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Adriano Roldão bonsais com muita arte.

Posted in Bonsai - Entrevistas Internacionais, Bonsai - Entrevistas no Brasil, Bonsai - Ferramentas-Utilização, Bonsai - Matérias especiais, Bonsai no Brasil with tags , , on 27 d e abril d e 2017 by aidobonsai

Os Juniperus de Adriano Roldão na minha opinião, podem ficar em exposições ao lado dos trabalhos de grandes mestres internacionais. São árvores que possuem história na sua criação e principalmente muita poesia.

A medida que fui escolhendo fotografias no seu acervo pessoal, fiquei muito feliz de saber que está matéria seria uma das mais ricas publicadas nos 6 anos de blog, pois vocês vão poder observar ás árvores em suas etapas de trabalho.

Muito obrigado Adriano pela disponibilidade em dar a entrevista e de dividir com os leitores, o seu trabalho que possui um material fotográfico tão rico.

1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai?

Eu ainda morava em Porto Alegre quando tive meu primeiro contato com bonsai, em uma exposição dentro de um shopping. Fiquei maravilhado. Somente em 2008 já morando em Curitiba, foi que, lendo jornal me deparei com uma matéria sobre bonsai. Somente depois de um empurrão da esposa fui atrás dos contatos e fiz meu primeiro curso de bonsai. A partir dai não parei mais.

Adriano trabalhando na coleta de um grande Jacaré (Juniperus horizontalis)

2 – Que espécies você mais gosta de trabalhar?

A espécie que mais gosto de trabalhar são os juniperos. Tenho uma atração muito forte por trabalhos dramáticos que representam os juniperos sofridos que brigam para sobreviver em terrenos e situações adversas. Mas também tenho me aventurado nas plantas tropicais para aumentar meus conhecimentos em outras espécies.

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circunstâncias de clima e adaptação não permitem?

Aqui em Curitiba, onde eu moro, temos um clima bem diversificado. Não podemos reclamar. Da para trabalhar com quase todas as espécies. Temos só que cuidar com os meses de muito frio e não esquecer de proteger algumas plantas. Mas como meu foco são os juniperos, creio que sou um privilegiado, pois eles adoram o frio e resistem muito bem a geadas

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.

Tenho um trabalho que me acompanha em minha caminhada evolutiva que tenho muito carinho e muitas tristezas também. Se trata de um cedro Nana que esta sempre passando por mudanças em seu desenho devido a um problema ainda sem solução de seca de galhos.

Esta planta está totalmente oca e já tem um desenho interessante. Mas a cada galho que seca tenho que criar um novo desenho e reconstruir a planta. O motivo da planta estar oca, é bem interessante pois foi quase que involuntário da minha parte levando em conta minha pouca experiência na época.

Adquiri a planta em um pote preto muito grande e resolvi transplantar antes de estilizar. Na hora do transplante me deparei com uma raiz muito forte que mais parecia um pescoço longo até o fundo do vaso. Resolvi cortar e aguardei a recuperação da planta. Pós transplante notei que havia um ninho de formigas no interior da planta. Com o corte que fiz a parte interna da planta apodreceu e a planta passou a sobreviver e se sustentar apenas pelas raízes laterais. Retirei toda parte de madeira podre foi quando que um lindo e natural desenho se apresentou na abertura de um buraco na parte frontal da mesma. Creio que foi trabalho em equipe. Eu e a natureza trabalhamos juntos. Muitas emoções e aprendizados .

5- Você segue alguma escola ou estilo nas suas criações?

Tenho muita admiração e respeito pelas escolas orientais, devido ao fato de terem começado com a arte do bonsai. Depois de alguns anos seguindo uma escola ou outra é impossível que o bonsaista não crie sua própria assinatura. Bonsai é arte. Arte quando é boa as pessoas olham e falam.” Eu sei de quem é este trabalho”. Quando isto acontece comigo fico muito feliz. Creio que estou conseguindo me expressar através de minhas obras.

6 – Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Quando se fala em estilos estamos falando da escola japonesa. Pois foram eles que criaram os estilos que conhecemos e passaram a difundir o bonsai pelo mundo com suas regras e ensinamentos. Neste caso o estilo que mais gosto é o Bunjin. Mas estou criando grande admiração pelos trabalhos dos bonsaistas de Taiwam. Desenhos muito bonitos com um estilo livre de regras, mas com muita técnica e harmonia.

7 – O que a arte do bonsai agregou na sua vida?

O bonsai me colocou em maior contato com a natureza e me fez parar para reverenciar as obras de Deus. Em muitos momentos de concentração e de trabalho começo a reparar minha pequenes perante tão belas obras que tento copiar

Adriano com seu filho Gustavo, já com olhar curioso de bonsaísta.

8 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Quando falamos de regras sempre vemos opiniões diversas. Creio que para se quebrar uma regra ou até mesmo criar uma nova técnica dentro do bonsai , primeiramente temos que dominar e respeitar as regras orientais milenares criadas com muito estudo e percepção. Creio que cada um tem que perguntar para si mesmo. “Será que estou apto a criar? Já tenho bagagem que me leve a subir este degrau?  E como já disse anteriormente o tempo fará com que o seu estilo apareça e seja reconhecido.

9 – Que bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção hoje no cenário mundial?

Ha algum tempo atrás eu diria alguns nomes famosos do bonsai como referência. Hoje busco inspiração e referência em quase tudo que vejo no mundo do bonsai. Me tornei mais cuidadoso e minimalista com os detalhes. Procuro avaliar e aprender com o bom e o ruim em tudo na minha vida. No bonsai também funciona.

Juniperu e suas etapas de trabalho:

10- Hoje é mais fácil começar a se dedicar ao cultivo de bonsai? Quais eram as maiores dificuldades no início?

Creio que uma das maiores dificuldades no começo foi a matéria prima. Como sempre gostei de trabalhos com muita madeira morta e bem sofridos, fiquei um pouco frustrado a admirar fotos de plantas coletadas nas montanhas de outros paises. Para atender minhas necessidades de amante dos juniperos eu descobri o Jardindori (Coleta em jardim). Tenho garimpado belos exemplares em jardins de casas antigas. Muitos falam que não se deveria coletar plantas tão velhas. Depois que eu vi que são estas plantas velhas as primeiras a serem arrancadas e descartadas quando uma destas casas é vendida eu passei a focar nesta possibilidade. Hoje está mais fácil pois estamos com um nível muito bom de trabalhos com juniperos de viveiro. Os amigos Carlos tramujas do Bonsai do Campo, Vicente Romagnole do Bonsai Center Romagnole e Francisco Correia estão abrindo novos horizontes com juniperos para nós brasileiros.

11- Qual a sua percepção hoje da arte do bonsai no Brasil? Você acha que teve um crescimento? Há uma maior projeção dos nossos artistas no cenário mundial?

Pelas experiências que tive com o bonsai dentro e fora do Brasil notei que começamos a aparecer com mais expressão no cenário mundial. Temos muitos bons bonsaistas espalhados pelo Brasil. O que nos falta é uma maior união na arte. Mas compreendo que o tamanho do Brasil nos dificulta a interação e muitas vezes trava nossa evolução.

12 – Que conselhos você daria para quem está começando a se dedicar à arte do bonsai?

Primeiro conselho. Procure um bom curso de iniciantes para entender o bonsai. Fazer bonsai sozinho ou tentar aprender pela internet são coisas que não dão muito certo.

Bonsai se aprende praticando e de preferencia com direcionamento. Depois que engrenar defina uma linha de trabalho e tente ser muito bom naquilo que se propôs a fazer. Seja com juniperos ou tropicais ,procure sempre evoluir. Se um bonsaista para de evoluir porque acha que um “mestre” não pode buscar novos conhecimentos, creio que ele esta andando de costas ou retrocedendo em sua caminhada.

13- Que atributos o bonsaísta deve ter para conseguir um bom resultado nos seus trabalhos?

Tenha sempre foco onde pretende chegar. Durante tua evolução sempre seja caprichoso. Até mesmo quando estiver trabalhando um pré- bonsai. Busque inspiração em níveis muito superiores ao seu. Só assim vai melhorar seu senso critico na arte.

Demostração:

14- No seu arquivo de fotos esse desenho abaixo me chamou atenção , me fale sobre ele.

Este desenho foi criado a meu pedido por Nacho Marin. Mestre do bonsai. Ele disse que quando fazia um desenho para uma pessoa em especial ele costuma colocar as letras do nome da pessoa dentro da estrutura da planta. Neste caso temos as letras A e R. De Adriano Roldão

15- Hoje você dá cursos de bonsai na sua região ?

Ja dei curso para iniciantes a alguns anos atrás. Hoje dou cursos particulares ou em grupos. Cursos de nivel médio ou avançado. Faço demonstrações dentro e fora do Brasil.

Minha especialidade são os juniperos.
 16- O que você acha importante passar para seus alunos no curso?
 O mais importante quando ensino sobre a arte do bonsai é o seguinte: Por que tentar criar algo quando falamos em uma arte milenar ? Temos que primeiro dominar a arte e as técnicas existentes hoje para no futuro poder ousar a ponto de criar algo novo.
Uma Xeflera a caminho.
17- Quais os benefícios que podemos encontrar no cultivo da arte do bonsai?

Acho que o respeito e admiração pela natureza e pelas obras de Deus foram meus maiores aprendizados com a arte.

Ulmus em modelagem

18 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte.

No bonsai não tente criar…. Deus já criou. Se você tiver humildade e muita técnica talvez consiga copiar a obra do pai.

Um ditado para este momento é:      “Na vida nada se cria. Tudo se copia”

Quero trazer aqui no fim da entrevista um produto que eu não conhecia, e que está sendo fabricado no Brasil pelo Adriano Roldão. Uma mesa para trabalho com bonsai, mas que pela minha experiência como acabo improsisando com meu torno qui em casa,  pode ser usada também para escultura e por cerâmistas.

*Pés em alumínio maciço.
*Capa da torre hidraulica cromada.
*Base em compensado naval super resistente.
*Manta emborrachada sobre a base de madeira.
*Pintura na cor preta emborrachada.
*Ganchos para amarração da planta/vaso.
*Acompanha 01 cinta elastica

Base em madeira – 50CM.
Com 02 cm de espessura.
Altura mínima-   43CM.
Altura máxima-   57CM.
Peso montada –      9.100KG.

Valor do produto:   R$ 900,00

Frete não incluso. Pedir cotação.
O Adriano envia para todo o Brasil.
Prazo de entrega favor consultar.
O prazo de entrega pode oscilar de 05 a 20 dias dependendo da disponibilidade.

Contatos: Adriano De Azambuja Roldão   41- 9161-0101

Link do Bonsai Stylist:   https://www.facebook.com/bonsaistyle.com.br/?fref=ts

Entre na galeria e veja mais fotos de Adriano Roldão:

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Ferramentas para Bonsai e Penjing.

Posted in Bonsai - Ferramentas-Utilização, Bonsai - Matérias especiais with tags , , , , , on 5 d e março d e 2013 by aidobonsai

Leia a matéria, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos. “Cantos Naturais”

 

Para quem quer começar na arte do bonsai, penjing ou mesmo fazer esculturas com concreto celular, aqui vai um conselho: não compre ferramentas caras no início; improvisar ensina muito, pois adaptar com o que temos à mão em casa é muito recompensador. Depois de alguns meses de iniciar o trabalho de bonsai e ter certeza que quer realmente se dedicar a esta arte, aí é a hora de comprar. A satisfação de comprar as ferramentas especializadas será muito maior, e terá outro sentido.

A planta, sim, é importante no início do aprendizado! Escolher e investir numa bonita muda, com boa formação e começar com uma espécie resistente é muito importante.

Quando eu comecei em 1990 não tinha acesso à ferramentas especializadas para bonsaístas. Usei uma tesoura de poda de jardim para podar raízes e uma tesoura comum de poda de folhagem. Usava uma torquês bem afiada de marcenaria para cortes rentes ao tronco. Agora, uma ferramenta nunca mudou e também é a mais barata de todas: almoçamos em um restaurante japonês e pegamos os hashis (talheres de bambu).

Minhas ferramentas em 1990: 1- Hashi  2- Hashi improvisado 3- Ancinho improvisado 4- Canivete 5- Faca Olfa 6- Vassoura 7- Tesoura de poda grande 8- Tesoura de poda pequena 9-Tesoura 10- Alicate 11- Torquês

A primeira ferramenta:

A primeira ferramenta especializada de bonsai que eu comprei em 1994 foi o alicate de corte côncavo chamado Kobokiri. Esta ferramenta possui um corte muito específico e não temos como improvisar com outra ferramenta o seu corte em um movimento limpo e preciso. Ele penetra no tronco deixando um buraco, que facilita a cicatrização e formação de um Uro, também conhecido como buraco de coruja.  No mesmo ano comprei duas tesouras de poda e o alicate de corte de arame.

Hoje em dia, com a experiência, talvez tivesse comprado o alicate de corte de arame primeiro, pois na tentativa de tirar os arames com outros alicates, às vezes machucava os galhos. E na tentativa de desenrolar o arame de cobre ao invés de cortar, quebrei muitos galhos delicados. Eu só comecei a usar o arame de alumínio, que é muito mais macio, em 1990.

Minhas ferramentas em 1994: 1- Hashi  2- Hashi improvisado 3- Ancinho improvisado 4- Canivete 5- Faca Olfa 6- Vassoura 7- Tesoura de poda grande 8- Tesoura de poda pequena 9-Sentei basami (tesoura de poda) 10- Tesoura de poda aguda 11- Hariganekiri (alicate de corte) 12- Kobokiri alicate côncavo

Minhas ferramentas em 1995/1996: 1- Hashi  2- Hashi improvisado 3- Kumade ancinho  4- Pinça para desfolhar (improvisado) 5- Sentei basami (tesoura de poda) 6- Tesoura de poda aguda  7- Kuikiri (alicate de corte ângular) 8- Alicate de corte curvo 9- alicate de corte reto 10- Hariganekiri (alicate de corte) 11- Kobokiri alicate côncavo

Hoje, um conjunto de ferramentas especializadas está muito mais barato e você já pode comprar as ferramentas dentro da sua nescessidade em separado. Aqui no blog você tem listado os links de vários fornecedores de produtos de bonsai. As ferramentas de aço carbono japonêsas são mais caras, mas são feitas para durar uma vida se utilizadas da forma correta. O importante é fazer sua manutencão. Aqui vão algumas dicas de quem, antes de ter ferramentas de bonsai, já tinha uma katana e uma tati japonesa de aço carbono.

Como manter suas ferramentas por longo tempo:

1- Nunca guarde suas ferramentas após um dia de trabalho sem limpar.

2- Limpar não é tirar a terra grossa que fica aparente nas ferramentas.

3- O maior inimigo é invisível, são as suas gigitais com gordura. O aço carbono oxida em contato com o nosso suor e com a gordura contida nos dedos.

4- Liquído desingripante como WD pode ser utilizado, mas deve ser retirado imediantamente com pano seco.

5- Deve-se passar e deixar uma camada fina de óleo mineral para evitar oxidação.

6- Não use, pela praticidade de estar na mão, a ferramenta para uma função para a qual ela não foi destinada.

Exemplos:

a) Algumas sentei basami (tesoura de poda) de bonsai podem cortar arames grossos como manteiga, mas isso cega e cria microdentes nas tesouras.

b) Deixar uma tesoura apenas para poda de raízes mantem o gume das outras tesouras de poda afiadas por muito mais tempo. As diferenças nas texturas das raízes cegam muito as tesouras. Elas têm que ser constantemente afiadas.

c) Use o alicate especializado de arame apenas para retiradas de amarrações nos galhos e troncos. Para fazer travas de tela e cortar no tamanho de trabalho, use um alicate de corte convencional.

7- Guarde as ferramentas em uma caixa com tampa com feltro ou borracha no fundo. Isto diminui a umidade.

8- Cubra as ferramentas com outro feltro ou pano grosso.

9- Não coloque ferramentas uma sobre as outras.

10- Guarde em lugares sem ou com pouca umidade.

Caixa de ferramentas especializadas para Bonsai e Penjing. Quando a caixa é fechada as ferramentas são cobertas com outro feltro para diminuir a humidade.

Bandeja com ferramentas auxiliares.

A função de cada ferramenta de Bonsai e Penjing:

Tesouras:

Tesouras para Bonsai e Penjing: 1- Pinça 2- Tesoura de corte pesado 3- Tesoura aguda 4- Tesoura de corte pesado  5 à 8- Sentei basami

Sentei basami. Tesoura usada para poda de galhos e raízes. Se você tiver a condição de manter uma tesoura apenas para poda de raízes, manterá o gume das outras tesouras afiadas por mais tempo. Das minhas tesouras de trabalho, as de poda de raízes são as que mais têm que ser afiadas constantemente.

Tesoura de poda para galhos e raízes grossas.

A Sentei basami pode ser encontrada em muitos tamanhos diferentes.

Tesoura da Tramontina criada para cortadores de uva (laranja) e tesoura chinesa que comprei em uma loja de pesca (vermelha). São baratas e de ótima qualidade. Queria que elas já estivessem no mercado em 1990.

Tesoura para desfolhar. Suas lâminas são aguçadas e vão se afilando nas pontas. Podem ser usadas para galhos, rebentos e pendúculos. As extremidades finas permitem que cortes complexos sejam feitos com precisão. Estas tesouras são encontradas em 3 tamanhos.

Mekiri basami. Tesoura longa para manutenção e poda de folhas dentro de copas densas.Eu improvisei esta ferramenta comprando uma tesoura cirúrgica. Uma banca na feira de antiguidades que acontece todo sábado na  praça XV vende para colecionadores ferramentas hospitalares antigas. O aço é de muita qualidade e seu fio também.

Hakiri. Esta pinça serve para desfolhar copas delicadas. Esta ferramenta dá muita velocidade e permite cortes repetidos e rápidos. É a ferramenta que eu mais uso na poda da copa das minha Eugenias.

Pode se utilizar uma tesoura de costura da tramontina. Ela é feita em aço e é muito resistente.

Tesoura de poda fina, ela é retrátil é muito boa para podas longas e de demoradas. Uso muito esta tesoura em Ulmus, Eugênias e Carmonas.

Alicates:

sentei basami,Ferramentas para Bonsai, Bonsai tools, aido bonsai,tramontina

Alicates para Bonsai e Penjing: 1- Yattoko 2-Kobokiri pequeno 3- Kobokiri grande 4- Kuikiri médio 5- Kuikiri grande 6- Alicate curvo 7-Alicate de corte reto 8- Hariganekiri

Kobukiri. Alicate de corte côncavo. Este alicate produz um buraco côncavo, raso, que com o tempo produz um Uro ou buraco de coruja. Na minha opinião, a primeira ferramenta especializada que deve ser adquirida.

Cortes já cicatrizados com sua forma de lábio.

Uros em árvore santigas na natureza.

Alicate de corte reto. Usada para galhos e raízes grossas. Esta ferramenta chega a ter uma presão de 1000 quilos em seu ponto de contato. Você pode encontrar em 5 tamanhos. Esta é uma ferramenta que tem variação grande na largura da sua lâmina.

Kuikiri. Alicate de corte angular. Uma das ferramentas mais úteis para se cortar com destreza rente e nas bifurcações do tronco.

Hariganekiri. Alicate de cortar arames rentes ao tronco. Esta ferramenta possui muito fio pela sua alavanca e corta com facilidade arames de até 5 milímetros. Este alicate, pela sua forma arredondada na ponta, não danifica a casca da árvore.

Alicate de grande porte para cortar arames com mais de 5mm de espessura de cobre, alunínio e aço.

Yattoko. Alicate de Jim. Possuem mandíbulas delicadas e servem para retirar cascas de árvores na criação de um  Jim. Também usadas para manusear arames.

Ferramentas auxiliares:

Kama. Usada para desenvasar o bonsai. Ela ajuda a soltar árvore das laterais do vaso. Esta ferramenta é uma pequena foice e pode ser encontrada desde a grande usada nos capos nas colheitas de arroz até estar com 15cm de comprimento.

Kumade. Esse pequeno ancinho é um escarificador de terra e raízes. O lado oposto ao garfo é usado  para ajudar a desenvasar o bonsai.

Pode se improvisar um Kumade com um Pequeno garfo de churrasco. É só virar suas pontas em um torno.

Nokogiri. Pequeno serrote dobrável. Foi projetado com serras e lâminas finas para não esgarçar a casca do galho. Encontrado em 2 tamanhos. Dependendo do tamanho do tronco e dos galhos a serem cortados, podemos usar todos os serrotes usados em jardinagem.

Hashis, são os tradicionais talheres japoneses. Estes pequenos palitos de bambú são usados para compactação de terra nos espaços das raízes e fazer perfurações no vaso para colocar adubos externos. Podem ajudar também a desenvasar o bonsai. Eu gosto de um que fiz afiando a ponta de um  apanhador de mel, ele dá um apoio para o dedo indicador muito bom. Achei uma vez muito barato 2 pinças em aço. Uma delas eu separei fazendo 2 Hashis que jea duram 15 anos. Os palitos para prender cabelo chineses também servem como Hashis maravilhosos.

Pinça. Usada para retirar insetos daninhos. Para Penjing eu uso um pequeno martelo para quebrar pedras e para plantar pedras escolhidas no vaso. este modelo retrátil tem canivete, espátula e lixa. Lojas de aquário costumam vender pinças importadas de tamanho grande. Elas são usadas para plantar vegetação no fundo do aquário. Elas tem de 15 à 30cm e são excelentes.

Abaixo desenrolador de raízes. Este garfo é usado para soltar e desembaraçar as raízes dos bonsais na hora de uma troca de vaso ou na criacão de um novo trabalho, como mudas compradas em florálias. Uma ferramenta muito usada em Penjing para retirar musgo de paredes e pedras é a espátula de pedreiro .

Ferramentas auxiliares: 1- Faca de pesca (muito fio) 2- Garfo desenrolador de raízes 3- Kama (pequena foice) 4- Kama quadrada da tramontina 5- Formão 6 e 7- Espátulas de pedreiro

A vassourinha é muito usada para limpeza de nebari, retirar folhas, varrer pequenos jardins. Eu faço as minhas com piaçava, pinceis baratos e desfazendo brochas grandes de pintura para call.

Caixa com estiletes. Uso para acabamento em jim e Sharis. São encontradas em loja de modelismo e papelarias especializadas em materiais de artesanato.

Caixa grande

Caixa pequena

Tela para drenagem de água. Essa tela é usada no fundo do vaso de bonsai, fixada com uma trava feita arame de cobre, para que não se mova. Esta tela fica entre o vaso e uma camada de pedrisco, para que a água tenha um bom escoamento e não se  retenha no fundo do vaso.

São encontradas em lojas especializadas em artigos de borracha, agronomia e jardinagem. Eu compro em lojas de 1,99 por 1 real; na verdade, é um mata mosquitos com a haste cortada. Elas são rígidas e podem ser cortadas em vários tamanhos e reaproveitadas. Você pode usar a  haste que sobra como hachi, e quem vende plantas pode usar  como base para colocar etiquetas de preço das plantas.

Apanhador e misturador de terra.

Máquinas de rotação para modelar madeira, pedras e concreto celular:

Retíficas:

As retíficas da Dremel e Makita, entre outras marcas, são usadas para modelar e dar formas à madeira morta. Existem centenas de pontas diferentes para serem usadas, cada qual com uma função específica.

A Dremel é uma retífica que pode ser comprada de 10.000 à 35.000 rotações por minuto. Usadas em modelismo e artesanato, possuem centenas de opções de pontas diferentes. Suas hastes são normalmente de 2 e 3 milímetros. Sua ponta é ajustável e agora existe um acessório que permite pegar pontas maiores de 6mm. É uma máquina de rotação variável e pode se utilizar um cabo extensor. Este cabo permite o uso da máquina como uma caneta, o que a deixa muito confortável e melhor para trabalhos que nescessitem de detalhe. Acho a melhor opção para quem quer trabalhar com bonsais pequenos (mame e shohin).

A Makita é uma retífica de uso profissional de 25.000 rotações por minuto, e usa pontas maiores com hastes suporte de 6 mm. Ela tem o inconveniente de não ter a velocidade regulável. Sua velocidade é plena o tempo todo. Tem que se tomar muito cuidado e obrigatoriamente utilizar óculos de proteção e luvas, se tiver utilizando as pontas “disco de escova”. As pontas de aço voam com o atrito e podem atingir os olhos, o que é muito perigoso. A Makita é a maquina obrigatória para quem trabalha com bonsais de grande porte, estilo madeira morta.

Modelagem de concreto celular:

Para a criação de montanhas e pedras para os meus penjings, eu utilizo o concreto celular, também chamado de cimento aerado. Para dar formas orgânicas no concreto celular, as pontas redondas da Makita são ideais. A alta rotação desenha o concreto com rapidez e leveza, mas levanta uma poeira muito fina. É obrigatório o uso de óculos e máscara de respiração. Pode se molhar o concreto, o que não deixa a poeira levantar e não muda o trabalho. De qualquer maneira, o ideal é trabalhar em áreas externas. Se alguém quiser trabalhar em casa, meu conselho é usar as ferramentas tradicionais, que estão na fotografia abaixo:

Ferramentas para modelar o concreto celular: 1- Escova de aço 2- Grosa de dente grande 3- Grosa de dente pequeno 4- Grosa de dente grande 5- Formão 6- Formão fino  7 à 13 – Entalhadeiras 14 e 15- Grosas finas 16- Serrote para concreto celular (dentes grandes)

Existe um serrote de dentes largos especialmente feito para serrar o concreto celular; ele é usado para diminuir o tamanho dos blocos (n˚16 da foto). Eu também uso uma serra ticotico para fazer cortes retos e abrir cavidades, principalmente quando quero fazer vasos para bonsai.

Ferramentas para Bonsai e Penjing.

Posted in Bonsai - Ferramentas-Utilização with tags , , , , , on 5 d e junho d e 2011 by aidobonsai

Esta matéria é sobre as ferramentas que são usadas na criação de bonsais e penjings, e as que particularmente uso na modelagem de concreto celular. Resolvi fazer esta matéria após o pedido do Carlos Oliveira, que queria detalhes e tem dúvidas nas ferramentas usadas para criação de esculturas com concreto celular (cimento aerado). Para os leitores que querem começar a cultivar bonsai, aqui estão fotos das minhas primeiras ferramentas em ordem cronológica.

Para quem quer começar na arte do bonsai, penjing ou mesmo fazer esculturas com concreto celular, aqui vai um conselho: não compre ferramentas caras no início; improvisar ensina muito, pois adaptar com o que temos à mão em casa é muito recompensador. Depois de alguns meses de iniciar o trabalho de bonsai e ter certeza que quer realmente se dedicar a esta arte, aí é a hora de comprar. A satisfação de comprar as ferramentas especializadas será muito maior, e terá outro sentido.

A planta, sim, é importante no início do aprendizado! Escolher e investir numa bonita muda, com boa formação e começar com uma espécie resistente é muito importante.

Quando eu comecei em 1990 não tinha acesso à ferramentas especializadas para bonsaístas. Usei uma tesoura de poda de jardim para podar raízes e uma tesoura comum de poda de folhagem. Usava uma torquês bem afiada de marcenaria para cortes rentes ao tronco. Agora, uma ferramenta nunca mudou e também é a mais barata de todas: almoçamos em um restaurante japonês e pegamos os hashis (talheres de bambu).

Minhas ferramentas em 1990: 1- Hashi  2- Hashi improvisado 3- Ancinho improvisado 4- Canivete 5- Faca Olfa 6- Vassoura 7- Tesoura de poda grande 8- Tesoura de poda pequena 9-Tesoura 10- Alicate 11- Torquês

A primeira ferramenta:

A primeira ferramenta especializada de bonsai que eu comprei em 1994 foi o alicate de corte côncavo chamado Kobokiri. Esta ferramenta possui um corte muito específico e não temos como improvisar com outra ferramenta o seu corte em um movimento limpo e preciso. Ele penetra no tronco deixando um buraco, que facilita a cicatrização e formação de um Uro, também conhecido como buraco de coruja.  No mesmo ano comprei duas tesouras de poda e o alicate de corte de arame.

Hoje em dia, com a experiência, talvez tivesse comprado o alicate de corte de arame primeiro, pois na tentativa de tirar os arames com outros alicates, às vezes machucava os galhos. E na tentativa de desenrolar o arame de cobre ao invés de cortar, quebrei muitos galhos delicados. Eu só comecei a usar o arame de alumínio, que é muito mais macio, em 1990.

Minhas ferramentas em 1994: 1- Hashi  2- Hashi improvisado 3- Ancinho improvisado 4- Canivete 5- Faca Olfa 6- Vassoura 7- Tesoura de poda grande 8- Tesoura de poda pequena 9-Sentei basami (tesoura de poda) 10- Tesoura de poda aguda 11- Hariganekiri (alicate de corte) 12- Kobokiri alicate côncavo

Minhas ferramentas em 1995/1996: 1- Hashi  2- Hashi improvisado 3- Kumade ancinho  4- Pinça para desfolhar (improvisado) 5- Sentei basami (tesoura de poda) 6- Tesoura de poda aguda  7- Kuikiri (alicate de corte ângular) 8- Alicate de corte curvo 9- alicate de corte reto 10- Hariganekiri (alicate de corte) 11- Kobokiri alicate côncavo

Hoje, um conjunto de ferramentas especializadas está muito mais barato e você já pode comprar as ferramentas dentro da sua nescessidade em separado. Aqui no blog você tem listado os links de vários fornecedores de produtos de bonsai. As ferramentas de aço carbono japonêsas são mais caras, mas são feitas para durar uma vida se utilizadas da forma correta. O importante é fazer sua manutencão. Aqui vão algumas dicas de quem, antes de ter ferramentas de bonsai, já tinha uma katana e uma tati japonesa de aço carbono.

Como manter suas ferramentas por longo tempo:

1- Nunca guarde suas ferramentas após um dia de trabalho sem limpar.

2- Limpar não é tirar a terra grossa que fica aparente nas ferramentas.

3- O maior inimigo é invisível, são as suas gigitais com gordura. O aço carbono oxida em contato com o nosso suor e com a gordura contida nos dedos.

4- Liquído desingripante como WD pode ser utilizado, mas deve ser retirado imediantamente com pano seco.

5- Deve-se passar e deixar uma camada fina de óleo mineral para evitar oxidação.

6- Não use, pela praticidade de estar na mão, a ferramenta para uma função para a qual ela não foi destinada.

Exemplos:

a) Algumas sentei basami (tesoura de poda) de bonsai podem cortar arames grossos como manteiga, mas isso cega e cria microdentes nas tesouras.

b) Deixar uma tesoura apenas para poda de raízes mantem o gume das outras tesouras de poda afiadas por muito mais tempo. As diferenças nas texturas das raízes cegam muito as tesouras. Elas têm que ser constantemente afiadas.

c) Use o alicate especializado de arame apenas para retiradas de amarrações nos galhos e troncos. Para fazer travas de tela e cortar no tamanho de trabalho, use um alicate de corte convencional.

7- Guarde as ferramentas em uma caixa com tampa com feltro ou borracha no fundo. Isto diminui a umidade.

8- Cubra as ferramentas com outro feltro ou pano grosso.

9- Não coloque ferramentas uma sobre as outras.

10- Guarde em lugares sem ou com pouca umidade.

Caixa de ferramentas especializadas para Bonsai e Penjing. Quando a caixa é fechada as ferramentas são cobertas com outro feltro para diminuir a humidade.

Bandeja com ferramentas auxiliares.

A função de cada ferramenta de Bonsai e Penjing:

Tesouras:

Tesouras para Bonsai e Penjing: 1- Pinça 2- Tesoura de corte pesado 3- Tesoura aguda 4- Tesoura de corte pesado  5 à 8- Sentei basami

Sentei basami. Tesoura usada para poda de galhos e raízes. Se você tiver a condição de manter uma tesoura apenas para poda de raízes, manterá o gume das outras tesouras afiadas por mais tempo. Das minhas tesouras de trabalho, as de poda de raízes são as que mais têm que ser afiadas constantemente.

Tesoura de poda para galhos e raízes grossas.

A Sentei basami pode ser encontrada em muitos tamanhos diferentes.

Tesoura da Tramontina criada para cortadores de uva (laranja) e tesoura chinesa que comprei em uma loja de pesca (vermelha). São baratas e de ótima qualidade. Queria que elas já estivessem no mercado em 1990.

Tesoura para desfolhar. Suas lâminas são aguçadas e vão se afilando nas pontas. Podem ser usadas para galhos, rebentos e pendúculos. As extremidades finas permitem que cortes complexos sejam feitos com precisão. Estas tesouras são encontradas em 3 tamanhos.

Mekiri basami. Tesoura longa para manutenção e poda de folhas dentro de copas densas.Eu improvisei esta ferramenta comprando uma tesoura cirúrgica. Uma banca na feira de antiguidades que acontece todo sábado na  praça XV vende para colecionadores ferramentas hospitalares antigas. O aço é de muita qualidade e seu fio também.

Hakiri. Esta pinça serve para desfolhar copas delicadas. Esta ferramenta dá muita velocidade e permite cortes repetidos e rápidos. É a ferramenta que eu mais uso na poda da copa das minha Eugenias.

Pode se utilizar uma tesoura de costura da tramontina. Ela é feita em aço e é muito resistente.

Tesoura de poda fina, ela é retrátil é muito boa para podas longas e de demoradas. Uso muito esta tesoura em Ulmus, Eugênias e Carmonas.

Alicates:

sentei basami,Ferramentas para Bonsai, Bonsai tools, aido bonsai,tramontina

Alicates para Bonsai e Penjing: 1- Yattoko 2-Kobokiri pequeno 3- Kobokiri grande 4- Kuikiri médio 5- Kuikiri grande 6- Alicate curvo 7-Alicate de corte reto 8- Hariganekiri

Kobukiri. Alicate de corte côncavo. Este alicate produz um buraco côncavo, raso, que com o tempo produz um Uro ou buraco de coruja. Na minha opinião, a primeira ferramenta especializada que deve ser adquirida.

Cortes já cicatrizados com sua forma de lábio.

Uros em árvore santigas na natureza.

Alicate de corte reto. Usada para galhos e raízes grossas. Esta ferramenta chega a ter uma presão de 1000 quilos em seu ponto de contato. Você pode encontrar em 5 tamanhos. Esta é uma ferramenta que tem variação grande na largura da sua lâmina.

Kuikiri. Alicate de corte angular. Uma das ferramentas mais úteis para se cortar com destreza rente e nas bifurcações do tronco.

Hariganekiri. Alicate de cortar arames rentes ao tronco. Esta ferramenta possui muito fio pela sua alavanca e corta com facilidade arames de até 5 milímetros. Este alicate, pela sua forma arredondada na ponta, não danifica a casca da árvore.

Alicate de grande porte para cortar arames com mais de 5mm de espessura de cobre, alunínio e aço.

Yattoko. Alicate de Jim. Possuem mandíbulas delicadas e servem para retirar cascas de árvores na criação de um  Jim. Também usadas para manusear arames.

Ferramentas auxiliares:

Kama. Usada para desenvasar o bonsai. Ela ajuda a soltar árvore das laterais do vaso. Esta ferramenta é uma pequena foice e pode ser encontrada desde a grande usada nos capos nas colheitas de arroz até estar com 15cm de comprimento.

Kumade. Esse pequeno ancinho é um escarificador de terra e raízes. O lado oposto ao garfo é usado  para ajudar a desenvasar o bonsai.

Pode se improvisar um Kumade com um Pequeno garfo de churrasco. É só virar suas pontas em um torno.

Nokogiri. Pequeno serrote dobrável. Foi projetado com serras e lâminas finas para não esgarçar a casca do galho. Encontrado em 2 tamanhos. Dependendo do tamanho do tronco e dos galhos a serem cortados, podemos usar todos os serrotes usados em jardinagem.

Hashis, são os tradicionais talheres japoneses. Estes pequenos palitos de bambú são usados para compactação de terra nos espaços das raízes e fazer perfurações no vaso para colocar adubos externos. Podem ajudar também a desenvasar o bonsai. Eu gosto de um que fiz afiando a ponta de um  apanhador de mel, ele dá um apoio para o dedo indicador muito bom. Achei uma vez muito barato 2 pinças em aço. Uma delas eu separei fazendo 2 Hashis que jea duram 15 anos. Os palitos para prender cabelo chineses também servem como Hashis maravilhosos.

Pinça. Usada para retirar insetos daninhos. Para Penjing eu uso um pequeno martelo para quebrar pedras e para plantar pedras escolhidas no vaso. este modelo retrátil tem canivete, espátula e lixa. Lojas de aquário costumam vender pinças importadas de tamanho grande. Elas são usadas para plantar vegetação no fundo do aquário. Elas tem de 15 à 30cm e são excelentes.

Abaixo desenrolador de raízes. Este garfo é usado para soltar e desembaraçar as raízes dos bonsais na hora de uma troca de vaso ou na criacão de um novo trabalho, como mudas compradas em florálias. Uma ferramenta muito usada em Penjing para retirar musgo de paredes e pedras é a espátula de pedreiro .

Ferramentas auxiliares: 1- Faca de pesca (muito fio) 2- Garfo desenrolador de raízes 3- Kama (pequena foice) 4- Kama quadrada da tramontina 5- Formão 6 e 7- Espátulas de pedreiro

A vassourinha é muito usada para limpeza de nebari, retirar folhas, varrer pequenos jardins. Eu faço as minhas com piaçava, pinceis baratos e desfazendo brochas grandes de pintura para call.

Caixa com estiletes. Uso para acabamento em jim e Sharis. São encontradas em loja de modelismo e papelarias especializadas em materiais de artesanato.

Caixa grande

Caixa pequena

Tela para drenagem de água. Essa tela é usada no fundo do vaso de bonsai, fixada com uma trava feita arame de cobre, para que não se mova. Esta tela fica entre o vaso e uma camada de pedrisco, para que a água tenha um bom escoamento e não se  retenha no fundo do vaso.

São encontradas em lojas especializadas em artigos de borracha, agronomia e jardinagem. Eu compro em lojas de 1,99 por 1 real; na verdade, é um mata mosquitos com a haste cortada. Elas são rígidas e podem ser cortadas em vários tamanhos e reaproveitadas. Você pode usar a  haste que sobra como hachi, e quem vende plantas pode usar  como base para colocar etiquetas de preço das plantas.

Apanhador e misturador de terra.

Máquinas de rotação para modelar madeira, pedras e concreto celular:

Retíficas:

As retíficas da Dremel e Makita, entre outras marcas, são usadas para modelar e dar formas à madeira morta. Existem centenas de pontas diferentes para serem usadas, cada qual com uma função específica.

A Dremel é uma retífica que pode ser comprada de 10.000 à 35.000 rotações por minuto. Usadas em modelismo e artesanato, possuem centenas de opções de pontas diferentes. Suas hastes são normalmente de 2 e 3 milímetros. Sua ponta é ajustável e agora existe um acessório que permite pegar pontas maiores de 6mm. É uma máquina de rotação variável e pode se utilizar um cabo extensor. Este cabo permite o uso da máquina como uma caneta, o que a deixa muito confortável e melhor para trabalhos que nescessitem de detalhe. Acho a melhor opção para quem quer trabalhar com bonsais pequenos (mame e shohin).

A Makita é uma retífica de uso profissional de 25.000 rotações por minuto, e usa pontas maiores com hastes suporte de 6 mm. Ela tem o inconveniente de não ter a velocidade regulável. Sua velocidade é plena o tempo todo. Tem que se tomar muito cuidado e obrigatoriamente utilizar óculos de proteção e luvas, se tiver utilizando as pontas “disco de escova”. As pontas de aço voam com o atrito e podem atingir os olhos, o que é muito perigoso. A Makita é a maquina obrigatória para quem trabalha com bonsais de grande porte, estilo madeira morta.

Modelagem de concreto celular:

Para a criação de montanhas e pedras para os meus penjings, eu utilizo o concreto celular, também chamado de cimento aerado. Para dar formas orgânicas no concreto celular, as pontas redondas da Makita são ideais. A alta rotação desenha o concreto com rapidez e leveza, mas levanta uma poeira muito fina. É obrigatório o uso de óculos e máscara de respiração. Pode se molhar o concreto, o que não deixa a poeira levantar e não muda o trabalho. De qualquer maneira, o ideal é trabalhar em áreas externas. Se alguém quiser trabalhar em casa, meu conselho é usar as ferramentas tradicionais, que estão na fotografia abaixo:

Ferramentas para modelar o concreto celular: 1- Escova de aço 2- Grosa de dente grande 3- Grosa de dente pequeno 4- Grosa de dente grande 5- Formão 6- Formão fino  7 à 13 – Entalhadeiras 14 e 15- Grosas finas 16- Serrote para concreto celular (dentes grandes)

Existe um serrote de dentes largos especialmente feito para serrar o concreto celular; ele é usado para diminuir o tamanho dos blocos (n˚16 da foto). Eu também uso uma serra ticotico para fazer cortes retos e abrir cavidades, principalmente quando quero fazer vasos para bonsai.

Ferramentas para Bonsai e Penjing.

Posted in Bonsai - Ferramentas-Utilização with tags , , , on 10 d e abril d e 2010 by aidobonsai

Esta matéria é sobre as ferramentas que são usadas na criação de bonsais e penjings, e as que particularmente uso na modelagem de concreto celular. Resolvi fazer esta matéria após o pedido do Carlos Oliveira, que queria detalhes e tem dúvidas nas ferramentas usadas para criação de esculturas com concreto celular (cimento aerado). Para os leitores que querem começar a cultivar bonsai, aqui estão fotos das minhas primeiras ferramentas em ordem cronológica.

Para quem quer começar na arte do bonsai, penjing ou mesmo fazer esculturas com concreto celular, aqui vai um conselho: não compre ferramentas caras no início; improvisar ensina muito, pois adaptar com o que temos à mão em casa é muito recompensador. Depois de alguns meses de iniciar o trabalho de bonsai e ter certeza que quer realmente se dedicar a esta arte, aí é a hora de comprar. A satisfação de comprar as ferramentas especializadas será muito maior, e terá outro sentido.

A planta, sim, é importante no início do aprendizado! Escolher e investir numa bonita muda, com boa formação e começar com uma espécie resistente é muito importante.

Quando eu comecei em 1990 não tinha acesso à ferramentas especializadas para bonsaístas. Usei uma tesoura de poda de jardim para podar raízes e uma tesoura comum de poda de folhagem. Usava uma torquês bem afiada de marcenaria para cortes rentes ao tronco. Agora, uma ferramenta nunca mudou e também é a mais barata de todas: almoçamos em um restaurante japonês e pegamos os hashis (talheres de bambu).

Minhas ferramentas em 1990: 1- Hashi  2- Hashi improvisado 3- Ancinho improvisado 4- Canivete 5- Faca Olfa 6- Vassoura 7- Tesoura de poda grande 8- Tesoura de poda pequena 9-Tesoura 10- Alicate 11- Torquês

A primeira ferramenta:

A primeira ferramenta especializada de bonsai que eu comprei em 1994 foi o alicate de corte côncavo chamado Kobokiri. Esta ferramenta possui um corte muito específico e não temos como improvisar com outra ferramenta o seu corte em um movimento limpo e preciso. Ele penetra no tronco deixando um buraco, que facilita a cicatrização e formação de um Uro, também conhecido como buraco de coruja.  No mesmo ano comprei duas tesouras de poda e o alicate de corte de arame.

Hoje em dia, com a experiência, talvez tivesse comprado o alicate de corte de arame primeiro, pois na tentativa de tirar os arames com outros alicates, às vezes machucava os galhos. E na tentativa de desenrolar o arame de cobre ao invés de cortar, quebrei muitos galhos delicados. Eu só comecei a usar o arame de alumínio, que é muito mais macio, em 1990.

Minhas ferramentas em 1994: 1- Hashi  2- Hashi improvisado 3- Ancinho improvisado 4- Canivete 5- Faca Olfa 6- Vassoura 7- Tesoura de poda grande 8- Tesoura de poda pequena 9-Sentei basami (tesoura de poda) 10- Tesoura de poda aguda 11- Hariganekiri (alicate de corte) 12- Kobokiri alicate côncavo

Minhas ferramentas em 1995/1996: 1- Hashi  2- Hashi improvisado 3- Kumade ancinho  4- Pinça para desfolhar (improvisado) 5- Sentei basami (tesoura de poda) 6- Tesoura de poda aguda  7- Kuikiri (alicate de corte ângular) 8- Alicate de corte curvo 9- alicate de corte reto 10- Hariganekiri (alicate de corte) 11- Kobokiri alicate côncavo

Hoje, um conjunto de ferramentas especializadas está muito mais barato e você já pode comprar as ferramentas dentro da sua nescessidade em separado. Aqui no blog você tem listado os links de vários fornecedores de produtos de bonsai. As ferramentas de aço carbono japonêsas são mais caras, mas são feitas para durar uma vida se utilizadas da forma correta. O importante é fazer sua manutencão. Aqui vão algumas dicas de quem, antes de ter ferramentas de bonsai, já tinha uma katana e uma tati japonesa de aço carbono.

Como manter suas ferramentas por longo tempo:

1- Nunca guarde suas ferramentas após um dia de trabalho sem limpar.

2- Limpar não é tirar a terra grossa que fica aparente nas ferramentas.

3- O maior inimigo é invisível, são as suas gigitais com gordura. O aço carbono oxida em contato com o nosso suor e com a gordura contida nos dedos.

4- Liquído desingripante como WD pode ser utilizado, mas deve ser retirado imediantamente com pano seco.

5- Deve-se passar e deixar uma camada fina de óleo mineral para evitar oxidação.

6- Não use, pela praticidade de estar na mão, a ferramenta para uma função para a qual ela não foi destinada.

Exemplos:

a) Algumas sentei basami (tesoura de poda) de bonsai podem cortar arames grossos como manteiga, mas isso cega e cria microdentes nas tesouras.

b) Deixar uma tesoura apenas para poda de raízes mantem o gume das outras tesouras de poda afiadas por muito mais tempo. As diferenças nas texturas das raízes cegam muito as tesouras. Elas têm que ser constantemente afiadas.

c) Use o alicate especializado de arame apenas para retiradas de amarrações nos galhos e troncos. Para fazer travas de tela e cortar no tamanho de trabalho, use um alicate de corte convencional.

7- Guarde as ferramentas em uma caixa com tampa com feltro ou borracha no fundo. Isto diminui a umidade.

8- Cubra as ferramentas com outro feltro ou pano grosso.

9- Não coloque ferramentas uma sobre as outras.

10- Guarde em lugares sem ou com pouca umidade.

Caixa de ferramentas especializadas para Bonsai e Penjing. Quando a caixa é fechada as ferramentas são cobertas com outro feltro para diminuir a humidade.

Bandeja com ferramentas auxiliares.

A função de cada ferramenta de Bonsai e Penjing:

Tesouras:

Tesouras para Bonsai e Penjing: 1- Pinça 2- Tesoura de corte pesado 3- Tesoura aguda 4- Tesoura de corte pesado  5 à 8- Sentei basami

Sentei basami. Tesoura usada para poda de galhos e raízes. Se você tiver a condição de manter uma tesoura apenas para poda de raízes, manterá o gume das outras tesouras afiadas por mais tempo. Das minhas tesouras de trabalho, as de poda de raízes são as que mais têm que ser afiadas constantemente.

Tesoura de poda para galhos e raízes grossas.

A Sentei basami pode ser encontrada em muitos tamanhos diferentes.

Tesoura da Tramontina criada para cortadores de uva (laranja) e tesoura chinesa que comprei em uma loja de pesca (vermelha). São baratas e de ótima qualidade. Queria que elas já estivessem no mercado em 1990.

Tesoura para desfolhar. Suas lâminas são aguçadas e vão se afilando nas pontas. Podem ser usadas para galhos, rebentos e pendúculos. As extremidades finas permitem que cortes complexos sejam feitos com precisão. Estas tesouras são encontradas em 3 tamanhos.

Mekiri basami. Tesoura longa para manutenção e poda de folhas dentro de copas densas.Eu improvisei esta ferramenta comprando uma tesoura cirúrgica. Uma banca na feira de antiguidades que acontece todo sábado na  praça XV vende para colecionadores ferramentas hospitalares antigas. O aço é de muita qualidade e seu fio também.

Hakiri. Esta pinça serve para desfolhar copas delicadas. Esta ferramenta dá muita velocidade e permite cortes repetidos e rápidos. É a ferramenta que eu mais uso na poda da copa das minha Eugenias.

Pode se utilizar uma tesoura de costura da tramontina. Ela é feita em aço e é muito resistente.

Tesoura de poda fina, ela é retrátil é muito boa para podas longas e de demoradas. Uso muito esta tesoura em Ulmus, Eugênias e Carmonas.

Alicates:

sentei basami,Ferramentas para Bonsai, Bonsai tools, aido bonsai,tramontina

Alicates para Bonsai e Penjing: 1- Yattoko 2-Kobokiri pequeno 3- Kobokiri grande 4- Kuikiri médio 5- Kuikiri grande 6- Alicate curvo 7-Alicate de corte reto 8- Hariganekiri

Kobukiri. Alicate de corte côncavo. Este alicate produz um buraco côncavo, raso, que com o tempo produz um Uro ou buraco de coruja. Na minha opinião, a primeira ferramenta especializada que deve ser adquirida.

Cortes já cicatrizados com sua forma de lábio.

Uros em árvore santigas na natureza.

Alicate de corte reto. Usada para galhos e raízes grossas. Esta ferramenta chega a ter uma presão de 1000 quilos em seu ponto de contato. Você pode encontrar em 5 tamanhos. Esta é uma ferramenta que tem variação grande na largura da sua lâmina.

Kuikiri. Alicate de corte angular. Uma das ferramentas mais úteis para se cortar com destreza rente e nas bifurcações do tronco.

Hariganekiri. Alicate de cortar arames rentes ao tronco. Esta ferramenta possui muito fio pela sua alavanca e corta com facilidade arames de até 5 milímetros. Este alicate, pela sua forma arredondada na ponta, não danifica a casca da árvore.

Alicate de grande porte para cortar arames com mais de 5mm de espessura de cobre, alunínio e aço.

Yattoko. Alicate de Jim. Possuem mandíbulas delicadas e servem para retirar cascas de árvores na criação de um  Jim. Também usadas para manusear arames.

Ferramentas auxiliares:

Kama. Usada para desenvasar o bonsai. Ela ajuda a soltar árvore das laterais do vaso. Esta ferramenta é uma pequena foice e pode ser encontrada desde a grande usada nos capos nas colheitas de arroz até estar com 15cm de comprimento.

Kumade. Esse pequeno ancinho é um escarificador de terra e raízes. O lado oposto ao garfo é usado  para ajudar a desenvasar o bonsai.

Pode se improvisar um Kumade com um Pequeno garfo de churrasco. É só virar suas pontas em um torno.

Nokogiri. Pequeno serrote dobrável. Foi projetado com serras e lâminas finas para não esgarçar a casca do galho. Encontrado em 2 tamanhos. Dependendo do tamanho do tronco e dos galhos a serem cortados, podemos usar todos os serrotes usados em jardinagem.

Hashis, são os tradicionais talheres japoneses. Estes pequenos palitos de bambú são usados para compactação de terra nos espaços das raízes e fazer perfurações no vaso para colocar adubos externos. Podem ajudar também a desenvasar o bonsai. Eu gosto de um que fiz afiando a ponta de um  apanhador de mel, ele dá um apoio para o dedo indicador muito bom. Achei uma vez muito barato 2 pinças em aço. Uma delas eu separei fazendo 2 Hashis que jea duram 15 anos. Os palitos para prender cabelo chineses também servem como Hashis maravilhosos.

Pinça. Usada para retirar insetos daninhos. Para Penjing eu uso um pequeno martelo para quebrar pedras e para plantar pedras escolhidas no vaso. este modelo retrátil tem canivete, espátula e lixa. Lojas de aquário costumam vender pinças importadas de tamanho grande. Elas são usadas para plantar vegetação no fundo do aquário. Elas tem de 15 à 30cm e são excelentes.

Abaixo desenrolador de raízes. Este garfo é usado para soltar e desembaraçar as raízes dos bonsais na hora de uma troca de vaso ou na criacão de um novo trabalho, como mudas compradas em florálias. Uma ferramenta muito usada em Penjing para retirar musgo de paredes e pedras é a espátula de pedreiro .

Ferramentas auxiliares: 1- Faca de pesca (muito fio) 2- Garfo desenrolador de raízes 3- Kama (pequena foice) 4- Kama quadrada da tramontina 5- Formão 6 e 7- Espátulas de pedreiro

A vassourinha é muito usada para limpeza de nebari, retirar folhas, varrer pequenos jardins. Eu faço as minhas com piaçava, pinceis baratos e desfazendo brochas grandes de pintura para call.

Caixa com estiletes. Uso para acabamento em jim e Sharis. São encontradas em loja de modelismo e papelarias especializadas em materiais de artesanato.

Caixa grande

Caixa pequena

Tela para drenagem de água. Essa tela é usada no fundo do vaso de bonsai, fixada com uma trava feita arame de cobre, para que não se mova. Esta tela fica entre o vaso e uma camada de pedrisco, para que a água tenha um bom escoamento e não se  retenha no fundo do vaso.

São encontradas em lojas especializadas em artigos de borracha, agronomia e jardinagem. Eu compro em lojas de 1,99 por 1 real; na verdade, é um mata mosquitos com a haste cortada. Elas são rígidas e podem ser cortadas em vários tamanhos e reaproveitadas. Você pode usar a  haste que sobra como hachi, e quem vende plantas pode usar  como base para colocar etiquetas de preço das plantas.

Apanhador e misturador de terra.

Máquinas de rotação para modelar madeira, pedras e concreto celular:

Retíficas:

As retíficas da Dremel e Makita, entre outras marcas, são usadas para modelar e dar formas à madeira morta. Existem centenas de pontas diferentes para serem usadas, cada qual com uma função específica.

A Dremel é uma retífica que pode ser comprada de 10.000 à 35.000 rotações por minuto. Usadas em modelismo e artesanato, possuem centenas de opções de pontas diferentes. Suas hastes são normalmente de 2 e 3 milímetros. Sua ponta é ajustável e agora existe um acessório que permite pegar pontas maiores de 6mm. É uma máquina de rotação variável e pode se utilizar um cabo extensor. Este cabo permite o uso da máquina como uma caneta, o que a deixa muito confortável e melhor para trabalhos que nescessitem de detalhe. Acho a melhor opção para quem quer trabalhar com bonsais pequenos (mame e shohin).

A Makita é uma retífica de uso profissional de 25.000 rotações por minuto, e usa pontas maiores com hastes suporte de 6 mm. Ela tem o inconveniente de não ter a velocidade regulável. Sua velocidade é plena o tempo todo. Tem que se tomar muito cuidado e obrigatoriamente utilizar óculos de proteção e luvas, se tiver utilizando as pontas “disco de escova”. As pontas de aço voam com o atrito e podem atingir os olhos, o que é muito perigoso. A Makita é a maquina obrigatória para quem trabalha com bonsais de grande porte, estilo madeira morta.

Modelagem de concreto celular:

Para a criação de montanhas e pedras para os meus penjings, eu utilizo o concreto celular, também chamado de cimento aerado. Para dar formas orgânicas no concreto celular, as pontas redondas da Makita são ideais. A alta rotação desenha o concreto com rapidez e leveza, mas levanta uma poeira muito fina. É obrigatório o uso de óculos e máscara de respiração. Pode se molhar o concreto, o que não deixa a poeira levantar e não muda o trabalho. De qualquer maneira, o ideal é trabalhar em áreas externas. Se alguém quiser trabalhar em casa, meu conselho é usar as ferramentas tradicionais, que estão na fotografia abaixo:

Ferramentas para modelar o concreto celular: 1- Escova de aço 2- Grosa de dente grande 3- Grosa de dente pequeno 4- Grosa de dente grande 5- Formão 6- Formão fino  7 à 13 – Entalhadeiras 14 e 15- Grosas finas 16- Serrote para concreto celular (dentes grandes)

Existe um serrote de dentes largos especialmente feito para serrar o concreto celular; ele é usado para diminuir o tamanho dos blocos (n˚16 da foto). Eu também uso uma serra ticotico para fazer cortes retos e abrir cavidades, principalmente quando quero fazer vasos para bonsai.

Bem vindo ao espaço Aido Bonsai

Posted in Bonsai - Aido Bonsai 2010, Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , on 4 d e abril d e 2010 by aidobonsai

Leia sobre o Aido Bonsai, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos.

O meu nome é Paulo Netto e me apaixonei por esta arte aos 14 anos de idade ao ver meu primeiro Bonsai  numa exposição sobre a China, no Rio de Janeiro, em 1979. Hoje crio e estudo a arte há 17 anos. O meu blog não tem fins comerciais e o seu objetivo é divulgar o meu trabalho, conhecer outros bonsaístas, fazer amigos, dividir informações técnicas e fotografias, e homenagear grandes mestres e profissionais que fazem a diferença nesta arte.Para entrar em contato use o Email:  paulonetto.diretor@gmail.com

My name is Paulo Netto and I fell in love with this art at the age of 14, when I saw my first bonsai and peijing at a chinese exposition in Rio de Janeiro, 1979. Today I make and study this art for 17 years. My blog doesn’t have comercial purpose and my real goal is to publish my work, meet other bonsaists, prastise friends, share tecnical information and photos, and to pay homage to the big masters and professionals that make the difference in this art. For Aido Bonsai in English enter 

Me llamo Paulo Netto y me enamoré por este arte a los 14 años de edad al ver mi primer Bonsai en una exposición sobre la China, en Rio de Janeiro, en 1979.
Hoy cultivo y estudio el arte hace 17 años. Mi Blog no tiene finalidad comercial y su objetivo es divulgar mi trabajo, conocer a otros bonsaistas, hacer amigos, compartir informaciones técnicas y fotografías, y homenajear a los grandes maestros y profesionales que hacen la diferencia en este arte. Para entrar en contacto, escriba para el email: paulonetto.diretor@gmail.com

Je m’appelle Paulo Netto et je me suis enchanté pour cet art  quand j’avais 14 ans lorsque j’ai vu, pour la première fois, un Bonsai dans une exposition sur la Chine, à Rio de Janeiro, en 1979. Je cultive et j’étudie l’art il y a 17 ans. Mon blog n’a pas de fins commerciales et son objectif est de diffuser mon travail, de connaître d’autres bonsaïstes, de faire de nouveaux amis, de partager des informations techniques et des photographies, et de rendre hommage aux maîtres et professionnels qui font un travail magnifique dans cet art. Pour faire contact, utilisez le e-mail paulonetto.diretor@gmail.com

Ich heisse Paulo Netto und bin von der Bonsaikunst fasziniert seitdem ich im Alter von 14 Jahre das erste Mal ein Bonsai gesehen habe. Das war 1979 in einer Chinaausstellung in Rio de Janeiro. Seid 17 Jahren gestalte ich selber Bonsais und lerne weiter diese Gartenkunst. Mein Blog hat kein kommerzielles Interesse. Ich moechte hier meine Kreationen vorstellen, andere Bonsaisten kennen lernen, Freunde machen, technische Infos und Bilder austauschen und Bonsameistern sowie wichtigen Fachleuten dieser Kunst meine Anerkennung geben. Kontakt per Email: paulonetto.diretor@gmail.com

Como tudo começou:

Minha paixão por bonsai e penjing começou antes de conhecer esta arte própia- mente dita. Desde os 10 anos observava meu pai, o diretor de tv Paulo Netto, também conhecido como Netinho, construindo maquetes em miniatura para os especiais infantis que ele criou para a Rede Globo de televisão. A nave do especial Plunct Plact Zoom, a lancha que iria explodir na novela Água Viva ou os cenários construídos em miniatura para serem filmados em chroma key no Fantástico, são alguns das centenas de trabalhos excutados como maquetista. Foram 50 anos de vida dedicados à televisão. Aprendi com ele muitas técnicas de modelismo, pintura, artesanato e escultura, e todas me ajudaram muito hoje na confecção de pedras e detalhes em madeira para os meus penjigs (paisagens em miniatura).Sou diretor de cena e publicitário e hoje afirmo que a arte do Bonsai  me ajudou na observação do detalhe e no respeito de esperar com paciência pelas etapas nescessárias para realização de um bom trabalho. Fui apresentado ao bonsai aos 14 anos de idade ao ir numa exposição sobre a China, noRio de Janeiro, em 1979. Foi paixão à primeira vista: conciliar a visão da natureza, a criação de pequenas árvores e os elementos físicos à sua volta era um desafio. E maior o desafio se torna quando não lidamos com materais inanimados. Árvores e plantas morrem em contato com diversos materiais, como alguns tipos de tintas, resinas, corantes e produtos químicos usados em belas artes. Estes produtos são absorvidos pelas raízes, muitas vezes apenas anos depois de contato direto  após o crescimento.

 

DSC05404

Abaixo fotografia do meu primeiro espaço de cultivo ,criado em 1990 na casa dos meus avós. Nesta época improvisava as ferramentas os vasos, não tinha pesquisa na internet, perdi plantas e bati muita cabeça.

Na foto seguinte, já na minha casa, construí com o total apoio do amor da minha vida Vitória Martins, o espaço Aido Bonsai.

Vitória segurando meu terceiro trabalho, uma Azaléia. Infelizmente eu perdi este bonsai, um galho gigante caiu sobre ele e outros trabalhos em uma tespestade.

O primeiro Bonsai:

Em 1990 eu já tinha vontade de comprar meu primeiro bonsai. Minha mãe, a atriz da velha guarda Dinah Ribeiro (Maria Thereza Zampieri), que começou sua carreira na Radio Nacional de São Paulo e trabalhou em teatro, cinema e televisão, quando soube que eu queria adquirir um bonsai, me levou imediatamente à feira da Liberdade. Comprei um belo bonsai do grande mestre Kensaburo Hadano, um Shimpaku estilo Han Kengai. Infelizmente, o pouco conhecimento e o medo de perder a árvore me levou a ter tantos cuidados que acabei perdendo o bonsai meses depois. Hoje, sei que a falta de sol pleno, o fato de regar muito a copa e o calor do Rio de Janeiro foram os fatores de sua perda. Nesta famosa feira que acontece todos os domingos obtive também algumas dicas de como obter livros importados, na época eram muito poucos disponíveis aqui no Brasil. Continuei na minha procura, mas cometi um erro comum de quem quer possuir seus primeiros bonsais: a compra de bonsais falsos em alguns quiosques de rua no Rio de Janeiro. O oportunisto de quem não é profisional leva à venda de plantas de folhas pequenas, geralmente tuias e pinheiros, aplicando técnicas radicais de poda de raízes e copa. Você leva para casa uma bomba relógio que já está com os seus dias contados. Você volta e vendedor pergunta: “Você regou todo dia? Foi isso!”, “Você não regou todo dia? Foi isso!”. Não tem para onde correr, a incapacidade é sempre sua. Minha avó Morella Vilola, uma apaixonada e estudiosa de plantas ornamentais, me passou, ao longo da adolescência, um conhecimento básico sobre botânica bem razoável, mas sua ajuda não impediu a perda de outras compras erradas. Hoje, alguns quiosques do Rio vendem bonsais verdadeiros e de muita qualidade, mas são poucos; devemos nos informar muito antes de uma compra. Não existem bonsais de 30 anos vendidos por R$ 50 reais! Ninguém dedica cuidados a uma árvore por tanto tempo para vender por este valor. Aqui nos links você encontra empresas especializadas e produtores sérios.

Mar de Itaipuaçu. Recanto da pedra do Elefante ou Alto Mourão.

Pedra cascata. Esta é uma poliqueta que foi jogada pelo mar de Itaipuaçú em 1980. Ela é formada por moluscos  que constroem tuneis, fazendo caminhos e formando uma estrutura muito dura parecendo rocha sólida. Ela ficou ao ar livre pegando chuva até 2005. Em 2006 escavei e plantei este Ulmus chinensis.

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Uma outra paixão de infância se juntou ao bonsai e ao penjing. Moro em frente a praia de Itaipuaçu, em Maricá, RJ. Quem conhece esta praia sabe que aqui temos uma das maiores ondas do Brasil. É um mar violento, que é acentuados pela profundidade e falta de recifes em sua orla. Esta formação da praia facilita ao mar jogar muitas conchas e pedras de grande porte. Desde os 8 anos de idade era ouvir o mar ressacar e lá ia eu com uma cesta coletar conchas.

Floresta de Buxinhos palntado em suiban (bandeja) de madeira maçaranduba.


O problema se agravou quando meu padrinho me deu um livro de classificação de conchas. O tamanaho do problema? Cerca de 28.000 conchas do mundo inteiro estão guardadas na minha garagem, são 2.000 espécies, aguardando uma sala para serem expostas. Colocarei em breve aqui no blog as fotos desta coleção, pois perdi os livros de catalogação da minha coleção para alguns malditos cupins. A facilidade de uma câmera digital me permitirá um sonho antigo, fotografar toda coleção e compartilhar com vocês. Aqui uma concha da minha coleção uma Tridacne Gigas da polinésia de 70 kilos. Estas conchas são usadas nas antigas igrejas Francesas como pia batismal.

O trabalho a seguir está sendo desenvolvido há 11 anos. As 15 árvores desta floresta foram cultivadas em separado e suas formas foram modeladas para que se encaixassem como um quebra cabeça. A maior árvore ao centro e as subsequentes menores. Numa floresta a árvore mais antiga (mater)  sempre está no centro. Ela foi plantada numa lage de pedra São Tomé. A cada ano ela vai ficando mais harmoniosa.

O pequeno templo. Floresta de Eugênias plantada em laje de pedra São Tomé.

Detalhe da floresta. O Pequeno templo. Madeiras do caminho com 7cm X 1cm.

Já as pedras que são jogadas pelo mar de Itaipuaçu possuem formas incríveis, buracos, platôs, reentrâncias. Recolho algumas destas pedras desde os 15 anos. Já falaram dentro da minha casa: “o Paulo está maluco, carregando todas as pedras da praia para dentro de casa; agora está usando até carrinho de mão!” – rsrsrsrsr.

Pedras jogadas pelo mar de Itaipuacú.

Me orgulho de ter até hoje todas elas e usar estas pedras em alguns dos meus trabalhos. Aqui no blog vocês vão encontrar em navegação por assunto (coluna da direita) etapas dos meus trabalhos e técnicas de modelagem de concreto celular. Ôpa, acho que ouvi o mar ressacando, vou pegar algumas pedras! Obrigado por visitar o blog e volte sempre.

Floresta de Aspargus. Tori feito em madeira. Altura 25cm

Penjing:  “O Samurai”, Bonsai de Pithecolobium torthum  com 30 cm de altura. Base modelada em concreto celular. Samurai em resina com 5 cm.

Detalhe do Penjing  “O caminho de Shosen”  Floresta com 18 Eugenias sprenguelli.

Cópia de DSC04712

O que é o pensamento Aido Bonsai:

A tradução do japonês é “Caminho da harmonia pelo Bonsai” Há 11 anos adotei este nome para o meu ateliê, que no ano de 2009  fará 17 anos de idade. Meu ateliê  fica no terreno da minha casa em Itaipuaçu distrito de Maricá, no Rio de |Janeiro.

Marca do atelie Aido Bonsai: quadrado, círculo e triângulo,representando as três formas geométricas diferentes, mas que giram perfeitamente uma dentro da outra. Representam: mente, corpo e espírito. Esta forma é o símbolo da harmonia universal. Os 4 trigramas do I Ching com os elementos que o bonsai precisa para viver: água, terra, sol e ar. A árvore dentro do triângulo representa a base estética da triângulação do bonsai.

O nome conceitua literalmente o que eu sinto que esta arte pode trazer para a nossa saúde espiritual e física. O contato direto com a terra, a procura de encontrar uma pequena árvore numa floresta ou  uma muda escondida nas florálias, aumenta a percepção  da natureza que está à nossa volta. Todas as etapas relacionadas ao cultivo do Bonsai são gratificantes e nos ensinam o momento de esperar a natureza seguir seu rumo natural. Isto nos torna mais tolerantes e pacientes nas nossas relações de trabalho e pessoais.

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O meu bloog tem como finalidade dividir com amigos, pessoas que não conhecem o que é Bonsai e outros apaixonados por esta arte, minhas experiências e meus conhecimentos adquiridos neste tempo, dedicado às minhas árvores. No futuro estarei disponibilizando todo meu acervo fotográfico e colocando a  minha coleção de livros à disposição para consultas.  Obrigado por visitar o meu Blog

O jogo de go. Detalhe de floresta de Ficus benjamina (17 árvores)

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O que é Bonsai e Penjing ?

Bonsai é uma arte que permite ao estudioso de suas técnicas usar os conhecimentos adquiridos de Agronomia, Botânica e estética para controlar e modelar o crescimento de uma árvore. Tem como objetivo condicioná-la de maneira saudável em um vaso de proporções próximas às de uma bandeja, de forma que esta adquira toda a beleza e características físicas de uma árvore de grande porte encontrada na natureza.

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Penjing é a arte Chinesa de reproduzir uma paisagem encontrada na natureza com todos os seus detalhes. Uma floresta com um corte de rio, aquela praia com uma árvore retorcida pelo vento, uma montanha com árvores enraizadas nas suas encontas, um lago calmo etc… Para isto são utilizados suibans (bandejas rasas) que podem ser de cerâmica, pedra, madeira ou até resina.

A montanha de Buda. Modelada em concreto celular.

Tenho intenção de em qualquer matéria publicada aqui no blog colocar os créditos dos bonsaístas, artistas e fotógrafos. Este é um site que tem por objetivo mostrar e divulgar esta arte maravilhosa que é o Bonsai. Se alguma foto estiver sem crédito é porque as vezes não é informado na fonte de pesquisa. Se você tem algum trabalho aqui publicado será um prazer colocar todos os seus dados de contato no blog. obrigado

Entre na galeria e conheça mais dos meus trabalhos e o espaço Aido Bonsai:

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Meus trabalhos com Bonsai e Penjing

Posted in Bonsai - Aido Bonsai 2010, Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , , , , , , , , on 4 d e abril d e 2010 by aidobonsai

Bougainvillea roxo. Esta árvore foi criada a partir de um tronco enraizado com hormônio. Sua copa está sendo modelada ao longo de 9 anos.

Eugenia plantada em laje de pedra São Tomé e vaso oval. Nesta espécie a copa muito densa facilita que suas folhas sequem no seu interior. É nescessário a penetração de sol em seus galhos para que nasçam novos brotos. Considero esta espécie com uma das árvores no Brasil com melhor proporção de folhas para a criação de Bonsai ou Penjing. Ela perde na minha opinião o primeiro lugar para o Pithecolobium tortum, porque seu crescimento do tronco principal no vaso é muito lento e seus troncos não são tão sinuosos.

Acima dois trabalhos com Pithecolobium tortum. Eu modelei os vasos em concreto celular para dar uma estética mais orgânica ao conjunto todo. Com o tempo o concreto cria musgos em relevo. Gosto muito do efeito visual mas não pode ser muito para não deixar de ser um detalhe. Esta  é a espécie preferida entre muitos bonsaístas no Brasil, e a cada dia ela ganha mais prestígio no exterior. Seu tronco escuro possui muitas cascas, o que dá uma aparência de muita idade. É uma árvore muito resistente e seu desenvolvimento no vaso é muito grande.

O que é Bonsai e Penjing ?

Bonsai é uma arte que permite ao estudioso de suas técnicas usar os conhecimentos adquiridos de Agronomia, Botânica e estética para controlar e modelar o crescimento de uma árvore. Tem como objetivo condicioná-la de maneira saudável em um vaso de proporções próximas às de uma bandeja, de forma que esta adquira toda a beleza e características físicas de uma árvore de grande porte encontrada na natureza.

Penjing é a arte Chinesa de reproduzir uma paisagem encontrada na natureza com todos os seus detalhes. Uma floresta com um corte de rio, aquela praia com uma árvore retorcida pelo vento, uma montanha com árvores  enraizadas nas suas encontas, um lago calmo etc… Para isto são utilizados suibans (bandejas rasas) que podem ser de cerâmica, pedra, madeira  ou até resina.

A montanha de Buda. Modelada em concreto celular.

Eugenias

Entre na galeria e veja alguns dos meus trabalhos:

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Um Samurai na Floresta.

Posted in Bonsai - Aido Bonsai 2010, Bonsai - Penjing e Yose ue with tags , , , on 9 d e março d e 2010 by aidobonsai

Penjing

Fotos de um Samurai  feito em  resina com 8cm de altura. As fotos foram tiradas em alguns dos meus Penjings (paisagens). Gosto de brincar com a proporção do Penjing e fotografar pequenas figuras orientais em suas composições. A fotografia ajuda a olhar um detalhe no tronco, o galho retorcido, o detalhe da pequena vegetação na base da árvore a proporção de uma pequena pedra.

Pthecolobium tortum de 45 cm de altura. Vaso em concreto celular. Com o tempo o concreto permite o crescimento de pequenas plantas e musgo de forma natural.

Floresta de Aspargus ( 17 troncos ). Tori de madeira com 20cm de altura

Pthecolobium tortum de 45 cm de altura.

Pthecolobium tortum de 45 cm de altura.

Pthecolobium tortum de 45 cm de altura.

O caminho do guerreiro

Entre e veja mais fotos ou o slideshow do samurai na floresta:

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