Arquivo para Bonsai Brasil

Figuras humanas a venda para Bonsai e Penjing

Posted in Aido Bonsai, Arte - Oriental várias, Arte - Pintura Oriental, Curiosidades, Penjing Brasil with tags , , , , , on 26 d e julho d e 2017 by aidobonsai

Aqui peças que estou vendendo da minha coleção pessoal. São figuras humanas em cerâmica Chinesa que comprei em lojas diferentes entre os anos de 1990 e 1996. Todas as peças vendidas são novas, guardadas na caixa original, nunca viram o sol do jardim.  O frente não está incluído. Para tirar dúvias ou pedir uma peça mande email para: paulonetto.diretor@gmail.com.

Entre na galeria e veja mais fotos e outras peças a venda.

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Bonsaístas do Brasil

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Galerias de fotos with tags , , on 20 d e abril d e 2017 by aidobonsai

Trago aqui uma galeria de fotos antigas, que foram publicadas nas revistas:  Atelier do Bonsai, Universo do Bonsai, Como cultivar bonsai e O mundo do Bonsai.

Essas revistas entre os anos de 1989/ 1998 eram as únicas publicações sobre bonsai no Brasil. Aqui vocês verão árvores de grandes bonsaístas como:  Vicente Romagnole, Yasuji Hoshiba, Fabio Atakly, Bonsai Okuda, Renan Braido, Regina Susuki, Renato Bocabello, Sergio Siqueira,  entre muitos outros. 

Marcelo Miller

O bonsaísta Marcelo Miller foi um pioneiro as suas revistas: Atelier do Bonsai e O mundo do Bonsai, divulgaram muito nossa arte e os bonsaístas do Brasil, é uma pena que não tenhamos hoje uma revista brasileira especializada em bonsai.

Entre na galeria e veja mais 55 bonsais de artistas brasileiros:

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Modelagem em concreto celular – Criando uma pedra

Posted in Bonsai - Concreto celular, Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , , , , , , on 5 d e outubro d e 2014 by aidobonsai

Aqui as etapas de modelagem de uma pedra para penjing, criada com um bloco de concreto celular. Trabalho com esse material desde 1992, e até hoje fico surpreso com as suas possibilidades e como ele fica natural com o passar do tempo.

Na foto abaixo um trabalho totalmente finalizado e criado com 6 blocos de concreto celular.

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Bloco riscado, com a forma básica do corte que irei fazer com a serra tico tico.

Eu seguro com firmeza a serra, e entro com ela verticalmente em qualquer ponto escolhido. Depois é só seguir devagar na direção da linha, como se fosse um corte normal em uma madeira.

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Depois de feito o primeiro corte, decidi fazer um corte que será um pequeno lago. Depois que eu cortei a sua extensão, eu faço pequenos cortes paralelos, depois é só empurrar com os dedos firmemente, que eles se quebram na base e se soltam sozinhos.

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Bloco já cortado. Depois com uma broca de madeira larga ou grossa eu faço os furos de drenagem e água. 

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  Deixo as paredes e o fundo bem liso, para ajudar na retirada do bonsai em trocas de substrato e poda de raízes. Quando texturizo, finalizo o interior com 3 camadas finas de cimento, para tirar a porosidade e evitar a entrada de raízes.

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Bloco com as laterais modeladas de forma irregular, buscando um caminho natural como uma rocha bruta.

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O Bloco será texturizado com terra negra, argila e cimento. 

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Aqui um exemplo simples de um corte no bloco de concreto, e como ele pode ficar natural depois de modelado e texturizado com terra negra e cimento.

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Vou acrescentar nas próximas semanas, fotos da primeira pedra texturizada e finalizada com seu bonsai.

Você pode olhar mais trabalhos criados em concreto celular aqui no meu blog, veja nos links abaixo:

https://aidobonsai.com/2009/01/19/12-modelagem-de-concrteto-celular/

https://aidobonsai.com/2012/11/21/a-montanha-de-buda-penjing/

Galeria com as fotografias:

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Wall Papers Aido Bonsai

Posted in Bonsai - Wall Papers, Wallpapers with tags , , , , , , , , , , , , on 14 d e novembro d e 2011 by aidobonsai

Aqui uma galeria de Wall papers de alguns dos meus trabalhos e do meu espaço Aido Bonsai.  Entre na galeria e baixe as fotos em alta resolução, para monitores wide screen.

Entre na galeria e escolha mais Wall papers de penjing e bonsai: Continue lendo

Entrevista com  Rock Júnior

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Entrevistas no Brasil with tags , , , , , , , , on 11 d e dezembro d e 2010 by aidobonsai

Dando continuidade às entrevistas com grandes bonsaístas brasileiros, tenho o prazer de publicar a matéria com o amigo Rock Júnior. Acho que cada bonsaísta pode transmitir um pouco da energia que motiva seu trabalho,  falar da sua trajetória e como o bonsai preenche de forma diferente o interior de cada artista. Quando elaborei as perguntas, mais do tentar extrair conhecimento técnico, queria que fosse como um bate papo, como se eles estivessem sentados aqui no meu espaço tomando um chá e fazendo o que acho que todos nós mais gostamos: contar histórias, dividir experiências com amigos e, é claro, fazer bonsai.

Rock Júnior

1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai ?

No início da década de 90 vi um bonsai numa floricultura perto da minha casa e isso despertou a minha curiosidade para o assunto. A partir daí, comecei a procurar por bibliografias sobre a arte, a plantar e a garimpar mudas de tudo o que era árvore nativa que eu encontrava. E não parei mais…

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar ?

Gosto de muitas; entre as nossas nativas posso destacar a jabuticabeira, as caliandras ( Selloi, Spinosa, Depauperata) e o piteceolobium. E entre as exóticas, ficus, acer buergerianun, celtis e prumus são as quais mais me indentifico. Também aprecio e me divirto muito com os junípeurs, pois proporcionam a possibilidade de trabalhar muito com a criatividade.

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circustâncias de clima e adaptação não permitem ?

Larix, pinheiro branco japonês e alguns tipos de acer, entre outros.

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.

Eu posso citar dois trabalhos que mostram nitidamente minha evolução na arte, de forma que as considero, ao mesmo tempo, mestres e colegas de turma.

Primeiramente, este juníperus jacaré. (O segundo trabalho encontra-se no final da entrevista)

Mar/05 - Imagem do junipero antes do início do trabalho. Observe seu potencial: bonito e suave...

No vaso de treinamento, podemos observar a ancoragem que foi feita visando que ela fique na posiçnao desejada.

Mai/06 - Mais de um ano se passou e o procedimento nesse período foi apenas adubar e fazer limpezas freqüentes nos galhos.

(Mai/07) Com mais de 2 anos do início do trabalho, o crescimento foi livre sem podas.

A intenção era dar o máximo de vigor para a massa verde com adubações regulares. Costas do junipero.

Resultado de mais uma sessão de trato.

Nov/07- 6 meses depois, início da primavera. Hora do transplante.

Antes do procedimento, fez uma nova reestilização dos galhos buscando maior compactação e redução da copa.

Foi usada ráfia, e depois fita isolante de alta fusão para podermos tracionar o galho.

O ápice que estava pra cima agora está totalmente para baixo.

conseguindo assim um melhor efeito visual, com maior compactação e proporção entre espessura de tronco e altura.

Resultado dos trabalhos, agora é esperar que o tempo faça a sua parte.

Setembro de 2009

Detalhe - stembro 2009

Primavera 2009

5 – Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Eu gosto de todos! Mas o que mais levo em consideração é a naturalidade e a expressão da árvore. Independente do estilo, é fundamental que o bonsai realmente nos remeta a uma árvore muito, muito velha e o mais natural possível, com o mínimo de sinais de trabalho e intervenção humana.

Uma frase do Mestre John Naka ilustra bem o que me refiro: “Faça seu bonsai ficar parecido com uma árvore e não sua árvore parecida com um bonsai.”

O grande mestre John Naka com uma floresta (Yose Ue) de sua autoria na Goshin National Arboretum, Washington DC May 2003

6 – O que a arte do bonsai agregou à sua vida ?

O bonsai acrescentou muito à minha vida. Primeiro por que descobri uma grande paixão e esse sentimento me trilhou por uma caminho maravilhoso dentro da arte.

Além de ter o privilégio de poder estudar e tentar compreender um pouco destas magníficas obras da natureza e do tempo, que são as árvores antigas, ainda posso conhecer pessoas, lugares, culturas diferentes e cultivar verdadeiras e sinceras amizades.

É, sem dúvida alguma, uma caminhada extremamente prazerosa que nos leva a um desenvolvimento emocional e espiritual, alterando até mesmo a nossa percepção do mundo e da natureza.

Também acredito que hoje eu respeite a natureza, as pessoas à minha volta, e a mim mesmo muito mais que antes.

7 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnica e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Um excelente pergunta.

As funções das regras são, antes de mais nada, para facilitar a didática e criar um padrão de beleza e avaliação das árvores trabalhadas, como em exposições por exemplo. Se o trabalho consegue expressar beleza, harmonia, força e equilíbrio mesmo sem seguir as regras clássicas, ótimo! Mas…

Podemos fazer um paralelo com o futebol, por exemplo. Imagine que você tenha um time mas queira jogar baseado em regras suas e não as impostas pela FIFA. Você iria jogar sozinho, concorda? Com o bonsai não é diferente e é muito claro. Se você quer fazer bonsai sem se preocupar com as regras não tem problema algum, desde que esteja se divertindo e não tenha pretensões de conseguir prêmios em exposições. Agora, se você deseja participar de exposições ou trabalhar profissionalmente com bonsai, as regras nesse caso são, na minha opinião, imprescindíveis e determinantes.

O Mestre Kimura por exemplo, quebrou as regras quando se destacou no bonsai nas décadas de 70 e 80, mas o fez sendo mais arrojado, trabalhando com uma proporção mais baixa 2 a 3 pra 1, usando o arame da forma que conhecemos hoje em dia e mantendo um excelente nível de apresentação e refinamento das árvores. E o fez depois de estudar durante anos com um mestre da escola tradicional japonesa.

Trabalhos de Bonsai e Penjing por Masahiko Kimura

8 – Que bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção hoje, no cenário mundial?

Não tem como não citar os mestres Masahiro Kimura e Salvatore Liporace, tanto pela expressão de suas obras quanto pelo trabalho didático feito por ambos. Os dois conseguiram acrescentar muito ao desenvolvimento e respeito pela arte nos seus respectivos países de origem.

Salvatore Liporace - Myrtus communis

Pino de Montaña - Salvatore Liporace

9 – Que conselhos você poderia dar para quem está começando a se dedicar à arte do bonsai?

Respeite a árvore, antes de mais nada; tenha a preocupação de se informar a respeito de todo o cultivo antes de se aventurar sem experiência. Estudar muito é o melhor e mais acertado caminho. Muita paciência e humildade, pois o tempo é quem lapida o trabalho e, quanto mais aprendemos, mais descobrimos o quanto não sabemos nada.

Mas, na minha opinião, o que realmente importa é se divertir e estar em sintonia com a natureza e com seu interior.

10 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte.

“O cultivador é médico, pintor, arquiteto, escultor e pai ao mesmo tempo. Você tem de conviver com a planta e proporcionar à ela tudo o que necessita nas quatro estações. Em troca, quando o homem entra em diálogo com o bonsai, atinge um estágio superior, um vazio positivo. É mais que uma terapia. É uma relação de amizade.” (Tomio Yamada)

Todo galho bonito já foi uma gema um dia..

O difícil é ser simples…

Abaixo o trabalho do Rock Júnior com acer palmatum :

Esse acer palmatun eu destaco principalmente pelo tamanho. Sou um apaixonado pelas pequenas, não sei se pelo desafio do cultivo e formação, ou pela dificuldade de se conseguir a simplicidade e a beleza em tão pouco volume.

(Out/03) Início do trabalho de estilização. Para a definição da frente do Bonsai, foi feita uma análise cautelosa de todos os ângulos da muda.

O objetivo é aproveitar o máximo o seu movimento natural e distribuição de galhos.

O fator determinante foi o Nebari, que visto em detalhe, percebe-se o seu potencial que deveria ser realçado.

E também suas imperfeições que deveriam ser trabalhadas ou escondidas.

Escolhida a frente, foi feita a 1ª poda, drástica. O transplante foi feito no mesmo dia pelo gde volume de massa verde podado.

Detalhe da gema mantida que se tornou o novo 1º galho da planta após sua brotação.

(Jan/04) 3 meses depois, a planta apresentou uma excelente brotação e a gema se tornou o 1º galho.

Uma referência para a altura final da planta: pouco mais de 10cm.

(Out/05) 2 anos após o início do trabalho já com o nebari em evidência e a estrutura de galhos bem definida.

Para que a copa ficasse bem compacta, eram regulares desfolhas e podas nas pontas da brotação. Observe também a adubação.

Aqui pode-se observar a nova estrutura, o posicionamento dos galhos e a cicatriz da poda brusca bem evoluída. (fundo planta)

(Jan/06) No verão foi feita nova desfolha para melhorar a ramificação e diminuir o tamanho das folhas. (frente planta)

(Abr/07) Foto do Bonsai após 3 anos e meio de trabalho (frente planta)

A cicatriz da poda brusca já fechada e os galhos bem posicionados (fundo planta)

Pra ter uma idéia do tamanho.

Vista superior da brotação na primavera de 2008

Foto na primavera de 2008

Setembro 2010

Primavera 2010

Altura: 12cm., tronco: 4cm.

Entre na galeria e veja mais trabalhos do bonsaísta Rock Júnior:

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Entrevista com Luís Galvão

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Entrevistas no Brasil with tags , , , on 28 d e outubro d e 2010 by aidobonsai

Dando continuidade às entrevistas de grandes bonsaístas brasileiros, trago aqui o trabalho do artista Luis Galvão.  Seu trabalho com plantas nativas é diferenciado e, sempre que tenho tempo, estou olhando suas fotos e admirando seus bonsais no Facebook. Gostaria de destacar aqui o seu exemplar de  Pau Mulato e Araça Piroca: esses trabalhos poderiam estar na capa de qualquer revista internacional de bonsai. Uma pessoa simples com um trabalho muito sério, esse é o astral que  Luís me passou em sua entrevista. Obrigado ao amigo mais uma vez pela disponibilidade de dividir, aqui no blog, um pouco das suas idéias.

1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai? Me fale um pouco sobre você, seu espaço e onde ele está localizado.

Faz precisamente 11 (onze) anos e 6 (seis) meses que ingressei nesta arte. Tomei conhecimento através de um amigo de que haveria um curso básico de bonsai para iniciantes em Recife. Na ocasião, este curso me foi muito útil e prazeroso, pois me encontrava com alguns problemas pessoais, e o bonsai ajudou bastante, elevando a minha auto-estima. Atualmente, resido na cidade de Igarassu, região metropolitana do Recife.

Ficus microcarpa

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Bem, para mim não existe precisamente “aquela” espécie, pois cada uma tem a sua particularidade e harmonização.

3 – Como você vê o crescimento e procura pelo bonsai hoje no Brasil?

Hoje, no Brasil, os eventos e exposições que vem se efetivando em diversos estados; também a divulgação pela internet vem atraindo novos adeptos.

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre eles.

Para mim é difícil, pois a maioria dos meus trabalhos é feita de Yamadori, e cada um tem sua história de relacionamento muito grande comigo, até mesmo os feitos de sementes, estaquias e alporquias, sendo esta a técnica que menos utilizo. Agora posso afirmar que os trabalhos que mais chamam a atenção dos visitantes, são os Paus Mulatos e Araçá Pirocas, destacando-se sempre, aquele que você mesmo gostou, durante a visita às fotos do viveiro.

Pau Mulato

5 – Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Não tenho um estilo preferido. Procuro sempre moldar minhas plantas de acordo com as características que consigo visualizar nelas, aprimorando sua estética à sua personalidade.

Pitangueira florida

6 – O que a arte do bonsai agregou à sua vida?

Gosto da natureza desde criança. Aprendi com o bonsai a ser mais cauteloso, pensar mais no futuro, como também respeitar a vida como um todo.

7 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Olha! Eu sempre me questiono neste aspecto. Acho que devemos conhecer técnicas e estética para darmos início a um conhecimento mais profundo de um trabalho em que a planta possa sentir-se bem com ela mesma, e ser bem sucedida quando apresentada em público.

Ubaia com fruto

8 – Que bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção, hoje, no cenário mundial?

São vários. Entre eles temos John Naka (in memorian), Kimura, Salvatore Liporace; porém, o que mais me chamou atenção foi o Charles Cicerônio (África do Sul). Tive o prazer de conhecê-lo em um evento do Atelier do Bonsai; daí então passei a admirá-lo como bonsaista e como pessoa, por sinal muito simples, quando o mesmo falou em bom tom que nós vivemos em um país tropical e que deveríamos desenvolver estilos e técnicas para nossas espécies…Isto me marcou bastante.

John Naka - Yose Ue

Masahiko Kimura - Juniperus Chinesis 78cm

Salvatore Liporace - Juniperus chinensis

9- Que perfil e pessoas hoje buscam aprender a arte do bonsai no Brasil?

O universo do querer é muito grande. Existem aqueles que simplesmente admiram a beleza do bonsai e querem tê-lo apenas por vaidade; neste caso, a maioria. E existem aqueles que amam de fato a natureza e vivem afastados dela, tentando, assim, levá-la para as selvas de pedra para realizarem seus sonhos de voltar às suas raízes.

10- O que você acha que as pessoas podem encontrar na arte do bonsai que as ajude tanto no trabalho como na sua vida pessoal?

Existem várias coisas que podemos por em prática em nossas vidas com a arte do bonsai. Primeiramente paciência; depois determinação e bom relacionamento com outras pessoas.

11- Qual erro você acha mais comum nos iniciantes quando começam a se dedicar ao cultivo do bonsai?

Na minha opinião, o erro está na falta de orientação das pessoas que administram cursos para iniciantes. Eles têm obrigação de ensiná-los, como primeiro passo, a fisiologia da espécie e depois, então, a estilização da planta.

12 – Que conselhos você poderia dar para quem está começando a se dedicar à arte do bonsai?

O conselho que tenho a dar aos iniciantes é o seguinte: procurar fazer o curso com uma pessoa séria, que goste e respeite a natureza, que trabalhe com seriedade, não visando o lado financeiro querendo apenas comercializar, pois estamos lidando com uma vida que merece respeito, e não querer viver fazendo experiências sem o conhecimento da arte.

13 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetize nossa arte.

Bonsai é vida, é arte, é projeto, é sensibilidade, é compreensão, é dedicação, é afinidade, é sonho, é puramente amor ao que você faz.

A seguir uma galeria de fotos com uma demonstração realizada  por Luis Galvão no evento da Associação dos Bonsaistas de Ribeirão Preto em São Paulo no dia 01/05/2010. A planta escolhida por ele foi um Araça Piroca.

Entre na galeria e veja toda demonstração:

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Projeto Bonsai na Praça – ABMT

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Matérias especiais with tags , , , , , on 28 d e outubro d e 2010 by aidobonsai

Quero destacar aqui a iniciativa da Associação Bonsai Mato Grosso, que criou mensalmente numa praça pública em Cuiabá, exposições e trabalhos conjuntos com bonsaistas da associação. Quem mais ganha é a população que e tem a oportunidade de conhecer mais sobre nossa arte. Todo mês os moradores locais e visitantes poderão andar nessa praça linda, e olhar verdadeiras obras de arte.

Parabéns a ABMT, isso é um exemplo a ser seguido em todo Brasil. Quando existir o teletransporte usado na Star Trek estarei aí todo mês com vocês!  Um abraço aqui do Rio de Janeiro.  Para saber mais sobre a ABTM: http://www.bonsaimt.com.br/

Com o intuito de divulgar a arte do bonsai no Estado de Mato Grosso e também divulgar os bonsaístas locais, nós da ABMT – Associação Bonsai Mato Grosso – buscamos sempre compartilhar os conhecimentos que adquirimos, ao decorrer do tempo, com o maior número de adeptos da arte, com os quais mantemos contato.

Com o intuito de expandir ainda mais esse número de amigos, foi criado o Projeto Bonsai na Praça, onde os associados da ABMT criaram a partir de então uma rotina mensal de reuniões públicas, abertas para toda a população.

Nessas reuniões públicas, além de visualizar uma exposição de bonsai, a população recebe informações e tira suas dúvidas sobre o desenvolvimento da arte bonsai, podendo observar nossos associados desenvolvendo vários trabalhos durante o período das reuniões na Praça do Bonsai.

As reuniões públicas acontecem no Bairro Boa Esperança, em Cuiabá, sempre no segundo domingo de cada mês. O horário das reuniões é das 14 às 18 horas.

Esperamos que, com esse projeto, consigamos fazer com que um número cada vez maior de adeptos da arte bonsai se conheçam e que, a partir desse momento, possam vir a criar laços de amizade entre sí, expandindo ainda mais nossa rede de amigos.