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Bonsai e Suiseki com Humberto Dellatorre

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Entrevistas no Brasil, Bonsai no Brasil with tags , , , on 15 d e maio d e 2020 by aidobonsai

Meu amigo Humberto Dellatorre é um artista que caminha entre duas artes, se dedica ao cultivo e criação de Bonsais e está sempre procurando novas montanhas, montanhas que surgem pela sua visão, quando ele encontra rochas, minérios, pedras que vão se transformar em lindos Suisekis. Trago aqui sua entrevista contando um pouco da sua trajetória, muito obrigado Humberto por ter você aqui no meu blog !

1 –Humberto quando você se interessou e começou a se dedicar a arte do bonsai?

Foi em 2009 quando ganhei um bonsai de presente da minha esposa, um falso Cipreste anão, e que algumas semanas depois secou todo. Apesar de pesquisar sobre a espécie, o pouco que encontrei na internet na época já que era um assunto novo para min e segui a risca o que estava descrito no manual que acompanhava a árvore, aquilo me deixou bem chateado e curioso. Eu nunca tinha me interessado por plantas mais quando comecei a pesquisar e fui vendo tudo o que o cultivo das pequenas árvores em vasos englobava, fiquei bem interessado e comecei a adquirir materiais e insumos em sites especializados além de dedicar alguns momentos do dia para pesquisar e estudar sobre o assunto. 

 

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Ao longo destes anos eu já tive e tenho várias espécies que deram certo, e outras que não tive sucesso por falta de experiência na época ou ate mesmo por conta do clima. Atualmente me dedico mais as espécies tropicais em especial o nosso Pithecolobium, Caliandras e suas variações entre outras tropicais, além de ter algumas coníferas na minha coleção.

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circunstancias de clima  e adaptação não permitem?

Já tentei algumas variações da sakura mais não tive sucesso e a piracanta também não me dei bem.

Ligustrum

4 – Dos seus trabalhos qual você destaca com carinho especial. Me fale um pouco sobre ele.

Isso e complicado pois sou apenas um iniciante nessa arte, e meus bonsais como um todo ainda estão em formação, tenho algumas preferidas que eu acabo me dedicando mais em um universo de quase 200 plantas e projetos que tenho aqui em casa cada uma com um desafio e particularidade que vão se aperfeiçoando com tempo, estudo e paciência.

Ligustrum em 2 etapas

5 – Você segue alguma escola ou estilo nas suas criações?

No inicio estudava o tradicional dentro das premissas e convenções que estavam nos livros, em 2017 comecei a me interessar mais pelo bonsai artístico e naturalista, e em 2018 comecei efetivamente a me dedicar a esta vertente dentro do bonsai que é defendida por muitos artistas do Brasil e América Latina, mais nem por isso abandonei minhas árvores já iniciadas ou mudei seus projetos o que eu vou conseguindo com novos materiais vou tentando trabalhar, mais fora da estética convencional com uma pegada mais artística e tropical.

6 – Você gosta mais de um estilo de bonsai em particular? Qual?

Hoje tento me desvencilhar de estilos pré-definidos tentando sair do óbvio, mais gosto muito do Kengai e Han-kengai.

Caliandra Espinosa estilo Han Kengai.

Pithecolobium Kengai

7 – O que a arte do Bonsai agregou na sua vida?

Além de um hobby, me ajuda muito a ter foco, pois tenho problemas com isto e me ajuda e ajudou muito a manter a cabeça no lugar para superar tempos e situações difíceis, além de ser um grande exercício de paciência e disciplina.

Caliandra Brevipes
Fotografia Ronald Marques

8- No seu caminho da cultura oriental o que chegou primeiro a paixão pelo bonsai ou pelo suiseki?

Foi pelo bonsai, acho que o suiseki foi consequência do caminho na arte assim como outras artes que são ferramentas para o bonsai e sua composição e acompanhamento.

Alguns dos Suisekis da coleção de Humberto Dellatorre.

9- O que a arte do bonsai e do suiseki tem em comum?

Na minha opinião tem muitas coisas em comum, elas vão além da estética e do desafio de prender a atenção e gerar reações em quem olha, até o estudo profundo de técnicas estéticas e trabalhos manuais. São artes que interagem e se completam além de muito complexas o que exige do praticante aprofundamento em diversos assuntos tanto de exatas quanto de humanas.

10- Qual a maior dificuldade quando se começa a arte do Suiseki?

A maior dificuldade e quebrar as amarras da imaginação e se permitir enxergar paisagens, animais e pessoas em singelos pedaços de rochas.

11- As duas artes podem se complementar ?

Podem sim ajudando ao observador a viajar dentro daquela composição e se sentir imerso na mensagem que a imagem da composição quer transmitir. Eu particularmente gosto muito de utilizar o suiseki como acompanhamento do bonsai nas exposições.

12- Dos seus suisekis você pode nomear um ou mais favoritos e falar porque?

O que torna o suiseki fantástico e a historia por trás da rocha, onde foi coletada e a imagem que ela proporciona, Um dos meus favoritos e o que chamo de ” O Dedo de Deus” e uma basalto que coletei em uma cachoeira em Itaguai/RJ juntamente com meu amigo Roosevelt Freire essa rocha tem um desenho que se parece muito com a montanha com mesmo nome “Dedo de Deus” em Teresópolis/RJ, quanto bati o olho dentro da água e vi a pedra peguei na hora e falei “Olha Roosevelt o dedo de deus”.

13- Hoje a arte do suiseki está crescendo no Brasil ?

Na minha opinião em comparação ao bonsai cresce timidamente pois e uma arte que exige mexer com escultura de madeira e técnicas de marcenaria, apesar dos esforços de grandes suisekistas do Brasil como por exemplo o Sr.º Elio Secchi que faz um belo trabalho de divulgação do suiseki e é uma inspiração para eu que sou entusiasta da arte. 

 

14- Existe alguma associação que você pertença?

Eu pertenço a Associação de Bonsai do Rio de Janeiro, carinhosamente chamada de União Bonsai RJ, inclusive sou um dos fundadores e participo da diretoria, sou suspeito em falar, pois tentamos fazer aqui no rio um trabalho de divulgação da arte do bonsai e suas correlatas trazendo novos adeptos e criando ambiente para a prática do bonsai no Rio de Janeiro.

15– Você acha que um Bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Eu acho que o bonsai deve seguir o que o praticante quer, se ele quiser seguir uma ordem rígida de técnicas e estética ou seguir uma forma mais livre e artística tem que ser livre para tal além de que a gente faz o bonsai primeiro para agradar nos mesmos, o que as pessoas irão achar do seu trabalho e outro assunto,o que você terá que aprender é a lidar com as criticas e elogios. Um bom trabalho no bonsai ou um bom bonsaista ou artista sempre tem que vir acompanhado de muita humildade essa para min e a única regra que não pode ser quebrada ou desprezada.

Serissa Chinesa

16- Que bonsaista (um ou mais) chama a sua atenção, hoje no cenário mundial?

Nacho Marin, Paulo Henrique Gomes, Juan Llaga, Rudi, Julianto, Kimura, Walter Pall e vários artistas de Taiwan e do Vietnam.

17 – Hoje é mais fácil começar a se dedicar a criação de bonsais?  Quais eram as maiores dificuldades no inicio?  

Sempre é mais fácil, hoje a quantidade de informação disponível na internet é gigante comparado há dez anos, mas tem que saber filtrar um pouco, pois tem informação de qualidade boa e mas também tem ruim. Eu pratiquei durante quase sete anos sozinho e vejo que é muito mais fácil aprender quando você faz parte de algum grupo, pois tem sempre alguém te alimentando de informações e experiências.

18 – Qual a sua percepção hoje da arte bonsai no Brasil? Você acha que teve um crescimento? Há maior projeção dos nossos artistas no cenário mundial?

Por causa da Associação venho acompanhando isto de perto principalmente no RJ a quantidade de novos adeptos a prática do bonsai cresce muito, mais ao mesmo tempo cresce o número de desistentes e pessoas que se frustram com a arte, pois o mercado ainda é carente de instrutores, e existe ainda muita divergência no meio de como deve ser conduzido à instrução de bonsai no Brasil. O bonsai é um mercado em plena expansão, e que esta longe de atingir seu pico de crescimento por ser uma arte relativamente nova no Brasil. Acredito que de 10 a 5 anos para cá, o crescimento acelerou por causa das mídias sociais. Temos vários bonsaistas brasileiros com uma boa projeção no exterior, acredito que aumentaremos mais esta projeção com o passar do tempo, criando um amadurecimento e identidade na arte. 

Caliandra Brevipes

19– Que conselhos você poderia dar para quem esta começando a se dedicar a arte do Bonsai?

Não desista no primeiro fracasso isto faz parte da aprendizagem, se puder procure alguma referência na arte, grupo ou associação facilita muito o caminho.

20– Quais atributos o bonsaista deve ter para conseguir um bom resultado nos seus trabalhos?  

Paciência, disciplina e perseverança.

21 – Quais os benefícios físicos e mentais que podemos encontrar se dedicando a arte do Bonsai?  

Fisicamente e uma atividade que te exige certo tipo de movimento e coordenação motora fina e mentalmente e uma atividade que te exige concentração, imaginação além de te manter estudando e com a mente ativa.

Caliandra Brevipes
Fotografia Ronald Marques

22– Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte?   

 “Bonsaista e assim como o vinho conforme o tempo passa vai ficando melhor, porem ser for acondicionado de maneira errada vira vinagre”. Humberto Dellatorre

Gosto muito de uma citação do amigo Wagner Guedes 

“Onde não existe liberdade não pode existir arte! O que caracteriza um artista é a capacidade de quebrar regras e não de segui-las!”

Caliandra Brevipes

23- Me fale um pouco da associação de bonsai que você faz parte, como ela surgiu?

A União Bonsai surgiu como um grupo de amigos que praticavam bonsai e resolveram criar um grupo de encontros e começaram a realizar estes encontros em praças e nas casas de um ou de outro amigo. Com o passar do tempo o numero de integrantes foi crescendo e em 2016 já estávamos com mais de cinquenta membros no grupo, foi quando começamos a estruturar o projeto de associação, ate que em 2018 fundamos a Associação de Bonsai do Rio de Janeiro – UBRJ. Hoje temos quase sessenta associados e mais quatro filiais pelo Brasil que são a União Bonsai Pará, União Bonsai Vale do Paraíba, União Bonsai Foz do Iguaçu e União Bonsai São Paulo.

24- Quais os principais objetivos dela ?

A Associação União Bonsai e baseada em três pilares que norteiam todas as metas e decisões: Divulgação, Aprendizado e Amizade. Nosso objetivo e a universalização da arte do bonsai ajudando a quem quer praticar e divulgar a arte realizando exposições, cursos e workshops além de aproximar as pessoas criando vínculos de amizade em torno de uma atividade em comum.

Para conhecer a União Bonsai acesse:  https://www.uniaobonsai.org/

25- Me fale um pouco do concurso que vocês estão criando!

No fim de 2019 surgiu a ideia de organizarmos um concurso nos moldes evolutivo voltado aos associados iniciantes e intermediários na arte então começamos a pensar na estrutura do concurso e qual foco ele teria e resolvemos focar no Piteco (Cloroleucom Tortum) que e a nossa principal nativa para bonsai aqui no RJ e com isto estimular os participantes a aprenderem a cultivar e desenvolver o piteco para bonsai. Então com esta ideia batizamos o concurso com o nome de Troféu Marcelo Martins de Bonsai que foi o artista que introduziu o piteco na arte do bonsai aproveitando também para homenagear este grande artista do bonsai brasileiro.

O concurso terá duração de dezoito meses e terá avaliações trimestrais através de fotografia, esta avaliação será realizada por quatro grandes artistas do estado do Rio e mais um de São Paulo sendo a banca de jurados compostas pelo próprio Marcelo Martins, Alexandre Chow, Paulo Netto, Wagner Guedes e Paulo Henrique Gomes. Ao final do concurso o participante com maior pontuação será o ganhador do troféu e premiações.

SUISEKI:

Aqui no blog você encontra 4 matérias que escrevi sobre a História, Criação, e curiosidades sobre de Suidekis:

PROCURANDO PEQUENAS MONTANHAS:

https://aidobonsai.com/2009/04/25/procurando-pequenas-montanhas-suiseki/

HISTÓRIA:

https://aidobonsai.com/2008/12/29/suiseki-uma-arte-com-2000-mil-anos-de-idade/

100 SUISEKIS:

https://aidobonsai.com/2010/04/29/100-suisekis/

FLORES DE PEDRA KOREANAS:

https://aidobonsai.com/2010/04/29/as-flores-de-pedra-koreanas/

OS INCRIVEIS SUISEKIS DE KEMIN HU:

https://aidobonsai.com/2010/04/29/kemin-hu-colecao-de-suiseki/

Bonsai e Arte Marcial por Ricardo Andrade

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Entrevistas no Brasil with tags , , , on 9 d e maio d e 2020 by aidobonsai

Quando penso em dedicação e paixão a tudo que faz, tenho como um norte magnético o meu amigo Ricardo Andrade, mestre em taekondo e bonsaísta dedicado. Aqui na sua entrevista um pouco da sua visão destes dois mundos.

1 – Ricardo Andrade quando você se interessou e começou a se dedicar a arte do bonsai?

Sempre admirei a arte do bonsai, mas também sempre imaginei que seria algo inatingível pra mim – técnica e financeiramente. Até que, buscando cursos sobre cultivo de plantas em geral e paisagismo, participei de um curso de orquídeas e assisti a uma palestra do mestre Cláudio Ratto sobre bonsai. Ele discorreu de maneira clara e didática, e me fez ver que seria possível ingressar nesse mundo maravilhoso das pequenas árvores.

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Como todo iniciante, adquiri várias espécies, de vários estágios – de semente à planta adulta. Mas os ensinamentos e a prática, me fizeram chegar à conclusão de que eu teria que cultivar espécies que eu gostasse, mas que fossem apropriadas ao meu micro clima. A partir daí direcionei minha energia e zelo às jaboticabeiras, bougainvilleas, calliandras, figueiras, dentre outras nativas da minha região.

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circunstancias de clima e adaptação não permitem?

Certamente cerejeira, macieira, oliveira dentre outras que necessitam de um inverno mais rigoroso e constante que o de Niterói.

Bonsais da NBA (Nipon Bonsai Associantion)

4 – Dos seus trabalhos qual você destaca com carinho especial. Me fale um pouco sobre ele.

Tenho alguns, mas destaco uma jaboticabeira, que adquiri em 2012 com 2m de altura, no Sítio Carvalho, vendida para cultivo em vaso grande. Passado um ano, identifiquei um potencial para ser conduzida como bonsai, e perguntei a meu mestre Cláudio Ratto. Ele confirmou minha percepção e apliquei a técnica de poda drástica do grande e saudoso bonsaísta John Naka. Atualmente, 7 anos depois, tornou-se um belo shohin, aguardando flores e frutos chegarem.

OBS: Veja o passo a passo deste trabalho no fim da entrevista.

5 – Você segue alguma escola ou estilo nas suas criações?

Faço parte da Escola de Bonsai Niterói, conduzida pelo Mestre Cláudio Ratto, que transmite seu conhecimento a partir dos estilos e técnicas do bonsai japonês. Mas ficamos à vontade para estudar e aplicar outras propostas e estilos, de acordo com a planta e gosto pessoal.

6- Você gosta mais de um estilo de bonsai em particular? Qual?

Hokidashi, Bujin e Kengai

7 – O que a arte do Bonsai agregou na sua vida?

A arte do bonsai chegou em minha vida num momento difícil. Meu pai estava internado e mal de saúde. Era como se fosse uma válvula de escape. Comecei em abril de 2012 a frequentar as aulas do mestre Cláudio Ratto, e diversas foram as vezes que 

eu ia direto do hospital, onde passava a noite com meu pai, direto pra casa dele, ajudar em alguma tarefa relacionada ao cultivo do bonsai.Meu pai faleceu em agosto daquele ano. O lidar com o bonsai agregou muito em meu perfil e conduta, aliado à minha formação em arte marcial desde 1979. E nesse período de confinamento, cuidar dessas pequenas árvores – podando, desfolhando, adubando e observando, definitivamente minimiza e muito o estresse gerado pelo isolamento social.

8- Como um mestre e fundador de uma tradicional escola de Taekwondo (Highway One), e que tem muitos alunos de idades diferentes, me diga como a arte do bonsai influencia, e se pode ajudar na arte marcial?

Influencia e muito. Diversas são as situações que durante as aulas, faço comparações e metáforas, envolvendo o treinamento do praticante com o treinamento dos bonsais. E dessa forma procuro transmitir as boas e valiosas características do cultivo do bonsai, com a formação de um genuíno praticante de arte marcial.

Conheça a Highwayone Taekwondo : www.hw1.com.br

Facebook:   https://www.facebook.com/highwayonetkd/

No instagram:  @highwayonetkd

9- Existe filosofia, diretrizes que sejam comuns nas artes marciais e no cultivo do Bonsai?

Sim, com certeza. Respeito, disciplina, ética, paciência e treinamento de repetição para buscar a excelência.

Foto da faixa preta Livia Lessa filha do mestre Ricardo Andrade.

10- O que é mais difícil conseguir a faixa preta no Taekwondo ou na Arte do Bonsai ?

Costumo dizer que a faixa preta significa o início de um longo caminho, onde se dará realmente o aprendizado do praticante, que durante os anos de treino nas faixas coloridas, se preparou para chegar até esse início. Na arte do bonsai

, acredito que seja mais difícil. Na arte marcial você aprende e treina para controlar o seu próprio corpo. Dependerá apenas de você o quê e como acontecerão a execução dos golpes de ataque e defesa. No bonsai, você tem que aprender como utilizar as técnicas, mas que terão que ser aplicadas de acordo com as mudanças e alterações daquele ser vivo – a planta, a partir das intempéries climáticas, as ações de animais e as ocorrência de pragas. Ou seja, não depende só do bonsaísta. Por exemplo, depois de conquistar a faixa preta, levei 13 anos para me graduar como mestre no taekwondo, enquanto que estou há 8 anos aprendendo a arte do bonsai. Fazendo uma comparação, imagino que eu seja um 3º gub (a 6ª graduação das 8 existentes nas faixas coloridas), ainda faltando muito para alcançar a “faixa-preta de bonsai”.

11 – Você acha que um Bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Penso que, ao se escolher uma prática, seja profissional, técnica ou corporal, há que haver muita dedicação e aprendizado. É fato que no Brasil, a grande maioria dos bonsaístas segue a escola japonesa, assim como a Escola de Bonsai Niterói. Mas a partir do domínio do conhecimento, pode-se vislumbrar outras vertentes e estilos. Particularmente hoje, prefiro um estilo mais livre e artístico, buscando a estrutura natural que observamos na natureza.

12 – Que bonsaista (um ou mais) chama a sua atenção, hoje no cenário mundial?

Infelizmente não acompanho plenamente o bonsai pelo mundo. Mas posso destacar alguns que já visitei e/ou presenciei atuando – Kobaiashi, Kimura, Nacho Marin e Robert Stevens.

Acima no centro um dos maiores mestres Masahiko Kimura, que revolucionou no Japão a forma de criar bonsais principalmente os de madeira morta: Sabamiki e Sharamiki. Kimura as vezes conduz as raízes de suas plantas com ráfia até o lado oposto do projeto, criando verdadeiras esculturas.

Seja nos estilos de madeira morta ou tradicionais, podemos também ver a criatividade do mestre Kimura em suas paisagens, esse trabalho quando apresentado na Kokofu Bonsai em  1995, se tornou uma referência para bonsaistas de todo mundo.

13 – Hoje é mais fácil começar a se dedicar a criação de bonsais? Quais eram as maiores dificuldades no inicio?

Minha maior dificuldade foi a falta de informação e divulgação da arte, que aqui no Rio de Janeiro era bem restrita. Hoje em dia, principalmente com o advento da internet, podemos acessar inúmeras informações. Mas à reboque, também constatamos muita desinformação – como em todas as áreas, gerando uma deturpação das técnicas a serem aplicadas. Sem falar no grande número de comerciantes, que oferecem mudas, como bonsais antigos.

14 – Qual a sua percepção hoje da arte bonsai no Brasil? Você acha que teve um crescimento? Há maior projeção dos nossos artistas no cenário mundial?

Vejo que existem muitos grupos em todas as regiões, fomentando e divulgando a arte do bonsai no país em diversos segmentos. Quanto a nossa projeção internacional, não saberia dizer. Mas certamente temos excelentes bonsaístas brasileiros que teriam muito a contribuir e agregar, principalmente no que tange às plantas nativas brasileiras.

15 – Que conselhos você poderia dar para quem está começando a se dedicar a arte do Bonsai?

Basicamente buscar um professor que norteie seu trabalho com ética, preocupado em transmitir conhecimento sem colocar o viés comercial acima da transmissão do conhecimento. Dessa forma, evitará perder tempo, dinheiro e plantas.

16 – Quais atributos o bonsaista deve ter para conseguir um bom resultado nos seus trabalhos?

Acima de tudo a busca pelo conhecimento, através de livros, das mídias e principalmente da interação com outros bonsaístas.

Abaixo Ricardo Andrade visitando o viveiro do mestre Kobahashi, que possui em sua casa uma das maiores coleções de bonsais antigos de todo mundo.

17 – Quais os benefícios físicos e mentais que podemos encontrar se dedicando a arte do Bonsai?

O benefício mental é notório, a partir da paciência a ser adquirida e da tranquilidade gerada na interação com a planta, seu entorno e assuntos afins. Agora o benefício físico se dará a partir da consciência de cada um, pois terá que lidar com várias dinâmicas e tarefas inerentes à prática do bonsai, que irão demandar o mínimo de condição física, como peneirar, misturar substrato, manusear tesouras e alicates, carregar plantas e vasos etc

18 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte?

Entre o enraizar e o florescer, há que se respeitar o tempo.

O tempo se materializa e se perpetua pelas nossas sementes, que se tornam árvores com raízes fortes. Bonsais criados com raízes fortes podem passar por todas as dificuldades que nunca vão cair ou morrer, vão sempre se regenerar. Assim também são os filhos de homens com honra, objetivos e caráter. O meu muito obrigado ao amigo e irmão Ricardo Andrade pela entrevista, e por tudo que aprendo com você todos os dias.   OSSSS

                                                                                  Paulo Netto Neto

PASSO A PASSO DE UM PITHECOLOBIUM THORTUM:

PASSO A PASSO DE UMA JABITICABA POR RICARDO ANDRADE:

Concurso TAEGOLD – Novos talentos Rio de Janeiro

Posted in Aido Bonsai, Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Matérias especiais, Bonsai no Brasil with tags , on 7 d e maio d e 2017 by aidobonsai

É com grande prazer que venho aqui no blog divulgar um concurso patrocioando pelo Grupo União Bonsai e TaeGold MIx.

TaeGold é um adubo orgânico para Bonsai, Penjing, e Jardinagem em geral, eu uso e posso atestar que é de muita qualidade.

Os jurados irão escolher o Bonsai vencedor em Janeiro de 2018, até lá os participantes vão publicar, fotos de todas as etapas de modelagem e estilização.

Para julgar o concurso de novos talentos os organizadores escolheram um time de peso na Arte do Bonsai.

O concurso tem o objetivo de promover a arte do Bonsai no Estado do Rio de Janeiro.
A participação neste concurso é gratuita para os participantes do Evento a ser realizado no Rio de Janeiro nas datas de 20/21 de Janeiro de 2017.

Juízes Nacionais:

Carlos Tramujas…………. Brasil
Felipe Darloto…………….. Brasil
Sergivaldo Costa………… Brasil
Ivson R Filipak……………. Brasil
Elio Nowacki………………. Brasil
Julio Veg……………………. Brasil

Juízes internacionais

Sergio Luciani. ……………. Argentina
Marita Gurruchaga……….. Argentina
Mauro Stemberger……….. Itália
Gede Merta…………………. Indonézia
Philippe Massard…………. França
Nacho Marin ……………….. Venezuela

Aqui foto de alguns dos participantes começando suas criações:

 

Para conhecer as regras do concurso e olhar toda evolução das plantas entre no link ao lado:  https://www.facebook.com/groups/351776151848170/

Bonsaístas do Brasil

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Galerias de fotos with tags , , on 20 d e abril d e 2017 by aidobonsai

Trago aqui uma galeria de fotos antigas, que foram publicadas nas revistas:  Atelier do Bonsai, Universo do Bonsai, Como cultivar bonsai e O mundo do Bonsai.

Essas revistas entre os anos de 1989/ 1998 eram as únicas publicações sobre bonsai no Brasil. Aqui vocês verão árvores de grandes bonsaístas como:  Vicente Romagnole, Yasuji Hoshiba, Fabio Atakly, Bonsai Okuda, Renan Braido, Regina Susuki, Renato Bocabello, Sergio Siqueira,  entre muitos outros. 

Marcelo Miller

O bonsaísta Marcelo Miller foi um pioneiro as suas revistas: Atelier do Bonsai e O mundo do Bonsai, divulgaram muito nossa arte e os bonsaístas do Brasil, é uma pena que não tenhamos hoje uma revista brasileira especializada em bonsai.

Entre na galeria e veja mais 55 bonsais de artistas brasileiros:

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Curso e Workshop de Bonsai 2019

Posted in Aido Bonsai, Arte - Jardim Japonês, Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Sua historia, Penjing Brasil with tags , , , , , , , , , on 6 d e fevereiro d e 2017 by aidobonsai

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Venha fazer um curso e aprenda os segredos da criação do Bonsai e do Penjing. As técnicas podem ser utilizadas em várias formas de paisagismo e modelagem de jardins em suas casas. Se você mora em apartamento e tem uma varanda, ou uma janela que receba um mínino de 2 / 3 horas de sol por dia, você pode cultivar essa arte milenar chinesa. Leia a matéria, veja as fotos e saiba os  detalhes e valor do curso.

PRÓXIMAS TURMA DIA 02 DE SETEMBRO.

Espaço Aido Bonsai

Como é o curso AIDO Bonsai

No início do curso é explicada a história de como surge o Bonsai e de como se formam os 19 estilos clássicos e não clásicos existentes na natureza.

Aqui mostro aos alunos que, para começar a arte, não é preciso gastar muito em ferramentas. Pelo contrário, podemos começar improvisando, mas de forma correta e priorizar o principal,  plantas e vasos para trabalhar.

Fazendo a demostração de formação e criação de um pré bonsai. A espécie escolhida no terceiro curso do dia 22 de abril foi uma eugenia sprenguelli.

Alunos:  Ricardo Andrade e Luis Berbert com árvore trabalhada pelo professor Paulo Netto na manhã do curso.O aluno e Tatuador Luis Berbert, com seu Penjing criado partindo de um juniperus horizontalis.

Cada aluno do curso trabalha um pré bonsai e leva para sua casa um primeiro trabalho. O curso fornece: pré bonsai de 8 a 14 anos de idade, vaso de pré bonsai, dvd com livro eletrônico contendo 400 páginas em PDF e 3.000 fotografias, alimentação e todo material necessário para criar seu primeiro trabalho.

Valor do curso com Pré bonsai incluido:   R$ 390,00 reais para aula em turma.

Valor do curso com tudo incluído mesnos Pré Bonsai: R$ 200,00

O aluno também pode optar por uma aula particular com tudo incluído, além de segundo dia de trabalho com revisão de dúvidas. no valor de R$ 890,00.

No curso os alunos utilizam toda área do espaço Aido Bonsai. Nessa foto minha mesa de trabalho no Espaço Aido Bonsai. No curso é utilizado todo acervo de Penjings e Bonsais criados nos meus 26 anos de dedicação à arte.

Penjing  ” Uma ponte na floresta “

Aluno Flavio Cordeiro, olhando atentamente o que deve ser podado na sua caliandra rosa.

Este curso, que é realizado em um dia, começa às  8:00 hs da manhã e termina às 18:00 hs, com meia hora para um bom lanche, o que é muito importante para que a aula seja bem dinâmica. O aprendizado tem que ter  teoria, técnica e prática na medida certa. 

Sempre tive a preocupação, elaborando o meu curso, de que o aluno não pode trabalhar uma planta sem qualidade ou um falso pré bonsai, levando para casa uma muda de baixa qualidade, como aquelas plantas que são vendidas como bonsais em vasos plásticos em supermercados e em algumas florálias.    

Recebo no meu blog muitas fotos como a de baixo, de várias espécies, sempre com a mesma pergunta:  Por que meu bonsai de 5, 15, 20 anos morreu tão rápido?

Essas plantas são responsáveis por fazerem muitas pessoas acharem que não conseguem ter um bonsai ou que simplesmente justificam como:  “Não tenho mão para planta, mato todas”.  Essas mudas são muito vendidas pelos produtores de  Holambra, e considero um crime comercial com a arte do Bonsai e do Penjing.    Alunos do primeiro curso do ano 25 de março, com seus pré bonsais.

O aluno, bonsaista e mestre de Taekwondo Ricardo Andrade com sua caliandra, que ele trabalhou como Mame no curso do dia 22 de Abril.

Existe idade para começar a praticar Bonsai?  Claro que não!  Traga seus filhos e faça um curso preparado para eles, como fez Fabrizio Cannavezes que trouxe toda a família.

Leandro Anesi saindo do curso particular com seu primeiro Penjing, mais um apaixonado pela arte da paisagem miniatura nascendo.

Se você se interessou entre em contato:

paulonetto.diretor@gmail.com

cel / whatsap: 21 970423042

Entre na galeria fotográfica e veja toda estrutura do meu curso básico de Bonsai:

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Entrevista com João Chaddad

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil with tags , , on 9 d e outubro d e 2011 by aidobonsai

Retomando as entrevistas com grandes bonsaístas do Brasil, aqui o trabalho de João Chaddad mais um apaixonado pela arte do bonsai. Aqui na sua entrevista alguns dos seus lindos trabalhos e um pouco da sua vida no bonsai. Deixo aqui o meu obrigado pelo tempo e pela oportunidade de ter mais um amigo compartilhando trabalhos aqui no blog. Acima João com uma linda Primavera (bougainvillea)

. 1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai ?

Comecei a me interessar em 1976, tinha 12 anos, através de duas matérias no jornal de Plantas e Flores que vinha como encarte interno da revista de mesmo nome.

Buxinho

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Gosto de trabalhar com as espécies que conseguem engrossar o tronco relativamente bem em vasos, como paineiras, Ficus, Taxodium, Metasequoia, eritrina. Mas também gosto de jaboticabas (Myrciarias spp.) e pitecos (Chloroleucon tortum) porque são muito maleáveis.

Pinheiro de brejo

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar mas as circustâncias de clima e adaptação não permitem?

Sequoia gigante (Sequoiadendrum giganteum), Laricio (Larix decídua e L. kampferii) Notophagus antarctica, Pinho branco japonês (Pinus parvifolia) e Pinho branco koreano (Pinus koraiensis)

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.

O que tenho mais carinho é o estilo trançado, uma vez que para realizar uma planta bem feita tem que ser planejado meticulosamente passo a passo. Selecionando plantas em alturas graduais, nem finas nem grossas, pois ambas lascam fácil. Distribuindo lateralmente os ramos durante o enrolamento de cada planta, e de acordo com o ângulo e a distância entre ramos, sendo esta última gradativa de baixo para cima. Ocorrendo durante esse processo um enrolamento de um arame que manterá unido os ramos por meses ou anos. Após isso, a cada 2 ou 3 meses outro arame é colocado paralelo ao primeiro, e então esse primeiro é retirado para não marcar a casca, e isso se repete as vezes 3 ou 4 vezes. Assim é preciso ser um tipo de planta que se estima muito pois está exige atenção mensal. Abaixo pitecolobium tortum, de 4 anos feito de 4  mudas enroladas.

 

5 –  Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Gosto em particular do estilo cascata, em parte por este ser uma forma submissa como se ela se curvasse a nós, mas na verdade nós que temos que nos ajoelhar para trabalha-la.

Pinho negro japoês

Esse estilo também apresenta muitos desafios, um deles é a engorda da planta, ou seja, engrossar a base do tronco e os ramos mais baixos. A planta caindo não pode ser no chão, então usamos canos, jardineira, e pilha de vasos.

Buxinho

Este último deu mais resultados, cada um dos vasos empilhados depois de serradas as raízes produziram novas plantas em cada vaso, para aquelas que pegam de estacas, como olmo, jequitibá e pitanga.

 Paineira comum com orquidea Dendrobium

6 – O que a arte do bonsai agregou na sua vida ?

Valores morais, sociais e espirituais. Cultivando o respeito a nós mesmos e ao próximo, respeito pela natureza e a coletividade. Respeito pela grandiosidade do criador com seus “arquitetos”, que a tudo construíram, em especial a nós mesmos, e a possibilidade que nos proporcionam de poder admira-la e trabalha-la. Porque quando trabalhamos bonsai passamos nossas intenções e pensamentos às plantas, se houver maldade está em nossas mentes.

Ficus microcarpa

7 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística ?

Na minha opinião, aqueles que tem maior conhecimento tem a possibilidade de seguir regras mais rígidas. Na verdade elas já existem, são convencionadas, a diferença é que alguns conseguem segui-las na risca porque detêm o conhecimento necessário para pratica-las desde o inicio da planta. Tais regras precisam ser passadas aos poucos para não assustar os iniciantes, aprofundando os em tais regras na medida em queevoluem na arte.

Jequitibá rora

8 – Qual bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção hoje no cenário mundial?

Nick Lenz, ele ultrapassa os limites entre a arte e o bonsai.

9 – Que conselhos você daria para quem está começando a se dedicar à arte do bonsai?

Interesse, ânimo e paciência.

 Embiriçú

10- Como você vê o crescimento da Arte hoje no Brasil?

Vejo um crescimento muito satisfatório, com características regionais muito nítidas. Embora, seu interesse se espalha pelo país através dos fóruns, há cidades onde as técnicas avançadas ainda permanecem concentradas em alguns grupos.

11- O que deveria ser feito para melhorar a divulgação e o número de praticantes?

Sem dúvida dois tipos de eventos são os que atraem mais iniciantes para a arte, exposições e encontros abertos. Entretanto, são menos praticados, pois, rendem poucos lucros e necessitam do apoio de instituições, como shoppings, associações, clubs, etc.

Cursos são ótimos, aperfeiçoam muito os bonsaístas, mas ainda permanecem muito elitizados e localizados, ficando a maioria dos interessados marginal às técnicas específicas. O artista de bonsai tem de ir ao onde o povo está, se locomover para difundir. Como mestre Hidaka fazia, viajando e ensinando, criando novos focos de conhecimento. Na verdade as pessoas interessadas precisam se associar e trazer professores, de preferência com especialidades diversas, com as quais o grupo crescerá em técnica e eficiência. Além do mais, é mais barato o professor se locomover de onde mora do que vários alunos para onde o professor mora.

Falsa Coca

12 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte.

Recriar a natureza perto de nós.

Paineira barriguda

 

A pintura e o Bonsai de Marcelo Duprat

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Penjing e Yose ue with tags , , , on 11 d e março d e 2011 by aidobonsai

Gostaria de compartilhar nesta matéria as pinturas, desenhos e bonsais do artista Marcelo Duprat.


Duprat é mestre em História de Crítica da Arte, professor e coordenador do curso de pintura da EBA – UFRJ. Suas reproduções da Mata Atlântica, suas paisagens e desenhos,  são uma inspiração para as minhas criações de penjing.

Árvore e Pássaro. Óleo sobre linho – 61cmX46cm.

Nada mais natural que a profundidade, luz e detalhes retratados nos seus quadros se materializassem  com a mesma intensidade nos seus trabalhos com penjing e bonsai.  O seu trabalho com penjing mostra muito refinamento na modelagem, educação e poda da árvore. Seu trabalho mostra uma  total integração do bonsai com o suibam (bandeja), que é criada e produzida por ele mesmo para cada um dos seus projetos.

Eugenia sprenguelli. Suiban de concreto.

Ganhei do Duprat um bode como o do penjing acima. Foi modelado por ele em epoxi e os detalhes de expressão e textura são perfeitos. Marcelo também tem como uma de suas espécies preferidas a Eugenia sprenguelli, em função da proporção dada pelas folhas em contraste com o tronco e galhos de cor mais clara.

Marcelo Duprat confecciona as pedras e as figuras que vão compor os detalhes da sua paisagem.

Marcelo também adora trabalhar com o Pithecolobium tortum. Eu acompanho de perto a alguns anos a sua criação de um kengai.  Este bonsai está ficando uma verdadeira escultura e está sendo modelado com muito cuidado com as proporções de triangulação.

Pithecolobium tortum em 2007

Projeto digital de Marcelo Duprat para o estilo Kengaido Pithecolobium tortum.

Bonsai em fevereiro de 2011.

Árvore em dupla. Óleo sobre linho – 65cmX54cm.

Paredão de Petrópolis. óleo sobre tela – 110cmX81cm.

Penjing fonte. Suiban confeccionado em mármore branco.

Alto Mourão. Óleo sobre têmpera 60cmX100cm.

Ulmus parvifolia.  Marcelo escolheu modelar este Pithecolobium tortum no estilo Fukinagashi, varrido pelo vento.

Alto do Morro.  óleo sobre tela de 60 x 40 cm. 2009. Miguel Pereira. – Rio de Janeiro.

Barranco -Óleo sobre tela.

Montanha – Itaipuaçu. óleo sobre têmpera, tela de 60 x 40 cm. 2009

Conjunto do Alto Mourão – Serra da Tiririca.
Mata Atlântica do Rio de Janeiro.

Pretendo colocar aqui no Blog, nos próximos meses, as fotos detalhadas dos trabalhos com bonsai e penjing do Duprat. Marcelo é muito cuidadoso e tem tudo bem fotografado.  É particularmente inspirador ver a evolução do seu trabalho através dos seus desenhos e pinturas.

Se você já estiver curioso para conhecer todo trabalho de pintura e bonsai de Marcelo Duprat em detalhes acesse o site: http://www.marceloduprat.net