Arquivo para Momiji

Momiji

Posted in Bonsai - Guia de espécies with tags , , , on 30 d e setembro d e 2009 by aidobonsai

As duas faces do Momiji.

Uma árvore que é amada pelo povo Japonês e apreciada em todo mundo para o cultivo do bonsai, o  Momiji é conhecido no Brasil por Acer e no Canadá por  Maple Tree.

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Os japoneses apreciam o Momiji ,está árvore que enfeita com suas cores os parques e jardins zen. O seu colorido vai do vermelho escuro ao amarelo, passando por todos tons de laranja.momiji1-1

Muito além de sua beleza os japoneses vêm nas árvores Momiji laços com a cultura Budista. Essa cultura descreve em muitos ensinamentos, que a vida deve ser Yin e Yang, clara e transparente como água. O ser humano sempre possui dois lados, e tentamos sempre mostrar o nosso lado mais positivo, bonito e harmonioso. Mas devemos olhar para o interior e indentificar os nossos defeitos.

“As folhas de outono caem, mostrando a frente e o verso”

Frase do poema do monge budista Ryokan sobre as folhas do momiji.

“Posso ver as folhas de bordo caindo, revoluteando ao sol do outono, mostrando as duas faces enquanto flutuam no ar até cair no chão. É uma vida natural. Sem fingimentos, sem preocupações, sem tensão. Assim como cai uma folha de bordo, assim como a água desce dos lugares mais altos, assim como a lua brilha – este tipo de vida nos dá paz e serenidade”

Gyomay Kubose Sensei (livro Budismo Essencial)

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Características do Momiji:

A família Acer  (Momiji)  possui folhas com cinco pontas e com cores que vão do vermelho escuro ao amarelo passando pelo laranja.. Sua brotação é vermelha e muda naturalmente para verde após cerca de 50 dias. O Acer palmatum é uma árvore de folhas caducas. Originária das regiões frias, existem numerosas variedades desta espécie, ex: tamanhime,atropurpureum, aureum,rubrum, deshojoh, seigen…..

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O Acer gosta muito de luz, mas não deve ser exposto a temperaturas altas no verão, pois ele queima todas as pontas de suas folhas. Podemos colocá-lo no verão em local onde possamomiji-sento-213 receber raios solares diretamente em suas folhas. No verão não deve pegar sol a pino, o ideal é ás 10:00 e depois das 16:00 horas. Nas outras estações do ano ele pode pegar sol o dia todo, mantendo a humidade através da rega na base do vaso, oAcer palmatum gosta de sua terra sempre úmida. O Acer só deve ser regado quando o substrato tiver secado naturalmente, pois está espécie é muito sujeita a fungos, e apodrecimento das raízes.

Os adubos mais indicados são os ricos em Nitrogênio ( N ), podendo ser adubos líquidos por via foliar ou sólidos na terra. Como sugestão, escolha traços de proporção de N-P-K ( Nitrogênio – Fósforo – Potássio ) na ordem de 10-10-10 ou 10-05-10. Não esqueça que no mínimo uma vez por ano é necessário a Adubação com micro nutrientes ( Ca {Cálcio}, Mg {Magnésio}, S {Enxofre}, B {Boro}, Cl, Cu, Co, Fe….). Melhores épocas para a adubação do Acer: Primavera e Outono.O Acer pode ser adubado com adubo orgânico de decomposição lenta.

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Para um bom desenvolvimento o Acer precisa de um substrato com boa drenagem, a mistura aconselhada é de 50% de areia e 40% de caco de tijolo ou pedrisco e 10%  de terra adubada sem humos. A melhor época para a troca de terra é a primavera. Deve-se providenciar a troca de terra do Acer a cada 2 anos. Na troca de terra podar no máximo 40 % das raízes. Nunca lavar as raízes e proteger borrifando suas folhas constantemente até 2 meses após seu transplante

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A todos aqueles que se dedicam a essa espécie e possuem um bonsai de Momiji,os meus parabéns. Na minha região eu não tenho como cultivar essa árvores maravilhosa, com certeza o Momiji (Família Acer), é uma das espécies mais bonitas a serem cultivadas pelos bonsaístas.

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Entre na galeria e veja fotos de mais Momijis:

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O Jardim Zen

Posted in Arte - Jardim Japonês with tags , , , , , , , , , on 7 d e abril d e 2009 by aidobonsai

Ryogen – Kyoto Garden Japão

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Muitos são os aspectos e as regras que envolvem a criação e filosofia  de um jardim japonês. Por isso criei esta categoria aqui no blog e, aos poucos, irei acrescentando informações sobre cada elemento que compõe a sua estrutura e sua explicação estética e filosófica.

No projeto de um jardim zen, um dos elementos básicos na sua criação é não poder se observar o trabalho da mão humana, “do jardineiro”. O jardim tem que parecer um ecossistema intocado, como uma floresta com vegetação distante que nunca foi modificada pelo homem.

Templo de Kenji

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Este conceito é muito útil aos bonsaístas, pois modelar uma árvore como se ela tivessse crescido no seu ambiente natural sem intervenção externa nenhuma, como aquela árvore que cresce isolada no meio do campo, harmoniosa em toda sua forma, é um dos objetivos de um bonsaistas.

Chineses já criavam jardins em ambientes fechados há 1700 anos atrás. Desenhos de bandejas grandes com pedras formando paisagens já eram encontradas em 700 a.C.

O homem sempre tentou reproduzir a natureza e trazer seus elementos para perto da sua casa.

O JARDIM DE PEDRAS  “KARESANSUI”

No ocidente este estilo de jardim ficou conhecido com o nome de “Jardim Zen”. Os jardins de pedras são muito apreciados no Japão e são usados para meditação nos monastérios budistas e como decoração nas casas tradicionais. Neste estilo de jardim a areia branca representa o mar; as pedras são ilhas ou arquipélagos e representam a beleza das pequenas e altas montanhas. Esse estilo de jardim é frequentemente concebido de modo a imitar a varredura de uma vasta paisagem dentro de um espaço muito limitado.

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A escolha das pedras é fundamental. Elas tem que ser colocadas em número ímpar e decrecesnte, e sua forma deve ser estudada. Pedras que serão colocadas próximas ou coladas devem se encaixar visualmente e devemos ter a sensação de que, como antigos continentes, elas se dividiram e se afastaram ao longo dos tempos. As  pedras são divididas em cinco grupos constituídos de cinco, dois, três, dois e três pedras. As 15 pedras existentes no jardim estão espalhadas de maneira que o observador só possa ver 14 delas por vez a partir de qualquer ângulo em que se olhe.

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Musgo pode ser colocado em volta das pedras acentuando a visualização de uma ilha com uma alta montanha. Com um ancinho de madeira, cuja distância entre os dentes pode variar de acordo com a gramatura da areia ou do cascalho utilizado, desenhos e formas são feitos em volta ou ao londo das pedras imitando o movimento  da água.

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Um dos mais belos jardins do Japão foi construido e idealizado por Muou Soseki (1275-1351), mestre que idealizou jardins zen para 74 templos no Japão.

À este famoso mestre zen, cujo nome verdadeiro era Muou Soseki, é creditado a construção de 66 jardins zens em templos em todo o Japão, entre eles os doss templo de Kamaura e Saihoji em Kyoto.

Entre na galeria ou veja o slideshow do Jardin Zen, com as incríveis fotos de Frantisek Staud:

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