais nenhum bonsai em casa mas, em compensação, na fazenda tenho quase 15 mil para cuidar, hahaha! Apesar de ter os meus bonsai lá também, tenho focado nos últimos anos a produção e o desenvolvimento de novas espécies para o cultivo de bonsai comercial de qualidade. Para mim se tornou um desafio ainda maior fazer uma empresa como a nossa funcionar de forma saudável. Hoje temos 25 funcionários e nos dedicamos somente ao bonsai. Não deixo nunca de selecionar um bom material para o futuro (é a famosa reserva do patrão) e sinto muita falta em trabalhar direto com as árvores e somente com exemplares especiais, mas pode acreditar que vai chegar a hora. Tudo ao seu tempo.

5 – Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Difícil escolher um estilo em particular, mas gosto muito do moyogui, do bujingi… realmente fica difícil escolher algum estilo, já que quando se tem um bom material na mão e se quer criar um bonsai de primeira qualidade, temos sempre que respeitar o que o material oferece, pois ele é que irá indicar que caminho devemos seguir.

6 – O que a arte do bonsai agregou à sua vida?

Depois de tanto tempo, Paulo, fica até difícil falar sobre isso, porque as árvores já fazem, de uma forma ou de outra, parte da minha vida. Pode ter certeza que o bonsai não muda o caráter de ninguém, mas acho que ajuda o indivíduo a pensar, questionar e a se relacionar, porque o bonsai não é uma arte solitária. Se tentar fazer diferente, sua evolução será muito lenta e pouco produtiva.

7 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Já conversei muito sobre isso, mas minha opinião sincera é que você é obrigado a conhecer a técnica e a noções de estética para conseguir alcançar um bom resultado. Depois, se quiser jogar tudo fora, é um direito seu, mas tem aquele ditado que diz que não se consegue quebrar uma regra se você não a conhece muito bem.

Não podemos, aqui no Brasil, querer fazer bonsai como no Japão por exemplo. A cultura é diferente, a educação é diferente, o clima é diferente, enfim, quase tudo é diferente. Como podemos querer fazer um bonsai como eles fazem? Sabe o que eu acho? Que somos privilegiados e que nosso sangue latino nos confere uma maneira singular de fazer bonsai. Acredito que em mais alguns anos o Brasil será um destaque internacional dentro da arte do bonsai, mostrando justamente isso. O caráter do bonsai brasileiro vem surgindo aos poucos e se firmando cada vez mais. Tem muita gente boa trabalhando pra isso.

8 – Que bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção, hoje no cenário mundial?

Muitos, mas não vou citar nomes, porque certamente estaria sendo injusto com muitos outros. Gosto sim do trabalho dos italianos, dos franceses, dos espanhóis, ou seja, dos europeus em geral. Acho que hoje a maior concentração de bons artistas está em alguns países de lá. Eles estão em um estágio que pouco a pouco começamos a chegar. É saber estudar, praticar, respeitar as regras, os japoneses e seus trabalhos, mas fazer o bonsai da maneira deles aproveitando o material que eles em possuem em sua região. No Brasil, pelo fato de vivermos num clima praticamente tropical, não chegaremos a ter a fartura de yamadoris a que eles têm acesso. No entanto, de uns anos pra cá começaram a surgir excelentes árvores, principalmente do nordeste e que vem sendo trabalhadas por pessoas que já seguiram este caminho. No meu ponto de vista esse é o verdadeiro caráter do bonsai do Brasil.

Visita ao viveiro de Hidaka San em 1998. Fonte contínua de inspiração.

Com Jiro Mizuno em sua casa em santo André, São Paulo. Acho que essa foto é de 1987 e me trás boas lembranças de como tudo começou. Sr. Jiro Mizuno foi uma pessoa muito especial em minha vida.

9- Que perfil de pessoas hoje buscam aprender a arte do bonsai no Brasil?

O bonsai encanta a todos, Paulo. Dificilmente uma pessoa irá passar indiferente por uma boa exposição com belos exemplares. Isso, talvez, pelo fato de que a árvore em si é um dos arquétipos do ser humano. Não existe padrão e nem pré-requisito para a pessoa se envolver com a arte. Nos meus anos de vivencia com o bonsai, já vi todos os tipos de pessoas; de empresários importantes a simples pedreiros e de crianças a idosos se deixarem se levar pela arte. Vi muita gente dar continuidade, mas também vi muita gente desistir em pouco tempo. No bonsai não basta ter talento e inspiração, existem alguns conceitos que tem que ser adquiridos com o tempo como, por exemplo, a disciplina e a perseverança, já que sem eles você não consegue chegar a lugar nenhum. Por outro lado, apesar de existir a questão do cultivo propriamente dito, que envolve técnicas agriculturáveis como a rega, adubação, pulverização, tipos diferentes de substrato, etc, não existe um pré-requisito básico para se iniciar na arte; você não precisa ser agrônomo, biólogo ou ter qualquer tipo de formação na área. Muito pelo contrario, essas técnicas de cultivo, em muitos casos, exercem sobre os leigos no assunto um grande fascínio. Entender como as árvores crescem e se desenvolvem, e como elas reagem as diferentes técnicas que aplicamos, é realmente emocionante.

Bosques de coníferas no viveiro de Paul Lesnievicz

10- O que você acha que as pessoas podem encontrar na arte do bonsai que as ajude tanto no trabalho como na sua vida pessoal?

Como o bonsai é uma arte viva, o seu desenvolvimento depende de muitos fatores, e o controle desses fatores, sem dúvida, traz um sentimento de satisfação muito grande. Você poder admirar sua árvore crescendo bonita e saudável, produzindo flores e frutos, mostrando as mudanças de estação, é que faz com que as pessoas se envolvam com mais profundidade na arte do bonsai. Sem falar do aspecto artístico, onde o bonsaísta pode acompanhar o desenvolvimento de sua árvore caminhando lentamente para um projeto que foi idealizado muitas vezes há décadas atrás. É pura emoção.

11- Qual erro você acha mais comum nos iniciantes quando começam a se dedicar ao cultivo do bonsai?

Você bem sabe que muitas pessoas que compram um bonsai ou ganham um bonsai não conseguem sequer podar a sua árvore uma única vez. Eles simplesmente não conseguem passar da fase inicial e mais importante de todas, que é manter sua pequena árvore viva. Ainda bem que no Brasil as coisas já começaram a mudar, e cada vez mais as pessoas se dão conta de que o problema na maioria das vezes não está no bonsai, mas sim nelas mesmas. É triste ouvir falar que o bonsai é delicado demais, que morre à toa, que é impossível ser cultivado por um simples mortal, que é perda de tempo, complicado de cuidar e outras coisas desse tipo. Esses argumentos sempre fizeram parte da minha vida, mas como comentei anteriormente, as coisas estão mudando e cada vez mais se ouve falar: eu não reguei direito, eu viajei alguns dias e a planta ficou sozinha, eu deixei minha planta num ambiente fechado. Isso é sinal de que as pessoas já estão compreendendo a realidade do bonsai. Que não é enfeite, que não pode ficar em qualquer lugar, que é um ser vivo e que tem que ser tratado com uma árvore. Acho que a maior dificuldade para quem está iniciando na arte é não conseguir fazer o casamento necessário e imprescindível entre o cultivo e a parte estética. Entender que para se aplicar qualquer técnica na árvore, esta precisa estar forte e saudável e que devemos primeiro aprender a cultivar e compreender as necessidades da árvore, para somente depois iniciarmos a sua modelagem.

Demonstração no Bonsai Centrum Heidelberg na Alemanha em 1995. Com Horst Krekeler e Roberto Gerpe

12 – Que conselhos você poderia dar para quem está começando a se dedicar à arte do bonsai?

O primeiro deles é procurar um produtor idôneo para adquirir suas primeiras árvores e solicitar informações ou algum tipo de manual que indique pelo menos as técnicas básicas de cultivo, como ambiente adequado e rega. Antes de comprar a planta, comentar com o vendedor o local onde você pretende deixar o bonsai, pois nesse momento ele poderá indicar uma espécie que se desenvolva melhor no ambiente que você pretende cultivá-la. Evitar começar com bonsai muito pequenos, pois estes são mais difíceis de cuidar. Quanto menor o tamanho do vaso e a quantidade de substrato, mais difícil vai ser controlar as regas e não podemos esquecer que mais de 90% dos bonsais que morrem são justamente por falta de água. Se você está realmente interessado no bonsai, nunca tenha apenas uma planta, o ideal é ter pelo menos três ou quatro e de espécies diferentes para acompanhar o crescimento e poder avaliar melhor as dificuldades no cultivo.

Não desista com as primeiras dificuldades, lembre-se que a perseverança faz parte do negócio.

13 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetize nossa arte.

“O bonsai, além de ser uma arte, pode se tornar uma filosofia de vida”

Paulo Netto:  Um produto que também foi criado por Carlos Tramujas e que pode ajudar você que está começando a se interessar pela arte do bonsai. É o seu video com os fundamentos básicos e introdução ao Bonsai.

Contatos de Carlos Tramujas:

tramujas5@gmail.com

ctramujas@onda.com.br

Evento com Carlos Tramujas:

Cihideung – Bonsai na Indonésia

Posted in Bonsai - Galerias de fotos with tags , , on 9 d e abril d e 2012 by aidobonsai

Hoje, navegando no facebook, me deparei com essa árvore abaixo. Procurei o álbum de fotos e achei o artista e o seu espaço na Indonésia.  Criatividade aplicada em todos os sentidos. Do mamê, passando pela madeira morta, chegando às árvores modeladas de forma natural, achei os trabalhos incríveis. Queria olhar esses trabalhos pessoalmente, ou ter fotos em alta resolução para olhar todo dia.  Estou tentando conseguir mais informações sobre o artista e as espécies das fotos.   Eu realmente gostei muito dos bonsais de Cihideung e não tinha como não publicar aqui essa galeria.

Me chamou também muita atenção os vasos de cerâmica de forma bem orgânica que são usados nos trabalhos.

Entre na galeria e veja mais trabalhos de Cihideung:

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