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Entrevista com Andres Bicocca da Argentina

Posted in Bonsai - Entrevistas Internacionais with tags , , on 10 d e dezembro d e 2010 by aidobonsai

Estou começando uma série de entrevistas internacionais, como o bonsaísta da Argentina Andres Bicocca. Seus trabalhos com Olea são esculturas vivas;  acho essa espécie uma das mais bonitas para o cultivo de bonsai no mundo. Gostaria de, aqui, agradecer a disponibilidade e o tempo do amigo Andres Bicocca.

1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai?

O bonsai começou a me interessar desde pequeno aos 7 anos, mas foi mais velho quando, de verdade, me envolvi em cheio no tema, sempre como autoditada, nunca tendo professor que me dissesse como fazer as coisas. Sempre me chamou a atenção o trabalho com YAMADORIS. Para mim estas plantas inspiram respeito, possuem características que são essenciais no momento de criar um bonsai.

No início começou como uma distração, e depois de 3 anos comecei a ver como uma possibilidade de trabalho.  Comecei a planejar como poderia fazer para que este futuro empreendimento me desse frutos. Hoje em dia me dedico à venda de yamadoris, dar cursos na minha casa e em oficinas no exterior e no interior do país. Eu vivo em Mendoza, a 1.200km da capital de Argentina, onde está concentrado o maior número de bonsaistas do país. Em Mendoza não tem muitos bonsaistas. Com os cursos que dou, eu mesmo fui criando meu grupo de amigos para poder dividir esta arte.

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Gosto muito das Olivas, já que é a espécie de maior abundância na zona que vivo e a que melhor se adapta ao clima da minha terra.

3- Como está o crescimento e a busca pelo bonsai na Argentina?

A Argentina tem de tudo para conseguir coisas boas, só falta que as pessoas se organizem e mudem a forma de pensar, criar uma nova escola, com novas idéias. Pelo menos para mim é assim. Acho que aí está a chave.

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.

Esta pergunta é complicada . Cada trabalho tem uma história e algo em particular que faça ser especial. É difícil escolher um. Quando se trabalha com yamadori, a história da árvore começa muito antes da colheita. Algumas das plantas que retirei em campos privados já vêm com uma história pela qual me contam os proprietários que me autorizam a tirar a planta.

Por exemplo, a história do “uma oliva”, que se encontrava em um campo que colocaram fogo para desmatar, com mais de 200 olivas e apenas uma sobreviveu, uma planta com mais de 100 anos de vida. O dono me autorizou a pegá-la. A árvore estava metade queimada e metade viva. Por sorte agora é parte da minha coleção privada, e com certeza viverá muitos anos mais.

5 – Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Não sigo nenhum padrão nem estilo para fazer meus bonsais. As regras ou estilo para mim limitam o momento de se expressar.

6 – O que a arte do bonsai agregou na sua vida?

O bonsai me deu e me dá muita coisa hoje em dia. Me deu a possibilidade de sobreviver fazendo o que eu gosto, em um país que custa muito conseguir. Também mudou minha forma de pensar e de ver a vida. Me dá novas amizades e muitas outras coisas mais.

7 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Um bonsai não tem que seguir nada, muito menos regras ou limitações. Só tem que ser um conjunto de emoções expressadas pelo autor e transmitidas pela árvore.

8 – Que bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção, hoje no cenário mundial?

Ninguém supera o mestre Mashaiko Kimura, o percursor do pensamento livre, no momento de criar uma obra de arte, quebrando regras e abrindo portas à imaginação do espectador.

9- Hoje qual o perfil de pessoas que buscam aprender o bonsai na Argentina?

Não sei no resto do pais (Argentina), mas em Mendoza as pessoas que procuram aprender bonsai são basicamente homens e, em geral, jovens.

10- O que você acha que as pessoas podem encontrar na prática do bonsai?

O bonsai oferece muitas coisas que podem servir para o equilíbrio da vida de qualquer pessoa. O contato com a natureza é um claro exemplo de algo positivo, esperança, conquistas, responsabilidade, confiança e mil coisas mais!

11- Qual o erro mais frequente nas pessoas que começam a estudar a arte do bonsai?

Pensar que com um mês de curso já sabem tudos e já são professores.

12- Que conselho você pode dar para as pessoas que estão começando nesta arte?

Para começar, perguntar onde querem chegar.  Aprender a colocar uma planta em um vaso e utilizá-la como decoração, ou se dedicar e ser um artista. Colocar uma planta e um vaso não é difícil, mas chegar a ter um selo uma marca própria em seus trabalhos e ser um artista de bonsai é outra coisa.

13- Diga uma frase, um pensamento que sintetiza nossa arte.

Temos que abrir a mente para novas formas, novas sensações visuais, expressar novas emoções, sem fronteiras, regras ou limites. Criar e tratar de aprender mais.

Entrevista com Andres Bicocca da Argentina

Posted in Bonsai - Entrevistas Internacionais with tags , , , on 9 d e dezembro d e 2010 by aidobonsai

Esta entrevista está publicada também em Português.

1- Cuando le has interesado dedicarse al arte del Bonsai? Dime un poco de usted, de su espacio y donde está ubicado.

El bonsai empezó a interesarme desde chico, pero fue de grande cuando en realidad me metí de lleno en el tema, siempre como autodidacta, nunca tuve maestro ni nadie que me dijera como hacer las cosas, desde hace 7 años que hago bonsai. Siempre me llamo la atención el trabajo con yamadoris, para mi éstas plantas inspiran respeto, reflejan caracteres que son esenciales para mi al momento de crear un bonsai. Al comienzo empezó como una distracción y después de 3 años lo empecé a ver como una posibilidad laboral y empecé a ver como podía hacer para que este futuro emprendimiento me diera frutos, hoy en día me dedico a la venta de yamadoris y a dar cursos en mi casa y talleres en el exterior e interior de mi país. Vivo en Mendoza a 1.200km de la capital de Argentina en donde esta concentrado el mayor numero de bonsaistas del país, en Mendoza no hay muchos bonsaistas, con los cursos que doy, yo mismo fui creando mi grupo de amigos para poder compartir este arte.

2- Que especies más le gusta trabajar?

Me gustan mucho los olivos, ya que es la especie que mas abunda en la zona en donde vivo y que mejor se adapta al clima de mi tierra.

3- Como esta el crecimiento y la búsqueda por el bonsai en Argentina?

Argentina tiene todo para lograr cosas buenas, solo falta que la gente se ordene y cambie la forma de pensar, crear una nueva escuela ,con nuevas ideas, por lo menos para mi es así, creo q ahí esta la clave .

4- De todos los trabajos, cual destacaría con un cariño especial? Dime un poco sobre ellos.

Es complicada esa pregunta jeje je…cada trabajo tiene una historia y algo en particular que hace que sea especial, me cuesta elegir uno… cuando se trabaja con yamadori la historia del árbol empieza mucho antes de la recolección, algunas de las plantas que recolecto en campos privados, ya vienen con una historia la cual generalmente me cuentan los propietarios, quienes me autorizan a sacar la planta.

Por ejemplo la historia de un olivo que se encontraba en un campo que incendiaron (para luego hacer más fácil el desmonte).con más de 200 olivos, solo sobrevivió uno, una planta con mas de 100 años de vida, el dueño me autorizo a sacarla, el árbol estaba mitad quemado y mitad vivo, por suerte el ahora es parte de mi colección privada, y seguro vivirá muchos años mas…

5- Le gusta más algún estilo de bonsai en específico? Lo cual?

No sigo ningún patrón ni estilo para hacer mis bonsai, las reglas o estilos para mi limitan al momento de expresarse.

6- Que añadió en vuestra vida el arte del bonsai?

El bonsai me dio y me da muchas cosas hoy en día, me dio la posibilidad de ganarme la vida haciendo algo que me gusta, en un país en el que cuesta mucho lograrlo. También cambio mi forma de pensar y de ver la vida, me da nuevas amistades y muchas cosas más.

7- Crees que un bonsai tenga que seguir una linea rígida de técnica y estética, o una forma más libre y artística?

Un bonsai no tiene que seguir nada, mucho menos reglas o limitaciones, solo tiene que ser un conjunto de emociones expresadas por el autor y transmitidas por el árbol.

8- Que bonsaísta (uno o más) le llama más la atención, hoy en el escenario mundial?

Nadie superara al maestro Mashaiko Kimura, el precursor del pensamiento libre, al momento de crear una obra de arte, rompiendo reglas y abriendo puertas a la imaginación de espectador.

Montanha de Shiranesan por Masahiko Kimura


9- Que perfil y personas hoy en día buscan aprender el arte del bonsai en Argentina?

No se en el resto del país, pero en Mendoza la gente que busca aprender bonsai son sobre todo hombres y por lo general jóvenes.

10- Que crees que las personas puedan encontrar en el arte del bonsai que les ayude tanto en el trabajo y en su vida personal?

El bonsai ofrece muchas cosas que pueden servir para el equilibrio de la vida de cualquier persona, el contacto con la naturaleza es un claro ejemplo de algo positivo, la constancia, el pensamiento positivo, esperanza, logros, responsabilidad, confianza, y miles de cosas mas!!!…

11- Que errores más frecuentes crees que cometen las personas que están iniciando en el arte de bonsai?

Pensar que con un mes de curso, ya se la saben todas y ya son maestros.

12- Que consejos podeis dar aquellos que estan empezando a dedicarse al arte del bonsai?

Primero que nada, preguntarse a donde quieren llegar, a aprender a poner una planta en una maceta para usarla de adorno, o a ser un artista, por que una planta en una maceta la pone cualquiera, pero llegar a tener un sello propio en tus trabajos y ser un artista del bonsai es otra cosa.

En fin…Tener en claro antes de empezar a donde quieren llegar.

13- Diga una frase, un pensamiento, que crea sintetizar nuestro arte?

Hay que abrir la mente a nuevas formas, nuevas sensaciones visuales, expresar nuevas emociones, sin fronteras reglas o límites, criticar menos y tratar de entender más.