Cursos de Bonsai 2017

Posted in Aido Bonsai, Arte - Jardim Japonês, Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Sua historia, Penjing Brasil with tags , , , , , , on 6 d e fevereiro d e 2017 by aidobonsai

Venha fazer um curso e aprenda os segredos da criação do Bonsai. As técnicas podem ser utilizadas em várias formas de paisagismo e modelagem de jardins em suas casas. Se você mora em apartamento e tem uma varanda, ou uma janela que receba um mínino de 2 / 3 horas de sol por dia, você pode cultivar essa arte milenar chinesa. Leia a matéria, veja as fotos e saiba os  detalhes e valor do curso.

Espaço Aido Bonsai

Como é o curso AIDO Bonsai

No início do curso é explicada a história de como surge o Bonsai e de como se formam os 19 estilos clássicos e não clásicos existentes na natureza.

Aqui mostro aos alunos que, para começar a arte, não é preciso gastar muito em ferramentas. Pelo contrário, podemos começar improvisando, mas de forma correta e priorizar o principal,  plantas e vasos para trabalhar.

Fazendo a demostração de formação e criação de um pré bonsai. A espécie escolhida no terceiro curso do dia 22 de abril foi uma eugenia sprenguelli.

Alunos:  Ricardo Andrade e Luis Berbert com árvore trabalhada pelo professor Paulo Netto na manhã do curso.O aluno e Tatuador Luis Berbert, com seu Penjing criado partindo de um juniperus horizontalis.

Cada aluno do curso trabalha um pré bonsai e leva para sua casa um primeiro trabalho. O curso fornece: pré bonsai de 8 a 14 anos de idade, vaso de pré bonsai, dvd com livro eletrônico contendo 2.100 páginas em PDF e 3.000 fotografias, alimentação e todo material necessário para criar seu primeiro trabalho. Valor do curso com pré bonsai incluido:   R$ 390,00 reais para aula em turma.  O aluno também pode optar por uma aula particular no valor de R$ 790,00.

No curso os alunos utilizam toda área do espaço Aido Bonsai. Nessa foto minha mesa de trabalho no Espaço Aido Bonsai. No curso é utilizado todo acervo de Penjings e Bonsais criados nos meus 26 anos de dedicação à arte.

Penjing  ” Uma ponte na floresta “

Aluno Flavio Cordeiro, olhando atentamente o que deve ser podado na sua caliandra rosa.

Este curso, que é realizado em um dia, começa às  8:00 hs da manhã e termina às 18:00 hs, com meia hora para um bom lanche, o que é muito importante para que a aula seja bem dinâmica. O aprendizado tem que ter  teoria, técnica e prática na medida certa. 

Sempre tive a preocupação, elaborando o meu curso, de que o aluno não pode trabalhar uma planta sem qualidade ou um falso pré bonsai, levando para casa uma muda de baixa qualidade, como aquelas plantas que são vendidas como bonsais em vasos plásticos em supermercados e em algumas florálias.    

Recebo no meu blog muitas fotos como a de baixo, de várias espécies, sempre com a mesma pergunta:  Por que meu bonsai de 5, 15, 20 anos morreu tão rápido?

Essas plantas são responsáveis por fazerem muitas pessoas acharem que não conseguem ter um bonsai ou que simplesmente justificam como:  “Não tenho mão para planta, mato todas”.  Essas mudas são muito vendidas pelos produtores de  Holambra, e considero um crime comercial com a arte do Bonsai e do Penjing.    Alunos do primeiro curso do ano 25 de março, com seus pré bonsais.

O aluno, bonsaista e mestre de Taekwondo Ricardo Andrade com sua caliandra, que ele trabalhou como Mame no curso do dia 22 de Abril.

Existe idade para começar a praticar Bonsai?  Claro que não!  Traga seus filhos e faça um curso preparado para eles, como fez Fabrizio Cannavezes que trouxe toda a família.

Se você se interessou entre em contato:

paulonetto.diretor@gmail.com

cel / whatsap: 21 970423042

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Entre na galeria fotográfica e veja toda estrutura do meu curso básico de Bonsai:

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Bem vindo ao espaço Aido Bonsai

Posted in Bonsai - Aido Bonsai 2010, Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , on 4 d e abril d e 2010 by aidobonsai

Leia sobre o Aido Bonsai, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos.

O meu nome é Paulo Netto e me apaixonei por esta arte aos 14 anos de idade ao ver meu primeiro Bonsai  numa exposição sobre a China, no Rio de Janeiro, em 1979. Hoje crio e estudo a arte há 17 anos. O meu blog não tem fins comerciais e o seu objetivo é divulgar o meu trabalho, conhecer outros bonsaístas, fazer amigos, dividir informações técnicas e fotografias, e homenagear grandes mestres e profissionais que fazem a diferença nesta arte.Para entrar em contato use o Email:  paulonetto.diretor@gmail.com

My name is Paulo Netto and I fell in love with this art at the age of 14, when I saw my first bonsai and peijing at a chinese exposition in Rio de Janeiro, 1979. Today I make and study this art for 17 years. My blog doesn’t have comercial purpose and my real goal is to publish my work, meet other bonsaists, prastise friends, share tecnical information and photos, and to pay homage to the big masters and professionals that make the difference in this art. For Aido Bonsai in English enter 

Me llamo Paulo Netto y me enamoré por este arte a los 14 años de edad al ver mi primer Bonsai en una exposición sobre la China, en Rio de Janeiro, en 1979.
Hoy cultivo y estudio el arte hace 17 años. Mi Blog no tiene finalidad comercial y su objetivo es divulgar mi trabajo, conocer a otros bonsaistas, hacer amigos, compartir informaciones técnicas y fotografías, y homenajear a los grandes maestros y profesionales que hacen la diferencia en este arte. Para entrar en contacto, escriba para el email: paulonetto.diretor@gmail.com

Je m’appelle Paulo Netto et je me suis enchanté pour cet art  quand j’avais 14 ans lorsque j’ai vu, pour la première fois, un Bonsai dans une exposition sur la Chine, à Rio de Janeiro, en 1979. Je cultive et j’étudie l’art il y a 17 ans. Mon blog n’a pas de fins commerciales et son objectif est de diffuser mon travail, de connaître d’autres bonsaïstes, de faire de nouveaux amis, de partager des informations techniques et des photographies, et de rendre hommage aux maîtres et professionnels qui font un travail magnifique dans cet art. Pour faire contact, utilisez le e-mail paulonetto.diretor@gmail.com

Ich heisse Paulo Netto und bin von der Bonsaikunst fasziniert seitdem ich im Alter von 14 Jahre das erste Mal ein Bonsai gesehen habe. Das war 1979 in einer Chinaausstellung in Rio de Janeiro. Seid 17 Jahren gestalte ich selber Bonsais und lerne weiter diese Gartenkunst. Mein Blog hat kein kommerzielles Interesse. Ich moechte hier meine Kreationen vorstellen, andere Bonsaisten kennen lernen, Freunde machen, technische Infos und Bilder austauschen und Bonsameistern sowie wichtigen Fachleuten dieser Kunst meine Anerkennung geben. Kontakt per Email: paulonetto.diretor@gmail.com

Como tudo começou:

Minha paixão por bonsai e penjing começou antes de conhecer esta arte própia- mente dita. Desde os 10 anos observava meu pai, o diretor de tv Paulo Netto, também conhecido como Netinho, construindo maquetes em miniatura para os especiais infantis que ele criou para a Rede Globo de televisão. A nave do especial Plunct Plact Zoom, a lancha que iria explodir na novela Água Viva ou os cenários construídos em miniatura para serem filmados em chroma key no Fantástico, são alguns das centenas de trabalhos excutados como maquetista. Foram 50 anos de vida dedicados à televisão. Aprendi com ele muitas técnicas de modelismo, pintura, artesanato e escultura, e todas me ajudaram muito hoje na confecção de pedras e detalhes em madeira para os meus penjigs (paisagens em miniatura).Sou diretor de cena e publicitário e hoje afirmo que a arte do Bonsai  me ajudou na observação do detalhe e no respeito de esperar com paciência pelas etapas nescessárias para realização de um bom trabalho. Fui apresentado ao bonsai aos 14 anos de idade ao ir numa exposição sobre a China, noRio de Janeiro, em 1979. Foi paixão à primeira vista: conciliar a visão da natureza, a criação de pequenas árvores e os elementos físicos à sua volta era um desafio. E maior o desafio se torna quando não lidamos com materais inanimados. Árvores e plantas morrem em contato com diversos materiais, como alguns tipos de tintas, resinas, corantes e produtos químicos usados em belas artes. Estes produtos são absorvidos pelas raízes, muitas vezes apenas anos depois de contato direto  após o crescimento.

 

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Abaixo fotografia do meu primeiro espaço de cultivo ,criado em 1990 na casa dos meus avós. Nesta época improvisava as ferramentas os vasos, não tinha pesquisa na internet, perdi plantas e bati muita cabeça.

Na foto seguinte, já na minha casa, construí com o total apoio do amor da minha vida Vitória Martins, o espaço Aido Bonsai.

Vitória segurando meu terceiro trabalho, uma Azaléia. Infelizmente eu perdi este bonsai, um galho gigante caiu sobre ele e outros trabalhos em uma tespestade.

O primeiro Bonsai:

Em 1990 eu já tinha vontade de comprar meu primeiro bonsai. Minha mãe, a atriz da velha guarda Dinah Ribeiro (Maria Thereza Zampieri), que começou sua carreira na Radio Nacional de São Paulo e trabalhou em teatro, cinema e televisão, quando soube que eu queria adquirir um bonsai, me levou imediatamente à feira da Liberdade. Comprei um belo bonsai do grande mestre Kensaburo Hadano, um Shimpaku estilo Han Kengai. Infelizmente, o pouco conhecimento e o medo de perder a árvore me levou a ter tantos cuidados que acabei perdendo o bonsai meses depois. Hoje, sei que a falta de sol pleno, o fato de regar muito a copa e o calor do Rio de Janeiro foram os fatores de sua perda. Nesta famosa feira que acontece todos os domingos obtive também algumas dicas de como obter livros importados, na época eram muito poucos disponíveis aqui no Brasil. Continuei na minha procura, mas cometi um erro comum de quem quer possuir seus primeiros bonsais: a compra de bonsais falsos em alguns quiosques de rua no Rio de Janeiro. O oportunisto de quem não é profisional leva à venda de plantas de folhas pequenas, geralmente tuias e pinheiros, aplicando técnicas radicais de poda de raízes e copa. Você leva para casa uma bomba relógio que já está com os seus dias contados. Você volta e vendedor pergunta: “Você regou todo dia? Foi isso!”, “Você não regou todo dia? Foi isso!”. Não tem para onde correr, a incapacidade é sempre sua. Minha avó Morella Vilola, uma apaixonada e estudiosa de plantas ornamentais, me passou, ao longo da adolescência, um conhecimento básico sobre botânica bem razoável, mas sua ajuda não impediu a perda de outras compras erradas. Hoje, alguns quiosques do Rio vendem bonsais verdadeiros e de muita qualidade, mas são poucos; devemos nos informar muito antes de uma compra. Não existem bonsais de 30 anos vendidos por R$ 50 reais! Ninguém dedica cuidados a uma árvore por tanto tempo para vender por este valor. Aqui nos links você encontra empresas especializadas e produtores sérios.

Mar de Itaipuaçu. Recanto da pedra do Elefante ou Alto Mourão.

Pedra cascata. Esta é uma poliqueta que foi jogada pelo mar de Itaipuaçú em 1980. Ela é formada por moluscos  que constroem tuneis, fazendo caminhos e formando uma estrutura muito dura parecendo rocha sólida. Ela ficou ao ar livre pegando chuva até 2005. Em 2006 escavei e plantei este Ulmus chinensis.

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Uma outra paixão de infância se juntou ao bonsai e ao penjing. Moro em frente a praia de Itaipuaçu, em Maricá, RJ. Quem conhece esta praia sabe que aqui temos uma das maiores ondas do Brasil. É um mar violento, que é acentuados pela profundidade e falta de recifes em sua orla. Esta formação da praia facilita ao mar jogar muitas conchas e pedras de grande porte. Desde os 8 anos de idade era ouvir o mar ressacar e lá ia eu com uma cesta coletar conchas.

Floresta de Buxinhos palntado em suiban (bandeja) de madeira maçaranduba.


O problema se agravou quando meu padrinho me deu um livro de classificação de conchas. O tamanaho do problema? Cerca de 28.000 conchas do mundo inteiro estão guardadas na minha garagem, são 2.000 espécies, aguardando uma sala para serem expostas. Colocarei em breve aqui no blog as fotos desta coleção, pois perdi os livros de catalogação da minha coleção para alguns malditos cupins. A facilidade de uma câmera digital me permitirá um sonho antigo, fotografar toda coleção e compartilhar com vocês. Aqui uma concha da minha coleção uma Tridacne Gigas da polinésia de 70 kilos. Estas conchas são usadas nas antigas igrejas Francesas como pia batismal.

O trabalho a seguir está sendo desenvolvido há 11 anos. As 15 árvores desta floresta foram cultivadas em separado e suas formas foram modeladas para que se encaixassem como um quebra cabeça. A maior árvore ao centro e as subsequentes menores. Numa floresta a árvore mais antiga (mater)  sempre está no centro. Ela foi plantada numa lage de pedra São Tomé. A cada ano ela vai ficando mais harmoniosa.

O pequeno templo. Floresta de Eugênias plantada em laje de pedra São Tomé.

Detalhe da floresta. O Pequeno templo. Madeiras do caminho com 7cm X 1cm.

Já as pedras que são jogadas pelo mar de Itaipuaçu possuem formas incríveis, buracos, platôs, reentrâncias. Recolho algumas destas pedras desde os 15 anos. Já falaram dentro da minha casa: “o Paulo está maluco, carregando todas as pedras da praia para dentro de casa; agora está usando até carrinho de mão!” – rsrsrsrsr.

Pedras jogadas pelo mar de Itaipuacú.

Me orgulho de ter até hoje todas elas e usar estas pedras em alguns dos meus trabalhos. Aqui no blog vocês vão encontrar em navegação por assunto (coluna da direita) etapas dos meus trabalhos e técnicas de modelagem de concreto celular. Ôpa, acho que ouvi o mar ressacando, vou pegar algumas pedras! Obrigado por visitar o blog e volte sempre.

Floresta de Aspargus. Tori feito em madeira. Altura 25cm

Penjing:  “O Samurai”, Bonsai de Pithecolobium torthum  com 30 cm de altura. Base modelada em concreto celular. Samurai em resina com 5 cm.

Detalhe do Penjing  “O caminho de Shosen”  Floresta com 18 Eugenias sprenguelli.

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O que é o pensamento Aido Bonsai:

A tradução do japonês é “Caminho da harmonia pelo Bonsai” Há 11 anos adotei este nome para o meu ateliê, que no ano de 2009  fará 17 anos de idade. Meu ateliê  fica no terreno da minha casa em Itaipuaçu distrito de Maricá, no Rio de |Janeiro.

Marca do atelie Aido Bonsai: quadrado, círculo e triângulo,representando as três formas geométricas diferentes, mas que giram perfeitamente uma dentro da outra. Representam: mente, corpo e espírito. Esta forma é o símbolo da harmonia universal. Os 4 trigramas do I Ching com os elementos que o bonsai precisa para viver: água, terra, sol e ar. A árvore dentro do triângulo representa a base estética da triângulação do bonsai.

O nome conceitua literalmente o que eu sinto que esta arte pode trazer para a nossa saúde espiritual e física. O contato direto com a terra, a procura de encontrar uma pequena árvore numa floresta ou  uma muda escondida nas florálias, aumenta a percepção  da natureza que está à nossa volta. Todas as etapas relacionadas ao cultivo do Bonsai são gratificantes e nos ensinam o momento de esperar a natureza seguir seu rumo natural. Isto nos torna mais tolerantes e pacientes nas nossas relações de trabalho e pessoais.

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O meu bloog tem como finalidade dividir com amigos, pessoas que não conhecem o que é Bonsai e outros apaixonados por esta arte, minhas experiências e meus conhecimentos adquiridos neste tempo, dedicado às minhas árvores. No futuro estarei disponibilizando todo meu acervo fotográfico e colocando a  minha coleção de livros à disposição para consultas.  Obrigado por visitar o meu Blog

O jogo de go. Detalhe de floresta de Ficus benjamina (17 árvores)

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O que é Bonsai e Penjing ?

Bonsai é uma arte que permite ao estudioso de suas técnicas usar os conhecimentos adquiridos de Agronomia, Botânica e estética para controlar e modelar o crescimento de uma árvore. Tem como objetivo condicioná-la de maneira saudável em um vaso de proporções próximas às de uma bandeja, de forma que esta adquira toda a beleza e características físicas de uma árvore de grande porte encontrada na natureza.

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Penjing é a arte Chinesa de reproduzir uma paisagem encontrada na natureza com todos os seus detalhes. Uma floresta com um corte de rio, aquela praia com uma árvore retorcida pelo vento, uma montanha com árvores enraizadas nas suas encontas, um lago calmo etc… Para isto são utilizados suibans (bandejas rasas) que podem ser de cerâmica, pedra, madeira ou até resina.

A montanha de Buda. Modelada em concreto celular.

Tenho intenção de em qualquer matéria publicada aqui no blog colocar os créditos dos bonsaístas, artistas e fotógrafos. Este é um site que tem por objetivo mostrar e divulgar esta arte maravilhosa que é o Bonsai. Se alguma foto estiver sem crédito é porque as vezes não é informado na fonte de pesquisa. Se você tem algum trabalho aqui publicado será um prazer colocar todos os seus dados de contato no blog. obrigado

Entre na galeria e conheça mais dos meus trabalhos e o espaço Aido Bonsai:

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Procurando pequenas Montanhas. (Suiseki)

Posted in Arte - Suisekis, Bonsai - Matérias especiais, Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , , , on 25 d e abril d e 2009 by aidobonsai

Para falar da minha paixão por pedras tenho que descrever o mar e a montanha que estão em frente à minha casa. Neste momento em que escrevo para o blog estou ouvindo as grandes ondas do mar de Itaipuaçu (Maricá/Rio de Janeiro).

Mar de itaipuaçu

A praia de Itaipuaçu é separada da praia de Itacoatiara por uma montanha de 308 metros de altura,que entra 150 metros dentro do mar formando um lindo costão de pedras, nós chamamos a montanha de Pedra do Elefante (Alto Murão em carta geográfica),  nome dado pelos primeiros moradores e pescadores devido ao fato dela ter o rosto deitado de um elefante.

Pedra do Elefante.

Vale esta

Itaipuaçu possui uma das maiores ondas do Brasil; em algumas ressacas as ondas chegam a 8 metros e invadem a primeira linha de casas na beira da praia. Como não existem recifes de coral nem um lajeado alto, as ondas quebram na areia, não dando condições ideais para o surf. A 30 metros da praia temos uma profundidade media de 40 metros  e a 100 metros da praia a profundidade pode chegar a 95 metros. Pedras e conchas são jogadas na praia e são um presente para os amantes da natureza. Você pode sentar na areia em um dia de ressaca e ver o mar brincar com uma pedra como se ela não tivesse 200 quilos.

Mar 2O mar joga uma diversidade de pedras muito grande e sua formação pode ser de arenito, feldspato, minério de ferro, granito, poliquetas e quartzo, entre várias outras composições. O mar realmente transforma as pedras em esculturas retorcidas ou incrivelmente lisas. A existência de “terebros” e de alguns tipos de moluscos e gastrópodes, produzem buracos e cavidades nas pedras de formação de arenito.

Pedras recolhidas em um dia de ressaca.

pedra fechada

Eu tenho paixão pela arte de milenar chinesa de contemplar pedras (SUISEKI), cuja tradução é pedra de água, em japonês. São pedras que nos transmitem a beleza e a forma de montanhas, ilhas, escarpas, cavernas, figuras humanas, animais, etc.

Hoje, ouvindo o mar, tive a idéia de procurar pedras que tenham e transmitam a beleza de um suiseki, mas com uma condição: elas não poderão ter mais de 8cm de comprimento, e totalmente naturais sua forma, textura e cor, não podendo ser alteradas. Eu tenho pedras grandes no meu jardim com a beleza de suisekis, mas eu não tenho espaço para guardá-las e expô-las da maneira correta, em suas bandejas de madeira (DAIZA) moldadas no formato de suas bases, ou apenas como bandejas de apoio. Mas, com 8cm de comprimento, podemos ter vários suisekis em uma mesa ou prateleira, e a satisfação da procura será a mesma! Será um suiseki mame. Aqui no blog você pode ler uma matéria e ver fotos sobre todos os tipos de suiseki.

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(19/04) Hoje de manhã fui a praia procurar pedras com as características de suisekis, o mar mais uma vez foi generoso e peguei muitas pedras para Penjing (construção de paisagens ) e selecionei algumas lindas para as quais eu farei amanhã e na semana que vêm a base de madeira, que valoriza a forma do suiseki.

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Abaixo as etapas e o material usado para fazer os suisekis:

Para acertar e deixar reto a base das pedra escolhida, uso uma lixadeira de cinta de alta rotação. A lixa tem que ser de uma gramatura alta para desgastar e acertar as irregularidades da pedra.

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Usei para fazer as Daizas dos suisekis três tipos de madeira Ipê, Balsa e Angelim. A Balsa de modelismo é a mais macia, e para trabalhos muito minuciosos (de até 4cm) é a melhor pois não racha com facilidade.

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Para o corte das madeiras uso uma serra tico tico miniatura que foi presente do meu Pai ele a  usada para modelismo de Veleiros e Caravelas em miniatura.

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Para escavar a base de madeira uso formões de entalhar madeira e uma retífica da Dreamel com várias pontas de funções diferentes.

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As pedras são coladas com cola quente (acima de 5cm) e com Super Bonder Gel (menores 4cm). Está diferença é porque a cola quente ocupa muito volume e aparece muito, nos trabalhos pequenos.

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Para escurecer a madeira usei Viochene negro e marrom. Uso também uma base de altomotivo preto para dar um efeito de laqueado.

(25/04) Eu fiquei muito feliz com o resultado, acho um exercício de visualização da natureza maravilhoso. Na próxima vez que você tiver caminhando não só na praia mas perto de um leito de  rio, numa restinga, atravessando uma estrada de terra, uma floresta, quem sabe você não encontra uma pequena montanha para guardar na palma da mão.

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Entre na galeria e veja mais Suisekis miniatura:

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250 Suisekis – As esculturas da natureza

Posted in Arte - Suisekis with tags , , , , , on 22 d e maio d e 2017 by aidobonsai

Aqui uma galeria para quem gosta de Suisekis, 250 fotografias de suisekis representando:  montanhas, pessoas, animais, flores, rios, insetos, verdadeiras esculturas naturais, expostas em daizas de todas as formas.

Aqui no blog você pode ler uma matéria sobre a história do Suiseki e todos seus detalhes:   https://aidobonsai.com/2008/12/29/suiseki-uma-arte…il-anos-de-idade/Você pode fazer pequenos suisekis, procurando pequenas pedras, leia essa matéria:   https://aidobonsai.com/2009/04/25/procurando-peque…ontanhas-suiseki/

Abaixo pedras recolhidas em ruas, praças, terrenos baldios e na praia de Itaipauçu, em um pequeno espaço, muitos suisekis, cada um com uma história.

Entre e veja mais 240 Suisekis de todo mundo:

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100 Bonsais Incríveis 2017

Posted in Bonsai - Galerias de fotos, Bonsai - Incríveis with tags , , , on 18 d e maio d e 2017 by aidobonsai

Aqui uma galeria com trabalhos de vários artistas de todo mundo. São aqueles Bonsais que dão inspiração para continuar estudando, cultivando e amando essa arte milenar.

Aqui um Penjing que chama minha atenção pela criatividade de construir uma ruina na escala da árvore, o resultado é de muita poesia.

Penjing com proporção perfeita entre as árvores e as montanhas.

Trabalho perfeito de triângulação, todas as copas se destacam dando um movimento visual incrível a essa árvore.

Poucas espécies tem tanta beleza quando estão floridas, quanto há Wistéria Japonesa.

Existem alguns trabalhos que se destacam por serem uma escultura viva, o estilo Literati ou Bujing, permite que a arte do bonsai, seja comparada com qualquer outra forma de escultura. O trabalho de madeira morta nessa árvore é inacreditável.

Essa é a Roda do Deserto mais bonita que eu já encontrei navegando na internet, o Nebari (base da árvore)  dessa planta é perfeito !

Cada trabalho passa para o observador um sentimento diferente, esse Penjing me transmite muita paz e serenidade.

Essa floresta me chamou atenção pela modelagem de seu suiban, as camadas de rocha, as nuances de sombras e texturas dão muita elegâncioa a essa floresta.

Duas palavras: imponente e elegante !

Entre na galeria e veja mais 90 bonsais incríveis !

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Roberto Gerpe – Visita ao seu Viveiro

Posted in Bonsai - Árvores especiais, Bonsai - Grandes Mestres, Bonsai no Brasil with tags , on 12 d e maio d e 2017 by aidobonsai

Um dos mais experientes e talentosos artistas do Brasil.

Hoje, dia 12 de Maio, voltei do viveiro do meu amigo e bonsaísta Roberto Guerpe e não tem como não retornar para casa com muita energia e com vontade estudar cada dia mais.

Tive o prazer de ser convidado pelo Roberto para fotografar e ajudar a produzir o seu livro pessoal  “A arte de Roberto Guerpe” (título provisório).  Roberto, no seu livro, vai contar um pouco da  sua história, falar sobre seus mestres, a sua trajetória na arte, e depois de todo seu acervo ser fotografado, escolher quais bonsais, entre mais de 150 trabalhos , serão contemplados em seu livro.

Hoje fizemos nossa primeira reunião de trabalho, onde começamos a decidir todo o processo fotográfico, direção de arte e conteúdo que o livro vai abordar.

Um pouco sobre o mestre Roberto Gerpe:

O primeiro mestre a transmitir as primeiras informações sobre a arte ao Roberto Gerpe foi Namizo Nakarara em Friburgo, no ano de 1985.

Roberto fez vários cursos na Alemanha com o mestre Horst Krekeler e workshops com Marc Noelanders e Udo Fisher. Quando voltou da Alemanha, Roberto conheceu o grande mestre Osamu Hidaka e com ele aumentou seus conhecimentos na arte do bonsai.

Em 1986 Roberto criou A Art Bonsai no Rio de Janeiro, empresa que manteve por 10 anos. Em 1997 foi para o Japão onde teve aoportunidade de conhcer o mestre Masahiko Kimura.

Em 2000, Roberto se muda para California onde começa a ter aulas periódicas com o grande mestre John Naka. Roberto também estudou com Ernie Kuo por 3 anos.

Estarei complementando essa matéria com fotos de vasos chineses de todos os tamanhos, que estão sendo vendidos por Roberto Guerpe, além de algumas plantas.

Já deixo aqui ao Roberto meu agradecimento pelo convite, pois será uma honra e um  prazer fotografar e ajudar a produzir seu livro.

“Cada vez que pratico a arte tomo conciência que sei muito pouco”

 Roberto Gerpe

Entre na galeria e veja mais fotos dos trabalhos de Roberto Gerpe:

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Concurso TAEGOLD – Novos talentos Rio de Janeiro

Posted in Aido Bonsai, Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Matérias especiais, Bonsai no Brasil with tags , on 7 d e maio d e 2017 by aidobonsai

É com grande prazer que venho aqui no blog divulgar um concurso patrocioando pelo Grupo União Bonsai e TaeGold MIx.

TaeGold é um adubo orgânico para Bonsai, Penjing, e Jardinagem em geral, eu uso e posso atestar que é de muita qualidade.

Os jurados irão escolher o Bonsai vencedor em Janeiro de 2018, até lá os participantes vão publicar, fotos de todas as etapas de modelagem e estilização.

Para julgar o concurso de novos talentos os organizadores escolheram um time de peso na Arte do Bonsai.

O concurso tem o objetivo de promover a arte do Bonsai no Estado do Rio de Janeiro.
A participação neste concurso é gratuita para os participantes do Evento a ser realizado no Rio de Janeiro nas datas de 20/21 de Janeiro de 2017.

Juízes Nacionais:

Carlos Tramujas…………. Brasil
Felipe Darloto…………….. Brasil
Sergivaldo Costa………… Brasil
Ivson R Filipak……………. Brasil
Elio Nowacki………………. Brasil
Julio Veg……………………. Brasil

Juízes internacionais

Sergio Luciani. ……………. Argentina
Marita Gurruchaga……….. Argentina
Mauro Stemberger……….. Itália
Gede Merta…………………. Indonézia
Philippe Massard…………. França
Nacho Marin ……………….. Venezuela

Aqui foto de alguns dos participantes começando suas criações:

 

Para conhecer as regras do concurso e olhar toda evolução das plantas entre no link ao lado:  https://www.facebook.com/groups/351776151848170/

Espaço Aido Bonsai

Posted in Aido Bonsai, Bonsai - Meus Trabalhos, Bonsai no Brasil, Penjing Brasil with tags , on 5 d e maio d e 2017 by aidobonsai

Fotos do espaço Aido Bonsai. venha fazer um curso de Bonsai ou Penjing em um espaço que se dedica a essa arte milenar por 27 anos.  

Entre na galeria e veja mais fotos do espaço Aido Bonsai:

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Adriano Roldão bonsais com muita arte.

Posted in Bonsai - Entrevistas Internacionais, Bonsai - Entrevistas no Brasil, Bonsai - Ferramentas-Utilização, Bonsai - Matérias especiais, Bonsai no Brasil with tags , , on 27 d e abril d e 2017 by aidobonsai

Os Juniperus de Adriano Roldão na minha opinião, podem ficar em exposições ao lado dos trabalhos de grandes mestres internacionais. São árvores que possuem história na sua criação e principalmente muita poesia.

A medida que fui escolhendo fotografias no seu acervo pessoal, fiquei muito feliz de saber que está matéria seria uma das mais ricas publicadas nos 6 anos de blog, pois vocês vão poder observar ás árvores em suas etapas de trabalho.

Muito obrigado Adriano pela disponibilidade em dar a entrevista e de dividir com os leitores, o seu trabalho que possui um material fotográfico tão rico.

1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai?

Eu ainda morava em Porto Alegre quando tive meu primeiro contato com bonsai, em uma exposição dentro de um shopping. Fiquei maravilhado. Somente em 2008 já morando em Curitiba, foi que, lendo jornal me deparei com uma matéria sobre bonsai. Somente depois de um empurrão da esposa fui atrás dos contatos e fiz meu primeiro curso de bonsai. A partir dai não parei mais.

Adriano trabalhando na coleta de um grande Jacaré (Juniperus horizontalis)

2 – Que espécies você mais gosta de trabalhar?

A espécie que mais gosto de trabalhar são os juniperos. Tenho uma atração muito forte por trabalhos dramáticos que representam os juniperos sofridos que brigam para sobreviver em terrenos e situações adversas. Mas também tenho me aventurado nas plantas tropicais para aumentar meus conhecimentos em outras espécies.

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circunstâncias de clima e adaptação não permitem?

Aqui em Curitiba, onde eu moro, temos um clima bem diversificado. Não podemos reclamar. Da para trabalhar com quase todas as espécies. Temos só que cuidar com os meses de muito frio e não esquecer de proteger algumas plantas. Mas como meu foco são os juniperos, creio que sou um privilegiado, pois eles adoram o frio e resistem muito bem a geadas

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.

Tenho um trabalho que me acompanha em minha caminhada evolutiva que tenho muito carinho e muitas tristezas também. Se trata de um cedro Nana que esta sempre passando por mudanças em seu desenho devido a um problema ainda sem solução de seca de galhos.

Esta planta está totalmente oca e já tem um desenho interessante. Mas a cada galho que seca tenho que criar um novo desenho e reconstruir a planta. O motivo da planta estar oca, é bem interessante pois foi quase que involuntário da minha parte levando em conta minha pouca experiência na época.

Adquiri a planta em um pote preto muito grande e resolvi transplantar antes de estilizar. Na hora do transplante me deparei com uma raiz muito forte que mais parecia um pescoço longo até o fundo do vaso. Resolvi cortar e aguardei a recuperação da planta. Pós transplante notei que havia um ninho de formigas no interior da planta. Com o corte que fiz a parte interna da planta apodreceu e a planta passou a sobreviver e se sustentar apenas pelas raízes laterais. Retirei toda parte de madeira podre foi quando que um lindo e natural desenho se apresentou na abertura de um buraco na parte frontal da mesma. Creio que foi trabalho em equipe. Eu e a natureza trabalhamos juntos. Muitas emoções e aprendizados .

5- Você segue alguma escola ou estilo nas suas criações?

Tenho muita admiração e respeito pelas escolas orientais, devido ao fato de terem começado com a arte do bonsai. Depois de alguns anos seguindo uma escola ou outra é impossível que o bonsaista não crie sua própria assinatura. Bonsai é arte. Arte quando é boa as pessoas olham e falam.” Eu sei de quem é este trabalho”. Quando isto acontece comigo fico muito feliz. Creio que estou conseguindo me expressar através de minhas obras.

6 – Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Quando se fala em estilos estamos falando da escola japonesa. Pois foram eles que criaram os estilos que conhecemos e passaram a difundir o bonsai pelo mundo com suas regras e ensinamentos. Neste caso o estilo que mais gosto é o Bunjin. Mas estou criando grande admiração pelos trabalhos dos bonsaistas de Taiwam. Desenhos muito bonitos com um estilo livre de regras, mas com muita técnica e harmonia.

7 – O que a arte do bonsai agregou na sua vida?

O bonsai me colocou em maior contato com a natureza e me fez parar para reverenciar as obras de Deus. Em muitos momentos de concentração e de trabalho começo a reparar minha pequenes perante tão belas obras que tento copiar

Adriano com seu filho Gustavo, já com olhar curioso de bonsaísta.

8 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Quando falamos de regras sempre vemos opiniões diversas. Creio que para se quebrar uma regra ou até mesmo criar uma nova técnica dentro do bonsai , primeiramente temos que dominar e respeitar as regras orientais milenares criadas com muito estudo e percepção. Creio que cada um tem que perguntar para si mesmo. “Será que estou apto a criar? Já tenho bagagem que me leve a subir este degrau?  E como já disse anteriormente o tempo fará com que o seu estilo apareça e seja reconhecido.

9 – Que bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção hoje no cenário mundial?

Ha algum tempo atrás eu diria alguns nomes famosos do bonsai como referência. Hoje busco inspiração e referência em quase tudo que vejo no mundo do bonsai. Me tornei mais cuidadoso e minimalista com os detalhes. Procuro avaliar e aprender com o bom e o ruim em tudo na minha vida. No bonsai também funciona.

Juniperu e suas etapas de trabalho:

10- Hoje é mais fácil começar a se dedicar ao cultivo de bonsai? Quais eram as maiores dificuldades no início?

Creio que uma das maiores dificuldades no começo foi a matéria prima. Como sempre gostei de trabalhos com muita madeira morta e bem sofridos, fiquei um pouco frustrado a admirar fotos de plantas coletadas nas montanhas de outros paises. Para atender minhas necessidades de amante dos juniperos eu descobri o Jardindori (Coleta em jardim). Tenho garimpado belos exemplares em jardins de casas antigas. Muitos falam que não se deveria coletar plantas tão velhas. Depois que eu vi que são estas plantas velhas as primeiras a serem arrancadas e descartadas quando uma destas casas é vendida eu passei a focar nesta possibilidade. Hoje está mais fácil pois estamos com um nível muito bom de trabalhos com juniperos de viveiro. Os amigos Carlos tramujas do Bonsai do Campo, Vicente Romagnole do Bonsai Center Romagnole e Francisco Correia estão abrindo novos horizontes com juniperos para nós brasileiros.

11- Qual a sua percepção hoje da arte do bonsai no Brasil? Você acha que teve um crescimento? Há uma maior projeção dos nossos artistas no cenário mundial?

Pelas experiências que tive com o bonsai dentro e fora do Brasil notei que começamos a aparecer com mais expressão no cenário mundial. Temos muitos bons bonsaistas espalhados pelo Brasil. O que nos falta é uma maior união na arte. Mas compreendo que o tamanho do Brasil nos dificulta a interação e muitas vezes trava nossa evolução.

12 – Que conselhos você daria para quem está começando a se dedicar à arte do bonsai?

Primeiro conselho. Procure um bom curso de iniciantes para entender o bonsai. Fazer bonsai sozinho ou tentar aprender pela internet são coisas que não dão muito certo.

Bonsai se aprende praticando e de preferencia com direcionamento. Depois que engrenar defina uma linha de trabalho e tente ser muito bom naquilo que se propôs a fazer. Seja com juniperos ou tropicais ,procure sempre evoluir. Se um bonsaista para de evoluir porque acha que um “mestre” não pode buscar novos conhecimentos, creio que ele esta andando de costas ou retrocedendo em sua caminhada.

13- Que atributos o bonsaísta deve ter para conseguir um bom resultado nos seus trabalhos?

Tenha sempre foco onde pretende chegar. Durante tua evolução sempre seja caprichoso. Até mesmo quando estiver trabalhando um pré- bonsai. Busque inspiração em níveis muito superiores ao seu. Só assim vai melhorar seu senso critico na arte.

Demostração:

14- No seu arquivo de fotos esse desenho abaixo me chamou atenção , me fale sobre ele.

Este desenho foi criado a meu pedido por Nacho Marin. Mestre do bonsai. Ele disse que quando fazia um desenho para uma pessoa em especial ele costuma colocar as letras do nome da pessoa dentro da estrutura da planta. Neste caso temos as letras A e R. De Adriano Roldão

15- Hoje você dá cursos de bonsai na sua região ?

Ja dei curso para iniciantes a alguns anos atrás. Hoje dou cursos particulares ou em grupos. Cursos de nivel médio ou avançado. Faço demonstrações dentro e fora do Brasil.

Minha especialidade são os juniperos.
 16- O que você acha importante passar para seus alunos no curso?
 O mais importante quando ensino sobre a arte do bonsai é o seguinte: Por que tentar criar algo quando falamos em uma arte milenar ? Temos que primeiro dominar a arte e as técnicas existentes hoje para no futuro poder ousar a ponto de criar algo novo.
Uma Xeflera a caminho.
17- Quais os benefícios que podemos encontrar no cultivo da arte do bonsai?

Acho que o respeito e admiração pela natureza e pelas obras de Deus foram meus maiores aprendizados com a arte.

Ulmus em modelagem

18 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte.

No bonsai não tente criar…. Deus já criou. Se você tiver humildade e muita técnica talvez consiga copiar a obra do pai.

Um ditado para este momento é:      “Na vida nada se cria. Tudo se copia”

Quero trazer aqui no fim da entrevista um produto que eu não conhecia, e que está sendo fabricado no Brasil pelo Adriano Roldão. Uma mesa para trabalho com bonsai, mas que pela minha experiência como acabo improsisando com meu torno qui em casa,  pode ser usada também para escultura e por cerâmistas.

*Pés em alumínio maciço.
*Capa da torre hidraulica cromada.
*Base em compensado naval super resistente.
*Manta emborrachada sobre a base de madeira.
*Pintura na cor preta emborrachada.
*Ganchos para amarração da planta/vaso.
*Acompanha 01 cinta elastica

Base em madeira – 50CM.
Com 02 cm de espessura.
Altura mínima-   43CM.
Altura máxima-   57CM.
Peso montada –      9.100KG.

Valor do produto:   R$ 900,00

Frete não incluso. Pedir cotação.
O Adriano envia para todo o Brasil.
Prazo de entrega favor consultar.
O prazo de entrega pode oscilar de 05 a 20 dias dependendo da disponibilidade.

Contatos: Adriano De Azambuja Roldão   41- 9161-0101

Link do Bonsai Stylist:   https://www.facebook.com/bonsaistyle.com.br/?fref=ts

Entre na galeria e veja mais fotos de Adriano Roldão:

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Entrevista Ladoso do Bonsai Shizen

Posted in Bonsai - Entrevistas no Brasil, Bonsai no Brasil with tags , on 26 d e abril d e 2017 by aidobonsai

Dando continuidade as entrevistas de 2017, trago aqui o professor e dono do Bonsai Shizen, Ladoso, muito obrigado por ter você aqui no blog. Grande abraço

1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar arte do Bonsai?

Na década de 80 eu conheci o filme Karatê Kid e comecei a me dedicar a arte do bonsai, hoje já fazem 20 anos. Perdi muito tempo, pois não conhecia nenhuma escola.

2- Como está o crescimento do Bonsai hoje em Minas Gerais?

Minas esta acompanhando a evolução do bonsai, graças ao Francisco (Chicão), por trazer grandes nomes do bonsai do exterior, e  também por fazer parceria e trazer o encontro do Mário Leal para Minas Gerais. Temos também muitos talentos em Minas: Rock Júnior, Renan Braido, Fernando Magalhaes e outros.

3- Você gosta de dar aulas? Como surgiu o Bonsai Shizen?

Amo de paixão, principalmente quando vejo o olhar de admiração dos alunos para com a arte, me sinto realizado. Eu comecei a aprender mesmo quando me associei a grupos, especialmente em Pedro Leopoldo (Cidade vizinha). Quando esse grupo acabou, resolvi fazer um no meu viveiro. Depois que já tinha um certo conhecimento comecei a dar aulas, e assim surgiu a Bonsai Shizen

4- Hoje o que o Bonsai Shizen traz para seus alunos e clientes?

Além do conhecimento da arte e cultivo, levo muito a sério os ensinamentos que acompanham o bonsai, não gosto mais da palavra filosofia, prefiro dizer os ensinamentos da natureza. Os resultados sãos boas amizades dentro de um padrão de comportamento baseados nos ensinamentos: Cooperação e Humildade.

5- Quando você está ensinando seus alunos, e administrando cursos, qual sua maior preocupação ?

Envolve-los completamente ao ponto de captar a exência do bonsai,  e mostrar a eles o que vai ser exigido para ser um bom bonsaísta.

Turmas aprendendo a Arte do Bonsai no Bonsai Shizen:

Aula na Universidade de São João Del Rey:

6- No seu curso você tem um foco principal ? Entre: Teoria, Técnica, Prática ?

Tudo começa pela teoria, a primeira aula é teoria geral incluindo a técnica, mas 80% é prática. A prática concretiza tudo.  Abaixo Cambuí.

7 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar no Bonsai Shizen ?

Hoje gosto de todas, mas inicialmente minha preferência era Pithecolobium, Jabuticaba, Caliandra, Buxinho, Serissa e pitanga.

8- Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mais as circunstâncias de clima e adaptação não permitem?

Gosto muito do Pinheiro Negro, já perdi muitos e ainda estou aprendendo cultiva-lo. Aqui em Minas é um pouco quente, então é preciso saber cultiva-lo.

9– Dos seus trabalhos qual você destaca com um carinho especial. Me fale um pouco sobre ele ?

Tenho vários nessa situação, mas hoje tenho um carinho pelo bonsai de Pithecolobium Dumosum, é o meu primeiro trabalho naturalista.

10- Você segue alguma escola ou estilo nas suas criações?

Amo de paixão todas as escolas e padrões. Sigo um pouco de cada, mas minha inspiração é a natureza.

Penjing com Pithecolobium dumosum.

11 – Você gosta mais de algum estílo de bonsai em particular ? Qual ?

Já gostei muito do Moyogi que é o primeiro amor. Hoje gosto do Bujing, Shakan, e Fukinagashi, não tenho preferência por um só em particular.

12 – O que a arte do bonsai agregou na sua vida ?

Aquelas arvorezinhas nas montanhas no meio das pedras surradas pelo vento e raios com carência de água e nutrientes e mesmo assim encontraram equilíbrio e beleza. Aprendi a buscar o contentamento seja qual for à situação na minha vida.

13 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística ?

A técnica (regras) vem em primeiro lugar, através delas compreendemos as formas. Depois de domina-las entendemos o seu objetivo, dali em diante o foco é a harmonia.

John Naka Disse:  “Não faça sua árvore parecer um bonsai, faça seu bonsai parecer uma árvore”

14 – Que bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção, hoje no cenário mundial ?

Dois bonsaístas que foram marcantes na minha vida, com uma nova visão foram: Luiz Nel e Walter Pall.

Um bonsaísta como pessoa: Carlos Tramujas

15- Quais eram as maiores dificuldades para desenvolver a arte no início?

Conseguir material de qualidade e plantas de fora.

16- Qual a sua percepção hoje da arte do bonsai no Brasil ? Você acha que teve um crescimento? Há uma maior projeção dos nossos artistas no cenário mundial?

A arte esta crescendo, bonsai é uma longa caminhada. Temos alguns nomes se destacando lá fora. Eu costumo dizer que o bonsaísta passa por três fases:

1º  Acumulador 

2º  Faz bonsai 

3º  Faz Árvore  (Bonsai com cara de árvore)

Ainda temos muitos fazendo bonsai  

17- Que conselhos você poderia dar para quem está começando a se dedicar à arte do Bonsai ?

Bonsai não se aprende sozinho, não se isole e seja de mente aberta e humilde para aceitar criticas, não fique só na internet, a arte só se concretiza fazendo um curso com um bom professor.18- Quais atributos o bonsaísta deve ter para conseguir um bom resultado nos seus trabalhos ?

Amor à arte e ser constante e esmerado.

19- Me fale um pouco do seu espaço, hoje você cuida de quantas plantas?

Meu espaço é pequeno, mas é aconchegante. De coleção tenho 40 bonsais.

20- Quais os benefícios físicos, mentais que podemos encontrar se dedicando a arte do bonsai?

Já soube de uma matéria que disse que a pratica do bonsai combate mal de alzheimer, o bonsai é a uma arte ímpar que nos liga diretamente com a natureza, isso nos causa bem estar.21– Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte.

“Uma arvore no vaso é só uma arvore no vaso, ela se torna bonsai quando toca a alma”

Walter Pall

Entre na galeria e veja mais trabalhos do professor Ladoso:

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