Archive for the Bonsai – Bonsaistas do Brasil Category

Curso AIDO BONSAI 2017

Posted in Aido Bonsai, Arte - Jardim Japonês, Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Sua historia, Penjing Brasil with tags , , , on 6 d e fevereiro d e 2017 by aidobonsai

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Venha fazer um curso e aprenda os segredos da criação do Bonsai. As técnicas podem ser utilizadas em várias formas de paisagismo, e modelagem de jardins em suas casas. Se você mora em apartamento mas tem uma varanda, ou uma janela que receba um mínino de 2 / 3 horas de sol por dia, você pode cultivar essa arte milenar Chinesa.

PRIMEIRA TURMA DE 2017

Entrevista com João Chaddad

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil with tags , , on 9 d e outubro d e 2011 by aidobonsai

Retomando as entrevistas com grandes bonsaístas do Brasil, aqui o trabalho de João Chaddad mais um apaixonado pela arte do bonsai. Aqui na sua entrevista alguns dos seus lindos trabalhos e um pouco da sua vida no bonsai. Deixo aqui o meu obrigado pelo tempo e pela oportunidade de ter mais um amigo compartilhando trabalhos aqui no blog. Acima João com uma linda Primavera (bougainvillea)

. 1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai ?

Comecei a me interessar em 1976, tinha 12 anos, através de duas matérias no jornal de Plantas e Flores que vinha como encarte interno da revista de mesmo nome.

Buxinho

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Gosto de trabalhar com as espécies que conseguem engrossar o tronco relativamente bem em vasos, como paineiras, Ficus, Taxodium, Metasequoia, eritrina. Mas também gosto de jaboticabas (Myrciarias spp.) e pitecos (Chloroleucon tortum) porque são muito maleáveis.

Pinheiro de brejo

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar mas as circustâncias de clima e adaptação não permitem?

Sequoia gigante (Sequoiadendrum giganteum), Laricio (Larix decídua e L. kampferii) Notophagus antarctica, Pinho branco japonês (Pinus parvifolia) e Pinho branco koreano (Pinus koraiensis)

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.

O que tenho mais carinho é o estilo trançado, uma vez que para realizar uma planta bem feita tem que ser planejado meticulosamente passo a passo. Selecionando plantas em alturas graduais, nem finas nem grossas, pois ambas lascam fácil. Distribuindo lateralmente os ramos durante o enrolamento de cada planta, e de acordo com o ângulo e a distância entre ramos, sendo esta última gradativa de baixo para cima. Ocorrendo durante esse processo um enrolamento de um arame que manterá unido os ramos por meses ou anos. Após isso, a cada 2 ou 3 meses outro arame é colocado paralelo ao primeiro, e então esse primeiro é retirado para não marcar a casca, e isso se repete as vezes 3 ou 4 vezes. Assim é preciso ser um tipo de planta que se estima muito pois está exige atenção mensal. Abaixo pitecolobium tortum, de 4 anos feito de 4  mudas enroladas.

 

5 –  Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Gosto em particular do estilo cascata, em parte por este ser uma forma submissa como se ela se curvasse a nós, mas na verdade nós que temos que nos ajoelhar para trabalha-la.

Pinho negro japoês

Esse estilo também apresenta muitos desafios, um deles é a engorda da planta, ou seja, engrossar a base do tronco e os ramos mais baixos. A planta caindo não pode ser no chão, então usamos canos, jardineira, e pilha de vasos.

Buxinho

Este último deu mais resultados, cada um dos vasos empilhados depois de serradas as raízes produziram novas plantas em cada vaso, para aquelas que pegam de estacas, como olmo, jequitibá e pitanga.

 Paineira comum com orquidea Dendrobium

6 – O que a arte do bonsai agregou na sua vida ?

Valores morais, sociais e espirituais. Cultivando o respeito a nós mesmos e ao próximo, respeito pela natureza e a coletividade. Respeito pela grandiosidade do criador com seus “arquitetos”, que a tudo construíram, em especial a nós mesmos, e a possibilidade que nos proporcionam de poder admira-la e trabalha-la. Porque quando trabalhamos bonsai passamos nossas intenções e pensamentos às plantas, se houver maldade está em nossas mentes.

Ficus microcarpa

7 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística ?

Na minha opinião, aqueles que tem maior conhecimento tem a possibilidade de seguir regras mais rígidas. Na verdade elas já existem, são convencionadas, a diferença é que alguns conseguem segui-las na risca porque detêm o conhecimento necessário para pratica-las desde o inicio da planta. Tais regras precisam ser passadas aos poucos para não assustar os iniciantes, aprofundando os em tais regras na medida em queevoluem na arte.

Jequitibá rora

8 – Qual bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção hoje no cenário mundial?

Nick Lenz, ele ultrapassa os limites entre a arte e o bonsai.

9 – Que conselhos você daria para quem está começando a se dedicar à arte do bonsai?

Interesse, ânimo e paciência.

 Embiriçú

10- Como você vê o crescimento da Arte hoje no Brasil?

Vejo um crescimento muito satisfatório, com características regionais muito nítidas. Embora, seu interesse se espalha pelo país através dos fóruns, há cidades onde as técnicas avançadas ainda permanecem concentradas em alguns grupos.

11- O que deveria ser feito para melhorar a divulgação e o número de praticantes?

Sem dúvida dois tipos de eventos são os que atraem mais iniciantes para a arte, exposições e encontros abertos. Entretanto, são menos praticados, pois, rendem poucos lucros e necessitam do apoio de instituições, como shoppings, associações, clubs, etc.

Cursos são ótimos, aperfeiçoam muito os bonsaístas, mas ainda permanecem muito elitizados e localizados, ficando a maioria dos interessados marginal às técnicas específicas. O artista de bonsai tem de ir ao onde o povo está, se locomover para difundir. Como mestre Hidaka fazia, viajando e ensinando, criando novos focos de conhecimento. Na verdade as pessoas interessadas precisam se associar e trazer professores, de preferência com especialidades diversas, com as quais o grupo crescerá em técnica e eficiência. Além do mais, é mais barato o professor se locomover de onde mora do que vários alunos para onde o professor mora.

Falsa Coca

12 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte.

Recriar a natureza perto de nós.

Paineira barriguda

 

A pintura e o Bonsai de Marcelo Duprat

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Penjing e Yose ue with tags , , , on 11 d e março d e 2011 by aidobonsai

Gostaria de compartilhar nesta matéria as pinturas, desenhos e bonsais do artista Marcelo Duprat.


Duprat é mestre em História de Crítica da Arte, professor e coordenador do curso de pintura da EBA – UFRJ. Suas reproduções da Mata Atlântica, suas paisagens e desenhos,  são uma inspiração para as minhas criações de penjing.

Árvore e Pássaro. Óleo sobre linho – 61cmX46cm.

Nada mais natural que a profundidade, luz e detalhes retratados nos seus quadros se materializassem  com a mesma intensidade nos seus trabalhos com penjing e bonsai.  O seu trabalho com penjing mostra muito refinamento na modelagem, educação e poda da árvore. Seu trabalho mostra uma  total integração do bonsai com o suibam (bandeja), que é criada e produzida por ele mesmo para cada um dos seus projetos.

Eugenia sprenguelli. Suiban de concreto.

Ganhei do Duprat um bode como o do penjing acima. Foi modelado por ele em epoxi e os detalhes de expressão e textura são perfeitos. Marcelo também tem como uma de suas espécies preferidas a Eugenia sprenguelli, em função da proporção dada pelas folhas em contraste com o tronco e galhos de cor mais clara.

Marcelo Duprat confecciona as pedras e as figuras que vão compor os detalhes da sua paisagem.

Marcelo também adora trabalhar com o Pithecolobium tortum. Eu acompanho de perto a alguns anos a sua criação de um kengai.  Este bonsai está ficando uma verdadeira escultura e está sendo modelado com muito cuidado com as proporções de triangulação.

Pithecolobium tortum em 2007

Projeto digital de Marcelo Duprat para o estilo Kengaido Pithecolobium tortum.

Bonsai em fevereiro de 2011.

Árvore em dupla. Óleo sobre linho – 65cmX54cm.

Paredão de Petrópolis. óleo sobre tela – 110cmX81cm.

Penjing fonte. Suiban confeccionado em mármore branco.

Alto Mourão. Óleo sobre têmpera 60cmX100cm.

Ulmus parvifolia.  Marcelo escolheu modelar este Pithecolobium tortum no estilo Fukinagashi, varrido pelo vento.

Alto do Morro.  óleo sobre tela de 60 x 40 cm. 2009. Miguel Pereira. – Rio de Janeiro.

Barranco -Óleo sobre tela.

Montanha – Itaipuaçu. óleo sobre têmpera, tela de 60 x 40 cm. 2009

Conjunto do Alto Mourão – Serra da Tiririca.
Mata Atlântica do Rio de Janeiro.

Pretendo colocar aqui no Blog, nos próximos meses, as fotos detalhadas dos trabalhos com bonsai e penjing do Duprat. Marcelo é muito cuidadoso e tem tudo bem fotografado.  É particularmente inspirador ver a evolução do seu trabalho através dos seus desenhos e pinturas.

Se você já estiver curioso para conhecer todo trabalho de pintura e bonsai de Marcelo Duprat em detalhes acesse o site: http://www.marceloduprat.net

Entrevista com  Rock Júnior

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Entrevistas no Brasil with tags , , , , , , , , on 11 d e dezembro d e 2010 by aidobonsai

Dando continuidade às entrevistas com grandes bonsaístas brasileiros, tenho o prazer de publicar a matéria com o amigo Rock Júnior. Acho que cada bonsaísta pode transmitir um pouco da energia que motiva seu trabalho,  falar da sua trajetória e como o bonsai preenche de forma diferente o interior de cada artista. Quando elaborei as perguntas, mais do tentar extrair conhecimento técnico, queria que fosse como um bate papo, como se eles estivessem sentados aqui no meu espaço tomando um chá e fazendo o que acho que todos nós mais gostamos: contar histórias, dividir experiências com amigos e, é claro, fazer bonsai.

Rock Júnior

1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai ?

No início da década de 90 vi um bonsai numa floricultura perto da minha casa e isso despertou a minha curiosidade para o assunto. A partir daí, comecei a procurar por bibliografias sobre a arte, a plantar e a garimpar mudas de tudo o que era árvore nativa que eu encontrava. E não parei mais…

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar ?

Gosto de muitas; entre as nossas nativas posso destacar a jabuticabeira, as caliandras ( Selloi, Spinosa, Depauperata) e o piteceolobium. E entre as exóticas, ficus, acer buergerianun, celtis e prumus são as quais mais me indentifico. Também aprecio e me divirto muito com os junípeurs, pois proporcionam a possibilidade de trabalhar muito com a criatividade.

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circustâncias de clima e adaptação não permitem ?

Larix, pinheiro branco japonês e alguns tipos de acer, entre outros.

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.

Eu posso citar dois trabalhos que mostram nitidamente minha evolução na arte, de forma que as considero, ao mesmo tempo, mestres e colegas de turma.

Primeiramente, este juníperus jacaré. (O segundo trabalho encontra-se no final da entrevista)

Mar/05 - Imagem do junipero antes do início do trabalho. Observe seu potencial: bonito e suave...

No vaso de treinamento, podemos observar a ancoragem que foi feita visando que ela fique na posiçnao desejada.

Mai/06 - Mais de um ano se passou e o procedimento nesse período foi apenas adubar e fazer limpezas freqüentes nos galhos.

(Mai/07) Com mais de 2 anos do início do trabalho, o crescimento foi livre sem podas.

A intenção era dar o máximo de vigor para a massa verde com adubações regulares. Costas do junipero.

Resultado de mais uma sessão de trato.

Nov/07- 6 meses depois, início da primavera. Hora do transplante.

Antes do procedimento, fez uma nova reestilização dos galhos buscando maior compactação e redução da copa.

Foi usada ráfia, e depois fita isolante de alta fusão para podermos tracionar o galho.

O ápice que estava pra cima agora está totalmente para baixo.

conseguindo assim um melhor efeito visual, com maior compactação e proporção entre espessura de tronco e altura.

Resultado dos trabalhos, agora é esperar que o tempo faça a sua parte.

Setembro de 2009

Detalhe - stembro 2009

Primavera 2009

5 – Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Eu gosto de todos! Mas o que mais levo em consideração é a naturalidade e a expressão da árvore. Independente do estilo, é fundamental que o bonsai realmente nos remeta a uma árvore muito, muito velha e o mais natural possível, com o mínimo de sinais de trabalho e intervenção humana.

Uma frase do Mestre John Naka ilustra bem o que me refiro: “Faça seu bonsai ficar parecido com uma árvore e não sua árvore parecida com um bonsai.”

O grande mestre John Naka com uma floresta (Yose Ue) de sua autoria na Goshin National Arboretum, Washington DC May 2003

6 – O que a arte do bonsai agregou à sua vida ?

O bonsai acrescentou muito à minha vida. Primeiro por que descobri uma grande paixão e esse sentimento me trilhou por uma caminho maravilhoso dentro da arte.

Além de ter o privilégio de poder estudar e tentar compreender um pouco destas magníficas obras da natureza e do tempo, que são as árvores antigas, ainda posso conhecer pessoas, lugares, culturas diferentes e cultivar verdadeiras e sinceras amizades.

É, sem dúvida alguma, uma caminhada extremamente prazerosa que nos leva a um desenvolvimento emocional e espiritual, alterando até mesmo a nossa percepção do mundo e da natureza.

Também acredito que hoje eu respeite a natureza, as pessoas à minha volta, e a mim mesmo muito mais que antes.

7 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnica e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Um excelente pergunta.

As funções das regras são, antes de mais nada, para facilitar a didática e criar um padrão de beleza e avaliação das árvores trabalhadas, como em exposições por exemplo. Se o trabalho consegue expressar beleza, harmonia, força e equilíbrio mesmo sem seguir as regras clássicas, ótimo! Mas…

Podemos fazer um paralelo com o futebol, por exemplo. Imagine que você tenha um time mas queira jogar baseado em regras suas e não as impostas pela FIFA. Você iria jogar sozinho, concorda? Com o bonsai não é diferente e é muito claro. Se você quer fazer bonsai sem se preocupar com as regras não tem problema algum, desde que esteja se divertindo e não tenha pretensões de conseguir prêmios em exposições. Agora, se você deseja participar de exposições ou trabalhar profissionalmente com bonsai, as regras nesse caso são, na minha opinião, imprescindíveis e determinantes.

O Mestre Kimura por exemplo, quebrou as regras quando se destacou no bonsai nas décadas de 70 e 80, mas o fez sendo mais arrojado, trabalhando com uma proporção mais baixa 2 a 3 pra 1, usando o arame da forma que conhecemos hoje em dia e mantendo um excelente nível de apresentação e refinamento das árvores. E o fez depois de estudar durante anos com um mestre da escola tradicional japonesa.

Trabalhos de Bonsai e Penjing por Masahiko Kimura

8 – Que bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção hoje, no cenário mundial?

Não tem como não citar os mestres Masahiro Kimura e Salvatore Liporace, tanto pela expressão de suas obras quanto pelo trabalho didático feito por ambos. Os dois conseguiram acrescentar muito ao desenvolvimento e respeito pela arte nos seus respectivos países de origem.

Salvatore Liporace - Myrtus communis

Pino de Montaña - Salvatore Liporace

9 – Que conselhos você poderia dar para quem está começando a se dedicar à arte do bonsai?

Respeite a árvore, antes de mais nada; tenha a preocupação de se informar a respeito de todo o cultivo antes de se aventurar sem experiência. Estudar muito é o melhor e mais acertado caminho. Muita paciência e humildade, pois o tempo é quem lapida o trabalho e, quanto mais aprendemos, mais descobrimos o quanto não sabemos nada.

Mas, na minha opinião, o que realmente importa é se divertir e estar em sintonia com a natureza e com seu interior.

10 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte.

“O cultivador é médico, pintor, arquiteto, escultor e pai ao mesmo tempo. Você tem de conviver com a planta e proporcionar à ela tudo o que necessita nas quatro estações. Em troca, quando o homem entra em diálogo com o bonsai, atinge um estágio superior, um vazio positivo. É mais que uma terapia. É uma relação de amizade.” (Tomio Yamada)

Todo galho bonito já foi uma gema um dia..

O difícil é ser simples…

Abaixo o trabalho do Rock Júnior com acer palmatum :

Esse acer palmatun eu destaco principalmente pelo tamanho. Sou um apaixonado pelas pequenas, não sei se pelo desafio do cultivo e formação, ou pela dificuldade de se conseguir a simplicidade e a beleza em tão pouco volume.

(Out/03) Início do trabalho de estilização. Para a definição da frente do Bonsai, foi feita uma análise cautelosa de todos os ângulos da muda.

O objetivo é aproveitar o máximo o seu movimento natural e distribuição de galhos.

O fator determinante foi o Nebari, que visto em detalhe, percebe-se o seu potencial que deveria ser realçado.

E também suas imperfeições que deveriam ser trabalhadas ou escondidas.

Escolhida a frente, foi feita a 1ª poda, drástica. O transplante foi feito no mesmo dia pelo gde volume de massa verde podado.

Detalhe da gema mantida que se tornou o novo 1º galho da planta após sua brotação.

(Jan/04) 3 meses depois, a planta apresentou uma excelente brotação e a gema se tornou o 1º galho.

Uma referência para a altura final da planta: pouco mais de 10cm.

(Out/05) 2 anos após o início do trabalho já com o nebari em evidência e a estrutura de galhos bem definida.

Para que a copa ficasse bem compacta, eram regulares desfolhas e podas nas pontas da brotação. Observe também a adubação.

Aqui pode-se observar a nova estrutura, o posicionamento dos galhos e a cicatriz da poda brusca bem evoluída. (fundo planta)

(Jan/06) No verão foi feita nova desfolha para melhorar a ramificação e diminuir o tamanho das folhas. (frente planta)

(Abr/07) Foto do Bonsai após 3 anos e meio de trabalho (frente planta)

A cicatriz da poda brusca já fechada e os galhos bem posicionados (fundo planta)

Pra ter uma idéia do tamanho.

Vista superior da brotação na primavera de 2008

Foto na primavera de 2008

Setembro 2010

Primavera 2010

Altura: 12cm., tronco: 4cm.

Entre na galeria e veja mais trabalhos do bonsaísta Rock Júnior:

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Entrevista com Luís Galvão

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Entrevistas no Brasil with tags , , , on 28 d e outubro d e 2010 by aidobonsai

Dando continuidade às entrevistas de grandes bonsaístas brasileiros, trago aqui o trabalho do artista Luis Galvão.  Seu trabalho com plantas nativas é diferenciado e, sempre que tenho tempo, estou olhando suas fotos e admirando seus bonsais no Facebook. Gostaria de destacar aqui o seu exemplar de  Pau Mulato e Araça Piroca: esses trabalhos poderiam estar na capa de qualquer revista internacional de bonsai. Uma pessoa simples com um trabalho muito sério, esse é o astral que  Luís me passou em sua entrevista. Obrigado ao amigo mais uma vez pela disponibilidade de dividir, aqui no blog, um pouco das suas idéias.

1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai? Me fale um pouco sobre você, seu espaço e onde ele está localizado.

Faz precisamente 11 (onze) anos e 6 (seis) meses que ingressei nesta arte. Tomei conhecimento através de um amigo de que haveria um curso básico de bonsai para iniciantes em Recife. Na ocasião, este curso me foi muito útil e prazeroso, pois me encontrava com alguns problemas pessoais, e o bonsai ajudou bastante, elevando a minha auto-estima. Atualmente, resido na cidade de Igarassu, região metropolitana do Recife.

Ficus microcarpa

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Bem, para mim não existe precisamente “aquela” espécie, pois cada uma tem a sua particularidade e harmonização.

3 – Como você vê o crescimento e procura pelo bonsai hoje no Brasil?

Hoje, no Brasil, os eventos e exposições que vem se efetivando em diversos estados; também a divulgação pela internet vem atraindo novos adeptos.

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre eles.

Para mim é difícil, pois a maioria dos meus trabalhos é feita de Yamadori, e cada um tem sua história de relacionamento muito grande comigo, até mesmo os feitos de sementes, estaquias e alporquias, sendo esta a técnica que menos utilizo. Agora posso afirmar que os trabalhos que mais chamam a atenção dos visitantes, são os Paus Mulatos e Araçá Pirocas, destacando-se sempre, aquele que você mesmo gostou, durante a visita às fotos do viveiro.

Pau Mulato

5 – Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Não tenho um estilo preferido. Procuro sempre moldar minhas plantas de acordo com as características que consigo visualizar nelas, aprimorando sua estética à sua personalidade.

Pitangueira florida

6 – O que a arte do bonsai agregou à sua vida?

Gosto da natureza desde criança. Aprendi com o bonsai a ser mais cauteloso, pensar mais no futuro, como também respeitar a vida como um todo.

7 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Olha! Eu sempre me questiono neste aspecto. Acho que devemos conhecer técnicas e estética para darmos início a um conhecimento mais profundo de um trabalho em que a planta possa sentir-se bem com ela mesma, e ser bem sucedida quando apresentada em público.

Ubaia com fruto

8 – Que bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção, hoje, no cenário mundial?

São vários. Entre eles temos John Naka (in memorian), Kimura, Salvatore Liporace; porém, o que mais me chamou atenção foi o Charles Cicerônio (África do Sul). Tive o prazer de conhecê-lo em um evento do Atelier do Bonsai; daí então passei a admirá-lo como bonsaista e como pessoa, por sinal muito simples, quando o mesmo falou em bom tom que nós vivemos em um país tropical e que deveríamos desenvolver estilos e técnicas para nossas espécies…Isto me marcou bastante.

John Naka - Yose Ue

Masahiko Kimura - Juniperus Chinesis 78cm

Salvatore Liporace - Juniperus chinensis

9- Que perfil e pessoas hoje buscam aprender a arte do bonsai no Brasil?

O universo do querer é muito grande. Existem aqueles que simplesmente admiram a beleza do bonsai e querem tê-lo apenas por vaidade; neste caso, a maioria. E existem aqueles que amam de fato a natureza e vivem afastados dela, tentando, assim, levá-la para as selvas de pedra para realizarem seus sonhos de voltar às suas raízes.

10- O que você acha que as pessoas podem encontrar na arte do bonsai que as ajude tanto no trabalho como na sua vida pessoal?

Existem várias coisas que podemos por em prática em nossas vidas com a arte do bonsai. Primeiramente paciência; depois determinação e bom relacionamento com outras pessoas.

11- Qual erro você acha mais comum nos iniciantes quando começam a se dedicar ao cultivo do bonsai?

Na minha opinião, o erro está na falta de orientação das pessoas que administram cursos para iniciantes. Eles têm obrigação de ensiná-los, como primeiro passo, a fisiologia da espécie e depois, então, a estilização da planta.

12 – Que conselhos você poderia dar para quem está começando a se dedicar à arte do bonsai?

O conselho que tenho a dar aos iniciantes é o seguinte: procurar fazer o curso com uma pessoa séria, que goste e respeite a natureza, que trabalhe com seriedade, não visando o lado financeiro querendo apenas comercializar, pois estamos lidando com uma vida que merece respeito, e não querer viver fazendo experiências sem o conhecimento da arte.

13 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetize nossa arte.

Bonsai é vida, é arte, é projeto, é sensibilidade, é compreensão, é dedicação, é afinidade, é sonho, é puramente amor ao que você faz.

A seguir uma galeria de fotos com uma demonstração realizada  por Luis Galvão no evento da Associação dos Bonsaistas de Ribeirão Preto em São Paulo no dia 01/05/2010. A planta escolhida por ele foi um Araça Piroca.

Entre na galeria e veja toda demonstração:

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Projeto Bonsai na Praça – ABMT

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Matérias especiais with tags , , , , , on 28 d e outubro d e 2010 by aidobonsai

Quero destacar aqui a iniciativa da Associação Bonsai Mato Grosso, que criou mensalmente numa praça pública em Cuiabá, exposições e trabalhos conjuntos com bonsaistas da associação. Quem mais ganha é a população que e tem a oportunidade de conhecer mais sobre nossa arte. Todo mês os moradores locais e visitantes poderão andar nessa praça linda, e olhar verdadeiras obras de arte.

Parabéns a ABMT, isso é um exemplo a ser seguido em todo Brasil. Quando existir o teletransporte usado na Star Trek estarei aí todo mês com vocês!  Um abraço aqui do Rio de Janeiro.  Para saber mais sobre a ABTM: http://www.bonsaimt.com.br/

Com o intuito de divulgar a arte do bonsai no Estado de Mato Grosso e também divulgar os bonsaístas locais, nós da ABMT – Associação Bonsai Mato Grosso – buscamos sempre compartilhar os conhecimentos que adquirimos, ao decorrer do tempo, com o maior número de adeptos da arte, com os quais mantemos contato.

Com o intuito de expandir ainda mais esse número de amigos, foi criado o Projeto Bonsai na Praça, onde os associados da ABMT criaram a partir de então uma rotina mensal de reuniões públicas, abertas para toda a população.

Nessas reuniões públicas, além de visualizar uma exposição de bonsai, a população recebe informações e tira suas dúvidas sobre o desenvolvimento da arte bonsai, podendo observar nossos associados desenvolvendo vários trabalhos durante o período das reuniões na Praça do Bonsai.

As reuniões públicas acontecem no Bairro Boa Esperança, em Cuiabá, sempre no segundo domingo de cada mês. O horário das reuniões é das 14 às 18 horas.

Esperamos que, com esse projeto, consigamos fazer com que um número cada vez maior de adeptos da arte bonsai se conheçam e que, a partir desse momento, possam vir a criar laços de amizade entre sí, expandindo ainda mais nossa rede de amigos.

Entrevista com Sergivaldo Costa

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Entrevistas no Brasil with tags , , , , on 7 d e outubro d e 2010 by aidobonsai

Comemorando um ano do meu blog, gostaria de compartilhar com meus leitores e amigos que frequentam o Aido Bonsai, uma série de entrevistas com os bonsaístas brasileiros que chamam a minha atenção com seu trabalho e dedicação à nossa arte. Muito me orgulho em começar com os trabalhos de Sergivaldo Costa. Seus bonsais tem  grande cuidado estético, possuem lindos nebaris e trazem consigo toda beleza das árvores nativas da sua região. Gostaria aqui de agradecer a disponibilidade e a velocidade com que ele atendeu ao meu pedido de entrevista.

1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai ?

Tudo começou em setembro de 1984, quando estava numa estação rodoviária à espera do ônibus para ir ao trabalho, e encontrei numa banca de revistas a “Edição Especial da Revista dos Amantes da Natureza – BONSAI”. Fiquei fascinado e, a partir dali, comecei a tentar fazer bonsai com todo tipo de plantas que encontrava pela frente: mangueira, jambeiro, pimenteira, flamboyant, etc.

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Entre as espécies que cultivo, as que mais gosto de trabalhar são o umarizeiro-bravo (Calliandra spinosa) e a jurema-branca (Pithecellobium dumosum). Ambas, pelas suas características (folhas pequenas, fácil enraizamento, brotação vigorosa após as podas e intensa ramificação), são excelentes para o cultivo do bonsai; mas a primeira, pela exuberância da textura do tronco e floração é, sem dúvida, a minha preferida.

Umarizeiro bravo   –   (Calliandra spinosa )

Jurema branca  –  Pithecellobium dumosum


3 – Que espécie você gostaria de trabalhar mas as circustâncias de clima e adaptação não permitem?

Ah, são várias espécies que adoraria poder cultivar mas, infelizmente, o clima da região onde moro não permite. Posso citar, por exemplo, o Acer palmatum e tantos outros áceres; especialmente um que tem uma coloração encantadora: a Azalea satzuki.
Azalea satzuki – US National Arboretum Bonsai Collection

Acer palmatum – Mr. Walter Pall

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.

Não possuo muitos exemplares na minha coleção, mas é difícil destacar uml. Cada planta tem uma história importante para mim e várias tem significado especial: o Ficus microcarpa, o primogênito; o Pitheceelobium dulce, pela experiência de aprendizado que me proporcionou; o “gigante” araçá-piroca (Myrcia cf. Multiflora), pela sua imponência (para mim) e aventura que foi  fazer esse yamadori,  etc.

Ficus microcarpa – O primogênito em 1996


Ficus microcarpa – O primogênito em 2008


Ficus microcarpa – O primogênito em 2009


Arrebenta boi  –  Myrcia  Multiflora

5 –  Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Os estilos que mais me atraem no bonsai são aqueles que transmitem a idéia de dramaticidade, como por exemplo, o varrido-pelo-vento (Fukinagashi).

Para saber mais sobre o estilo Fukibagashi acesse: https://aidobonsai.wordpress.com/2009/06/06/a-arvore-e-o-vento/


6 – O que a arte do bonsai agregou na sua vida ?

Sou um pouco estressado e não sei como seria minha vida sem o bonsai. Quando estou entre minhas plantas esqueço-me dos problemas e me sinto mais feliz. Além disso, o bonsai permitiu-me conhecer pessoas diferentes e fazer boas amizades.

Araçá-piroca (Myrcia cf. multiflora)

Calliandra spinosa


7 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística ?

Eu encontrei minha forma de fazer bonsai e sinto-me realizado com isso. Comecei aprendendo sobre as regras, lendo bastante e analisando os trabalhos de vários mestres, dos quais busquei inspiração.

Sou perfeccionista por natureza e graças a isso não me acomodo com a ilusão de que faço um trabalho maravilhoso. Talvez aí resida minha obsessão pela busca do aprimoramento, pela compreensão de que, por trás de regras supostamente rígidas, exista uma razão lógica para realizarmos, com sucesso, trabalhos agradáveis aos nossos olhos.

Entretanto, penso que cada um deva buscar o caminho que mais o faz sentir-se realizado, quer seja seguindo regras ou de forma livre e descontraída.

Acredito que meu trabalho é uma mistura de tudo aquilo que vi e aprendi.

Umarizeiro-bravo (Calliandra spinosa)

Calliandra spinosa


8 – Qual bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção hoje no cenário mundial?

O Robert Steven, da Indonésia, é o bonsaísta que mais me chama a atenção do cenário mundial atual. Seus trabalhos falam por si só e seus livros mostraram-me caminhos a percorrer que nenhum outro bonsaísta, até então, ousou mostrar.


9 – Que conselhos você daria para quem está começando a se dedicar à arte do bonsai?

1)    Bonsai é tempo e paciência, sinta-se feliz com o que está produzindo no momento, mas não se iluda acreditando que descobriu a fórmula mágica de fazer um novo bonsai artístico rapidamente.

2)    Leia o máximo que puder sobre bonsai, participe de eventos, aprenda com os mais experientes e compartilhe o que já aprendeu.

Carqueijo (Calliandra depauperata)


10 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte.

Bonsai é arte e, como tal, cada trabalho expressa um sentimento de nossas almas.

Tataré (Pithecellobium tortum)

Entre na galeria ou veja o slide show com mais trabalhos do Bonsaista Sergivaldo Costa.

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