Bonsai e Suiseki com Humberto Dellatorre

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Entrevistas no Brasil, Bonsai no Brasil with tags , , , on 15 d e maio d e 2020 by aidobonsai

Meu amigo Humberto Dellatorre é um artista que caminha entre duas artes, se dedica ao cultivo e criação de Bonsais e está sempre procurando novas montanhas, montanhas que surgem pela sua visão, quando ele encontra rochas, minérios, pedras que vão se transformar em lindos Suisekis. Trago aqui sua entrevista contando um pouco da sua trajetória, muito obrigado Humberto por ter você aqui no meu blog !

1 –Humberto quando você se interessou e começou a se dedicar a arte do bonsai?

Foi em 2009 quando ganhei um bonsai de presente da minha esposa, um falso Cipreste anão, e que algumas semanas depois secou todo. Apesar de pesquisar sobre a espécie, o pouco que encontrei na internet na época já que era um assunto novo para min e segui a risca o que estava descrito no manual que acompanhava a árvore, aquilo me deixou bem chateado e curioso. Eu nunca tinha me interessado por plantas mais quando comecei a pesquisar e fui vendo tudo o que o cultivo das pequenas árvores em vasos englobava, fiquei bem interessado e comecei a adquirir materiais e insumos em sites especializados além de dedicar alguns momentos do dia para pesquisar e estudar sobre o assunto. 

 

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Ao longo destes anos eu já tive e tenho várias espécies que deram certo, e outras que não tive sucesso por falta de experiência na época ou ate mesmo por conta do clima. Atualmente me dedico mais as espécies tropicais em especial o nosso Pithecolobium, Caliandras e suas variações entre outras tropicais, além de ter algumas coníferas na minha coleção.

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circunstancias de clima  e adaptação não permitem?

Já tentei algumas variações da sakura mais não tive sucesso e a piracanta também não me dei bem.

Ligustrum

4 – Dos seus trabalhos qual você destaca com carinho especial. Me fale um pouco sobre ele.

Isso e complicado pois sou apenas um iniciante nessa arte, e meus bonsais como um todo ainda estão em formação, tenho algumas preferidas que eu acabo me dedicando mais em um universo de quase 200 plantas e projetos que tenho aqui em casa cada uma com um desafio e particularidade que vão se aperfeiçoando com tempo, estudo e paciência.

Ligustrum em 2 etapas

5 – Você segue alguma escola ou estilo nas suas criações?

No inicio estudava o tradicional dentro das premissas e convenções que estavam nos livros, em 2017 comecei a me interessar mais pelo bonsai artístico e naturalista, e em 2018 comecei efetivamente a me dedicar a esta vertente dentro do bonsai que é defendida por muitos artistas do Brasil e América Latina, mais nem por isso abandonei minhas árvores já iniciadas ou mudei seus projetos o que eu vou conseguindo com novos materiais vou tentando trabalhar, mais fora da estética convencional com uma pegada mais artística e tropical.

6 – Você gosta mais de um estilo de bonsai em particular? Qual?

Hoje tento me desvencilhar de estilos pré-definidos tentando sair do óbvio, mais gosto muito do Kengai e Han-kengai.

Caliandra Espinosa estilo Han Kengai.

Pithecolobium Kengai

7 – O que a arte do Bonsai agregou na sua vida?

Além de um hobby, me ajuda muito a ter foco, pois tenho problemas com isto e me ajuda e ajudou muito a manter a cabeça no lugar para superar tempos e situações difíceis, além de ser um grande exercício de paciência e disciplina.

Caliandra Brevipes
Fotografia Ronald Marques

8- No seu caminho da cultura oriental o que chegou primeiro a paixão pelo bonsai ou pelo suiseki?

Foi pelo bonsai, acho que o suiseki foi consequência do caminho na arte assim como outras artes que são ferramentas para o bonsai e sua composição e acompanhamento.

Alguns dos Suisekis da coleção de Humberto Dellatorre.

9- O que a arte do bonsai e do suiseki tem em comum?

Na minha opinião tem muitas coisas em comum, elas vão além da estética e do desafio de prender a atenção e gerar reações em quem olha, até o estudo profundo de técnicas estéticas e trabalhos manuais. São artes que interagem e se completam além de muito complexas o que exige do praticante aprofundamento em diversos assuntos tanto de exatas quanto de humanas.

10- Qual a maior dificuldade quando se começa a arte do Suiseki?

A maior dificuldade e quebrar as amarras da imaginação e se permitir enxergar paisagens, animais e pessoas em singelos pedaços de rochas.

11- As duas artes podem se complementar ?

Podem sim ajudando ao observador a viajar dentro daquela composição e se sentir imerso na mensagem que a imagem da composição quer transmitir. Eu particularmente gosto muito de utilizar o suiseki como acompanhamento do bonsai nas exposições.

12- Dos seus suisekis você pode nomear um ou mais favoritos e falar porque?

O que torna o suiseki fantástico e a historia por trás da rocha, onde foi coletada e a imagem que ela proporciona, Um dos meus favoritos e o que chamo de ” O Dedo de Deus” e uma basalto que coletei em uma cachoeira em Itaguai/RJ juntamente com meu amigo Roosevelt Freire essa rocha tem um desenho que se parece muito com a montanha com mesmo nome “Dedo de Deus” em Teresópolis/RJ, quanto bati o olho dentro da água e vi a pedra peguei na hora e falei “Olha Roosevelt o dedo de deus”.

13- Hoje a arte do suiseki está crescendo no Brasil ?

Na minha opinião em comparação ao bonsai cresce timidamente pois e uma arte que exige mexer com escultura de madeira e técnicas de marcenaria, apesar dos esforços de grandes suisekistas do Brasil como por exemplo o Sr.º Elio Secchi que faz um belo trabalho de divulgação do suiseki e é uma inspiração para eu que sou entusiasta da arte. 

 

14- Existe alguma associação que você pertença?

Eu pertenço a Associação de Bonsai do Rio de Janeiro, carinhosamente chamada de União Bonsai RJ, inclusive sou um dos fundadores e participo da diretoria, sou suspeito em falar, pois tentamos fazer aqui no rio um trabalho de divulgação da arte do bonsai e suas correlatas trazendo novos adeptos e criando ambiente para a prática do bonsai no Rio de Janeiro.

15– Você acha que um Bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Eu acho que o bonsai deve seguir o que o praticante quer, se ele quiser seguir uma ordem rígida de técnicas e estética ou seguir uma forma mais livre e artística tem que ser livre para tal além de que a gente faz o bonsai primeiro para agradar nos mesmos, o que as pessoas irão achar do seu trabalho e outro assunto,o que você terá que aprender é a lidar com as criticas e elogios. Um bom trabalho no bonsai ou um bom bonsaista ou artista sempre tem que vir acompanhado de muita humildade essa para min e a única regra que não pode ser quebrada ou desprezada.

Serissa Chinesa

16- Que bonsaista (um ou mais) chama a sua atenção, hoje no cenário mundial?

Nacho Marin, Paulo Henrique Gomes, Juan Llaga, Rudi, Julianto, Kimura, Walter Pall e vários artistas de Taiwan e do Vietnam.

17 – Hoje é mais fácil começar a se dedicar a criação de bonsais?  Quais eram as maiores dificuldades no inicio?  

Sempre é mais fácil, hoje a quantidade de informação disponível na internet é gigante comparado há dez anos, mas tem que saber filtrar um pouco, pois tem informação de qualidade boa e mas também tem ruim. Eu pratiquei durante quase sete anos sozinho e vejo que é muito mais fácil aprender quando você faz parte de algum grupo, pois tem sempre alguém te alimentando de informações e experiências.

18 – Qual a sua percepção hoje da arte bonsai no Brasil? Você acha que teve um crescimento? Há maior projeção dos nossos artistas no cenário mundial?

Por causa da Associação venho acompanhando isto de perto principalmente no RJ a quantidade de novos adeptos a prática do bonsai cresce muito, mais ao mesmo tempo cresce o número de desistentes e pessoas que se frustram com a arte, pois o mercado ainda é carente de instrutores, e existe ainda muita divergência no meio de como deve ser conduzido à instrução de bonsai no Brasil. O bonsai é um mercado em plena expansão, e que esta longe de atingir seu pico de crescimento por ser uma arte relativamente nova no Brasil. Acredito que de 10 a 5 anos para cá, o crescimento acelerou por causa das mídias sociais. Temos vários bonsaistas brasileiros com uma boa projeção no exterior, acredito que aumentaremos mais esta projeção com o passar do tempo, criando um amadurecimento e identidade na arte. 

Caliandra Brevipes

19– Que conselhos você poderia dar para quem esta começando a se dedicar a arte do Bonsai?

Não desista no primeiro fracasso isto faz parte da aprendizagem, se puder procure alguma referência na arte, grupo ou associação facilita muito o caminho.

20– Quais atributos o bonsaista deve ter para conseguir um bom resultado nos seus trabalhos?  

Paciência, disciplina e perseverança.

21 – Quais os benefícios físicos e mentais que podemos encontrar se dedicando a arte do Bonsai?  

Fisicamente e uma atividade que te exige certo tipo de movimento e coordenação motora fina e mentalmente e uma atividade que te exige concentração, imaginação além de te manter estudando e com a mente ativa.

Caliandra Brevipes
Fotografia Ronald Marques

22– Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte?   

 “Bonsaista e assim como o vinho conforme o tempo passa vai ficando melhor, porem ser for acondicionado de maneira errada vira vinagre”. Humberto Dellatorre

Gosto muito de uma citação do amigo Wagner Guedes 

“Onde não existe liberdade não pode existir arte! O que caracteriza um artista é a capacidade de quebrar regras e não de segui-las!”

Caliandra Brevipes

23- Me fale um pouco da associação de bonsai que você faz parte, como ela surgiu?

A União Bonsai surgiu como um grupo de amigos que praticavam bonsai e resolveram criar um grupo de encontros e começaram a realizar estes encontros em praças e nas casas de um ou de outro amigo. Com o passar do tempo o numero de integrantes foi crescendo e em 2016 já estávamos com mais de cinquenta membros no grupo, foi quando começamos a estruturar o projeto de associação, ate que em 2018 fundamos a Associação de Bonsai do Rio de Janeiro – UBRJ. Hoje temos quase sessenta associados e mais quatro filiais pelo Brasil que são a União Bonsai Pará, União Bonsai Vale do Paraíba, União Bonsai Foz do Iguaçu e União Bonsai São Paulo.

24- Quais os principais objetivos dela ?

A Associação União Bonsai e baseada em três pilares que norteiam todas as metas e decisões: Divulgação, Aprendizado e Amizade. Nosso objetivo e a universalização da arte do bonsai ajudando a quem quer praticar e divulgar a arte realizando exposições, cursos e workshops além de aproximar as pessoas criando vínculos de amizade em torno de uma atividade em comum.

Para conhecer a União Bonsai acesse:  https://www.uniaobonsai.org/

25- Me fale um pouco do concurso que vocês estão criando!

No fim de 2019 surgiu a ideia de organizarmos um concurso nos moldes evolutivo voltado aos associados iniciantes e intermediários na arte então começamos a pensar na estrutura do concurso e qual foco ele teria e resolvemos focar no Piteco (Cloroleucom Tortum) que e a nossa principal nativa para bonsai aqui no RJ e com isto estimular os participantes a aprenderem a cultivar e desenvolver o piteco para bonsai. Então com esta ideia batizamos o concurso com o nome de Troféu Marcelo Martins de Bonsai que foi o artista que introduziu o piteco na arte do bonsai aproveitando também para homenagear este grande artista do bonsai brasileiro.

O concurso terá duração de dezoito meses e terá avaliações trimestrais através de fotografia, esta avaliação será realizada por quatro grandes artistas do estado do Rio e mais um de São Paulo sendo a banca de jurados compostas pelo próprio Marcelo Martins, Alexandre Chow, Paulo Netto, Wagner Guedes e Paulo Henrique Gomes. Ao final do concurso o participante com maior pontuação será o ganhador do troféu e premiações.

SUISEKI:

Aqui no blog você encontra 4 matérias que escrevi sobre a História, Criação, e curiosidades sobre de Suidekis:

PROCURANDO PEQUENAS MONTANHAS:

https://aidobonsai.com/2009/04/25/procurando-pequenas-montanhas-suiseki/

HISTÓRIA:

https://aidobonsai.com/2008/12/29/suiseki-uma-arte-com-2000-mil-anos-de-idade/

100 SUISEKIS:

https://aidobonsai.com/2010/04/29/100-suisekis/

FLORES DE PEDRA KOREANAS:

https://aidobonsai.com/2010/04/29/as-flores-de-pedra-koreanas/

OS INCRIVEIS SUISEKIS DE KEMIN HU:

https://aidobonsai.com/2010/04/29/kemin-hu-colecao-de-suiseki/

Bem vindo ao espaço Aido Bonsai

Posted in Bonsai - Aido Bonsai 2010, Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , on 4 d e abril d e 2010 by aidobonsai

Leia sobre o Aido Bonsai, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos.

O meu nome é Paulo Netto e me apaixonei por esta arte aos 14 anos de idade ao ver meu primeiro Bonsai  numa exposição sobre a China, no Rio de Janeiro, em 1979. Hoje crio e estudo a arte há 17 anos. O meu blog não tem fins comerciais e o seu objetivo é divulgar o meu trabalho, conhecer outros bonsaístas, fazer amigos, dividir informações técnicas e fotografias, e homenagear grandes mestres e profissionais que fazem a diferença nesta arte.Para entrar em contato use o Email:  paulonetto.diretor@gmail.com

My name is Paulo Netto and I fell in love with this art at the age of 14, when I saw my first bonsai and peijing at a chinese exposition in Rio de Janeiro, 1979. Today I make and study this art for 17 years. My blog doesn’t have comercial purpose and my real goal is to publish my work, meet other bonsaists, prastise friends, share tecnical information and photos, and to pay homage to the big masters and professionals that make the difference in this art. For Aido Bonsai in English enter 

Me llamo Paulo Netto y me enamoré por este arte a los 14 años de edad al ver mi primer Bonsai en una exposición sobre la China, en Rio de Janeiro, en 1979.
Hoy cultivo y estudio el arte hace 17 años. Mi Blog no tiene finalidad comercial y su objetivo es divulgar mi trabajo, conocer a otros bonsaistas, hacer amigos, compartir informaciones técnicas y fotografías, y homenajear a los grandes maestros y profesionales que hacen la diferencia en este arte. Para entrar en contacto, escriba para el email: paulonetto.diretor@gmail.com

Je m’appelle Paulo Netto et je me suis enchanté pour cet art  quand j’avais 14 ans lorsque j’ai vu, pour la première fois, un Bonsai dans une exposition sur la Chine, à Rio de Janeiro, en 1979. Je cultive et j’étudie l’art il y a 17 ans. Mon blog n’a pas de fins commerciales et son objectif est de diffuser mon travail, de connaître d’autres bonsaïstes, de faire de nouveaux amis, de partager des informations techniques et des photographies, et de rendre hommage aux maîtres et professionnels qui font un travail magnifique dans cet art. Pour faire contact, utilisez le e-mail paulonetto.diretor@gmail.com

Ich heisse Paulo Netto und bin von der Bonsaikunst fasziniert seitdem ich im Alter von 14 Jahre das erste Mal ein Bonsai gesehen habe. Das war 1979 in einer Chinaausstellung in Rio de Janeiro. Seid 17 Jahren gestalte ich selber Bonsais und lerne weiter diese Gartenkunst. Mein Blog hat kein kommerzielles Interesse. Ich moechte hier meine Kreationen vorstellen, andere Bonsaisten kennen lernen, Freunde machen, technische Infos und Bilder austauschen und Bonsameistern sowie wichtigen Fachleuten dieser Kunst meine Anerkennung geben. Kontakt per Email: paulonetto.diretor@gmail.com

Como tudo começou:

Minha paixão por bonsai e penjing começou antes de conhecer esta arte própia- mente dita. Desde os 10 anos observava meu pai, o diretor de tv Paulo Netto, também conhecido como Netinho, construindo maquetes em miniatura para os especiais infantis que ele criou para a Rede Globo de televisão. A nave do especial Plunct Plact Zoom, a lancha que iria explodir na novela Água Viva ou os cenários construídos em miniatura para serem filmados em chroma key no Fantástico, são alguns das centenas de trabalhos excutados como maquetista. Foram 50 anos de vida dedicados à televisão. Aprendi com ele muitas técnicas de modelismo, pintura, artesanato e escultura, e todas me ajudaram muito hoje na confecção de pedras e detalhes em madeira para os meus penjigs (paisagens em miniatura).Sou diretor de cena e publicitário e hoje afirmo que a arte do Bonsai  me ajudou na observação do detalhe e no respeito de esperar com paciência pelas etapas nescessárias para realização de um bom trabalho. Fui apresentado ao bonsai aos 14 anos de idade ao ir numa exposição sobre a China, noRio de Janeiro, em 1979. Foi paixão à primeira vista: conciliar a visão da natureza, a criação de pequenas árvores e os elementos físicos à sua volta era um desafio. E maior o desafio se torna quando não lidamos com materais inanimados. Árvores e plantas morrem em contato com diversos materiais, como alguns tipos de tintas, resinas, corantes e produtos químicos usados em belas artes. Estes produtos são absorvidos pelas raízes, muitas vezes apenas anos depois de contato direto  após o crescimento.

 

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Abaixo fotografia do meu primeiro espaço de cultivo ,criado em 1990 na casa dos meus avós. Nesta época improvisava as ferramentas os vasos, não tinha pesquisa na internet, perdi plantas e bati muita cabeça.

Na foto seguinte, já na minha casa, construí com o total apoio do amor da minha vida Vitória Martins, o espaço Aido Bonsai.

Vitória segurando meu terceiro trabalho, uma Azaléia. Infelizmente eu perdi este bonsai, um galho gigante caiu sobre ele e outros trabalhos em uma tespestade.

O primeiro Bonsai:

Em 1990 eu já tinha vontade de comprar meu primeiro bonsai. Minha mãe, a atriz da velha guarda Dinah Ribeiro (Maria Thereza Zampieri), que começou sua carreira na Radio Nacional de São Paulo e trabalhou em teatro, cinema e televisão, quando soube que eu queria adquirir um bonsai, me levou imediatamente à feira da Liberdade. Comprei um belo bonsai do grande mestre Kensaburo Hadano, um Shimpaku estilo Han Kengai. Infelizmente, o pouco conhecimento e o medo de perder a árvore me levou a ter tantos cuidados que acabei perdendo o bonsai meses depois. Hoje, sei que a falta de sol pleno, o fato de regar muito a copa e o calor do Rio de Janeiro foram os fatores de sua perda. Nesta famosa feira que acontece todos os domingos obtive também algumas dicas de como obter livros importados, na época eram muito poucos disponíveis aqui no Brasil. Continuei na minha procura, mas cometi um erro comum de quem quer possuir seus primeiros bonsais: a compra de bonsais falsos em alguns quiosques de rua no Rio de Janeiro. O oportunisto de quem não é profisional leva à venda de plantas de folhas pequenas, geralmente tuias e pinheiros, aplicando técnicas radicais de poda de raízes e copa. Você leva para casa uma bomba relógio que já está com os seus dias contados. Você volta e vendedor pergunta: “Você regou todo dia? Foi isso!”, “Você não regou todo dia? Foi isso!”. Não tem para onde correr, a incapacidade é sempre sua. Minha avó Morella Vilola, uma apaixonada e estudiosa de plantas ornamentais, me passou, ao longo da adolescência, um conhecimento básico sobre botânica bem razoável, mas sua ajuda não impediu a perda de outras compras erradas. Hoje, alguns quiosques do Rio vendem bonsais verdadeiros e de muita qualidade, mas são poucos; devemos nos informar muito antes de uma compra. Não existem bonsais de 30 anos vendidos por R$ 50 reais! Ninguém dedica cuidados a uma árvore por tanto tempo para vender por este valor. Aqui nos links você encontra empresas especializadas e produtores sérios.

Mar de Itaipuaçu. Recanto da pedra do Elefante ou Alto Mourão.

Pedra cascata. Esta é uma poliqueta que foi jogada pelo mar de Itaipuaçú em 1980. Ela é formada por moluscos  que constroem tuneis, fazendo caminhos e formando uma estrutura muito dura parecendo rocha sólida. Ela ficou ao ar livre pegando chuva até 2005. Em 2006 escavei e plantei este Ulmus chinensis.

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Uma outra paixão de infância se juntou ao bonsai e ao penjing. Moro em frente a praia de Itaipuaçu, em Maricá, RJ. Quem conhece esta praia sabe que aqui temos uma das maiores ondas do Brasil. É um mar violento, que é acentuados pela profundidade e falta de recifes em sua orla. Esta formação da praia facilita ao mar jogar muitas conchas e pedras de grande porte. Desde os 8 anos de idade era ouvir o mar ressacar e lá ia eu com uma cesta coletar conchas.

Floresta de Buxinhos palntado em suiban (bandeja) de madeira maçaranduba.


O problema se agravou quando meu padrinho me deu um livro de classificação de conchas. O tamanaho do problema? Cerca de 28.000 conchas do mundo inteiro estão guardadas na minha garagem, são 2.000 espécies, aguardando uma sala para serem expostas. Colocarei em breve aqui no blog as fotos desta coleção, pois perdi os livros de catalogação da minha coleção para alguns malditos cupins. A facilidade de uma câmera digital me permitirá um sonho antigo, fotografar toda coleção e compartilhar com vocês. Aqui uma concha da minha coleção uma Tridacne Gigas da polinésia de 70 kilos. Estas conchas são usadas nas antigas igrejas Francesas como pia batismal.

O trabalho a seguir está sendo desenvolvido há 11 anos. As 15 árvores desta floresta foram cultivadas em separado e suas formas foram modeladas para que se encaixassem como um quebra cabeça. A maior árvore ao centro e as subsequentes menores. Numa floresta a árvore mais antiga (mater)  sempre está no centro. Ela foi plantada numa lage de pedra São Tomé. A cada ano ela vai ficando mais harmoniosa.

O pequeno templo. Floresta de Eugênias plantada em laje de pedra São Tomé.

Detalhe da floresta. O Pequeno templo. Madeiras do caminho com 7cm X 1cm.

Já as pedras que são jogadas pelo mar de Itaipuaçu possuem formas incríveis, buracos, platôs, reentrâncias. Recolho algumas destas pedras desde os 15 anos. Já falaram dentro da minha casa: “o Paulo está maluco, carregando todas as pedras da praia para dentro de casa; agora está usando até carrinho de mão!” – rsrsrsrsr.

Pedras jogadas pelo mar de Itaipuacú.

Me orgulho de ter até hoje todas elas e usar estas pedras em alguns dos meus trabalhos. Aqui no blog vocês vão encontrar em navegação por assunto (coluna da direita) etapas dos meus trabalhos e técnicas de modelagem de concreto celular. Ôpa, acho que ouvi o mar ressacando, vou pegar algumas pedras! Obrigado por visitar o blog e volte sempre.

Floresta de Aspargus. Tori feito em madeira. Altura 25cm

Penjing:  “O Samurai”, Bonsai de Pithecolobium torthum  com 30 cm de altura. Base modelada em concreto celular. Samurai em resina com 5 cm.

Detalhe do Penjing  “O caminho de Shosen”  Floresta com 18 Eugenias sprenguelli.

Cópia de DSC04712

O que é o pensamento Aido Bonsai:

A tradução do japonês é “Caminho da harmonia pelo Bonsai” Há 11 anos adotei este nome para o meu ateliê, que no ano de 2009  fará 17 anos de idade. Meu ateliê  fica no terreno da minha casa em Itaipuaçu distrito de Maricá, no Rio de |Janeiro.

Marca do atelie Aido Bonsai: quadrado, círculo e triângulo,representando as três formas geométricas diferentes, mas que giram perfeitamente uma dentro da outra. Representam: mente, corpo e espírito. Esta forma é o símbolo da harmonia universal. Os 4 trigramas do I Ching com os elementos que o bonsai precisa para viver: água, terra, sol e ar. A árvore dentro do triângulo representa a base estética da triângulação do bonsai.

O nome conceitua literalmente o que eu sinto que esta arte pode trazer para a nossa saúde espiritual e física. O contato direto com a terra, a procura de encontrar uma pequena árvore numa floresta ou  uma muda escondida nas florálias, aumenta a percepção  da natureza que está à nossa volta. Todas as etapas relacionadas ao cultivo do Bonsai são gratificantes e nos ensinam o momento de esperar a natureza seguir seu rumo natural. Isto nos torna mais tolerantes e pacientes nas nossas relações de trabalho e pessoais.

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O meu bloog tem como finalidade dividir com amigos, pessoas que não conhecem o que é Bonsai e outros apaixonados por esta arte, minhas experiências e meus conhecimentos adquiridos neste tempo, dedicado às minhas árvores. No futuro estarei disponibilizando todo meu acervo fotográfico e colocando a  minha coleção de livros à disposição para consultas.  Obrigado por visitar o meu Blog

O jogo de go. Detalhe de floresta de Ficus benjamina (17 árvores)

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O que é Bonsai e Penjing ?

Bonsai é uma arte que permite ao estudioso de suas técnicas usar os conhecimentos adquiridos de Agronomia, Botânica e estética para controlar e modelar o crescimento de uma árvore. Tem como objetivo condicioná-la de maneira saudável em um vaso de proporções próximas às de uma bandeja, de forma que esta adquira toda a beleza e características físicas de uma árvore de grande porte encontrada na natureza.

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Penjing é a arte Chinesa de reproduzir uma paisagem encontrada na natureza com todos os seus detalhes. Uma floresta com um corte de rio, aquela praia com uma árvore retorcida pelo vento, uma montanha com árvores enraizadas nas suas encontas, um lago calmo etc… Para isto são utilizados suibans (bandejas rasas) que podem ser de cerâmica, pedra, madeira ou até resina.

A montanha de Buda. Modelada em concreto celular.

Tenho intenção de em qualquer matéria publicada aqui no blog colocar os créditos dos bonsaístas, artistas e fotógrafos. Este é um site que tem por objetivo mostrar e divulgar esta arte maravilhosa que é o Bonsai. Se alguma foto estiver sem crédito é porque as vezes não é informado na fonte de pesquisa. Se você tem algum trabalho aqui publicado será um prazer colocar todos os seus dados de contato no blog. obrigado

Entre na galeria e conheça mais dos meus trabalhos e o espaço Aido Bonsai:

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Bonsai e Arte Marcial por Ricardo Andrade

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Entrevistas no Brasil with tags , , , on 9 d e maio d e 2020 by aidobonsai

Quando penso em dedicação e paixão a tudo que faz, tenho como um norte magnético o meu amigo Ricardo Andrade, mestre em taekondo e bonsaísta dedicado. Aqui na sua entrevista um pouco da sua visão destes dois mundos.

1 – Ricardo Andrade quando você se interessou e começou a se dedicar a arte do bonsai?

Sempre admirei a arte do bonsai, mas também sempre imaginei que seria algo inatingível pra mim – técnica e financeiramente. Até que, buscando cursos sobre cultivo de plantas em geral e paisagismo, participei de um curso de orquídeas e assisti a uma palestra do mestre Cláudio Ratto sobre bonsai. Ele discorreu de maneira clara e didática, e me fez ver que seria possível ingressar nesse mundo maravilhoso das pequenas árvores.

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Como todo iniciante, adquiri várias espécies, de vários estágios – de semente à planta adulta. Mas os ensinamentos e a prática, me fizeram chegar à conclusão de que eu teria que cultivar espécies que eu gostasse, mas que fossem apropriadas ao meu micro clima. A partir daí direcionei minha energia e zelo às jaboticabeiras, bougainvilleas, calliandras, figueiras, dentre outras nativas da minha região.

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circunstancias de clima e adaptação não permitem?

Certamente cerejeira, macieira, oliveira dentre outras que necessitam de um inverno mais rigoroso e constante que o de Niterói.

Bonsais da NBA (Nipon Bonsai Associantion)

4 – Dos seus trabalhos qual você destaca com carinho especial. Me fale um pouco sobre ele.

Tenho alguns, mas destaco uma jaboticabeira, que adquiri em 2012 com 2m de altura, no Sítio Carvalho, vendida para cultivo em vaso grande. Passado um ano, identifiquei um potencial para ser conduzida como bonsai, e perguntei a meu mestre Cláudio Ratto. Ele confirmou minha percepção e apliquei a técnica de poda drástica do grande e saudoso bonsaísta John Naka. Atualmente, 7 anos depois, tornou-se um belo shohin, aguardando flores e frutos chegarem.

OBS: Veja o passo a passo deste trabalho no fim da entrevista.

5 – Você segue alguma escola ou estilo nas suas criações?

Faço parte da Escola de Bonsai Niterói, conduzida pelo Mestre Cláudio Ratto, que transmite seu conhecimento a partir dos estilos e técnicas do bonsai japonês. Mas ficamos à vontade para estudar e aplicar outras propostas e estilos, de acordo com a planta e gosto pessoal.

6- Você gosta mais de um estilo de bonsai em particular? Qual?

Hokidashi, Bujin e Kengai

7 – O que a arte do Bonsai agregou na sua vida?

A arte do bonsai chegou em minha vida num momento difícil. Meu pai estava internado e mal de saúde. Era como se fosse uma válvula de escape. Comecei em abril de 2012 a frequentar as aulas do mestre Cláudio Ratto, e diversas foram as vezes que 

eu ia direto do hospital, onde passava a noite com meu pai, direto pra casa dele, ajudar em alguma tarefa relacionada ao cultivo do bonsai.Meu pai faleceu em agosto daquele ano. O lidar com o bonsai agregou muito em meu perfil e conduta, aliado à minha formação em arte marcial desde 1979. E nesse período de confinamento, cuidar dessas pequenas árvores – podando, desfolhando, adubando e observando, definitivamente minimiza e muito o estresse gerado pelo isolamento social.

8- Como um mestre e fundador de uma tradicional escola de Taekwondo (Highway One), e que tem muitos alunos de idades diferentes, me diga como a arte do bonsai influencia, e se pode ajudar na arte marcial?

Influencia e muito. Diversas são as situações que durante as aulas, faço comparações e metáforas, envolvendo o treinamento do praticante com o treinamento dos bonsais. E dessa forma procuro transmitir as boas e valiosas características do cultivo do bonsai, com a formação de um genuíno praticante de arte marcial.

Conheça a Highwayone Taekwondo : www.hw1.com.br

Facebook:   https://www.facebook.com/highwayonetkd/

No instagram:  @highwayonetkd

9- Existe filosofia, diretrizes que sejam comuns nas artes marciais e no cultivo do Bonsai?

Sim, com certeza. Respeito, disciplina, ética, paciência e treinamento de repetição para buscar a excelência.

Foto da faixa preta Livia Lessa filha do mestre Ricardo Andrade.

10- O que é mais difícil conseguir a faixa preta no Taekwondo ou na Arte do Bonsai ?

Costumo dizer que a faixa preta significa o início de um longo caminho, onde se dará realmente o aprendizado do praticante, que durante os anos de treino nas faixas coloridas, se preparou para chegar até esse início. Na arte do bonsai

, acredito que seja mais difícil. Na arte marcial você aprende e treina para controlar o seu próprio corpo. Dependerá apenas de você o quê e como acontecerão a execução dos golpes de ataque e defesa. No bonsai, você tem que aprender como utilizar as técnicas, mas que terão que ser aplicadas de acordo com as mudanças e alterações daquele ser vivo – a planta, a partir das intempéries climáticas, as ações de animais e as ocorrência de pragas. Ou seja, não depende só do bonsaísta. Por exemplo, depois de conquistar a faixa preta, levei 13 anos para me graduar como mestre no taekwondo, enquanto que estou há 8 anos aprendendo a arte do bonsai. Fazendo uma comparação, imagino que eu seja um 3º gub (a 6ª graduação das 8 existentes nas faixas coloridas), ainda faltando muito para alcançar a “faixa-preta de bonsai”.

11 – Você acha que um Bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Penso que, ao se escolher uma prática, seja profissional, técnica ou corporal, há que haver muita dedicação e aprendizado. É fato que no Brasil, a grande maioria dos bonsaístas segue a escola japonesa, assim como a Escola de Bonsai Niterói. Mas a partir do domínio do conhecimento, pode-se vislumbrar outras vertentes e estilos. Particularmente hoje, prefiro um estilo mais livre e artístico, buscando a estrutura natural que observamos na natureza.

12 – Que bonsaista (um ou mais) chama a sua atenção, hoje no cenário mundial?

Infelizmente não acompanho plenamente o bonsai pelo mundo. Mas posso destacar alguns que já visitei e/ou presenciei atuando – Kobaiashi, Kimura, Nacho Marin e Robert Stevens.

Acima no centro um dos maiores mestres Masahiko Kimura, que revolucionou no Japão a forma de criar bonsais principalmente os de madeira morta: Sabamiki e Sharamiki. Kimura as vezes conduz as raízes de suas plantas com ráfia até o lado oposto do projeto, criando verdadeiras esculturas.

Seja nos estilos de madeira morta ou tradicionais, podemos também ver a criatividade do mestre Kimura em suas paisagens, esse trabalho quando apresentado na Kokofu Bonsai em  1995, se tornou uma referência para bonsaistas de todo mundo.

13 – Hoje é mais fácil começar a se dedicar a criação de bonsais? Quais eram as maiores dificuldades no inicio?

Minha maior dificuldade foi a falta de informação e divulgação da arte, que aqui no Rio de Janeiro era bem restrita. Hoje em dia, principalmente com o advento da internet, podemos acessar inúmeras informações. Mas à reboque, também constatamos muita desinformação – como em todas as áreas, gerando uma deturpação das técnicas a serem aplicadas. Sem falar no grande número de comerciantes, que oferecem mudas, como bonsais antigos.

14 – Qual a sua percepção hoje da arte bonsai no Brasil? Você acha que teve um crescimento? Há maior projeção dos nossos artistas no cenário mundial?

Vejo que existem muitos grupos em todas as regiões, fomentando e divulgando a arte do bonsai no país em diversos segmentos. Quanto a nossa projeção internacional, não saberia dizer. Mas certamente temos excelentes bonsaístas brasileiros que teriam muito a contribuir e agregar, principalmente no que tange às plantas nativas brasileiras.

15 – Que conselhos você poderia dar para quem está começando a se dedicar a arte do Bonsai?

Basicamente buscar um professor que norteie seu trabalho com ética, preocupado em transmitir conhecimento sem colocar o viés comercial acima da transmissão do conhecimento. Dessa forma, evitará perder tempo, dinheiro e plantas.

16 – Quais atributos o bonsaista deve ter para conseguir um bom resultado nos seus trabalhos?

Acima de tudo a busca pelo conhecimento, através de livros, das mídias e principalmente da interação com outros bonsaístas.

Abaixo Ricardo Andrade visitando o viveiro do mestre Kobahashi, que possui em sua casa uma das maiores coleções de bonsais antigos de todo mundo.

17 – Quais os benefícios físicos e mentais que podemos encontrar se dedicando a arte do Bonsai?

O benefício mental é notório, a partir da paciência a ser adquirida e da tranquilidade gerada na interação com a planta, seu entorno e assuntos afins. Agora o benefício físico se dará a partir da consciência de cada um, pois terá que lidar com várias dinâmicas e tarefas inerentes à prática do bonsai, que irão demandar o mínimo de condição física, como peneirar, misturar substrato, manusear tesouras e alicates, carregar plantas e vasos etc

18 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte?

Entre o enraizar e o florescer, há que se respeitar o tempo.

O tempo se materializa e se perpetua pelas nossas sementes, que se tornam árvores com raízes fortes. Bonsais criados com raízes fortes podem passar por todas as dificuldades que nunca vão cair ou morrer, vão sempre se regenerar. Assim também são os filhos de homens com honra, objetivos e caráter. O meu muito obrigado ao amigo e irmão Ricardo Andrade pela entrevista, e por tudo que aprendo com você todos os dias.   OSSSS

                                                                                  Paulo Netto Neto

PASSO A PASSO DE UM PITHECOLOBIUM THORTUM:

PASSO A PASSO DE UMA JABITICABA POR RICARDO ANDRADE:

REVISTA DO BONSAI

Posted in Aido Bonsai, Bonsai - Biblioteca, Bonsai - Entrevistas no Brasil, Bonsai - Matérias especiais with tags , , , , , , , , on 20 d e abril d e 2020 by aidobonsai

Tenho o prazer aqui de divulgar nessa materia a revista do BONSAI, criada pelo grande mestre Bergson Vasconcelos. Temos que prestigiar essa iniciativa como amantes da arte do bonsai, paisagismo e natureza. Criar uma revista no Brasil com a qualidade que eu tenho observado, e muito difícil.  Já tivemos no Brasil algumas revistas sobre Bonsai que acabaram se estinguido e é muito importante para o crescimento e divulgacão da arte que os apaixonados e iniciantes, possam conhecer os novos cultivadores, as novas espécies, os mestres que estão se destacando no cenário mundial, as técnicas inovadoras e muito mais.  Parabéns amigo Berghson Vasconcelos por mais essa iniciativa, e espero que esta entrevista ajude na assinatura da revista Bonsai.

1- Bergson como surgiu à ideia de fazer a revista Bonsai?

Surgiu da necessidade de suprir uma lacuna na Arte Bonsai devido à ausência de uma publicação voltada aos amantes dessa arte e admiradores em geral. Por longos anos estivemos órfãos de uma publicação para nos manter informados e que pudesse servir como registro da história da Arte Bonsai em nosso País.

Desde cedo sou um contumaz devorador de revistas e especificamente as sobre bonsai sempre me encantaram (a partir do momento em que descobri essa arte apaixonante). A cada mês ia às bancas para adquirir as revistas. No entanto, aos poucos foram paradas as publicações.  Lembro-me da boa sensação em poder ler e descobrir novidades, técnicas e pessoas voltadas ao bonsai em cada revista. E vi que era necessário poder voltar a dividir essa sensação com muitos e assim tive uma dose de coragem ou quem sabe de loucura (kkkkkkk) e resolvi publicar a REVISTA DO BONSAI.

Acredito que agora começamos a escrever um novo capítulo na Arte Bonsai, que temos um instrumento que poderá agregar todos em torno dessa arte.

2- Qual a maior dificuldade de realizar um projeto gráfico e didático no Brasil?

Posso enumerar quatro maiores dificuldades: 1. A falta do hábito da leitura; 2. Os custos envolvidos em todo o processo produtivo; 3. Material a ser impresso; e 4. Conseguir anunciantes.

Hoje entendo porque as revistas sobre bonsai não se perpetuaram. Imagine uma grande editora com dezenas de profissionais, esquema de distribuição e necessidade de lucro. A REVISTA DO BONSAI é uma publicação que apenas não é deficitária, a venda das revistas somada a alguns fiéis amigos que são anunciantes cobrem tão somente os custos de impressão.

3- Como você escolhe as pautas de cada exemplar?

Seguindo o seguinte roteiro: Assuntos com função social; Entrevistas; Como fazer explicando o passo a passo da criação de plantas, paisagens, vasos, ferramentas; adubação; estilos, etc.; e as experiências e necessidades do bonsaísta iniciante ao profissional.

4- Como tem sido o retorno dos bonsaístas do Brasil a sua revista?

Vou responder essa pergunta com uma mensagem que recebi de um leitor e publiquei no Editorial da REVISTA DO BONSAI 05: “Sou apaixonado por bonsai e moro em uma pequena cidade desse grande Brasil e a revista é o que me traz para mais próximo dessa arte. Receber a revista me faz fazer parte desse sonho da arte bonsai, cada linha lê desfrutando e imaginando como trazer para minha realidade o que absorvo nas páginas da revista. Espero por cada edição com a esperança de aprender um pouco mais e me sentir parte desse universo. Obrigado pela coragem de criar e perpetuar nossa revista. Que Deus os abençoe!”.

Acredito que essa resposta traduz de maneira emocionante e direta a receptividade dessa publicação. Isso me faz realizado e feliz.

5- Quais os seus objetivos futuros para a revista?

Dar vida longa a REVISTA DO BONSAI.

6- A revista tem assinatura mensal? Como podemos adquirir a sua revista?

A REVISTA DO BONSAI tem periodicidade semestral, mas estamos trabalhando para que em um prazo de 12 a 24 meses seja quadrimestral.

A revista pode ser adquirida através do site www.revistadobonsai.com.br, no whatsapp 82 98836.2146 ou através do instagram @oficina_bonsai.

7- É possível comprar todos os números já lançados, para ter toda coleção?

Ainda é possível adquirir a coleção completa, hoje temos 05 (cinco) edições lançadas. Porém, a edição 01 está quase esgotada.

8- Algum projeto futuro a caminho? Algum livro novo sendo criado?

Não consigo ficar sem criar/produzir. Essa vontade de fazer novos projetos propicia uma sensação de eternidade, é a chama que move minha vida.

Estou trabalhando em um APP REVISTA DO BONSAI, para poder atender os amigos de outros países que desejam ter a revista. Pois, enviar fisicamente para o exterior devido ao alto custo dos correios é inviável. A Revista será no formato de E-book em inglês e espanhol.

Sempre estou escrevendo, com certeza no próximo ano estarei lançando dois livros sobre Bonsai. Um de conhecimentos gerais e outro especificamente sobre Penjing Landscape.

 

 

 

 

Muito obrigado Bergson pela disponibilidade de dar a entrevista, e principalmente por ajudar a todos amantes da natureza com uma revista tão profísional e Brasileira.

Livro criado e publicado sobre Penjing por Bergson Vasconcelos.

JOGOS MILENARES A VENDA

Posted in jogos de tabuleiro with tags , , , on 10 d e março d e 2020 by aidobonsai

Aqui você encontra jogos milenares de tabuleiro criados de forma artesanal com técnica de pirogravura, desenho e pintura. O meu objetivo foi de criar jogos que também sejam peças de decoração e que tragam a beleza dos jogos encontrados nos museus de todo mundo. Pagamento por depósito bancário.  Tire suas dúvidas pelo Email: paulonetto.diretor@gmail.com   whatsap: 21 970423042

Para conhecer a técnica na qual é feito todos os tabuleiros, mandalas, caixas e quadros, entre neste post que escrevi aqui no blog:     https://wp.me/pojLq-8FY

Senet Egípcio  –  Tabuleiro 01

Jogo que representa uma corrida do homem contra a morte, na tentativa de salvar o seu BÁ (alma). Tabuleiro que pode ser pendurado na parede como um quadro. Peças em madeira maciça (Angelim pedra). Acompanha, saco de juta para guardar as peças, 4 dados tradicionais Egípcios de madeira e 02 tradicionais modernos D6. Tamanho 60 X 43cm.

Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Preço: R$ 600,00 reais

Senet Egípcio  –  Tabuleiro 02

Peças em madeira maciça (Angelim pedra). Acompanha, saco de juta para guardar as peças, 4 dados tradicionais Egípcios de madeira e 02 tradicionais modernos D6. Tamanho 60 X 40cm.

Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Preço: R$ 450,00 reais

Henefatalf  01 – Xadrez Viking

Xadrez Viking, os primeiros tabuleiros que se encontram em museus datam de 500 A.c. Um dos únicos jogos em que cada jogador (02) tem um objetivo diferente. Quem joga com os Ingleses deve levar seu Rei a um dos 4 cantos do tabuleiro e os Vikings devem cercar o Rei pelos 4 lados para dar o Xeque mate.

Tabuleiro em compensado naval tratado 58X50 cm, peças Inglesas em resina, peças vikings em madeira de Angelim pedra. Acompanha regras detalhadas e caixa trabalhada para guardas as peças (está sendo finalizada), vou colocar foto quando pronta.

Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Preço: R$ 550,00

Henefatalf 02 – Xadrez Viking

Xadrez Viking, os primeiros tabuleiros que se encontram em museus datam de 500 A.c. Um dos únicos jogos em que cada jogador (02) tem um objetivo diferente. Quem joga com os Ingleses deve levar seu Rei a um dos 4 cantos do tabuleiro e os Vikings devem cercar o Rei pelos 4 lados para dar o Xeque mate.

Tabuleiro em Mdf de 6mm, tamano 50 cm de largura, peças Inglesas e Vikings em madeira. Acompanha regras detalhadas e saco de juta para guardas as peças.

Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Preço: R$ 390,00

Henefatalf  03 – Xadrez Viking

Xadrez Viking, os primeiros tabuleiros que se encontram em museus datam de 500 A.c. Um dos únicos jogos em que cada jogador (02) tem um objetivo diferente. Quem joga com os Ingleses deve levar seu Rei a um dos 4 cantos do tabuleiro e os Vikings devem cercar o Rei pelos 4 lados para dar o Xeque mate.

Tabuleiro de 02 lados em compensado naval tratado, tamanho  60X60 com, peças Inglesas em resina, peças vikings em madeira de Angelim. 30 peças de Dama em poliéster. Acompanha regras detalhadas e caixa trabalhada para guardas as peças (está sendo finalizada), vou colocar foto quando pronta.

Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Preço: R$ 790,00

Alea Evangelli – Xadrez Viking

Esse é o maior tabuleiro da familia Henefatalf, representa uma das maiores batalhas entre 8 clãs Vikings somando 28.500 guerreiros, contra 5.300 Inlgeses. Os primeiros tabuleiros que se encontram em museus datam de 500 A.c. Um dos únicos jogos em que cada jogador (02) tem um objetivo diferente. Esse Quem joga com os Ingleses deve levar seu Rei a um dos 4 cantos do tabuleiro e os Vikings devem cercar o Rei pelos 4 lados para dar o Xeque mate.

Tabuleiro em compensado naval tratado, tamanho  60X60 com, peças Inglesas em resina, peças vikings em madeira de Angelim, com escudos em metal.

Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Preço: R$ 850,00

Gamão – 01  Grafia Egípcia

Jogo que tem sua origem no Senet Egípcio que data de 3.500 A.c, sendo o jogo mais antigo da humanidade.

Tabuleiro em compensado naval tratado, com tamanho oficial de competição. Acompanha 30 peças, 5 dados, 2 copos de madeira trabalhada e saco de juta para guardar as peças.

Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Preço: 850,00

Gamão – 02 Grafia Viking

Jogo que tem sua origem no Senet Egípcio que data de 3.500 A.c, sendo o jogo mais antigo da humanidade.

Tabuleiro em compensado naval tratado, com tamanho oficial de competição. Acompanha 30 peças, 5 dados, 2 copos de madeira trabalhada e saco de juta para guardar as peças.

Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Preço: 750,00

Fidchell   01

O Fidchell é um jogo de estratégia Celta, onde o objetivo é fazer uma linha contínua de pedras unindo a borda do tabuleiro, ao centro que representa o espírito da terra, o umbigo de energia da terra.

Acompanha o tabuleiro de compensado naval tratado: 57 peças de cerâmica vitrificada, 2 dados e caixa para guardar as peças.

Esse tabuleiro pode ser pendurado na parede como um quadro.

Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Preço:  780,00

Fidchell   02

O Fidchell é um jogo de estratégia Celta, onde o objetivo é fazer uma linha contínua de pedras unindo a borda do tabuleiro, ao centro que representa o espírito da terra, o umbigo de energia da terra.

Acompanha o tabuleiro de compensado naval tratado: 57 peças de cerâmica vitrificada, 2 dados e caixa para guardar as peças.

Esse tabuleiro pode ser pendurado na parede como um quadro.

Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Preço:  550,00

Fidchell   03

O Fidchell é um jogo de estratégia Celta, onde o objetivo é fazer uma linha contínua de pedras unindo a borda do tabuleiro, ao centro que representa o espírito da terra, o umbigo de energia da terra.

Acompanha o tabuleiro de compensado naval tratado: 57 peças de cerâmica vitrificada, 2 dados e caixa para guardar as peças.

Esse tabuleiro pode ser pendurado na parede como um quadro.

Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Preço:  550,00

Xadrez Capablanca

Jose Raúl Capablanca foi um enxadrista Cubano detentor do título de campeão do mundo da modalidade entre 1921 e 1927. Considerado o melhor jogador de todos os tempos por muitos mestres do xadrez, Capablanca possuía um excepcional conhecimento em finais de jogo e tinha um rápido raciocínio.

Raul Capablanca previu que, em algumas décadas com o crescente conhecimento de estratégia e táticas pelos mestres, haveria uma grande quantidade de empates entre esses jogadores de elite. Deste modo, decidiu criar um novo jogo que preservaria o interesse pelo xadrez por mais um milênio.

As novidades introduzidas por Capablanca incluem um novo tabuleiro de 10 por 8 casas, além de duas novas peças o Arcebispo, que combina os movimentos do Bispo e do Cavalo e o Chanceler que une os movimentos da Torre e do Cavalo.

Xadrez Capablanca 01

Tabuleiro de 02 lados. De um lado você joga o xadrez tradicional e Dama, e do outro a versão do Xadrez Capablanca.

Tabuleiro criado em compensado naval tratado. Acompanha 40 peças de xadrez, entre as 40 estão 02 Chanceleres, 02 Arcebispos e 04 peões a mais. Acompanha 24 peças de dama em políester, regras detalhadas do  xadrez tradicional e do Capablanca e caixa trabalhada.

Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Preço: 850,00

Xadrez para 4 jogadores

O xadrez já tinha uma versão para 4 jogadores que era jogado na India 100 D.C chamado Chaturanga. Hoje é muito jogado nos EUA, Israel, Cuba, Canadá e Europa. Ele segue as regras tradicionais do Xadrez, mas pode ser jogado 2 X 2 jogadores pelo mate duplo ou individual usando o relógio para estipular tempos de partida, sendo que o jogador que ganha é o que captura o maior número de pedras e marca o maior número de pontos.

Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Tabuleiro criado em compensado naval. Acompanha 72 peças em resina, em tema (Medieval Imglês), sendo 8 Damas a mais para promoção de peões

Preço  R$ 850,00

Xadrez tradicional  –  01

Tabuleiro oficial criado em compensado naval tratado, casas de 5X5cm. Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração. Peças em madeira de lei, Rei oficial com 10cm de altura, acabamento do tabuleiro em couro. Acompanha caixa trabalhada para guardar as peças.

Preço:  R$ 750,00

Xadrez tradicional  –  02

Tabuleiro oficial criado em compensado naval tratado, casas de 6X6cm. Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração. Peças em madeira de lei modeladas e esculpidas a mão livre, madeira de lei Guajará da Amazonia.  Rei com 12cm de altura, acabamento do tabuleiro em couro. Acompanha caixa trabalhada para guardar as peças.

Preço:  R$ 850,00

Xadrez tradicional  –  04

Tabuleiro oficial criado em compensado naval tratado, casas de 5X5cm. Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Peças em madeira importadas da India, modeladas e esculpidas a mão livre. Madeira Pau Marfim e Ébano.  Rei com cm de altura, acabamento do tabuleiro em couro. Acompanha caixa trabalhada para guardar as peças.

Preço:  R$ 950,00

Xadrez tradicional  –  05

Tabuleiro oficial criado em compensado naval tratado, casas de 3,5 X 3,5cm. Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Peças em madeira importadas da India, modeladas e esculpidas a mão livre.  Rei com 8,5cm de altura, acabamento do tabuleiro em couro. Acompanha caixa trabalhada para guardar as peças.

Preço:  R$ 450,00

Xadrez tradicional  –  06

Tabuleiro criado em compensado naval tratado, casas de 3,5 X 3,5cm. Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

Peças em madeira, modeladas e esculpidas a mão livre.  Rei com 8,5cm de altura, acabamento do tabuleiro em couro. Acompanha caixa trabalhada para guardar as peças.

Preço:  R$ 450,00

Xadrez tradicional  tema China terracota-  07

Tabuleiro de 35 X 35cm,  criado em compensado naval tratado.. Tabuleiro desenhado, queimado com técnica de Pirogravura e pintado artesanalmente. Cada tabuleiro é feito para ser também uma peça de decoração.

As peças são soldados de terracota em resina. Acabamento do tabuleiro em couro. Acompanha caixa para guardar as peças, que também é um tabuleiro de viajem.

Preço:  R$ 270,00

Xiangqi  – Xadrez Chinês

Embora o xadrez moderno que jogamos hoje tenha sua origem na India e na  Pérsia, o mais antigo xadrez e que dá origem ao que jogamos hoje é o Xiangqi Chinês, que já era jogado e tem tabuleiros datados de 1.200 A.C. Ele já apresentava as peças: Rei (Imperador), Bispos (Mandarins e Elefante), (Cavaleiro) Cavalo, Torre de cerco (Torre) e Peões (Guerreiros) com os mesmos movimentos do xadrez tradicional.

Tabuleiro em compensado naval tratado, peças em resina, caixa trabalhada para guardar as peças.

Preço  R$ 490,00

6 Jogos milenares em um Tabuleiro de 2 lados

Aqui um tabuleiro onde você vai poder jogar 6 jogos milenares de tabuleiro: Xadrez tradicional, Dama tradicional, Konane (Havaiano), Ming Mang (Chinês), Mak Yek (Malaio) e Damas Turcas.

Tabuleiro 50 X 50 cm criado em compensado naval, acabamento em couro. Acompanha 64 peças em poliester, 32 peças de xadrez em madeira.

Preço R$  590,00

KONANE POLINÉSIO

MAK YEK MALÁIO

DAMAS TURCAS

MING MANG CHINA

XADREZ E DAMA TRADICIONAL

EXPO BONSAI 2019 – Cobertura do evento

Posted in Bonsai - Exposições with tags , , , on 8 d e maio d e 2019 by aidobonsai

Aqui a cobertura fotográfica da Expo Bonsai 2019, organizada pela União Bonsai RJ, nos dias 4 e 5 de maio na Florália, em Niterói.

Artista: Alexandre Braga

Espécie: Pithecolobium thortum

A Associação UBRJ levou lindos Bonsais, Penjings e Suisekis para a admiração do público que visitou a exposição. Os visitantes também puderam comprar Bonsais, Pré Bonsais, Vasos, Substratos, Tempais, Bromélias, Flores e toda a grande variedade de plantas ornamentais que é a marca da Florália, a maior loja especializada em paisagismo de Niterói.

O evento teve, na sua programação, várias atividades.

Workshop:

Estilização por Paulo Henrique Gomes, da Escola de Bonsai Tropical Brasil.

Estilização por Wayner Teodoro, da Bonsai Uai.

Palestras:

O que é Penjing (paisagem miniatura) ministrada por Paulo Netto, da Escola de Penjing Aido Bonsai.

O que é Bonsai por Wayner Teodoro, da Bonsai Uai.

Bonsai cuidados básicos por Paulo Henrique, da Escola Tropical Bonsai Brasil.

O que é Suiseki por Yago Costa.

Demostrações:

Humberto Dellatore modelando uma Carmona.

Alexandre Braga modelamdo um Juniperu procumbens

Arte:

Bonsais modelados em arame por Fábio Matins.

Galeria fotográfica

BONSAIS

Artista: Aliandro Ângelo

Espécie: Ficus green island (Formosana)

Artista: Roberto Gerpe

Espécie: Pithecolobium thortumArtista: Marcus Capela

Espécie: Painera

Artista: Paulo Henrique Gomes

Espécie: Caliandra espinosa

Artista: Humberto Dellatorre

Espécie: Caliandra Selloi

Planta de acompanhamento (menor a esquerda)

Artista: Patricia kortschinski

Artista: Aliandro Ângelo

Espécie: Pithecolobium thortum

Veja toda galeria de Bonsais clicando aqui:

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Mandalas a venda

Posted in Arte - Pintura e Desenho, Mandalas em pirogravura with tags , , , , on 6 d e janeiro d e 2019 by aidobonsai

Aqui fotos de mandalas de tamanhos entre 30 / 45 cm que estão a venda o Atelier 9 na Fábrica Bhering, no primeiro sábado de cada mês. Venham conhcer o trabalho de mais de 50 artistas, além de aproveitas um espaço gastronômico, curtindo um bom show. Técnica pirogravura com pintura, acabamento em couro. Preço entre 75,00 / 200,00 reais.  As Mandalas também podem ser mandadas por correio: contato paulonetto.diretor@gmail.com

Mandala criada para o restaurante Japonês Akira no Rio de Janeiro. Título: “Memórias de uma Gueixa”, tamanho 120cm de largura. Técnica pirogravura e pintura.

Mandala:  São Miguel arcanjo. 100cm largura Mandala: A natureza de Gaia

Mandala: São Jorge Guerreiro. Largura 100cm

Centro de Arte Contemporânea – Fábrica Bhering

Posted in Arte - Escultura, Arte - Pintura e Desenho, Curiosidades, Fotografia - Galerias, Pintura e Desenho, Pirogravura with tags , , , on 9 d e dezembro d e 2018 by aidobonsai

A Zona Portuária do Rio de Janeiro está em uma transformação rápida e intensa. Galpões sendo ocupados, arte tomando conta e muitos eventos pipocando. E logo ali, tem uma visita que vale a pena ser feita: a Fábrica Bhering. A antiga fábrica de chocolate, construída em 1930, hoje é um espaço voltado para a arte contemporânea. É a casinha de diversos ateliês e lojas, com uma programação que abraça exposições e eventos culturais. Venham no primeiro sábado de cada mêse nos dias 15 e 16 de Dezembro. Rua Orestes 28 Santo Cristo.

Vejam as fotos do Espaço cultural Bhering e venham no Atelier 9 conhecer minhas mandalas e jogos milenares criados em técnica de pirogravura e os desenhos, pinturas e instalações do meu sócio Thiago Tavares.

    Você so encontra no Atelier 9 tabuleiros de jogos milenares. Abaixo o jogo que dá origem ao Gamão: O Senet de origem Egipcia, criado de formar artezanal como os tabuleiros de 3500 AC. Aceitamos todos os cartões de crédito.

A seguir tabuleiros do jogo Viking Heinafatafly:

Tabuleiro de Gamão: