Archive for the Arte – Jardim Japonês Category

Curso AIDO BONSAI 2017

Posted in Aido Bonsai, Arte - Jardim Japonês, Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Sua historia, Penjing Brasil with tags on 6 d e fevereiro d e 2017 by aidobonsai

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Venha fazer um curso e aprenda os segredos da criação do Bonsai. As técnicas podem ser utilizadas em várias formas de paisagismo, e modelagem de jardins em suas casas. Se você mora em apartamento mas tem uma varanda, ou uma janela que receba um mínino de 2 / 3 horas de sol por dia, você pode cultivar essa arte milenar Chinesa.

Construindo um lago de carpas

Posted in Arte - Fontes e Lagos, Arte - Jardim Japonês, Bonsai - Incríveis, Wallpapers with tags , , on 10 d e dezembro d e 2011 by aidobonsai

Foto em 20/06/2013 DSC04459   Foto em 20/06/2011   Este mês construí um pequeno lago para carpas e  kinguios para utilizar um espaço livre, perto da entrada do meu ateliê de bonsais. Quero, no ano que vem, construir um lago grande com 30.000 litros na frente de casa, mas precisava realocar duas carpas e 10 kinguios que estavam em uma pequena fonte com 180 litros. Aproveitei este espaço que não estava sendo utilizado e criei uma paisagem aconchegante que pode ser construída em uma área de 6 metros de comprimento por 4 metros de largura. Vou colocar aqui as fotografias das etapas de construção deste pequeno lago que ficou com aproximadamente  4.300 litros. Muitas pessoas constroem seus lagos usando manta plástica negra de alta resistência; eu optei por fazer a estrutura toda de concreto. Tenho árvores de grande porte no meu terreno e suas raízes procuram água, chegando a quebrar as cisternas feitas com tijolos com suas raízes. A estrutura de concreto, embora mais cara, é mais segura. 1- Estrutura construída com blocos de concreto. No fundo foi usado vergalhões e tela de metal para cintar e não permitir rachaduras no fundo do lago. 2-  O fundo da fonte tem um ângulo em declive, que vai em direção a um sumidouro. Esta saída vai permitir a retirada e troca de água da fonte com facilidade. Todo concreto foi impermeabilizado com uma liga de cimento e sílica gel. 3- Uma bomba Orca com vasão de 4.000 litros hora foi usada para circular a água do lago. Uma mangueira vai levar a água até um filtro Atman que está enterrado paralelo ao lago, ao lado da cascata que vai oxigenar o lago. 4- Filtro para lago presurizado Altman EF 3000 com lâmpadaUV. Vazão de 5.000 litros por hora. 5- A mangueira vai correr paralela à parede frontal. Eu passei fita isolante 3M em toda extensão da mangueira para que ela não apareça no fundo negro do lago. 6- Para as bordas do lago eu escolhi pedras com no máximo 7cm de espessura. Essas lages vão entrar apoiadas e sumir completamente com a borda de concreto.  7- A última etapa antes de colocar as pedras foi impermeabilizar com Neosin. Este produto foi testado por mim em outra fonte e em 2 anos nunca descascou, soltou placas ou alterou o ph da água. 8- A cascata foi modelada em resina e concreto. As pedras do interior da fonte são naturais e seguem o mesmo desenho, forma e texturas da pedra que terá a queda de água. 9- Para carpas e kinguios é fundamental que a água do lago seja bem alcalina. Embora as pedras diminuam a quantidade de água em 500 litros, elas formam caminhos, cavernas, que são primordiais para o conforto dos peixes. 10- Carpas e kinguios gostam de temperaturas frias. É importante criar situações de sombra, para que os peixes possam se esconder do sol e de possíveis predadores, como morcegos e aves de rapina. 11- As pedras não estão coladas, estão presas apenas por seu peso e por outras pedras colocadas em camadas sobrepostas. 12- O lago, já com as pedras grandes posicionadas. 13- A fonte tem um registro em sua borda que permite que eu reponha a água evaporada ou troque um volume muito grande em minutos, com muita facilidade. 13B- Entrada de água acionada pelo registro. 14- Para o canto da fonte eu modelei uma cheflera. Ela está apoiada em uma pedra grande com declive negativo, assim não joga terra na fonte. Suas raízes estão plantadas do lado de fora, no canto da parede. 15- Aqui a cascata com duas quedas já funcionando. Na base já estão colocadas as pedras medias e de pequeno porte. Essas pedras são importantes para dar naturalidade à margem do lago. 16- No lago foram adicionados seixos de médio e pequeno porte , além de alfaces flutuantes. 17- Aqui foto tirada no dia seguinte à montagem. A água já está com ph em 7.5 e com a taxa de amônia tóxica em zero.  Coloquei uma lanterna “Ishidoro”, para dar uma luz suave à noite. 18- Minhas duas carpas, como se diz, como pintos no lixo! Agora vou comprar 5 Carpas Nishikigoi para fazer companhia a elas. 19- Meu construtor, engenheiro, jardineiro e braço direito Carlos Alberto. Ao seu lado, o poderoso e fiel  Teo. 20- Estarei sempre adicionando fotografias complementares do lago, e falando da resposta de ph, amônia, nitrito e comportamento dos peixes.

Foto  atuais tiradas em 24/06/2013

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Para saber mais sobre carpas e kinguios, entre no link  da matéria abaixo: A beleza das carpas e dos kinguios. https://aidobonsai.com/2010/03/13/fonte-usando-um-tacho/

Uma viajem pelo japão

Posted in Arte - Jardim Japonês, Fotografia - Japão with tags , , , , on 12 d e junho d e 2010 by aidobonsai

Viajem fotográfica pela terra do sol nascente. As pontes, os jardins japoneses e a mágicas paisagens, nos transportam a um mundo de beleza gráfica sem igual.

Ponte sagrada do rio Daiya. Nikko japan

Jardim de Siruen. Castelo de Nijo - Japão

Balé Kitano Odori kamichiguen. Kyoto Japão

Tori, portal xintoísta que separa o mundo material do espiritual. Ao fundo monte Fuji. Japão.

Ponte na prefeitura de Yamaguchi. Kintai - Japão

Lanternas de Kibune em Kyoto Japão

Castelo de Himejijo em Himeji, Kiki Japão

Templo de Kinjajuji. Kyoto Japão

Grande Tori de Itsukushima. Miyajima Japão

Entre e veja toda galeria de fotografias ou o slide show:

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A beleza das Carpas e dos Kinguios.

Posted in Arte - Fontes e Lagos, Arte - Jardim Japonês with tags , , , , , , , on 13 d e março d e 2010 by aidobonsai
Fonte usando como base um tacho de cobre de 180 litros. O tacho foi tratado por dentro com Neosin emulsão asfáltica impermeabilizante, para que o metal (cobre) não alterasse o Ph da água. As pedras das quedas de água foram modeladas em pedra sabão.

Tacho de cobre de 160 litros.

Foi colocado dentro do tacho um volume de pedras de rio (seixos) de aproximadamente 40 litros, para aumentar a alcalinidade da água. O teor de Ph acima de 6,8 é o ideal para as espécies: Carpas e Kinguios.

Peixes de água doce. Ph acima de 6,8 (Alcalino)

As pedras modeladas para as quedas de água devem ter uma boa inclinação. Não devem ter ângulos retos na saída da água, para que estas não permitam que a água retorne e escorra pela própria pedra.

As bordas de saída de água devem ser bem pronunciadas.

O número de quedas de água deve sempre ser ímpar.

Um número de quedas de água ímpares aumentam a sensação sonora de um rio. Uma fonte de água para que tenha um som natural, deve produzir um som  randômico. O som têm que têr uma leve variação de tons, como se fossem notas musicais diferentes. Para que isso aconteça, pedras colocadas embaixo da língua de água, e quedas em altura diferentes ajudam na percepção sonora de um rio.

Fonte com 3 patamares de quedas de água.

A fonte utiliza 2 bombas de aquário. Uma embutida na parte superior (queda da esquerda em cima) bomba pequena, Barlo 30 litros hora. A outra é de 700 litros hora com um filtro modular de carvão ativado, lã de vidro e cascalho de cerâmica.fica dentro do tacho, na parte de trás das pedras (escondida e submersa)

Visão frontal da fonte.

A pedra que está como base do Buda foi deixada ao ar livre coberta com uma camada fina de terra durante 4 meses, para que pequenas plantas e musgo nascessem  naturalmente. A Bromélia foi fixada com uma base composta de: Argila, terra preta, pó de xaxim, areia e musgo. Esta mistura simula uma Tabatinga de poço bem flexível e grudenta. Após colocada a pedra arborizada no tacho, ela é regada com burrífador. A névoa do Burrifador de 3 em 3 dias é suficiente para manter a humidade do musgo, bromélias e pequenas plantas. A pedra arborizada e a oval grande, estão apoiadas em cima de outros seixos. Elas ficam na tona e fora da água, criando em baixo pequenas cavernas e passagens para os peixes. Isso é fundamental principalmente em áreas externas por causa de predadores naturais, como pássaros. Os peixes tem que ter uma área de fuga nas pedras do lago.

Bromélia Rabo de lagartixa (7cm de altura).

Os peixes na fonte não devem ser colocados todos ao mesmo tempo. Coloquem sempre aos poucos, pois as fezes são revertidas em nitrito e amônia, que são letais quando se acumulam na água do lago ou aquário. Se a água ficar turva é porque está tendo saturação e mudança de Ph. Para o volume de 180 litros eu aconselho 6 peixes de médio porte (5cm). Não se esqueça que a carpa e o peixe japonês tem um bom crescimento num ambiente saudável.Praticamente dobram de tamanho em 1 ano. Uma carpa chega há 49 cm de comprimento e pode viver até 38 anos. O meu pequeno tacho (lago) servirá de espera, pois estou criando um no meu terreno para produção de um lago com 15.000 litros. Independente do tamanho e da quantidade de peixes é muito gratificante montar esse pequeno ecossistema em casa.

As pedras de rio são fundamentais para um ambiente natural e saudável.

Algumas pessoas escolhem pedras para o aquário e lagos artificiais pela beleza e forma. Não devemos esquecer que as pedras reagem de formas diferentes com a água. Eu não aconselho feldspato, cristais de rocha, pedras marinhas ou corais muito porosos. Os seixos redondos de rio estabilizam o Ph do lago em aproximadamente 48 horas. Não devemos criar uma situacão colocando objetos ou peças no aquário que impeçam a circulação de água. Água que não circula é nociva ao ecossistema.

Seixos de rio de 4 tamanhos diferentes. No fundo do tacho camada de pedras entre 2cm e 5cm.

Pode se colocar no fundo do tacho antes de colocar as pedras pequenas, placas de filtro biológico com camadas de lã de vidro e carvão ativado. Essas placas possuem perfurações que permitem a passagem de água entre as pedras, tornando o fundo do lago também um grande filtro contra impurezas e restos de comida que venham se acumular na água.

Placa de filtro biológico.

Caso a fonte seja montada numa área externa eu aconselho que seja criada numa área de meia sombra e com um volume de água superior há 300 litros. A carpa e o peixe japonês toleram bem o frio mas temos que ter cuidado com temperaturas muito altas na água.

Nishikigoi as carpas mais belas do mundo.

Algumas Carpas Nishikigoi podem chegar a um valor de 1.000.000 de reais para venda a criadores profissionais ou colecionadores.

Carpas Nishikigoi no Brasil.

Carpas ou Kois, Nishikigois são mais perfeitas, com cores e contornos mais precisos, além de sua morfologia ser mais agradável aos olhos. Quanto mais realçada suas características, mais chances de ser uma carpa premiada em concursos; ela terá. Existem carpas, tão perfeitas, que chegam à valer cerca de R$ 1.000.000,00 cada.

Aqui no Brasil, temos alguns criadores que participam com vários exemplares em feiras de exposição e concursos, com preços variando entre R$ 1.000,00 à R$ 10.000,00 cada.

Abaixo, mais características destas carpas:

A Showa Sanshoku – Variedade Tricolor, carpa de fundo preto com manchas vermelhas e brancas, nesta carpa o branco nunca pode ultrapassar mais que 20% do total. E o vermelho, complementando o branco.

Kohaku – Possuir uma linda Kohaku é um dos sonhos de todo amante de Kois. Que é uma carpa branca com manchas vermelhas ou “Hi”, bem definidas e cores bem destacadas com borda bem definida. O “Hi” deve corresponder de 50 à 70% do corpo e o branco, de 30 à 50% para a carpa ter mais valor econômico.

Bekko – mais vendida no Brasil como carpa branca com manchas pretas. Fora do Brasil, a Bekko também pode ser uma carpa branca, vermelha ou amarela com manchas pretas, também. Seu valor econômico aumenta, se o preto não chegar até a cauda, manchas grandes e bem definidas (sem nenhum ponto preto).

Utsunimoro – carpa negra, com manchas brancas, vermelhas ou amarelas, bastante confundida com a Bekko, mas, as disposição das cores é totalmente o contrário.

Carpa Black – negra – Quanto mais negro em todo seu corpo, sem nenhum tipo de mancha, mais aumenta seu valor.

Hikarimono Ogon – Amarela e com brilho metálico, cintilante, deve ter a coloração toda uniforme e escamas bem definidas. Seu valor aumenta, com barbatanas largas.

Hikarimono Platina – Branca metálica e cintilante, deve ter a coloração toda uniforme e escamas bem definidas. Seu valor aumenta, com barbatanas largas.

Carpa véu – Mais adaptada para aquários, há de várias cores, mas, não totalmente definidas.

Ogon Matsuba – Carpa amarela com manchas pretas e ainda com dorso escuro, ou com somente o dorso escuro.

Guinrin Kohaku e Guinrin Taisho – A Kohaku e a Taisho metálicas ou de escamas cintilantes.

Goshiki – Fundo cinza com marrom.

Karimono azul – carpa azul, com manchas pretas pequenas, dentro de manchas maiores vermelhas.

Lago com carpas Koi: ( Hikarimono - amarela) ( Guinrim Taisho - Pintada Preto , vermelho, com predominância do branco )

Kinguio, ou Japonês (Carassius Auratus) e a Carpa (Cyprinus carpio), típicos do Japão Ásia Central e China, são peixes de grande porte, precisam de espaço

Também chamado de Japonês e Peixe-dourado (goldfish), o Kinguio teve a sua origem na China. Os primeiros registros sobre este peixe datam do período compreendido entre as dinastias Chun (265- 419 d.C.), quando foi descrita a coloração dourada pela primeira vez, e dinastia Tang (618-907 d.C.). São uma espécie domesticada da Carpa “Gibel”, de cor predominantemente verde-oliva, mas que pode apresentar outras cores e formas, porém em escala bastante reduzida.

 Inicialmente as Carpas Gibel eram criadas nos mosteiros budistas, que as colocavam nos chamados “Go” (tanques). Alguns séculos mais tarde, o imperador chinês Zhao Gou construiu vários jardins na cidade de Hang Zhou onde foram colocadas inúmeras carpas trazidas de todas as regiões da China. Isto possibilitou a ocorrência de diversos cruzamentos que originaram os primeiros Kinguios brancos e vermelhos, assim como algumas variações hoje conhecidas.

 Foi na dinastia Ming, porém, que a criação dos Kinguios teve um grande desenvolvimento. Neste período, os peixes passaram a ser criados também dentro de casa, em “aquários” sem visão lateral, que permitiam que os peixes fossem vistos apenas por cima. A criação nestes “aquários” possibilitou a selecção e a sobrevivência de espécies que antes não tinham condições de sobreviver nos tanques. Originaram-se então os Kinguios que hoje conhecemos por Red Cap, Telescópio, Cauda-de-foguete, Cálico e Ovo (sem barbatana dorsal), entre outros.

 A dedicação e a devoção dos chineses aos Kinguios era reflectida na arte, na poesia e na literatura. Esculturas de jade e pinturas em papel de arroz constantemente traziam as imagens dos Kinguios. Em 1596 publicou-se então o primeiro “Ensaio sobre Kinguios”, uma literatura especialmente dedicada a estes peixes.

 Foram exportados para o Japão por volta de 1610, onde os japoneses passaram a desenvolver diversas técnicas de reprodução, originando novas variedades como o Oranda, o Celestial, o Pompom e o Shubunkin (ou Brocado Vermelho).

 Logo após chegarem ao Japão, os Kinguios também desembarcaram na Europa e causaram grande admiração. Conta-se que o rei francês Luiz XV frequentemente os oferecia de presente à sua amante, a marquesa de Pompadour (maluco – era só RAMBOIADA !).

 Actualmente os Kinguios são criados em escala comercial no mundo todo, em grandes volumes. Apenas uma quinta em Maryland, nos Estados Unidos, chega a produzir 5 milhões de Kinguios anualmente.

Kinguio - Carassius auratus.

Mesmo que você o compre pequeno (kinguio), com 5 cm (boca ao final da cauda), este animal é como um São Bernardo (cão), vai ficar enorme, com até 30 cm. Ai vem a famosa pergunta………. mas, mesmo num aquário pequeno o Kinguio vai crescer? ………………seguindo o curso normal de sua vida, sim, claro, vai crescer. Mas, em espaço limitado (menor do que o necessário) será um crescimento com sofrimento, uma sobrevida e claro, não vai atingir seu potencial máximo, até 49 cm da boca ao final da cauda (www.fishbase.org), vai virar um peixe anão, pequeno ou até mesmo deformado.

Carpas - Nomes pelas cores: Guinin Taisho e Kohaku

Um kinguio em ambiente natural ou em um aquário adequado (imitando seu habitat natural) viveria até cerca de 49 anos e uma carpa chegaria à 38 anos (segundo registros). Usando a analogia novamente é o mesmo que dizer; meu tio que poderia ter vivido 70 anos, viveu em cárcere privado em condições sub-humanas, por 11 longos anos, feliz da vida…

Kinguio - Shubunkin

Outro problema do Kinguio e da carpa; estes peixes não tem estômago, o que significa dizer, que aproveitam de 20 à 50% menos de nutrientes do que outros peixes (a maioria), logo, processam mais rapidamente o alimento, quase nunca ficam saciados e fazem muita, muita sujeira (fezes). O aquário grande, se faz necessário também, por este pequeno detalhe.

Além disto, todos os peixes de água doce, excretam água (urinam) em 80% do tempo ou até mais. Pois, o líquido do aquário está entrando e saindo do seu corpo a toda hora.

Carassius auratus - Kinguio

São peixes de “sangue frio”, ou seja, vivem em temperatura entre 20 à 25 graus Celsius. Uma pergunta pode estar circundando sua cabeça… mas, se os Kinguios e Carpas são do Japão, lá neva, não é mesmo? e o mínimo são 20 graus??? sim, vou explicar:

Em lagos e rios de todo mundo, inclusive nos que congelam, a temperatura da água, sobe cerca de 1 à 3 graus à cada metro de profundidade que se passa (varia de acordo com a região), por isto, no laguinho da casa do seu amigo as carpas são ativas nos dias quentes (vão à superfície) e no frio, quase não vemos elas no lago.

Espécies de Kinguios: Formas selvagens e domésticas.

Espécies modernas obtidas através de reprodução seletiva.

Pronto, você já foi apresentado(a) à Carpa e ao kinguio.

Por isto que aqui na loja, já falo à todos, primeiro escolha o peixe que se quer ter, pra depois escolher o tamanho do aquário. Pois, cada um tem necessidades diferentes.

Cada Kinguio precisa de 30 litros de água livre (descontando o espaço tomado por cascalho, filtro, decoração e etc) de pequeno à grande (já compre o aquário certo, pra no futuro não ter problemas). Logo, quero ter 1 kinguio só, no aquário bola, ótimo; compre um com capacidade para 35 litros de água ou dois, 70 litros de água e assim por diante…

Cada carpa pequena precisa de 30 litros de água livre, no mínimo e à medida que for crescendo, sua necessidade vai aumentando, uma carpa adulta requer no mínimo de 60 à 100 litros de água, cada.

Lago de carpas no Japão.

Como são peixes de água doce (urinam quase todo tempo) e fazem mais sujeira que o comum, um aquário grande ou um lago se faz necessário, mas, também um ótimo sistema de filtragem, com as três etapas de filtragem (mecânica, química e biólogia) e que toda a capacidade de água do seu aquário passe 5 vezes por hora, dentro do filtro, veja um exemplo:

Aquário de 100 litros de capacidade, logo, precisa de um filtro com bomba de 500 litros/hora.

Temperatura abaixo de 20 graus C. pode trazer doenças e perda de saúde aos peixes em aquários, em épocas frias demais (geralmente quando dentro de casa, precisamos usar blusa ou cobertor) é necessário se utilizar um aquecedor ou termostato no aquário. A temperatura passou dos 25 graus C., hora de desligar o aquecedor.

pH entre 7.6 à 7.0 (fazer teste de pH e corrigi-lo com acidificantes ou alcalinizantes, “corretores de pH“);

Amônia = 0 (faça sifonagens e trocas parciais de água, no mínimo de 15 em 15 dias)

Nitrito = 0 (faça sifonagens e trocas parciais de água, no mínimo de 15 em 15 dias)

Na hora da alimentação ! bocas ao alto.

Para água da torneira é necessário retirar Cloro, Cloramina e metais pesados, utilize um Condicionador de água antes de introduzir a água no aquário (tratamento dos parâmetros da água)

Vamos cuidar direito do nosso peixe, do nosso aquário e conhecer mais sobre os animais que possuimos, pois, não foi ele quem pediu pra sair da natureza, do criadouro, do fornecedor e por último da loja para sua casa. Nos humanos caprichosos é que queremos ter um pedaço da natureza em nossa sala, então, vamos oferecer no mínimo, exatamente o que eles tem na natureza.

Matéria muito completa sobre carpas tirada do site: http://rsdiscos.com.br/blog/2009/03/carpas-nishikigoi-no-brasil/

Aido – Caminho da harmonia.

Posted in Arte - Jardim Japonês with tags , , , , , , , , , on 12 d e abril d e 2009 by aidobonsai

Os caminhos tradicionais de pedra ocupam um lugar especial na estrutura do jardim japonês. Existem três tipos de caminhos que são os mais importantes usados no paisagismo.

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É uma alameda construída com pedras na forma retangular, quadrada ou redonda.  A caracterîstica principal é a distancia entre as pedras que tem que ser bem pequena.

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As pedras são dispostas na distância do passo humano. Podem ter várias formas.

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É construída com pedras naturais de formas e tamanhos diferentes.

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Ishigumi – Pedras no jardim japonês.

Posted in Arte - Jardim Japonês with tags , , , , on 12 d e abril d e 2009 by aidobonsai

 

As pedras no jardim japonês são utilizadas de muitas formas e tem muitos significados.

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Na cultura oriental a pedra tem o sentido de  conhecimento, longevidade, e principalmente eternidade. A utilização de pedras é considerado pelos mestres na arte de criação dos jardins japoneses como o elemento mais difícil de ser trabalhado com harmonia.

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Quando uma pedra é escolhida para o projeto altura, textura, cor, profundidade, movimento visual, tudo tem que ser pensado com antecedência. Pedras colocadas lado a lado tem que ser estudadas. Uma pedra de grande e médio porte nunca é pousada na terra, deve-se enterrar parte de sua estrutura para que ela brote do chão e o observador não saiba o quanto dela está embaixo da terra, como a ponta de um iceberg.

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Usar pedras em um jardim aumenta a sensação de um ecossistema que já estava presente. Os caminhos de pedras são muito importantes e nos conduzem a uma viajem por paisagens pré determinadas. Passeando por um jardim japonês bem estruturado veremos quadros vivos, cada detalhe deve ser pensado e planejado.

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O posicionamento do sol deve ser estudado pois os elementos como as árvores, arbustos, pedras, lanternas devem ser posicionados pensando na luminosidade que receberão ao longo de todas as estações do ano. As pedras, junto com as árvores, para alguns artistas japoneses são a base da construção de qualquer estilo de jardim zen. 

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Ishidoro – Lanternas Japonêsas

Posted in Arte - Jardim Japonês with tags , , , , , , on 11 d e abril d e 2009 by aidobonsai

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A lanterna japonesa é sem dúvida um dos elementos principais nos jardins orientais, e o mais conhecido e usado na decoração por arquitetos no ocidente. Ishidoro tem suas origens na iluminação dos caminhos que levavam aos templos Budistas, a luz tinha a função religiosa de tranquilizar os espíritos inquietos durante a noite. Com a aparição da cerimônia do chá, as lanternas foram usadas na iluminação dos Tsukubai (água da purificação) nos jardins Chaniwa te. As mais belas lanternas japonesas foram criadas na era Kamakura.

Chaniwa-te são jardins criados especificamente como base para o recebimento de convidados para a cerimônia do chá.

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Partes da lanterna japonêsa

Ikekomi–gata (laternas enterradas)

Neste tipo de lanterna a característica principal é que o pedestal principal fica enterrado diretamente no chão. São muito usadas nos jardins destinados a cerimônia do chá, fazendo a iluminação dos caminhos de pedra e do tsukubai (recipiente da água da purificação).

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Tachi-gata (lanternas com pedestal)

Esta é a lanterna usada nos jardins de grande porte nos monastérios, palácios e jardins públicos. Seu tamanho varia de 1 há 3 metros de altura. Ela proporciona uma luz natural e que se espalha pelo ambiente. As tachi- gata de grande porte devido ao problema de espaço e custo muito alto, só são usadas em residências com jardins muito grandes.

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Oki-gata (lanternas pequenas)

Estas pequenas lanternas são usadas em grandes áreas para pontuar os caminhos, e valorizar vegetação e pedras.

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Yukimi-gata (lanternas da neve)

Esta é a lanterna mais conhecida no ocidente, ela recebe esta forma devido a função de iluminar nas intempéries do tempo, principalmente a neve. É o tipo que tem o maior numero de formas. Podem ser esculpidas em pedras rústicas ou confeccionadas em concreto e cerâmica. A iluminação dentro da lanterna (casa de luz) que no passado era natural proveniente de lamparinas e velas, hoje em dia são substituídas por lâmpadas elétricas.

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Entre na galeria ou veja o slideshow com várias formas de lanternas japonêsas:

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