Archive for the Curiosidades Category

Cores da Minha Alma – Pinturas de Déborah Netto

Posted in Curiosidades, Pintura e Desenho with tags , , , on 6 d e outubro d e 2015 by aidobonsai

Aqui a galeria intitulada “Cores da minha Alma” com os novos trabalhos da artista plástica Déborah Netto. Trabalhos de técnica mista, usando aquarela, nankin e guache. Tamanho médio de 80 x 55 cm.

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Deborah Netto
Nascida no Rio de Janeiro, em 01 de março de 1962, formada em Pintura pela Universadade Federal do Rio de Janeiro. Autora de jóias artísticas, desenvolve trabalhos em aquarela, tempera guache e nanquim entre outros materiais sobre papel. Participou de diversas exposições individuais e coletivas, tanto em pintura quanto em joalheria, em alguns obtendo mensão honrosa. Possue trabalhos em coleções particulares em diversos países, incluindo Japão, Estados Unidos, Portugal entre outros. 

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Pode parecer um lugar comum, mas a frase que diz que “o artista expressa o que vai na sua alma” para mim está repleta de razão. Desta forma cada um mostra o que tem dentro de si. A obra de Deborah Netto não contradiz esta afirmação e mostra o que ela carrega em seu interior: a mais intensa alegria de viver, Isto fica visível na sua abordagem à temas que sugerem um contato estreito com a Natureza segundo uma visão eminentemente pessoal. Tal personalidade se mostra no colorido alegre das formas que cria, todas encadeadas umas às outras como raízes ou galhos de uma planta trepadeira que se agarra a um muro e o enche com a alegria de suas folhas e flores. Seu traço a nanquim, ágil e dinâmico, só faz acentuar esta impressão, pois se desenvolve não só como contorno, mas também como elemento criativo independente, criando um rendilhado vivo, orgânico e expressivo dentro e fora das áreas coloridas. Deste rico emaranhado de cores e linhas, formas sugestivas vão se materializando e ganhando nomes simples e diretos segundo a criativa imaginação da artista.

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Desta maneira, Deborah ao invés de ficar enredada numa teia puramente abstrata, dá um significado concreto para suas criações ao associá-las à fenômenos naturais revalorizados por sua visão artística. Contudo, há ainda um detalhe que não pode ser esquecido relativo à delicadeza de suas imagens – a experiência que Deborah tem com a criação jóias. Por isso, muitas de sua mais recentes pinturas em aquarela, guache e nanquim tem a graça e o colorido de jóias esmaltadas em que arabescos de prata (as linhas a nanquim) cercam áreas de cor sem,contudo, aprisiona-las, criando uma espécie de cloisonné vibrátil e encantador. 

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Trata-se, portanto, para além das técnicas, da aplicação de um processo mental artístico que tanto pode gerar um objeto tridimensional como uma joia quanto todo um universo expresso no plano pictórico. Toda as obras da coleção “As cores de minha alma” me atraem, mas dentre elas destaco especialmente as obras: “Colibri”, “Serpentinas”, “Tronco”, “Veio d’água”, “Música”, “Corais”, “Planta”, “Jardim” e “Liberdade para as borboletas”. Desejo-lhe todo sucesso, caríssima Deborah.” (Ricardo Antonio Pereira Barbosa, Mestre em História e Crítica da Arte, Professor de Pintura da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ceramista, Pintor )

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Entre na galeria abaixo e veja mais trabalhos de Déborah Netto e para contatos conhecer outros trabalhos entre no seu site:  http://www.deborahnetto.net/

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A Arte de Keira Rathbone

Posted in Arte - Pintura e Desenho, Curiosidades with tags , , on 22 d e julho d e 2013 by aidobonsai

Mais um artista que merece destaque pela criatividade e pelo resultado do seu trabalho.

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Keira Rathbone mora no oeste de  Londres, ela cresceu em Dorset e estudou Belas Artes na UWE em Bristol. Ao longo dos últimos dez anos Keira desenvolveu uma reputação de longo alcance com seus experimentos com desenho e pintura, usando máquinas de escrever.

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Keira captura momentos, personagens, paisagens com sua máquina de escrever manual.  Usando as tipos da máquina e diferentes intensidades, ela consegue passar para o papel imagens com uma riqueza de detalhes e luminosidade incrível.

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A maioria dos typictions de Keira são capturas de momentos da vida, seja ele um olho close-up, rostos, uma ponte no cais, ou outras estruturas da vida ao seu redor. A digitação no meio da rua, vista ao vivo pelas pessoas de Londres, transforma o que ela faz em uma forma de arte performática, atraindo a atenção de curiosos transeuntes de todas as idades.

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A Londrina Keira Rathbone é uma artista que usa a boa e velha máquina de escrever  para criar sua arte. Keira diz que tem um fetiche enorme por máquinas de escrever , e é extremamente ciumenta da sua coleção máquinas de escrever antigas.

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Entre na galeria e veja mais trabalhos de Keira Rethbone:

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Brincando com proporção 2

Posted in Brincando com proporção, Curiosidades with tags , on 29 d e junho d e 2013 by aidobonsai

Aqui uma galeria com fotografias de minaituras da empresa Macfarlane e Neca Toys, tiradas nos meus trabalhos com Penjing e Bonsai. Sempre gostei das figuras da Macfarlane pela sua riqueza de detalhes e perfeita proporção e pintura.

Leia a matéria, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos. “Cantos Naturais”

Foto tirada no Penjing  “O caminho do templo”   Floresta de Eugenias sprenguelli

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A Batalha.  Foto tirada em Floresta de Ficus Benjamina.

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Emboscada.   Penjing com Pithecolobium torthum e pedra modelada em concreto celular.

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Foto tirada em floresta de Ficus.

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Só pode haver um.   Penjing modelado em concreto celular. Ao fundo bonsai com 30 cm de altura de Pithecolobium thortum.

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Foto tirada em Floresta de Ficus benjamina.

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Floresta de Eugênias.  ” A caçada”

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Vlad o  Impalador.   Floresta de Ficus sprengueli

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O Grande Kan.    Floresta de Aspargus

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Entre na galeria e veja mais 40 fotografias:

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Entrevista com o fotógrafo Kim Keever

Posted in Bonsai - Matérias especiais, Curiosidades, Fotografia - Galerias with tags , , on 17 d e junho d e 2013 by aidobonsai

E com prazer que publico aqui no blog uma entrevista exclusiva para o Aido Bonsai com um dos maiores fotógrafos do momento: Kim Keever, ele cria paisagens e figuras abstratas em um aquário de 200 litros em seu estúdio localizado em New York.

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Kim Keever este mês tem várias exposições marcadas em New York entre elas na Waterhouse e Dodd Gallery .

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De tempos em tempos, acho alguma arte plástica ou fotográfica diferenciada que serve como inspiração para os meus trabalhos com Bonsai, Penjing ou Yose Ue (florestas).

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1- Kim, onde você nasceu?

Eu nasci em New York City. Como eu gosto de brincar, “meus pais estavam apenas de passagem”. Eles viviam em New Jersey, mas mudaram-se para Quinby, Virginia, logo depois que eu nasci.

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2- Quando começou sua paixão por fotografia? Você sempre trabalhou nessa área?

Eu era um pintor durante muitos anos antes de ficar entediado e sentia que não poderia acrescentar muito à história da arte como pintor. Eu comecei a fazer modelos e fotografá-los sobre uma mesa. Eu não era capaz de dar muita “atmosfera”, mas, eventualmente, me dei conta de que colocando tinta em água eu poderia conseguir céus muito mais espetaculares e uma perspectiva mais interessante.

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3- Como surgiu a idéia de fazer fotografias de paisagem, utilizando o tanque de água/aquário?

Quando eu era jovem, vivíamos em uma área muito rural. Tínhamos uma vaca de leite, que era mais de um animal de estimação, porque não dava leite. Por essa razão, o meu pai comprava o leite em lata e eu gostava de vê-lo colocando em um copo meio cheio de água. Havia magia nas nuvens que se formavam. Eventualmente fui levado para o aquário. Quando você adiciona isso ao meu amor pela paisagem …. É como se fosse uma parte da minha alma. Apesar de eu morar em uma cidade grande, o campo sempre será uma parte de mim. Eu saio para o campo tão frequentemente quanto eu posso e sempre gostei de programas de natureza na TV.

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4- Qual é a maior dificuldade na hora de tirar a fotografia? Notei que você lida com vários elementos simultaneamente.

Eu costumava trabalhar com uma câmera de filme 4×5 . Ela era muito lenta e eu perdi muitas fotos. Agora eu tenho uma câmera Hasselblad de 50 megapixels que é uma câmera de sonho, e posso fazer uma foto a cada 3 ou 4 segundos. Uma vez que é muito mais rápida, eu sou capaz de capturar o(s) momento(s) certo(s) sempre que eu derramar a tinta e começar a fotografar.

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5- Você tem materiais de sua preferência, ou cada paisagem faz você procurar uma solução visual diferente?

Eu tento inventar maneiras de fazer o trabalho usando a mesma técnica de água/aquário. No meu site, http://www.kimkeever.com, há guias para uma série Abstrata, série Pássaro, série Figura e, claro, uma série Paisagem. Eu acho que é mais interessante ter alguma versatilidade em seu trabalho e fazer disso mais um desafio para me reinventar .

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6- Depois de realizada a fotografia, você utiliza algum programa de pós produção de imagem para manipular as fotos?

Sim, eu faço truques básicos da câmara escura com Photoshop. Ou seja, eu vou clarear ou escurecer determinadas áreas, aumentar ou diminuir o contraste em determinadas áreas, etc. Eu raramente uso parte de uma imagem para adicionar a outra. Eu não quero ter uma aparência muito “Photoshopada”.

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7- Quando eu vi um trabalho seu pela primeira vez achei que era um cenário de “Game of Thrones”, suas paisagens lembram a atmosfera de filmes de aventura como “ The Lord of Rings”. Você procura essa identidade visual?

Eu definitivamente não procuro esse tipo de olhar. Estou tentando fazer uma ponte mais próxima da realidade do que isso. Eu amo as séries de filmes e vejo a maioria dos filmes de fantasia.

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8- Quando você produz suas fotografias, são sempre usados vários planos de superposição? Ou, as vezes, pode ser criada a fotografia usando apenas o interior do aquário?

A maior parte do tempo, com a utilização de um contentor, algo passa através de um material transparente na parte de trás do tanque. Existem várias séries onde existe um conjunto construído na frente do tanque e uma tabela com as montanhas ou algo parecido atrás do tanque. Nesse caso, o vidro de trás do tanque é limpo e assim você pode ver diretamente através do tanque .

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9- Qual a câmera que você escolheu para fotografar seus trabalhos?

Como eu disse, eu uso uma câmera digital Hasselblad .

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10- Quanto tempo leva entre o momento da criação até o click final da paisagem? Alguns trabalhos demoram muito mais do que outros? Por que?

Boa pergunta. Às vezes eu vou pensar em uma idéia durante vários anos antes de eu construir o modelo e começar a fotografar. Normalmente, leva uma ou duas semanas para construir o modelo, mergulhá-lo e começar a fotografar. Alguns projetos são apenas mais complicados e demoram mais tempo. Para a série Wildflowers, demorou vários anos apenas para recolher as pequenas plantas de plástico que eu usei.

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11- Você tem outras paixões além da fotografia? O que você gosta de fazer quando não está criando no seu estúdio?

Eu teria que dizer que os filmes são outra paixão para mim e eu adoro viajar quando posso.

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12- Você tem alguém que te ajuda na sua produção? Ou é um trabalho de criação solitário?

Sou feliz trabalhando sozinho, mas ocasionalmente eu tenho ajuda.

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13- É normal, às vezes, uma foto não acontecer como previsto e ter que começar tudo do zero?

Sempre que eu coloco um modelo no tanque, eu tento descobrir maneiras de fazer variações das imagens que recebo a partir da configuração. Quando eu posso, eu faço modelos de gesso que eu poss mover no tanque para conseguir o maior número de variações para escolher. É um pouco como mover objetos ao redor para pintar ou fotografar. Eu, muitas vezes, trabalho em um modelo ou série de modelos relacionados por até seis meses.

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14- O que mais te motiva como artista? Qual seu principal objetivo?

Eu teria que dizer que meu principal objetivo é ser apreciado pelo trabalho que faço e construir meu próprio caminho para os livros de história.

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15- No momento você está trabalhando em alguma série nova?

Eu sempre amei os pássaros e estou trabalhando atualmente em uma série de aves na paisagem. As aves são feitas de Sculpey pintado e colocadas no tanque de água.

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16- Você tem exposições marcadas para este ano?

Tenho várias mostras grupais com lançamento este mês aqui em Nova York. Os mais importantes são  a Waterhouse e Dodd Gallery .

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17- Você comercializa suas obras? Como se pode adquiri-las?

Obrigado por perguntar. Há várias galerias em meu site, http://www.kimkeever.com. Essa é provavelmente a melhor maneira de comprar uma peça. Para pequenos trabalhos, há várias imagens de Espaço de Arte, http://www.artspace.com/kim_keever.

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 Entre na galeria e veja mais trabalhos de Kim Keever:

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Paisagens fantásticas de Kim Keever

Posted in Curiosidades with tags , , on 12 d e junho d e 2013 by aidobonsai

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De tempos em tempos, acho alguma arte plástica ou fotográfica diferenciada que serve como inspiração para os meus trabalhos com Bonsai, Penjing ou Yose Ue (florestas).  

Link de entrevista exclusiva com Kim Keever para o meu blog: 

https://aidobonsai.com/2013/06/17/entrevista-com-o-fotografo-kim-keever/

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O Trabalho de Kim Keever agrega, em sua forma de expressão, pintura, desenho, escultura, maquete, recorte em papel, luz, fumaça, anilina, corantes em pó,  etc… Todos esses elementos são somados para produzir paisagens fantásticas, com um clima “Game of  Thrones”, “Senhor dos  Anéis”.

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Podemos observar na produção abaixo, como ele trabalha com 3 planos fotográficos diferentes.

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As fotografias em grande escala de Kim Keever são criadas por topografias meticulosamente construidas em miniatura em um tanque de 200 litros, que é então enchido com água.

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Estes dioramas de ambientes fictícios são criados com filtros de luz coloridos e dispersão de pigmentos, produzindo ambientes efêmeros que ele deve rapidamente capturar com sua câmera de grande formato.

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Abaixo podemos observar nos refletores várias gelatinas de cores diferentes, para criação de diferentes climas com superposições.

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As paisagens de Keever representam uma continuação da tradição da paisagem, bem como uma evolução do gênero.

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Fazendo referência a uma ampla história da pintura de paisagem, especialmente a influência do romantismo e da Escola do Rio Hudson, elas estão imbuídas de um sentimento do sublime.

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No entanto, elas também mostram um lado subversivo que, deliberadamente, reconhece a sua invenção contemporânea e artifício conceitual.

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O cenário de Keever é caracterizado por uma psicologia do tempo e da eternidade. A combinação do real e do imaginário documentam lugares totalmente imaginários.

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A qualidade simbólica ele alcança com o resultado de sua compreensão da dinâmica da paisagem, incluindo a manipulação de seus efeitos e os limites do espetáculo com base em nossas suposições sobre o que paisagem significa para nós.

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No entanto, ao invés de apresentar uma realidade factual, Keever fabrica uma ilusão que evoca o reino da nossa imaginação. Kim Keever vive em Nova York e exibiu extensivamente em galerias nos Estados Unidos e no exterior.

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Entre na galeria e veja mais paisagens de Kim Keever:

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100 Aquapaisagismos – O Penjing aquático

Posted in Aquapaisagismo, Curiosidades with tags , , , on 20 d e março d e 2013 by aidobonsai

Aqui para dar inspiração a aquapaisagistas e bonsaistas, uma galeria com 100 fotografias, de trabalhos que transmitem, paz e harmonia.

Entre na galeria e veja mais 90 trabalhos de aquapaisagismo:

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O Japão antigo pelos olhos de Farsari.

Posted in Curiosidades, Fotografia - Japão with tags , , on 12 d e março d e 2013 by aidobonsai

Na década de 1880, num momento em que a maioria dos europeus não teve acesso ao interior japonês, um fotógrafo italiano, Adolfo Farsari, conseguiu capturar muitas imagens do Japão Antigo. Estas fotografias mostram um Japão único, singular, com uma beleza artística e plástica incomparável. Estas imagens servem como um registro notável de um mundo há muito desaparecido .

Veja as fotografias, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos. “Cantos Naturais”

O trabalho fotográfico de Farsari, especialmente seus retratos e paisagens coloridos à mão, foi muito reconhecido no país por dar uma aula de história sobre como era a vida do final de 1800 até o início de 1900. Suas fotografias formam a percepção externa de pessoas e lugares do Japão.

As imagens de Farsari nos dão uma visão valiosa dos hábitos, trajes e costumes da era vitoriana do Japão. Morando em Yokohama, Farsari fazia viagens de difícil acesso para chegar nas aldeias e vilarejos em montanhas onde ele fez muitas das suas fotografias. Ele começou sua carreira como militar e serviu por um tempo no Exército da União na Guerra Civil americana .Talvez essa próxima imagem de guerreiros japoneses reflita seu interesse na figura samurai e militar.

Não seria apenas por seus retratos que ele seria particularmente lembrado, mas suas fotografias de paisagens, que também são bastante notáveis , captam um mundo já perdido para nós.

Farsari sempre foi um fotógrafo mais comercial e suas composições foram projetados para ser vendidas na maior parte para os visitantes estrangeiros em viagens pelo Japão. Suas paisagens muitas nos fazem vezes imaginar o que poderíamos chamar de uma versão ligeiramente melhorada ou mesmo romantizada do Japão, mas foram muito conceituadas na época.

Com espírito libertário, Farsari se juntou à Guerra Civil americana e, como abolicionista fervoroso, suas fotografias refletem suas idéias de igualdade: as mulheres são retratadas muitas vezes como os homens e não em posições subservientes. Para muitas pessoas que nunca foram ao Japão, Farsari achava que suas imagens iriam ajudar a moldar suas idéias sobre o país, e até certo ponto também contribuir para retratar a forma com que os japoneses se consideravam.

Farsari não tinha as altas velocidades de obturador que estão disponíveis em qualquer câmera nos dias de hoje.  Ocasionalmente, algumas fotografias tinham um resultado um pouco turvo . Não podemos esquecer o quão difícil era capturar essas imagens com os personagens tendo que ficar imóveis por 4, 6 segundos, isso para que a fotografia não desfocasse.

Apesar de na época suas fotografias poderem ser compradas individualmente, Farsari percebeu que o dinheiro era para ser feito através do desenvolvimento do comércio de álbuns. Assim, o estúdio produziu as impressões sépia monocromáticas que eram, em seguida, coloridas à mão por artistas locais. As fotografias eram então montadas à mão em folhas de álbuns decorados. As folhas eram, em uma última etapa, ligadas a uma capa dura formada por duas placas de laca.

Farsari veio a falecer na Itália, em sua cidade natal, Vicenza, em 1908. Seu estúdio continuou no Japão, apesar de sua ausência. O gerente de seu estúdio, Tonokura Tsunetaro, assumiu o negócio. O estúdio tornou-se plenamente japonês em 1907 e os registros indicam que seguiu produzindo e criando álbuns até 1917. É incerta a data em que ele  acabou, mas a cidade de Yokohama, onde ele era sediado, foi atingida e destruída por um grande terremoto em 1923. No entanto, as fotografias de Farsari permanecem um testemunho de sua vida de trabalho, e ele será sempre conhecido como o homem que ajudou a perpetuar o Antigo Japão.

Entre e veja mais fotos de Farsari :

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