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Adriano Roldão bonsais com muita arte.

Posted in Bonsai - Entrevistas Internacionais, Bonsai - Entrevistas no Brasil, Bonsai - Ferramentas-Utilização, Bonsai - Matérias especiais, Bonsai no Brasil with tags , , on 27 d e abril d e 2017 by aidobonsai

Os Juniperus de Adriano Roldão na minha opinião, podem ficar em exposições ao lado dos trabalhos de grandes mestres internacionais. São árvores que possuem história na sua criação e principalmente muita poesia.

A medida que fui escolhendo fotografias no seu acervo pessoal, fiquei muito feliz de saber que está matéria seria uma das mais ricas publicadas nos 6 anos de blog, pois vocês vão poder observar ás árvores em suas etapas de trabalho.

Muito obrigado Adriano pela disponibilidade em dar a entrevista e de dividir com os leitores, o seu trabalho que possui um material fotográfico tão rico.

1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai?

Eu ainda morava em Porto Alegre quando tive meu primeiro contato com bonsai, em uma exposição dentro de um shopping. Fiquei maravilhado. Somente em 2008 já morando em Curitiba, foi que, lendo jornal me deparei com uma matéria sobre bonsai. Somente depois de um empurrão da esposa fui atrás dos contatos e fiz meu primeiro curso de bonsai. A partir dai não parei mais.

Adriano trabalhando na coleta de um grande Jacaré (Juniperus horizontalis)

2 – Que espécies você mais gosta de trabalhar?

A espécie que mais gosto de trabalhar são os juniperos. Tenho uma atração muito forte por trabalhos dramáticos que representam os juniperos sofridos que brigam para sobreviver em terrenos e situações adversas. Mas também tenho me aventurado nas plantas tropicais para aumentar meus conhecimentos em outras espécies.

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circunstâncias de clima e adaptação não permitem?

Aqui em Curitiba, onde eu moro, temos um clima bem diversificado. Não podemos reclamar. Da para trabalhar com quase todas as espécies. Temos só que cuidar com os meses de muito frio e não esquecer de proteger algumas plantas. Mas como meu foco são os juniperos, creio que sou um privilegiado, pois eles adoram o frio e resistem muito bem a geadas

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.

Tenho um trabalho que me acompanha em minha caminhada evolutiva que tenho muito carinho e muitas tristezas também. Se trata de um cedro Nana que esta sempre passando por mudanças em seu desenho devido a um problema ainda sem solução de seca de galhos.

Esta planta está totalmente oca e já tem um desenho interessante. Mas a cada galho que seca tenho que criar um novo desenho e reconstruir a planta. O motivo da planta estar oca, é bem interessante pois foi quase que involuntário da minha parte levando em conta minha pouca experiência na época.

Adquiri a planta em um pote preto muito grande e resolvi transplantar antes de estilizar. Na hora do transplante me deparei com uma raiz muito forte que mais parecia um pescoço longo até o fundo do vaso. Resolvi cortar e aguardei a recuperação da planta. Pós transplante notei que havia um ninho de formigas no interior da planta. Com o corte que fiz a parte interna da planta apodreceu e a planta passou a sobreviver e se sustentar apenas pelas raízes laterais. Retirei toda parte de madeira podre foi quando que um lindo e natural desenho se apresentou na abertura de um buraco na parte frontal da mesma. Creio que foi trabalho em equipe. Eu e a natureza trabalhamos juntos. Muitas emoções e aprendizados .

5- Você segue alguma escola ou estilo nas suas criações?

Tenho muita admiração e respeito pelas escolas orientais, devido ao fato de terem começado com a arte do bonsai. Depois de alguns anos seguindo uma escola ou outra é impossível que o bonsaista não crie sua própria assinatura. Bonsai é arte. Arte quando é boa as pessoas olham e falam.” Eu sei de quem é este trabalho”. Quando isto acontece comigo fico muito feliz. Creio que estou conseguindo me expressar através de minhas obras.

6 – Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Quando se fala em estilos estamos falando da escola japonesa. Pois foram eles que criaram os estilos que conhecemos e passaram a difundir o bonsai pelo mundo com suas regras e ensinamentos. Neste caso o estilo que mais gosto é o Bunjin. Mas estou criando grande admiração pelos trabalhos dos bonsaistas de Taiwam. Desenhos muito bonitos com um estilo livre de regras, mas com muita técnica e harmonia.

7 – O que a arte do bonsai agregou na sua vida?

O bonsai me colocou em maior contato com a natureza e me fez parar para reverenciar as obras de Deus. Em muitos momentos de concentração e de trabalho começo a reparar minha pequenes perante tão belas obras que tento copiar

Adriano com seu filho Gustavo, já com olhar curioso de bonsaísta.

8 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Quando falamos de regras sempre vemos opiniões diversas. Creio que para se quebrar uma regra ou até mesmo criar uma nova técnica dentro do bonsai , primeiramente temos que dominar e respeitar as regras orientais milenares criadas com muito estudo e percepção. Creio que cada um tem que perguntar para si mesmo. “Será que estou apto a criar? Já tenho bagagem que me leve a subir este degrau?  E como já disse anteriormente o tempo fará com que o seu estilo apareça e seja reconhecido.

9 – Que bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção hoje no cenário mundial?

Ha algum tempo atrás eu diria alguns nomes famosos do bonsai como referência. Hoje busco inspiração e referência em quase tudo que vejo no mundo do bonsai. Me tornei mais cuidadoso e minimalista com os detalhes. Procuro avaliar e aprender com o bom e o ruim em tudo na minha vida. No bonsai também funciona.

Juniperu e suas etapas de trabalho:

10- Hoje é mais fácil começar a se dedicar ao cultivo de bonsai? Quais eram as maiores dificuldades no início?

Creio que uma das maiores dificuldades no começo foi a matéria prima. Como sempre gostei de trabalhos com muita madeira morta e bem sofridos, fiquei um pouco frustrado a admirar fotos de plantas coletadas nas montanhas de outros paises. Para atender minhas necessidades de amante dos juniperos eu descobri o Jardindori (Coleta em jardim). Tenho garimpado belos exemplares em jardins de casas antigas. Muitos falam que não se deveria coletar plantas tão velhas. Depois que eu vi que são estas plantas velhas as primeiras a serem arrancadas e descartadas quando uma destas casas é vendida eu passei a focar nesta possibilidade. Hoje está mais fácil pois estamos com um nível muito bom de trabalhos com juniperos de viveiro. Os amigos Carlos tramujas do Bonsai do Campo, Vicente Romagnole do Bonsai Center Romagnole e Francisco Correia estão abrindo novos horizontes com juniperos para nós brasileiros.

11- Qual a sua percepção hoje da arte do bonsai no Brasil? Você acha que teve um crescimento? Há uma maior projeção dos nossos artistas no cenário mundial?

Pelas experiências que tive com o bonsai dentro e fora do Brasil notei que começamos a aparecer com mais expressão no cenário mundial. Temos muitos bons bonsaistas espalhados pelo Brasil. O que nos falta é uma maior união na arte. Mas compreendo que o tamanho do Brasil nos dificulta a interação e muitas vezes trava nossa evolução.

12 – Que conselhos você daria para quem está começando a se dedicar à arte do bonsai?

Primeiro conselho. Procure um bom curso de iniciantes para entender o bonsai. Fazer bonsai sozinho ou tentar aprender pela internet são coisas que não dão muito certo.

Bonsai se aprende praticando e de preferencia com direcionamento. Depois que engrenar defina uma linha de trabalho e tente ser muito bom naquilo que se propôs a fazer. Seja com juniperos ou tropicais ,procure sempre evoluir. Se um bonsaista para de evoluir porque acha que um “mestre” não pode buscar novos conhecimentos, creio que ele esta andando de costas ou retrocedendo em sua caminhada.

13- Que atributos o bonsaísta deve ter para conseguir um bom resultado nos seus trabalhos?

Tenha sempre foco onde pretende chegar. Durante tua evolução sempre seja caprichoso. Até mesmo quando estiver trabalhando um pré- bonsai. Busque inspiração em níveis muito superiores ao seu. Só assim vai melhorar seu senso critico na arte.

Demostração:

14- No seu arquivo de fotos esse desenho abaixo me chamou atenção , me fale sobre ele.

Este desenho foi criado a meu pedido por Nacho Marin. Mestre do bonsai. Ele disse que quando fazia um desenho para uma pessoa em especial ele costuma colocar as letras do nome da pessoa dentro da estrutura da planta. Neste caso temos as letras A e R. De Adriano Roldão

15- Hoje você dá cursos de bonsai na sua região ?

Ja dei curso para iniciantes a alguns anos atrás. Hoje dou cursos particulares ou em grupos. Cursos de nivel médio ou avançado. Faço demonstrações dentro e fora do Brasil.

Minha especialidade são os juniperos.
 16- O que você acha importante passar para seus alunos no curso?
 O mais importante quando ensino sobre a arte do bonsai é o seguinte: Por que tentar criar algo quando falamos em uma arte milenar ? Temos que primeiro dominar a arte e as técnicas existentes hoje para no futuro poder ousar a ponto de criar algo novo.
Uma Xeflera a caminho.
17- Quais os benefícios que podemos encontrar no cultivo da arte do bonsai?

Acho que o respeito e admiração pela natureza e pelas obras de Deus foram meus maiores aprendizados com a arte.

Ulmus em modelagem

18 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte.

No bonsai não tente criar…. Deus já criou. Se você tiver humildade e muita técnica talvez consiga copiar a obra do pai.

Um ditado para este momento é:      “Na vida nada se cria. Tudo se copia”

Quero trazer aqui no fim da entrevista um produto que eu não conhecia, e que está sendo fabricado no Brasil pelo Adriano Roldão. Uma mesa para trabalho com bonsai, mas que pela minha experiência como acabo improsisando com meu torno qui em casa,  pode ser usada também para escultura e por cerâmistas.

*Pés em alumínio maciço.
*Capa da torre hidraulica cromada.
*Base em compensado naval super resistente.
*Manta emborrachada sobre a base de madeira.
*Pintura na cor preta emborrachada.
*Ganchos para amarração da planta/vaso.
*Acompanha 01 cinta elastica

Base em madeira – 50CM.
Com 02 cm de espessura.
Altura mínima-   43CM.
Altura máxima-   57CM.
Peso montada –      9.100KG.

Valor do produto:   R$ 900,00

Frete não incluso. Pedir cotação.
O Adriano envia para todo o Brasil.
Prazo de entrega favor consultar.
O prazo de entrega pode oscilar de 05 a 20 dias dependendo da disponibilidade.

Contatos: Adriano De Azambuja Roldão   41- 9161-0101

Link do Bonsai Stylist:   https://www.facebook.com/bonsaistyle.com.br/?fref=ts

Entre na galeria e veja mais fotos de Adriano Roldão:

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Bonsai, Tattoo e Pintura, a paixão do artista Márcio Martin

Posted in Aido Bonsai, Bonsai - Entrevistas Internacionais, Bonsai - Entrevistas no Brasil with tags on 17 d e abril d e 2017 by aidobonsai

Trago aqui os trabalhos do artista Márcio Martin, que chamou muito minha atenção por se dedicar não só ao Bonsai, mas por ter um trabalho lindo de Pintura e Tatuagem. É muito bom conhecer um artista de Minas Gerais, que está se dedicando muito para a divulgação dessa arte, com seus videos no You Tube e no cultivo de suas árvores em Minas Gerais.

Quando você se interessou e começou a se dedicar as artes da Pintura, desenho e da Tatuagem ?

Desenho desde uns 8 anos de idade por influência de uma tia. Comecei a me dedicar a tatuagem,que hoje tenho como profissão a uns 15 anos atrás e a pintura acabou sendo uma conseqüência.

Como surgiu o Bonsai na sua vida ?

Acredito que como a maioria dos brasileiros, meu primeiro contato com o bonsai foi através do filme Karatê Kid, mas sempre gostei de plantas, desde pequeno.

Como sua pintura e o desenho inlfuencia no seu trabalho de bonsai ?

Acredito que todas as artes tem algo em comum, já que a arte é uma forma de expressão, então uma complementa a outra pois as artes de um modo geral afiam a nossa percepção.

 

O cultivo do bonsai influenciou a sua pintura ?

Na verdade o bonsai influenciou toda a minha vida, não só a pintura, mas como ele me transformou internamente, reflete em tudo o que eu faço.

Quais espécies você mais gosta de trabalhar ?

Adoro a Serissa Foétida, Bougainvillea, Jaboticaba e os Pitecos. Mas também gosto de várias outras como, Ulmus, Pingo de Ouro, Amora, Pitanga, etc.

Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mais as circustâncias de clima e adaptação não permitem ?

Gostaria muito de poder aprender e poder trabalhar os pinheiros em geral, mas aqui é bem difícil.

Dos seus trabalhos qual você destaca com um carinho especial. Me fale um pouco sobre ele?

Tenho um pré bonsai que pra mim é o mais especial, por que foi a primeira planta do meu viveiro.Trata-se de uma Serissa Foétida q ganhei de um amigo depois de comentar com ele a minha vontade de aprender a arte do bonsai. Essa planta não está tão estilizada, pois sempre tento fazer intervenções bem calculadas nela pra não correr o risco de errar, mas ela já deu origem a varias plantas através da estaquia já que essa foi a primeira técnica que apliquei.

Você segue alguma escola ou estilo nas suas criações?

Acho que nós brasileiros de um modo geral seguimos mais a escola japonesa, mas acho que estamos tendo uma visão um pouco mas ampla e nos deixando influenciar Tb por outras escolas, principalmente a Européia.

Você gosta mais de algum estílo de bonsai em particular ? Qual ?

Sim, o SEKIJÔJU. Principalmente por conta das suas raízes que mostram muita força e perseverança ao se desenvolver abraçando uma pedra.

Você faz algum tipo de croki ou esboço dos seus trabalhos, quando eles ainda estão em fase de criação ?

Sim. Acho muito adequado, já que a planta é algo a ser trabalhado e não uma forma pronta. Acho que quando se faz um desenho antes, você consegue visualizar melhor as possibilidades e o futuro da sua planta.

É como se você fosse construir uma casa, primeiro você faz uma planta pra depois começar a construção.

O que a arte do bonsai agregou na sua vida ?

O mestre Rock Jr,  certa vez disse uma frase que me marcou muito:

Na arte do bonsai a gente entorta a planta enquanto ela nos desentorta”.

E é isso, o bonsai me trouxe uma capacidade de me auto-avaliar de maneira a buscar o meu melhor como pessoa, enquanto lido com meus defeitos e aprendo com meus erros. Mas os principais beneficios que a arte meu trouxe foram, a paciência, tolerância e o respeito à natureza.

Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística ?

Acho que um está ligado ao outro,  as técnicas são muito importantes, já que são fruto de muito estudo dos antigos e uma maneira que explica as formas da natureza de maneira mais didática..

Mas também acho que a arte é uma obra aberta, e deve sim seguir uma direção mais livre já que ela é o resultado do sentimento e inspiração do artista. Para mim o novo deve se juntar ao antigo de forma respeitosa, porém firme e inovadora.

Que bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção, hoje no cenário mundial ?

Não tem como deixar de citar em 1º lugar o mestre Masahiko Kimura, pois pra mim ele é o exemplo do que eu disse antes, o novo e o antigo, com ousadia, inovação e respeito.

Entre vários outros que gosto muito estão:

Walter Pall, Mauro Stemberger, Salvatore Liporace, David Benavente, Masashi Hirao, Taiga Urushibata, Ryan Neil, Robert Esteven, Andres Bicocca, Nacho Marin, entre outros….

E dos brasileiros:

Meu mestre Ladoso, Carlos Tramujas, Rock Jr., Fernando Magalhães, Francisco Corrêa (Chicão), Mário Leal, Felipe Dallorto, Marcelo Martins, Charle White, Renato Bocabello, Paulo Netto, Sergivaldo Costa, Fabiano Costa, Edson Cordeiro, entre outros.

Hoje é mais fácil começar a se dedicar a criação de bonsais? Quais eram as maiores dificuldades no início?

Acho que de um modo geral, a internet facilitou muito a vida do ser-humano e no bonsai não é diferente. Assim como na tatuagem, as maiores dificuldades eram as informações e o acesso a material de qualidade, como plantas e ferramentas.

Qual a sua percepção hoje da arte do bonsai no Brasil ? Você acha que teve um crescimento? Há uma maior projeção dos nossos artistas no cenário mundial?

Bom, do pouco tempo que tenho no bonsai (cerca de 7 anos), pude ver que como em toda arte tem pessoas querendo ajudar e outras nem tanto, mas acho que a maioria quer ajudar e fazem isso principalmente na internet onde divulgam fotos de suas plantas e sua experiências. Um cara que tem ajudado muito na divulgação do bonsai no Brasil e no mundo é o Mário Leal, que com seu evento anual reúne uma galera bem bacana em torno da nossa arte e isso tem agregado muito nesse sentido. E um exemplo que gosto de citar é o Felipe Dallorto, que tem viajado o mundo mostrando a arte do bonsai aqui do Brasil.

Como está o crescimento do bonsai em Minas Gerais, que bonsaísta (s) você destaca pelo seu trabalho?

Aqui o bonsai está indo muito bem.Temos o privilégio de ter grandes mestres que além de se dedicar a arte, também se dedicam ao ensino da mesma. Destaco o meu mestre Ladoso, o Rock Jr., o Fernando Magalhães e o Francisco Corrêa (Chicão).

Que conselhos você poderia dar para quem está começando a se dedicar a arte do Bonsai.

Estudo e pratica, além de paciência. Bonsai não é fácil porque demanda tempo e dedicação, mas vale muito a pena. O respeito aos mais velhos também é sempre uma maneira de honrar os pioneiros da nossa arte.

Quais atributos o bonsaísta deve ter para conseguir um bom resultado nos seus trabalhos ?

O mais importante é gostar de plantas, respeitar a natureza em toda sua sabedoria e saber que quem manda é ela. E o respeito para com os mais antigos, porque só trilhamos esse caminho hoje, graças a dedicação que eles empregaram pra ajudar a arte e sua difusão.

Quais os benefícios físicos, mentais que podemos encontrar se dedicando a arte do bonsai?

Calma, serenidade, respeito, percepção artística e ética aguçadas, além de uma grande realização pessoal.

Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte ?

A Natureza é sábia, permita que sua voz ecoe em seu coração, pois essa é a voz de Deus!!!

A Natureza é sábia, permita que sua voz ecoe em seu coração, pois essa é a voz de Deus!

Muito obrigado Márcio Martin pela disponibilidade de responder a entrevista, parabéns pelos seus trabalhos com Bonsai, Penjing, Pintura e Tatto, todos mostram paixão, dedicação e muito comprometimento. Grande abraço 

Contatos do artista:

Canal do you tube: https://www.youtube.com/c/canalsamuraibonsai

E-mail: canalsamuraibonsai@gmail.com

Facebook: https://www.facebook.com/marciomartintattoo

Tel: 31 99229-2435

Entre na galeria e veja mais fotos dos trabalhos de Márcio Martin:

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Sergio Batalini – Entrevista

Posted in Bonsai - Entrevistas Internacionais with tags , , , on 21 d e março d e 2015 by aidobonsai

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Vou recomeçar as entrevistas com Bonsaístas do Brasil, com trabalhos que chamaram muito a minha atenção nos últimos meses. As formas naturais, a modelagem aprimorada, com muita harmonia, são algumas das qualidades das árvores de Sergio Batalini, um apaixonado por bonsai que mora na cidade de Teodoro Sampaio no Pontal do Paranapanema, no Estado de São Paulo.

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1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai?

Moro numa cidade pequena do interior do estado de São Paulo, Teodoro Sampaio, precisamente no Pontal do Paranapanema, cercada por rios e matas e sempre estive em contato direto com a natureza e seus milagres. Durante a juventude, fiz algumas incursões pelas artes plásticas, entre elas: óleo sobre tela, escultura em argila e entalhe em madeira, expondo trabalhos nos anos 90. Além das artes plásticas, da música e da natureza, outro assunto que me interessa é a cultura oriental, e foi atraves dela que descobri a nobre arte Bonsai, unindo natureza, artes e a filosofia oriental.  Por volta de 1998, 1999, comecei a cultivar algumas plantas em vasos pequenos, mas não consegui evoluir longe dos professores e viveiros. Com a internet passei a pesquisar e estudar muito, tendo acesso a fotos, artigos, livros, e fóruns. Dentre eles destaco o Atelier do Bonsai, do Sr. Mario Alberto Leal, que foi minha escola por mais de 5 anos, possibilitando-me aprender e entender a arte do Bonsai.

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2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Gosto de trabalhar com espécies adaptadas e fáceis de encontrar na minha região, tais como: jabuticaba, angico, acerola, pitanga, buxinho, eugenia, azaléia, primavera, resedá e cambuí entre outras. Estou sempre em busca de espécies nativas que ainda não cultivo, para diversificar e aprimorar meus conhecimentos. Das que cultivo, minhas preferidas são a brasileiríssima jabuticaba, a caliandra e o fícus. Acho muito importante o cultivo e divulgação das nossas espécies nativas, até mesmo para darmos inicio a criação da nossa própria escola brasileira de bonsai e popularizar a arte.

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3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circunstancias de clima e adaptação não permitem?

Por estar numa região muito quente, o cultivo de algumas espécies se torna inviável, entre elas alguns áceres e pinheiros. Mas não sinto falta, pois a quantidade de espécies disponíveis é enorme e variada.

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4 – Dos seus trabalhos qual você destaca com carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.
Tenho um fícus a 19 anos, foi a primeira planta que cultivei com a intenção de formar um bonsai. Naquela época, sem conhecimento das técnicas e estilos, fiz muitos procedimentos equivocados, muitas podas e cuidados errados por anos, e mesmo assim ele sobreviveu e hoje é a planta mais antiga que tenho no meu viveiro. Nunca será um bonsai de exposição, mas com certeza é um companheiro para toda a vida.

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5 – Você segue alguma escola ou estilo nas suas criações?

Penso em uma forma mais livre para compor meus bonsai. Depois de estudar os estilos e escolas com afinco e dedicação por 10 anos, acabei por me libertar do excesso de regras e busquei o prazer de cultivar, permitindo que a própria árvore encontre seu caminho. Percebo que nossa cultura mais descontraída e despojada, inerente aos latinos dos trópicos, choca-se com a rígida cultura oriental e acaba por desestimular os iniciantes. Gosto da Escola Neoclássica que começou a ser praticada a partir do século XIX e é uma síntese das escolas japonesas clássicas de volume e linear, e combina os elementos. A maioria das árvores que vemos no bonsai atualmente pertencem a essa escola. São arvores que tem o tachiagari limpo, sem galhos em seu primeiro terço ou mais, e logo depois uma massa verde, que pode ser composto ou um só volume, dois ou três, ou até mais, buscando a triangulação .

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6 – Você gosta mais de um estilo de bonsai em particular? Qual?

Sem duvida o estilo Kengai (cascata) me atrai muito. Vejo nele um estilo que nos leva a reverenciar a planta para poder observá-la por inteiro. Da mesma forma, a planta nos reverencia e nos aceita. Outro estilo que me chama a atenção é o literati, por sua leveza e delicadeza. Onde o menos é mais. Muita vezes sendo visto como um estilo fácil pelos iniciantes, é um dos mais intrincados e difíceis, justamente por nos forçar a trabalhar com o mínimo possível. Essa ausência de possibilidades contraria nossa visão ocidental de quanto mais melhor, provocando a ruptura de alguns traços culturais e levando ao aprimoramento espiritual do bonsaista .

Kengai

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Literati

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7 – O que a arte do Bonsai agregou na sua vida?

Sou comerciante a 30 anos e vivo o estresse do dia a dia em contato com clientes, bancos, fiscais, empregados e toda sorte de incertezas e decisões a serem tomadas. Com a descoberta da nobre arte do Bonsai, encontrei uma maneira de juntar num mesmo lugar a minha família, as artes e o contato com a natureza, e relaxar num ambiente agradável e cheio de harmonia. O exercício constante da paciência, da observação e de esperar o momento certo me ajuda a administrar minha vida e minha empresa. O compromisso diário com a rega, a adubação e o controle de pragas, obedecendo os ciclos de cada espécie e as estações do ano me mostra que o tempo passa e não podemos pular etapas ou permitir que se perca o momento de agir.

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8 – Você acha que um Bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Primeiro é preciso aprender o máximo possível, e, garanto que esse aprendizado não tem fim, sendo uma constante na vida de todo bonsaista. Estudar, observar, experimentar e praticar são exercícios diários em busca do conhecimento. Depois será possível caminhar com liberdade sem, no entanto, nos afastar dos princípios básicos de beleza e harmonia contidos nos estilos. A nossa cultura ocidental nos coloca constantemente em conflito com os padrões orientais de disciplina, obediência e rigidez, sendo preciso transpor esta barreira para podermos ingressar no mundo do bonsai.

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9 – Que bonsaista (um ou mais) chama a sua atenção, hoje, no cenário mundial?

É difícil citar nomes, mas entre os meus preferidos estão Masahiro Kimura, Robert Steven, Walter Pall e os brasileiros Carlos Tramujas e Marcelo Martins. Recentemente perdemos nossa grande referencia nacional, Osamu Hidaka.

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10 – Hoje é mais fácil começar a se dedicar a criação de bonsais?  Quais eram as maiores dificuldades no inicio?

Sem dúvida, hoje é muito mais fácil. Com o surgimento da internet, todas as informações sobre todos os assuntos passaram a ser compartilhados por todos, popularizando e desmistificando muitos temas. A 20 ou 30 anos atrás, bonsai era um mistério restrito a poucos iniciados pertencentes às colônias japonesas. Não existia um mercado no Brasil para vasos, ferramentas, insumos, mudas e pré-bonsais, principalmente para pessoas que, como eu, mora longe das grandes cidades. Hoje já dispomos de lojas virtuais honestas e com grande variedade de produtos e plantas, temos também ótimos ceramistas e a possibilidade de freqüentar cursos e encontros com demonstradores brasileiros e internacionais.

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11 – Qual a sua percepção hoje da arte bonsai no Brasil? Você acha que teve um crescimento? Há maior projeção dos nossos artistas no cenário mundial?

Vejo com alegria a disseminação da arte do Bonsai no Brasil e acredito no crescimento acentuado do número de praticantes. Nos fóruns da internet notamos muitas pessoas perguntando, experimentando, observando, vendo fotos e iniciando o cultivo, maravilhadas com a possibilidade de ter árvores em vasos. Acredito que o Brasil conquistará seu lugar no mundo do bonsai, posto que temos uma grande quantidade de espécies a serem descobertas e trabalhadas e grandes bonsaistas despontando no cenário mundial.

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12 – Que conselhos você poderia dar para quem esta começando a se dedicar a arte do Bonsai?

Estudar, observar, experimentar e praticar. Além, claro, da paciência. A perseverança trará os resultados. Acredito também que devemos acabar com o mito de que bonsai é um hobby caro. É possível praticar a arte com ferramentas improvisadas e espécies comuns, como é o meu caso. O segredo é a dedicação e não os alicates importados ou vasos caríssimos.

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13 – Quais atributos o bonsaista deve ter para conseguir um bom resultado nos seus trabalhos?

Além do conhecimento teórico sobre bonsai e botânica, eu diria que é fundamental buscar o equilíbrio pessoal, para poder contemplar cada etapa do processo e ser íntimo com seu bonsai.

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14 – Quais os benefícios físicos e mentais que podemos encontrar nos dedicando à arte do Bonsai?

O contato direto com a natureza nos faz muitíssimo bem, ao corpo e ao espírito. Estar ao ar livre, sob o sol, contemplado os frutos e flores, desperta nossos sentidos e nos faz ver com novos olhos o nosso planeta. A prática da arte do Bonsai aguça a visão e a percepção, nos tornando mais atentos aos detalhes e mais pacientes no dia a dia. O contato com a terra ajuda a descarregar as energias negativas acumuladas e um dos grandes benefícios é a paz interior encontrada quando estamos em meio aos bonsais.

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15 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte?

Eu trabalho o bonsai e o bonsai trabalha em mim. Juntos evoluímos.

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Entre na galeria e veja mais trabalhos de Sergio Batalini:

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Entrevista com Andres Bicocca da Argentina

Posted in Bonsai - Entrevistas Internacionais with tags , , on 10 d e dezembro d e 2010 by aidobonsai

Estou começando uma série de entrevistas internacionais, como o bonsaísta da Argentina Andres Bicocca. Seus trabalhos com Olea são esculturas vivas;  acho essa espécie uma das mais bonitas para o cultivo de bonsai no mundo. Gostaria de, aqui, agradecer a disponibilidade e o tempo do amigo Andres Bicocca.

1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai?

O bonsai começou a me interessar desde pequeno aos 7 anos, mas foi mais velho quando, de verdade, me envolvi em cheio no tema, sempre como autoditada, nunca tendo professor que me dissesse como fazer as coisas. Sempre me chamou a atenção o trabalho com YAMADORIS. Para mim estas plantas inspiram respeito, possuem características que são essenciais no momento de criar um bonsai.

No início começou como uma distração, e depois de 3 anos comecei a ver como uma possibilidade de trabalho.  Comecei a planejar como poderia fazer para que este futuro empreendimento me desse frutos. Hoje em dia me dedico à venda de yamadoris, dar cursos na minha casa e em oficinas no exterior e no interior do país. Eu vivo em Mendoza, a 1.200km da capital de Argentina, onde está concentrado o maior número de bonsaistas do país. Em Mendoza não tem muitos bonsaistas. Com os cursos que dou, eu mesmo fui criando meu grupo de amigos para poder dividir esta arte.

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Gosto muito das Olivas, já que é a espécie de maior abundância na zona que vivo e a que melhor se adapta ao clima da minha terra.

3- Como está o crescimento e a busca pelo bonsai na Argentina?

A Argentina tem de tudo para conseguir coisas boas, só falta que as pessoas se organizem e mudem a forma de pensar, criar uma nova escola, com novas idéias. Pelo menos para mim é assim. Acho que aí está a chave.

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.

Esta pergunta é complicada . Cada trabalho tem uma história e algo em particular que faça ser especial. É difícil escolher um. Quando se trabalha com yamadori, a história da árvore começa muito antes da colheita. Algumas das plantas que retirei em campos privados já vêm com uma história pela qual me contam os proprietários que me autorizam a tirar a planta.

Por exemplo, a história do “uma oliva”, que se encontrava em um campo que colocaram fogo para desmatar, com mais de 200 olivas e apenas uma sobreviveu, uma planta com mais de 100 anos de vida. O dono me autorizou a pegá-la. A árvore estava metade queimada e metade viva. Por sorte agora é parte da minha coleção privada, e com certeza viverá muitos anos mais.

5 – Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Não sigo nenhum padrão nem estilo para fazer meus bonsais. As regras ou estilo para mim limitam o momento de se expressar.

6 – O que a arte do bonsai agregou na sua vida?

O bonsai me deu e me dá muita coisa hoje em dia. Me deu a possibilidade de sobreviver fazendo o que eu gosto, em um país que custa muito conseguir. Também mudou minha forma de pensar e de ver a vida. Me dá novas amizades e muitas outras coisas mais.

7 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Um bonsai não tem que seguir nada, muito menos regras ou limitações. Só tem que ser um conjunto de emoções expressadas pelo autor e transmitidas pela árvore.

8 – Que bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção, hoje no cenário mundial?

Ninguém supera o mestre Mashaiko Kimura, o percursor do pensamento livre, no momento de criar uma obra de arte, quebrando regras e abrindo portas à imaginação do espectador.

9- Hoje qual o perfil de pessoas que buscam aprender o bonsai na Argentina?

Não sei no resto do pais (Argentina), mas em Mendoza as pessoas que procuram aprender bonsai são basicamente homens e, em geral, jovens.

10- O que você acha que as pessoas podem encontrar na prática do bonsai?

O bonsai oferece muitas coisas que podem servir para o equilíbrio da vida de qualquer pessoa. O contato com a natureza é um claro exemplo de algo positivo, esperança, conquistas, responsabilidade, confiança e mil coisas mais!

11- Qual o erro mais frequente nas pessoas que começam a estudar a arte do bonsai?

Pensar que com um mês de curso já sabem tudos e já são professores.

12- Que conselho você pode dar para as pessoas que estão começando nesta arte?

Para começar, perguntar onde querem chegar.  Aprender a colocar uma planta em um vaso e utilizá-la como decoração, ou se dedicar e ser um artista. Colocar uma planta e um vaso não é difícil, mas chegar a ter um selo uma marca própria em seus trabalhos e ser um artista de bonsai é outra coisa.

13- Diga uma frase, um pensamento que sintetiza nossa arte.

Temos que abrir a mente para novas formas, novas sensações visuais, expressar novas emoções, sem fronteiras, regras ou limites. Criar e tratar de aprender mais.

Entrevista com Andres Bicocca da Argentina

Posted in Bonsai - Entrevistas Internacionais with tags , , , on 9 d e dezembro d e 2010 by aidobonsai

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1- Cuando le has interesado dedicarse al arte del Bonsai? Dime un poco de usted, de su espacio y donde está ubicado.

El bonsai empezó a interesarme desde chico, pero fue de grande cuando en realidad me metí de lleno en el tema, siempre como autodidacta, nunca tuve maestro ni nadie que me dijera como hacer las cosas, desde hace 7 años que hago bonsai. Siempre me llamo la atención el trabajo con yamadoris, para mi éstas plantas inspiran respeto, reflejan caracteres que son esenciales para mi al momento de crear un bonsai. Al comienzo empezó como una distracción y después de 3 años lo empecé a ver como una posibilidad laboral y empecé a ver como podía hacer para que este futuro emprendimiento me diera frutos, hoy en día me dedico a la venta de yamadoris y a dar cursos en mi casa y talleres en el exterior e interior de mi país. Vivo en Mendoza a 1.200km de la capital de Argentina en donde esta concentrado el mayor numero de bonsaistas del país, en Mendoza no hay muchos bonsaistas, con los cursos que doy, yo mismo fui creando mi grupo de amigos para poder compartir este arte.

2- Que especies más le gusta trabajar?

Me gustan mucho los olivos, ya que es la especie que mas abunda en la zona en donde vivo y que mejor se adapta al clima de mi tierra.

3- Como esta el crecimiento y la búsqueda por el bonsai en Argentina?

Argentina tiene todo para lograr cosas buenas, solo falta que la gente se ordene y cambie la forma de pensar, crear una nueva escuela ,con nuevas ideas, por lo menos para mi es así, creo q ahí esta la clave .

4- De todos los trabajos, cual destacaría con un cariño especial? Dime un poco sobre ellos.

Es complicada esa pregunta jeje je…cada trabajo tiene una historia y algo en particular que hace que sea especial, me cuesta elegir uno… cuando se trabaja con yamadori la historia del árbol empieza mucho antes de la recolección, algunas de las plantas que recolecto en campos privados, ya vienen con una historia la cual generalmente me cuentan los propietarios, quienes me autorizan a sacar la planta.

Por ejemplo la historia de un olivo que se encontraba en un campo que incendiaron (para luego hacer más fácil el desmonte).con más de 200 olivos, solo sobrevivió uno, una planta con mas de 100 años de vida, el dueño me autorizo a sacarla, el árbol estaba mitad quemado y mitad vivo, por suerte el ahora es parte de mi colección privada, y seguro vivirá muchos años mas…

5- Le gusta más algún estilo de bonsai en específico? Lo cual?

No sigo ningún patrón ni estilo para hacer mis bonsai, las reglas o estilos para mi limitan al momento de expresarse.

6- Que añadió en vuestra vida el arte del bonsai?

El bonsai me dio y me da muchas cosas hoy en día, me dio la posibilidad de ganarme la vida haciendo algo que me gusta, en un país en el que cuesta mucho lograrlo. También cambio mi forma de pensar y de ver la vida, me da nuevas amistades y muchas cosas más.

7- Crees que un bonsai tenga que seguir una linea rígida de técnica y estética, o una forma más libre y artística?

Un bonsai no tiene que seguir nada, mucho menos reglas o limitaciones, solo tiene que ser un conjunto de emociones expresadas por el autor y transmitidas por el árbol.

8- Que bonsaísta (uno o más) le llama más la atención, hoy en el escenario mundial?

Nadie superara al maestro Mashaiko Kimura, el precursor del pensamiento libre, al momento de crear una obra de arte, rompiendo reglas y abriendo puertas a la imaginación de espectador.

Montanha de Shiranesan por Masahiko Kimura


9- Que perfil y personas hoy en día buscan aprender el arte del bonsai en Argentina?

No se en el resto del país, pero en Mendoza la gente que busca aprender bonsai son sobre todo hombres y por lo general jóvenes.

10- Que crees que las personas puedan encontrar en el arte del bonsai que les ayude tanto en el trabajo y en su vida personal?

El bonsai ofrece muchas cosas que pueden servir para el equilibrio de la vida de cualquier persona, el contacto con la naturaleza es un claro ejemplo de algo positivo, la constancia, el pensamiento positivo, esperanza, logros, responsabilidad, confianza, y miles de cosas mas!!!…

11- Que errores más frecuentes crees que cometen las personas que están iniciando en el arte de bonsai?

Pensar que con un mes de curso, ya se la saben todas y ya son maestros.

12- Que consejos podeis dar aquellos que estan empezando a dedicarse al arte del bonsai?

Primero que nada, preguntarse a donde quieren llegar, a aprender a poner una planta en una maceta para usarla de adorno, o a ser un artista, por que una planta en una maceta la pone cualquiera, pero llegar a tener un sello propio en tus trabajos y ser un artista del bonsai es otra cosa.

En fin…Tener en claro antes de empezar a donde quieren llegar.

13- Diga una frase, un pensamiento, que crea sintetizar nuestro arte?

Hay que abrir la mente a nuevas formas, nuevas sensaciones visuales, expresar nuevas emociones, sin fronteras reglas o límites, criticar menos y tratar de entender más.