Arquivo para Bonsai Brasil

Bonsai e Suiseki com Humberto Dellatorre

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Entrevistas no Brasil, Bonsai no Brasil with tags , , , on 15 d e maio d e 2020 by aidobonsai

Meu amigo Humberto Dellatorre é um artista que caminha entre duas artes, se dedica ao cultivo e criação de Bonsais e está sempre procurando novas montanhas, montanhas que surgem pela sua visão, quando ele encontra rochas, minérios, pedras que vão se transformar em lindos Suisekis. Trago aqui sua entrevista contando um pouco da sua trajetória, muito obrigado Humberto por ter você aqui no meu blog !

1 –Humberto quando você se interessou e começou a se dedicar a arte do bonsai?

Foi em 2009 quando ganhei um bonsai de presente da minha esposa, um falso Cipreste anão, e que algumas semanas depois secou todo. Apesar de pesquisar sobre a espécie, o pouco que encontrei na internet na época já que era um assunto novo para min e segui a risca o que estava descrito no manual que acompanhava a árvore, aquilo me deixou bem chateado e curioso. Eu nunca tinha me interessado por plantas mais quando comecei a pesquisar e fui vendo tudo o que o cultivo das pequenas árvores em vasos englobava, fiquei bem interessado e comecei a adquirir materiais e insumos em sites especializados além de dedicar alguns momentos do dia para pesquisar e estudar sobre o assunto. 

 

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Ao longo destes anos eu já tive e tenho várias espécies que deram certo, e outras que não tive sucesso por falta de experiência na época ou ate mesmo por conta do clima. Atualmente me dedico mais as espécies tropicais em especial o nosso Pithecolobium, Caliandras e suas variações entre outras tropicais, além de ter algumas coníferas na minha coleção.

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circunstancias de clima  e adaptação não permitem?

Já tentei algumas variações da sakura mais não tive sucesso e a piracanta também não me dei bem.

Ligustrum

4 – Dos seus trabalhos qual você destaca com carinho especial. Me fale um pouco sobre ele.

Isso e complicado pois sou apenas um iniciante nessa arte, e meus bonsais como um todo ainda estão em formação, tenho algumas preferidas que eu acabo me dedicando mais em um universo de quase 200 plantas e projetos que tenho aqui em casa cada uma com um desafio e particularidade que vão se aperfeiçoando com tempo, estudo e paciência.

Ligustrum em 2 etapas

5 – Você segue alguma escola ou estilo nas suas criações?

No inicio estudava o tradicional dentro das premissas e convenções que estavam nos livros, em 2017 comecei a me interessar mais pelo bonsai artístico e naturalista, e em 2018 comecei efetivamente a me dedicar a esta vertente dentro do bonsai que é defendida por muitos artistas do Brasil e América Latina, mais nem por isso abandonei minhas árvores já iniciadas ou mudei seus projetos o que eu vou conseguindo com novos materiais vou tentando trabalhar, mais fora da estética convencional com uma pegada mais artística e tropical.

6 – Você gosta mais de um estilo de bonsai em particular? Qual?

Hoje tento me desvencilhar de estilos pré-definidos tentando sair do óbvio, mais gosto muito do Kengai e Han-kengai.

Caliandra Espinosa estilo Han Kengai.

Pithecolobium Kengai

7 – O que a arte do Bonsai agregou na sua vida?

Além de um hobby, me ajuda muito a ter foco, pois tenho problemas com isto e me ajuda e ajudou muito a manter a cabeça no lugar para superar tempos e situações difíceis, além de ser um grande exercício de paciência e disciplina.

Caliandra Brevipes
Fotografia Ronald Marques

8- No seu caminho da cultura oriental o que chegou primeiro a paixão pelo bonsai ou pelo suiseki?

Foi pelo bonsai, acho que o suiseki foi consequência do caminho na arte assim como outras artes que são ferramentas para o bonsai e sua composição e acompanhamento.

Alguns dos Suisekis da coleção de Humberto Dellatorre.

9- O que a arte do bonsai e do suiseki tem em comum?

Na minha opinião tem muitas coisas em comum, elas vão além da estética e do desafio de prender a atenção e gerar reações em quem olha, até o estudo profundo de técnicas estéticas e trabalhos manuais. São artes que interagem e se completam além de muito complexas o que exige do praticante aprofundamento em diversos assuntos tanto de exatas quanto de humanas.

10- Qual a maior dificuldade quando se começa a arte do Suiseki?

A maior dificuldade e quebrar as amarras da imaginação e se permitir enxergar paisagens, animais e pessoas em singelos pedaços de rochas.

11- As duas artes podem se complementar ?

Podem sim ajudando ao observador a viajar dentro daquela composição e se sentir imerso na mensagem que a imagem da composição quer transmitir. Eu particularmente gosto muito de utilizar o suiseki como acompanhamento do bonsai nas exposições.

12- Dos seus suisekis você pode nomear um ou mais favoritos e falar porque?

O que torna o suiseki fantástico e a historia por trás da rocha, onde foi coletada e a imagem que ela proporciona, Um dos meus favoritos e o que chamo de ” O Dedo de Deus” e uma basalto que coletei em uma cachoeira em Itaguai/RJ juntamente com meu amigo Roosevelt Freire essa rocha tem um desenho que se parece muito com a montanha com mesmo nome “Dedo de Deus” em Teresópolis/RJ, quanto bati o olho dentro da água e vi a pedra peguei na hora e falei “Olha Roosevelt o dedo de deus”.

13- Hoje a arte do suiseki está crescendo no Brasil ?

Na minha opinião em comparação ao bonsai cresce timidamente pois e uma arte que exige mexer com escultura de madeira e técnicas de marcenaria, apesar dos esforços de grandes suisekistas do Brasil como por exemplo o Sr.º Elio Secchi que faz um belo trabalho de divulgação do suiseki e é uma inspiração para eu que sou entusiasta da arte. 

 

14- Existe alguma associação que você pertença?

Eu pertenço a Associação de Bonsai do Rio de Janeiro, carinhosamente chamada de União Bonsai RJ, inclusive sou um dos fundadores e participo da diretoria, sou suspeito em falar, pois tentamos fazer aqui no rio um trabalho de divulgação da arte do bonsai e suas correlatas trazendo novos adeptos e criando ambiente para a prática do bonsai no Rio de Janeiro.

15– Você acha que um Bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Eu acho que o bonsai deve seguir o que o praticante quer, se ele quiser seguir uma ordem rígida de técnicas e estética ou seguir uma forma mais livre e artística tem que ser livre para tal além de que a gente faz o bonsai primeiro para agradar nos mesmos, o que as pessoas irão achar do seu trabalho e outro assunto,o que você terá que aprender é a lidar com as criticas e elogios. Um bom trabalho no bonsai ou um bom bonsaista ou artista sempre tem que vir acompanhado de muita humildade essa para min e a única regra que não pode ser quebrada ou desprezada.

Serissa Chinesa

16- Que bonsaista (um ou mais) chama a sua atenção, hoje no cenário mundial?

Nacho Marin, Paulo Henrique Gomes, Juan Llaga, Rudi, Julianto, Kimura, Walter Pall e vários artistas de Taiwan e do Vietnam.

17 – Hoje é mais fácil começar a se dedicar a criação de bonsais?  Quais eram as maiores dificuldades no inicio?  

Sempre é mais fácil, hoje a quantidade de informação disponível na internet é gigante comparado há dez anos, mas tem que saber filtrar um pouco, pois tem informação de qualidade boa e mas também tem ruim. Eu pratiquei durante quase sete anos sozinho e vejo que é muito mais fácil aprender quando você faz parte de algum grupo, pois tem sempre alguém te alimentando de informações e experiências.

18 – Qual a sua percepção hoje da arte bonsai no Brasil? Você acha que teve um crescimento? Há maior projeção dos nossos artistas no cenário mundial?

Por causa da Associação venho acompanhando isto de perto principalmente no RJ a quantidade de novos adeptos a prática do bonsai cresce muito, mais ao mesmo tempo cresce o número de desistentes e pessoas que se frustram com a arte, pois o mercado ainda é carente de instrutores, e existe ainda muita divergência no meio de como deve ser conduzido à instrução de bonsai no Brasil. O bonsai é um mercado em plena expansão, e que esta longe de atingir seu pico de crescimento por ser uma arte relativamente nova no Brasil. Acredito que de 10 a 5 anos para cá, o crescimento acelerou por causa das mídias sociais. Temos vários bonsaistas brasileiros com uma boa projeção no exterior, acredito que aumentaremos mais esta projeção com o passar do tempo, criando um amadurecimento e identidade na arte. 

Caliandra Brevipes

19– Que conselhos você poderia dar para quem esta começando a se dedicar a arte do Bonsai?

Não desista no primeiro fracasso isto faz parte da aprendizagem, se puder procure alguma referência na arte, grupo ou associação facilita muito o caminho.

20– Quais atributos o bonsaista deve ter para conseguir um bom resultado nos seus trabalhos?  

Paciência, disciplina e perseverança.

21 – Quais os benefícios físicos e mentais que podemos encontrar se dedicando a arte do Bonsai?  

Fisicamente e uma atividade que te exige certo tipo de movimento e coordenação motora fina e mentalmente e uma atividade que te exige concentração, imaginação além de te manter estudando e com a mente ativa.

Caliandra Brevipes
Fotografia Ronald Marques

22– Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte?   

 “Bonsaista e assim como o vinho conforme o tempo passa vai ficando melhor, porem ser for acondicionado de maneira errada vira vinagre”. Humberto Dellatorre

Gosto muito de uma citação do amigo Wagner Guedes 

“Onde não existe liberdade não pode existir arte! O que caracteriza um artista é a capacidade de quebrar regras e não de segui-las!”

Caliandra Brevipes

23- Me fale um pouco da associação de bonsai que você faz parte, como ela surgiu?

A União Bonsai surgiu como um grupo de amigos que praticavam bonsai e resolveram criar um grupo de encontros e começaram a realizar estes encontros em praças e nas casas de um ou de outro amigo. Com o passar do tempo o numero de integrantes foi crescendo e em 2016 já estávamos com mais de cinquenta membros no grupo, foi quando começamos a estruturar o projeto de associação, ate que em 2018 fundamos a Associação de Bonsai do Rio de Janeiro – UBRJ. Hoje temos quase sessenta associados e mais quatro filiais pelo Brasil que são a União Bonsai Pará, União Bonsai Vale do Paraíba, União Bonsai Foz do Iguaçu e União Bonsai São Paulo.

24- Quais os principais objetivos dela ?

A Associação União Bonsai e baseada em três pilares que norteiam todas as metas e decisões: Divulgação, Aprendizado e Amizade. Nosso objetivo e a universalização da arte do bonsai ajudando a quem quer praticar e divulgar a arte realizando exposições, cursos e workshops além de aproximar as pessoas criando vínculos de amizade em torno de uma atividade em comum.

Para conhecer a União Bonsai acesse:  https://www.uniaobonsai.org/

25- Me fale um pouco do concurso que vocês estão criando!

No fim de 2019 surgiu a ideia de organizarmos um concurso nos moldes evolutivo voltado aos associados iniciantes e intermediários na arte então começamos a pensar na estrutura do concurso e qual foco ele teria e resolvemos focar no Piteco (Cloroleucom Tortum) que e a nossa principal nativa para bonsai aqui no RJ e com isto estimular os participantes a aprenderem a cultivar e desenvolver o piteco para bonsai. Então com esta ideia batizamos o concurso com o nome de Troféu Marcelo Martins de Bonsai que foi o artista que introduziu o piteco na arte do bonsai aproveitando também para homenagear este grande artista do bonsai brasileiro.

O concurso terá duração de dezoito meses e terá avaliações trimestrais através de fotografia, esta avaliação será realizada por quatro grandes artistas do estado do Rio e mais um de São Paulo sendo a banca de jurados compostas pelo próprio Marcelo Martins, Alexandre Chow, Paulo Netto, Wagner Guedes e Paulo Henrique Gomes. Ao final do concurso o participante com maior pontuação será o ganhador do troféu e premiações.

SUISEKI:

Aqui no blog você encontra 4 matérias que escrevi sobre a História, Criação, e curiosidades sobre de Suidekis:

PROCURANDO PEQUENAS MONTANHAS:

https://aidobonsai.com/2009/04/25/procurando-pequenas-montanhas-suiseki/

HISTÓRIA:

https://aidobonsai.com/2008/12/29/suiseki-uma-arte-com-2000-mil-anos-de-idade/

100 SUISEKIS:

https://aidobonsai.com/2010/04/29/100-suisekis/

FLORES DE PEDRA KOREANAS:

https://aidobonsai.com/2010/04/29/as-flores-de-pedra-koreanas/

OS INCRIVEIS SUISEKIS DE KEMIN HU:

https://aidobonsai.com/2010/04/29/kemin-hu-colecao-de-suiseki/

Bonsai e Arte Marcial por Ricardo Andrade

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Entrevistas no Brasil with tags , , , on 9 d e maio d e 2020 by aidobonsai

Quando penso em dedicação e paixão a tudo que faz, tenho como um norte magnético o meu amigo Ricardo Andrade, mestre em taekondo e bonsaísta dedicado. Aqui na sua entrevista um pouco da sua visão destes dois mundos.

1 – Ricardo Andrade quando você se interessou e começou a se dedicar a arte do bonsai?

Sempre admirei a arte do bonsai, mas também sempre imaginei que seria algo inatingível pra mim – técnica e financeiramente. Até que, buscando cursos sobre cultivo de plantas em geral e paisagismo, participei de um curso de orquídeas e assisti a uma palestra do mestre Cláudio Ratto sobre bonsai. Ele discorreu de maneira clara e didática, e me fez ver que seria possível ingressar nesse mundo maravilhoso das pequenas árvores.

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Como todo iniciante, adquiri várias espécies, de vários estágios – de semente à planta adulta. Mas os ensinamentos e a prática, me fizeram chegar à conclusão de que eu teria que cultivar espécies que eu gostasse, mas que fossem apropriadas ao meu micro clima. A partir daí direcionei minha energia e zelo às jaboticabeiras, bougainvilleas, calliandras, figueiras, dentre outras nativas da minha região.

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circunstancias de clima e adaptação não permitem?

Certamente cerejeira, macieira, oliveira dentre outras que necessitam de um inverno mais rigoroso e constante que o de Niterói.

Bonsais da NBA (Nipon Bonsai Associantion)

4 – Dos seus trabalhos qual você destaca com carinho especial. Me fale um pouco sobre ele.

Tenho alguns, mas destaco uma jaboticabeira, que adquiri em 2012 com 2m de altura, no Sítio Carvalho, vendida para cultivo em vaso grande. Passado um ano, identifiquei um potencial para ser conduzida como bonsai, e perguntei a meu mestre Cláudio Ratto. Ele confirmou minha percepção e apliquei a técnica de poda drástica do grande e saudoso bonsaísta John Naka. Atualmente, 7 anos depois, tornou-se um belo shohin, aguardando flores e frutos chegarem.

OBS: Veja o passo a passo deste trabalho no fim da entrevista.

5 – Você segue alguma escola ou estilo nas suas criações?

Faço parte da Escola de Bonsai Niterói, conduzida pelo Mestre Cláudio Ratto, que transmite seu conhecimento a partir dos estilos e técnicas do bonsai japonês. Mas ficamos à vontade para estudar e aplicar outras propostas e estilos, de acordo com a planta e gosto pessoal.

6- Você gosta mais de um estilo de bonsai em particular? Qual?

Hokidashi, Bujin e Kengai

7 – O que a arte do Bonsai agregou na sua vida?

A arte do bonsai chegou em minha vida num momento difícil. Meu pai estava internado e mal de saúde. Era como se fosse uma válvula de escape. Comecei em abril de 2012 a frequentar as aulas do mestre Cláudio Ratto, e diversas foram as vezes que 

eu ia direto do hospital, onde passava a noite com meu pai, direto pra casa dele, ajudar em alguma tarefa relacionada ao cultivo do bonsai.Meu pai faleceu em agosto daquele ano. O lidar com o bonsai agregou muito em meu perfil e conduta, aliado à minha formação em arte marcial desde 1979. E nesse período de confinamento, cuidar dessas pequenas árvores – podando, desfolhando, adubando e observando, definitivamente minimiza e muito o estresse gerado pelo isolamento social.

8- Como um mestre e fundador de uma tradicional escola de Taekwondo (Highway One), e que tem muitos alunos de idades diferentes, me diga como a arte do bonsai influencia, e se pode ajudar na arte marcial?

Influencia e muito. Diversas são as situações que durante as aulas, faço comparações e metáforas, envolvendo o treinamento do praticante com o treinamento dos bonsais. E dessa forma procuro transmitir as boas e valiosas características do cultivo do bonsai, com a formação de um genuíno praticante de arte marcial.

Conheça a Highwayone Taekwondo : www.hw1.com.br

Facebook:   https://www.facebook.com/highwayonetkd/

No instagram:  @highwayonetkd

9- Existe filosofia, diretrizes que sejam comuns nas artes marciais e no cultivo do Bonsai?

Sim, com certeza. Respeito, disciplina, ética, paciência e treinamento de repetição para buscar a excelência.

Foto da faixa preta Livia Lessa filha do mestre Ricardo Andrade.

10- O que é mais difícil conseguir a faixa preta no Taekwondo ou na Arte do Bonsai ?

Costumo dizer que a faixa preta significa o início de um longo caminho, onde se dará realmente o aprendizado do praticante, que durante os anos de treino nas faixas coloridas, se preparou para chegar até esse início. Na arte do bonsai

, acredito que seja mais difícil. Na arte marcial você aprende e treina para controlar o seu próprio corpo. Dependerá apenas de você o quê e como acontecerão a execução dos golpes de ataque e defesa. No bonsai, você tem que aprender como utilizar as técnicas, mas que terão que ser aplicadas de acordo com as mudanças e alterações daquele ser vivo – a planta, a partir das intempéries climáticas, as ações de animais e as ocorrência de pragas. Ou seja, não depende só do bonsaísta. Por exemplo, depois de conquistar a faixa preta, levei 13 anos para me graduar como mestre no taekwondo, enquanto que estou há 8 anos aprendendo a arte do bonsai. Fazendo uma comparação, imagino que eu seja um 3º gub (a 6ª graduação das 8 existentes nas faixas coloridas), ainda faltando muito para alcançar a “faixa-preta de bonsai”.

11 – Você acha que um Bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Penso que, ao se escolher uma prática, seja profissional, técnica ou corporal, há que haver muita dedicação e aprendizado. É fato que no Brasil, a grande maioria dos bonsaístas segue a escola japonesa, assim como a Escola de Bonsai Niterói. Mas a partir do domínio do conhecimento, pode-se vislumbrar outras vertentes e estilos. Particularmente hoje, prefiro um estilo mais livre e artístico, buscando a estrutura natural que observamos na natureza.

12 – Que bonsaista (um ou mais) chama a sua atenção, hoje no cenário mundial?

Infelizmente não acompanho plenamente o bonsai pelo mundo. Mas posso destacar alguns que já visitei e/ou presenciei atuando – Kobaiashi, Kimura, Nacho Marin e Robert Stevens.

Acima no centro um dos maiores mestres Masahiko Kimura, que revolucionou no Japão a forma de criar bonsais principalmente os de madeira morta: Sabamiki e Sharamiki. Kimura as vezes conduz as raízes de suas plantas com ráfia até o lado oposto do projeto, criando verdadeiras esculturas.

Seja nos estilos de madeira morta ou tradicionais, podemos também ver a criatividade do mestre Kimura em suas paisagens, esse trabalho quando apresentado na Kokofu Bonsai em  1995, se tornou uma referência para bonsaistas de todo mundo.

13 – Hoje é mais fácil começar a se dedicar a criação de bonsais? Quais eram as maiores dificuldades no inicio?

Minha maior dificuldade foi a falta de informação e divulgação da arte, que aqui no Rio de Janeiro era bem restrita. Hoje em dia, principalmente com o advento da internet, podemos acessar inúmeras informações. Mas à reboque, também constatamos muita desinformação – como em todas as áreas, gerando uma deturpação das técnicas a serem aplicadas. Sem falar no grande número de comerciantes, que oferecem mudas, como bonsais antigos.

14 – Qual a sua percepção hoje da arte bonsai no Brasil? Você acha que teve um crescimento? Há maior projeção dos nossos artistas no cenário mundial?

Vejo que existem muitos grupos em todas as regiões, fomentando e divulgando a arte do bonsai no país em diversos segmentos. Quanto a nossa projeção internacional, não saberia dizer. Mas certamente temos excelentes bonsaístas brasileiros que teriam muito a contribuir e agregar, principalmente no que tange às plantas nativas brasileiras.

15 – Que conselhos você poderia dar para quem está começando a se dedicar a arte do Bonsai?

Basicamente buscar um professor que norteie seu trabalho com ética, preocupado em transmitir conhecimento sem colocar o viés comercial acima da transmissão do conhecimento. Dessa forma, evitará perder tempo, dinheiro e plantas.

16 – Quais atributos o bonsaista deve ter para conseguir um bom resultado nos seus trabalhos?

Acima de tudo a busca pelo conhecimento, através de livros, das mídias e principalmente da interação com outros bonsaístas.

Abaixo Ricardo Andrade visitando o viveiro do mestre Kobahashi, que possui em sua casa uma das maiores coleções de bonsais antigos de todo mundo.

17 – Quais os benefícios físicos e mentais que podemos encontrar se dedicando a arte do Bonsai?

O benefício mental é notório, a partir da paciência a ser adquirida e da tranquilidade gerada na interação com a planta, seu entorno e assuntos afins. Agora o benefício físico se dará a partir da consciência de cada um, pois terá que lidar com várias dinâmicas e tarefas inerentes à prática do bonsai, que irão demandar o mínimo de condição física, como peneirar, misturar substrato, manusear tesouras e alicates, carregar plantas e vasos etc

18 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte?

Entre o enraizar e o florescer, há que se respeitar o tempo.

O tempo se materializa e se perpetua pelas nossas sementes, que se tornam árvores com raízes fortes. Bonsais criados com raízes fortes podem passar por todas as dificuldades que nunca vão cair ou morrer, vão sempre se regenerar. Assim também são os filhos de homens com honra, objetivos e caráter. O meu muito obrigado ao amigo e irmão Ricardo Andrade pela entrevista, e por tudo que aprendo com você todos os dias.   OSSSS

                                                                                  Paulo Netto Neto

PASSO A PASSO DE UM PITHECOLOBIUM THORTUM:

PASSO A PASSO DE UMA JABITICABA POR RICARDO ANDRADE:

Figuras humanas a venda para Bonsai e Penjing

Posted in Aido Bonsai, Arte - Oriental várias, Arte - Pintura Oriental, Curiosidades, Penjing Brasil with tags , , , , , on 26 d e julho d e 2017 by aidobonsai

Aqui peças que estou vendendo da minha coleção pessoal. São figuras humanas em cerâmica Chinesa que comprei em lojas diferentes entre os anos de 1990 e 1996. Todas as peças vendidas são novas, guardadas na caixa original, nunca viram o sol do jardim.  O frente não está incluído. Para tirar dúvias ou pedir uma peça mande email para: paulonetto.diretor@gmail.com.

Entre na galeria e veja mais fotos e outras peças a venda.

Continue lendo

Bonsaístas do Brasil

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Galerias de fotos with tags , , on 20 d e abril d e 2017 by aidobonsai

Trago aqui uma galeria de fotos antigas, que foram publicadas nas revistas:  Atelier do Bonsai, Universo do Bonsai, Como cultivar bonsai e O mundo do Bonsai.

Essas revistas entre os anos de 1989/ 1998 eram as únicas publicações sobre bonsai no Brasil. Aqui vocês verão árvores de grandes bonsaístas como:  Vicente Romagnole, Yasuji Hoshiba, Fabio Atakly, Bonsai Okuda, Renan Braido, Regina Susuki, Renato Bocabello, Sergio Siqueira,  entre muitos outros. 

Marcelo Miller

O bonsaísta Marcelo Miller foi um pioneiro as suas revistas: Atelier do Bonsai e O mundo do Bonsai, divulgaram muito nossa arte e os bonsaístas do Brasil, é uma pena que não tenhamos hoje uma revista brasileira especializada em bonsai.

Entre na galeria e veja mais 55 bonsais de artistas brasileiros:

Continue lendo

Modelagem em concreto celular – Criando uma pedra

Posted in Bonsai - Concreto celular, Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , , , , , , on 5 d e outubro d e 2014 by aidobonsai

Aqui as etapas de modelagem de uma pedra para penjing, criada com um bloco de concreto celular. Trabalho com esse material desde 1992, e até hoje fico surpreso com as suas possibilidades e como ele fica natural com o passar do tempo.

Na foto abaixo um trabalho totalmente finalizado e criado com 6 blocos de concreto celular.

Cópia de DSC07775

Bloco riscado, com a forma básica do corte que irei fazer com a serra tico tico.

Eu seguro com firmeza a serra, e entro com ela verticalmente em qualquer ponto escolhido. Depois é só seguir devagar na direção da linha, como se fosse um corte normal em uma madeira.

DSC04582

Depois de feito o primeiro corte, decidi fazer um corte que será um pequeno lago. Depois que eu cortei a sua extensão, eu faço pequenos cortes paralelos, depois é só empurrar com os dedos firmemente, que eles se quebram na base e se soltam sozinhos.

DSC04593

DSC04607

Bloco já cortado. Depois com uma broca de madeira larga ou grossa eu faço os furos de drenagem e água. 

DSC04604

  Deixo as paredes e o fundo bem liso, para ajudar na retirada do bonsai em trocas de substrato e poda de raízes. Quando texturizo, finalizo o interior com 3 camadas finas de cimento, para tirar a porosidade e evitar a entrada de raízes.

DSC04608

Bloco com as laterais modeladas de forma irregular, buscando um caminho natural como uma rocha bruta.

DSC04597

O Bloco será texturizado com terra negra, argila e cimento. 

DSC04602

Aqui um exemplo simples de um corte no bloco de concreto, e como ele pode ficar natural depois de modelado e texturizado com terra negra e cimento.

DSC04611

DSC04627

DSC04632

DSC04636

Vou acrescentar nas próximas semanas, fotos da primeira pedra texturizada e finalizada com seu bonsai.

Você pode olhar mais trabalhos criados em concreto celular aqui no meu blog, veja nos links abaixo:

https://aidobonsai.com/2009/01/19/12-modelagem-de-concrteto-celular/

https://aidobonsai.com/2012/11/21/a-montanha-de-buda-penjing/

Galeria com as fotografias:

Continue lendo

Wall Papers Aido Bonsai

Posted in Bonsai - Wall Papers, Wallpapers with tags , , , , , , , , , , , , on 14 d e novembro d e 2011 by aidobonsai

Aqui uma galeria de Wall papers de alguns dos meus trabalhos e do meu espaço Aido Bonsai.  Entre na galeria e baixe as fotos em alta resolução, para monitores wide screen.

Entre na galeria e escolha mais Wall papers de penjing e bonsai: Continue lendo

Entrevista com  Rock Júnior

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Entrevistas no Brasil with tags , , , , , , , , on 11 d e dezembro d e 2010 by aidobonsai

Dando continuidade às entrevistas com grandes bonsaístas brasileiros, tenho o prazer de publicar a matéria com o amigo Rock Júnior. Acho que cada bonsaísta pode transmitir um pouco da energia que motiva seu trabalho,  falar da sua trajetória e como o bonsai preenche de forma diferente o interior de cada artista. Quando elaborei as perguntas, mais do tentar extrair conhecimento técnico, queria que fosse como um bate papo, como se eles estivessem sentados aqui no meu espaço tomando um chá e fazendo o que acho que todos nós mais gostamos: contar histórias, dividir experiências com amigos e, é claro, fazer bonsai.

Rock Júnior

1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai ?

No início da década de 90 vi um bonsai numa floricultura perto da minha casa e isso despertou a minha curiosidade para o assunto. A partir daí, comecei a procurar por bibliografias sobre a arte, a plantar e a garimpar mudas de tudo o que era árvore nativa que eu encontrava. E não parei mais…

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar ?

Gosto de muitas; entre as nossas nativas posso destacar a jabuticabeira, as caliandras ( Selloi, Spinosa, Depauperata) e o piteceolobium. E entre as exóticas, ficus, acer buergerianun, celtis e prumus são as quais mais me indentifico. Também aprecio e me divirto muito com os junípeurs, pois proporcionam a possibilidade de trabalhar muito com a criatividade.

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circustâncias de clima e adaptação não permitem ?

Larix, pinheiro branco japonês e alguns tipos de acer, entre outros.

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.

Eu posso citar dois trabalhos que mostram nitidamente minha evolução na arte, de forma que as considero, ao mesmo tempo, mestres e colegas de turma.

Primeiramente, este juníperus jacaré. (O segundo trabalho encontra-se no final da entrevista)

Mar/05 - Imagem do junipero antes do início do trabalho. Observe seu potencial: bonito e suave...

No vaso de treinamento, podemos observar a ancoragem que foi feita visando que ela fique na posiçnao desejada.

Mai/06 - Mais de um ano se passou e o procedimento nesse período foi apenas adubar e fazer limpezas freqüentes nos galhos.

(Mai/07) Com mais de 2 anos do início do trabalho, o crescimento foi livre sem podas.

A intenção era dar o máximo de vigor para a massa verde com adubações regulares. Costas do junipero.

Resultado de mais uma sessão de trato.

Nov/07- 6 meses depois, início da primavera. Hora do transplante.

Antes do procedimento, fez uma nova reestilização dos galhos buscando maior compactação e redução da copa.

Foi usada ráfia, e depois fita isolante de alta fusão para podermos tracionar o galho.

O ápice que estava pra cima agora está totalmente para baixo.

conseguindo assim um melhor efeito visual, com maior compactação e proporção entre espessura de tronco e altura.

Resultado dos trabalhos, agora é esperar que o tempo faça a sua parte.

Setembro de 2009

Detalhe - stembro 2009

Primavera 2009

5 – Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Eu gosto de todos! Mas o que mais levo em consideração é a naturalidade e a expressão da árvore. Independente do estilo, é fundamental que o bonsai realmente nos remeta a uma árvore muito, muito velha e o mais natural possível, com o mínimo de sinais de trabalho e intervenção humana.

Uma frase do Mestre John Naka ilustra bem o que me refiro: “Faça seu bonsai ficar parecido com uma árvore e não sua árvore parecida com um bonsai.”

O grande mestre John Naka com uma floresta (Yose Ue) de sua autoria na Goshin National Arboretum, Washington DC May 2003

6 – O que a arte do bonsai agregou à sua vida ?

O bonsai acrescentou muito à minha vida. Primeiro por que descobri uma grande paixão e esse sentimento me trilhou por uma caminho maravilhoso dentro da arte.

Além de ter o privilégio de poder estudar e tentar compreender um pouco destas magníficas obras da natureza e do tempo, que são as árvores antigas, ainda posso conhecer pessoas, lugares, culturas diferentes e cultivar verdadeiras e sinceras amizades.

É, sem dúvida alguma, uma caminhada extremamente prazerosa que nos leva a um desenvolvimento emocional e espiritual, alterando até mesmo a nossa percepção do mundo e da natureza.

Também acredito que hoje eu respeite a natureza, as pessoas à minha volta, e a mim mesmo muito mais que antes.

7 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnica e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Um excelente pergunta.

As funções das regras são, antes de mais nada, para facilitar a didática e criar um padrão de beleza e avaliação das árvores trabalhadas, como em exposições por exemplo. Se o trabalho consegue expressar beleza, harmonia, força e equilíbrio mesmo sem seguir as regras clássicas, ótimo! Mas…

Podemos fazer um paralelo com o futebol, por exemplo. Imagine que você tenha um time mas queira jogar baseado em regras suas e não as impostas pela FIFA. Você iria jogar sozinho, concorda? Com o bonsai não é diferente e é muito claro. Se você quer fazer bonsai sem se preocupar com as regras não tem problema algum, desde que esteja se divertindo e não tenha pretensões de conseguir prêmios em exposições. Agora, se você deseja participar de exposições ou trabalhar profissionalmente com bonsai, as regras nesse caso são, na minha opinião, imprescindíveis e determinantes.

O Mestre Kimura por exemplo, quebrou as regras quando se destacou no bonsai nas décadas de 70 e 80, mas o fez sendo mais arrojado, trabalhando com uma proporção mais baixa 2 a 3 pra 1, usando o arame da forma que conhecemos hoje em dia e mantendo um excelente nível de apresentação e refinamento das árvores. E o fez depois de estudar durante anos com um mestre da escola tradicional japonesa.

Trabalhos de Bonsai e Penjing por Masahiko Kimura

8 – Que bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção hoje, no cenário mundial?

Não tem como não citar os mestres Masahiro Kimura e Salvatore Liporace, tanto pela expressão de suas obras quanto pelo trabalho didático feito por ambos. Os dois conseguiram acrescentar muito ao desenvolvimento e respeito pela arte nos seus respectivos países de origem.

Salvatore Liporace - Myrtus communis

Pino de Montaña - Salvatore Liporace

9 – Que conselhos você poderia dar para quem está começando a se dedicar à arte do bonsai?

Respeite a árvore, antes de mais nada; tenha a preocupação de se informar a respeito de todo o cultivo antes de se aventurar sem experiência. Estudar muito é o melhor e mais acertado caminho. Muita paciência e humildade, pois o tempo é quem lapida o trabalho e, quanto mais aprendemos, mais descobrimos o quanto não sabemos nada.

Mas, na minha opinião, o que realmente importa é se divertir e estar em sintonia com a natureza e com seu interior.

10 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte.

“O cultivador é médico, pintor, arquiteto, escultor e pai ao mesmo tempo. Você tem de conviver com a planta e proporcionar à ela tudo o que necessita nas quatro estações. Em troca, quando o homem entra em diálogo com o bonsai, atinge um estágio superior, um vazio positivo. É mais que uma terapia. É uma relação de amizade.” (Tomio Yamada)

Todo galho bonito já foi uma gema um dia..

O difícil é ser simples…

Abaixo o trabalho do Rock Júnior com acer palmatum :

Esse acer palmatun eu destaco principalmente pelo tamanho. Sou um apaixonado pelas pequenas, não sei se pelo desafio do cultivo e formação, ou pela dificuldade de se conseguir a simplicidade e a beleza em tão pouco volume.

(Out/03) Início do trabalho de estilização. Para a definição da frente do Bonsai, foi feita uma análise cautelosa de todos os ângulos da muda.

O objetivo é aproveitar o máximo o seu movimento natural e distribuição de galhos.

O fator determinante foi o Nebari, que visto em detalhe, percebe-se o seu potencial que deveria ser realçado.

E também suas imperfeições que deveriam ser trabalhadas ou escondidas.

Escolhida a frente, foi feita a 1ª poda, drástica. O transplante foi feito no mesmo dia pelo gde volume de massa verde podado.

Detalhe da gema mantida que se tornou o novo 1º galho da planta após sua brotação.

(Jan/04) 3 meses depois, a planta apresentou uma excelente brotação e a gema se tornou o 1º galho.

Uma referência para a altura final da planta: pouco mais de 10cm.

(Out/05) 2 anos após o início do trabalho já com o nebari em evidência e a estrutura de galhos bem definida.

Para que a copa ficasse bem compacta, eram regulares desfolhas e podas nas pontas da brotação. Observe também a adubação.

Aqui pode-se observar a nova estrutura, o posicionamento dos galhos e a cicatriz da poda brusca bem evoluída. (fundo planta)

(Jan/06) No verão foi feita nova desfolha para melhorar a ramificação e diminuir o tamanho das folhas. (frente planta)

(Abr/07) Foto do Bonsai após 3 anos e meio de trabalho (frente planta)

A cicatriz da poda brusca já fechada e os galhos bem posicionados (fundo planta)

Pra ter uma idéia do tamanho.

Vista superior da brotação na primavera de 2008

Foto na primavera de 2008

Setembro 2010

Primavera 2010

Altura: 12cm., tronco: 4cm.

Entre na galeria e veja mais trabalhos do bonsaísta Rock Júnior:

Continue lendo