Um Bonsai em 360˚

Posted in Bonsai - Taiwan with tags , , on 26 d e fevereiro d e 2012 by aidobonsai

Para admirar o trabalho de modelagem de madeira morta do mestre de Taiwan Hsu Lung Fa, menbro da Bonsai Si Diao Creations, temos que observar a perfeição do seu Bonsai de Juniperu em uma sequência fotográfica de 360˚.  Observem a harmonia e o posicionamento de cada copa e de cada galho desse bonsai.

Para conhecer mais sobre os mestres da Si Diao bonsai leia essas matérias:

https://aidobonsai.com/2012/02/24/mestre-cheng-cheng-kungs/

 

Rosa do Deserto – Características de cultivo

Posted in Flor do deserto with tags , , on 26 d e fevereiro d e 2012 by aidobonsai

Uma das mais belas flores do mundo a  “Rosa do Deserto” tem sua origem no Sul da África e na Península Arábica. Cada dia mais procurada para ser cultivada no Brasil, saiba aqui as principais características do cultivo do Adenium Obesum.

Ambiente:

Local ensolarado, cheio de sol e temperatura mínima de 10 ° C. Trate-o semelhante aos cactos. A rosa do deserto, como o próprio nome sugere, se adapta muito bem às condições de baixa umidade.

Rega:

Água deve ser usada com moderação. A Rosa do deserto aprecia água neutra, a água ácida pode causar apodrecimento de suas raízes. O excesso de água mesmo no verão pode causar apodrecimento das raízes que matam gradativamente a planta.

Mantenha a areia ou a terra sempre úmida, porém sem encharcar, não é necessario regar todos os dias, somente quando a areia ou a terra em cima do vaso secar.

Abaixo foto do Adeniun obesun na Africa.

Adubação:

Uma adubação com um bom fertilizante orgânico é necessário a fim de alcançar um bom diâmetro de tronco e floração abundante . Os fertilizantes não devem ser aplicados diretamente nas raízes. Nunca aplique o fertilizante, quando o substrato estiver completamente seco. Sempre regue antes, isso evita a queimadura das raízes e a queda de folhas .

Vasos:

Use um pote, ou bacia de cerâmica rasa com excelente drenagem. Há vasos com formas especiais para a criação da flor do deserto.

Preparação do vaso:

Quando for reenvasar a sua rosa do deserto o vaso novo nunca pode ser muito maior do que o que ela está plantada. O aumento ideal é de 50 %, mas sempre com a característica da forma de bacia bem rasa. No vaso profundo a rosa do deserto fica alta e não cria sua maior característica, que é o tronco bem largo e em forma de barril. O vaso no formato de bacia faz que as raízes se espalhem radialmente, criando um belo nebari (base), com raízes bem grossas e bem formadas.

Coloque no fundo pedras, e tela pleastica para que as raizes não cheguem a sair do vaso, dai cubra com um pouco de areia, depois ponha humus de minhoca e plante a rosa com uma mistura de areia grossa e terra enchendo até a borda. (OBS pode ser 2/3 de areia grossa com 1/3 de substrato misturado).

A troca do vaso deve ser durante á primavera ou no verão.

Cultivo:

A Rosa do deserto pode ser cultivada por sementes ou estacas . Os troncos grossos com a característica parecida com os grandes Baobás, só podem ser obtidos através do cultivo de sementes. Um dos segredos para deixar a base do caule interessante é levantar um pouco a planta, deixando a parte superior das raízes exposta a cada replantio, que deve ser realizado a cada 2 ou 3 anos. A planta enraizará normalmente. Podas de formação devem ser criteriosas para não formar deformidades não naturais e cicatrizes feias na planta.  Use luvas nas podas e manuseio da planta pois sua seiva é altamente tóxica.

Foto da semente da rosa do deserto. Ela deve ser plantada deitada, pois a brotação precisa desta posição de contato com a terra para acontecer.

Broto com 20 dias de formação.

Floração:

As florações da rosa do deserto podem ser obtidas em plantas jovens, com apenas 15 cm de altura. O florescimento geralmente ocorre na primavera, sendo que há possibilidade de sucessivas florações no verão e outono. As flores são tubulares, simples, com cinco pétalas e lembram outras da mesma família como Alamanda, Jasmim-manga e Espirradeira. As cores são variadas, indo do branco ao vinho escuro, passando por diferentes tons de rosa e vermelho. Muitas variedades apresentam mesclas e degradeés do centro em direção as pontas das pétalas. Há ainda variedades de flores dobradas.

 Complemente a matéria lendo sobre a História da Rosa do Deserto.

https://aidobonsai.com/2010/11/06/rosa-do-deserto-adenium-obesum/

 Veja uma galeria fotográfica das árvores no seu ambiente natural na África e na Penísula Arábica:

https://aidobonsai.com/2011/03/22/adenium-obesun-na-natureza/
Entre na galeria e veja mais fotos de rosa do deserto:
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Mestre Cheng Cheng Kung’s

Posted in Bonsai - Grandes Mestres, Bonsai - Taiwan with tags , on 24 d e fevereiro d e 2012 by aidobonsai

Eu considero tecnicamente e artisticamente incríveis os trabalhos dos artistas de Taiwan. O fato de Taiwan ter tido uma colonização Chinesa, Japonesa e Eropéia, fez com que a adversidade cultural criasse espaço para a inovação e imaginação em todas as artes.

Aqui uma matéria com um dos maiores mestres do mundona minha opinião.  Cheng Cheng Kung’ s vem desenvolvendo uma técnica de modelagem de madeira morta, que ele chama de “Si Diao”, essa técnica tem como objetivo a criação de Sharis, Jins, com caracteristicas muito naturais.

O mestre  Cheng Cheng Kung’s nasceu e foi criado em Taiwan. Cheng começou a sua carreira na criação de bonsais em 1980. Rodeado por lindas montanhas e paisagens de seu país, ele teve muitos momentos para observar o trabalho da natureza que estava ao seu redor.

Uma curiosidade é que o mestre Cheng iniciou sua paixão por bonsai em seu casamento, ainda bem jovem. Ele comprou vários exemplares para a decoração da sua cerimônia e seguiu com eles, se interesando permanentemente pela arte.

Trabalho 1 início

Trabalho 1 finalizado

Estudar o impacto do meio ambiente nas árvores criou a base para sua técnica de modelagem, “Técnicas de Carving” (Si-Diao). “Si-Diao” é um método de peeling de fibra de madeira com ferramentas especiais, sem deixar marcas de trabalho.

Trabalho 2 início.

Trbalho 2 finalizado

Cheng publicou seu “Bonsai Shari Si-Diao”, parte um e dois, em 2004.
Cheng também é membro fundador da “Taiwan Bonsai Creators Association”, fundada em 1998. Cheng teve várias aparições internacionais no palco de países como Estados Unidos, Itália, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Filipinas, Singapura, China, África do Sul e Coréia, entre outros.

Trabalho 3 inicio

Trabalho 3 finalizado

Em entrevista a Art Bonsai, Cheng comentou sobre seu trabalho com madeira morta:

Se você observar atentamente, mesmo tendo avançado arte do bonsai no japão, você ainda pode observar alguns traços artificiais no trabalho de modelagem, marcas não naturais permanecem na escultura. O Natural Shari sempre revela as belas texturas finas e as idades das árvores, porque um processo natural de corrosão (apodrecimento) ocorre em camada por camada, a descamação é natural.

Trabalho 4 inicio

Trabalho 4 finalizado

Para eliminar as marcas artificiais de escultura, eu tentei imitar esse processo natural, rasgando a madeira “de fibra por fibra” esse processo faz criar um Shari artificial bonito. Como demonstrei nos meus trabalhos, o Shari esculpido pode ter as mesmas características e qualidade do natural. Defino este processo de acabamento como “Si Diao”, como esta frase significa “escultura de fibra” em chinês.

Trabalho 5 inicio

Trabalho 5 finalizado

 Abaixo sequência de modelagem de um Juniper. Demostração de Cheng Cheng Kung’s:

Entre na galeria e veja mais trabalhos do mestre Cheng Cheng Kung’s:

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Bonsais do Vietnam

Posted in Bonsai - Galerias de fotos with tags , on 24 d e fevereiro d e 2012 by aidobonsai

Adoro ficar na internet procurando fotografias de Bonsais Asiáticos, mesmo sem saber o idioma vou com meu tradutor tentando achar uma pista, clicando  em vários ícones diferentes, até que ….. EPA encontrei uma galeria !

Aqui alguns trabalhos incríveis de bonsaistas Vietnamitas.

Bonsai 1

Bonsai 2

Bonsai 3

Bonsais 4

Bonsai 5

Bonsai 6

Bonsai 7

Bonsai 8

Bonsai 9

Bonsai 10

Bonsai 11

Entre na galeria e veja mais bonsais do Vietnam:

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Takanori Alba – Ilustração, Arquitetura e Bonsai

Posted in Bonsai - Estilos galeria, Bonsai - Penjing e Yose ue, Bonsai - Técnicas especiais with tags , , on 22 d e fevereiro d e 2012 by aidobonsai

De tempos em tempos surgem trabalhos que chamam nossa atenção pela criatividade, e acabam mostrando um caminho novo. Despertam a nossa atenção e nos fazem olhar para nosso próprio trabalho e ter novas idéias. Esta semana meu amigo Mario Barreto me mandou uma foto de um trabalho do artista japonês Takanori Alba, no primeiro momento eu achei que estava vendo uma maquete de um filme como “Avatar”, ou um filme de ficção onde nas árvores existem cidades onde moram Elfos , Duendes etc…

Na minha pesquisa sobre o artista eu não consegui descobrir se os bonsais são de sua criação, ou se ele apenas faz a intervenção acrescentando a miniatura das cidades.

Cultivando um estilo de Bonsai moderno, Takanori Alba acrescenta a um Bonsai modelado no estilo Kengai (cascata) a intervenção humana na natureza. Uma cidade é acrescentada ao projeto, com uma riqueza de detalhes e acabamento incríveis.

Takanori Aiba nasceu em 1953 em Yokohama no Japão. Estudou desenho e pintura tradicional na Universidade de Tóquio Zohei.  Construiu uma carreira primeiro como ilustrador freelance.

Takanori fundou sua própria empresa a  “Graphics Inc. e Criação” em 1981, esta empresa ampliou sua atuação para a direção de arte de espaços arquitetônicos. Em setembro de 2010, ele teve uma exposição individual, “Aventuras dos olhos” em Kakiden Gallery, Tóquio Japão, com suas obras.

Hawaiian Pineapple Resort

Abaixo outros trabalhos de Takanori Alba não relacionados diretamente com bonsai.

A ilha de Pedra

O farol em suiseki.

O farol 2

A torre do sorvete.

Para conhecer outros trabalhos de Takanori Alba entre no link:

http://www.tokyogoodidea.com/galleries

Parque Nacional da Serra da Tiririca

Posted in Curiosidades, Fotografia - Galerias with tags , , , , , on 22 d e fevereiro d e 2012 by aidobonsai

Queria compartilhar aqui no blog uma galeria de fotografias do Recanto de Itaipuaçu, praia que pertence ao distrito de Maricá, no Rio de Janeiro.  Essas fotos foram tiradas por mim no ano passado. O mar quase sempre ressacado é uma característica desta praia de braço de oceano.

Itaipuaçu possui uma das maiores formações de ondas do Brasil; isso se deve ao fato da grande profundidade a poucos metros da arrebentação. A onda em Itaipuaçu cresce e quebra sua formação direto na areia – essa característica não a torna ideal para a prática do surf.

Sua areia branca, formada por pequenos grãos brancos, é única no mundo.  Essa formação fez com que a areia de Itaipuaçu, entre os anos de 1955 e 1980, fosse roubada à noite por caminhões para uso em jateamento e limpeza de cascos, âncoras e correntes de navios. A pureza da areia permitia o seu uso pelas empresas navais sem nenhum tipo de refinamento.

A praia de Itaipuaçu faz parte do parque Nacional da Serra da Tiririca.

O Parque da Serra da Tiririca (PEST) possui uma área de aproximadamente 2.400 hectares (24 quilômetros quadrados), e está localizada nos municípios de Niterói e Maricá, no Estado do Rio de Janeiro, o parque abrange as terras das Regiões Leste e Oceânica do município de Niterói e parte do bairro de Itaipuaçu, pertencente ao município de Maricá, o parque ainda inclui uma faixa marinha.

Antigamente a Serra da Tiririca era conhecida como Serra de Inoã ou de Maricá, como consta em relatos antigos. O atual nome está relacionado com a passagem de tropas de burros que atravessavam a Serra por um caminho cheio de plantas da família das Cyperaceaes chamadas popularmente de Tiriricas.

Batão árvore típica da Serra da Tiririca. Tenho o prazer de ter esta árvore fazendo sombra nos meus bonsais. Estou modelando um bonsai de Eugenia sprenguelli seguindo sua linda forma.

Pedra do Elefante “Alto Mourão”: A Pedra do Elefante ou Alto Mourão (412 m) é o ponto mais alto da Serra da Tiririca e de Niterói, de seu cume temos uma incrível visão de 360º. Olhando-se para oeste, vemos as montanhas do Rio, o Costão de Itacoatiara ou Morro do Tucum (217 m), o Morro das Andorinhas, toda a Região Oceânica de Niterói, suas lagoas e praias. Virando-se para o leste, vemos uma enorme praia que chega a sumir no horizonte, essa é a Praia de Itaipuaçu com quase 40 km de extensão.

Ao longo, as lagoas de Maricá, da Barra e de Guarapina. Bem à nossa frente, as Ilhas Maricás (as únicas ilhas neste extenso e perigoso litoral, do Rio até Cabo Frio). Ao norte, toda a Serra da Tiririca e a Serra dos Órgãos bem ao fundo. A trilha para alcançar seu cume possui 2.000 m de extensão e pode ser percorrido em 1h e 30min. Acesso: Mirante de Itaipuaçu.

Estudos realizados pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro identificaram 350 espécies vegetais nas imediações do Alto Mourão, a maior parte delas típica de Mata Atlântica.

Na região da Pedra de Itacoatiara e da Enseada do Bananal pode-se encontrar mata de restinga; e no topo do Morro do Elefante e em alguns trechos da Pedra de Itacoatiara, uma vegetação herbácea rupícola.

Em afloramentos rochosos e encostas íngremes, observa-se a presença de espécies cactáceas, sendo mais freqüentes Ripsalis sp. e Austrocephalocereus fluminensis, e entre as bromélias, a Vriesea regina, encontrada nos paredões e demais encostas desprovidas de vegetação arbórea e arbustiva.

Nessas áreas, verifica-se a predominância de palmáceas. Entre as espécies dos topos dos morros, destaca-se baba-de-boi ou jerivá. Em meio à mata regenerada são encontradas espécies remanescentes do ciclo econômico do café, com a presença de espécies quase desaparecidas da região, como palmito e figueira-da-terra ou caiapiá.

Agulha Guarischi “Pedra da Tartaruga”: Formação rochosa com aproximadamente 300 m de altitude, localizada no meio da Enseada do Bananal, de onde se tem a forma de uma tartaruga. Seu cume é o único que não pode ser acessado por caminhada, em virtude de sua grande inclinação.

Costão de Itacoatira.

Colo do alto Mourão.

Praia de Itacoatira e o morro das Andorinhas.

Costão em Itaipuaçu no recanto da Pedra do Elefante

Para saber mais entre no site oficial da Serra da Tiririca:

http://www.clubedosaventureiros.com/guia-de-trilhas/65-parque-estadual-da-serra-da-tiririca-rj/750-parque-estadual-da-serra-da-tiririca

Entre na galeria e veja mais 90 fotografias do Recanto de Itaipuaçu:

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Meus trabalhos – Aido Bonsai 2012

Posted in Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , , on 20 d e fevereiro d e 2012 by aidobonsai

 

Novas Fotografias de alguns dos meus trabalhos. Esses bonsais estão na minha casa no meu espaço que eu chamo de Aido Bonsai. 

Penjing  “O escriba” . Ficus retusa. Pedra modelada em concreto celular.

Pithecolobium torthum  Altura 35cm

Penjing  ” A Montanha de Naikan”. Pedra modelada em concreto celular. Ficus retusa. 

Pithecolobium torthum   “O Dragão”

Penjing   “O Templo de Sidarta”.  Tuia jacaré. Templo em modelado em concreto celular, recoberto com Recubriplast.

Ficus benjamina.  Vaso de cerâmica Wabi sabi.

Carmona com 9cm de altura. Mame com 9 anos. Pedra minério de ferro. 

Pithecolobium thortum.

Bougainvillea roxo.  Madeira morta. Tronco enraizado de uma matriz caída em um dia de tempestade. 

Pithecolobium torthum.  Inicio do trabalho feito com estaquia. Pedras e vaso feitas e modeladas em concreto celular. 

Buxinho.  Inicio do trabalho em março 2001. Pedra natural (arenito).

Penjing ” O Eremita e o Tori”.   Aspargus plantado em pedra São Tomé.  Tori de madeira maçaranduba medindo 23cm de altura. Figura em porcelana chinesa com 6cm de altura.

Penjing a florestas do templo.  15 Eugenias sprenguelli plantadas em lage de pedra São Tomé. 

Detalhe do templo no interior da Floresta. madeiras do caminho com 7cm X 1cm. Templo com 15cm de altura. Buda com 3,5 cm de altura.

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Penjing ” As águas de Kioto”. Montanha com fonte modelada em concreto celular.  Bonsai de Pithecolobium thortum com altura de 35cm.

Foto do inicio do trabalho em 1998. Blocos de concreto apenas colados, sem modelagem com retifica Makita de alta rotação.

Ulmus chinensis plantado em poliqueta. Essa pedra é um vermitídio, jogado pelo mar de Itaipuaçu em 1977. Peguei com essa formação com 12 anos de idade.

Pithecolobium torthum. Vaso modelado em concreto celular. Bromélias rabo de largatixa.

Detalhe. Samurai com 5cm de altura.

Penjing  ” A Montanha de Ouro”.  Pithecolobium torthum plantado em granito maçico. Bonsai com 12 cm de altura. Pedra com 65cm de altura, com peso de 50 kilos.

Eugenia sprenguelli.  Pedra modelada em concreto celular. Vaso modelado em pedra sabão. Inicio do trabalho em 13 de agosto de 1992.

Penjing  ” A Pedra de kamakura”.  Ulmus chinesis plantado em lage de pedra São Tomé. Pedra natural de arenito. branco.

Bougainvillea. Outono de 2010.

Verão de 2012.

Florenta de Ficus.  ” O jogo de gô “

Extremosa.   Madeira morta.

Ficus em estilo Literati.

Bougainvillea.   Inicio do trabalho em 1995.

Penjing  ” O mestre de Wing Chun”

Ulmus Cninesis. Suiban de mármore branco. Pedras de arenito.

Entre na galeria e veja mais 150 fotografias dos meus trabalhos:

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O Japão antigo pelos olhos de Farsari.

Posted in Curiosidades, Fotografia - Japão with tags , , on 5 d e fevereiro d e 2012 by aidobonsai

Na década de 1880, num momento em que a maioria dos europeus não teve acesso ao interior japonês, um fotógrafo italiano, Adolfo Farsari, conseguiu capturar muitas imagens do Japão Antigo. Estas fotografias mostram um Japão único, singular, com uma beleza artística e plástica incomparável. Estas imagens servem como um registro notável de um mundo há muito desaparecido .

O trabalho fotográfico de Farsari, especialmente seus retratos e paisagens coloridos à mão, foi muito reconhecido no país por dar uma aula de história sobre como era a vida do final de 1800 até o início de 1900. Suas fotografias formam a percepção externa de pessoas e lugares do Japão.

As imagens de Farsari nos dão uma visão valiosa dos hábitos, trajes e costumes da era vitoriana do Japão. Morando em Yokohama, Farsari fazia viagens de difícil acesso para chegar nas aldeias e vilarejos em montanhas onde ele fez muitas das suas fotografias. Ele começou sua carreira como militar e serviu por um tempo no Exército da União na Guerra Civil americana .Talvez essa próxima imagem de guerreiros japoneses reflita seu interesse na figura samurai e militar.

Não seria apenas por seus retratos que ele seria particularmente lembrado, mas suas fotografias de paisagens, que também são bastante notáveis , captam um mundo já perdido para nós.

Farsari sempre foi um fotógrafo mais comercial e suas composições foram projetados para ser vendidas na maior parte para os visitantes estrangeiros em viagens pelo Japão. Suas paisagens muitas nos fazem vezes imaginar o que poderíamos chamar de uma versão ligeiramente melhorada ou mesmo romantizada do Japão, mas foram muito conceituadas na época.

Com espírito libertário, Farsari se juntou à Guerra Civil americana e, como abolicionista fervoroso, suas fotografias refletem suas idéias de igualdade: as mulheres são retratadas muitas vezes como os homens e não em posições subservientes. Para muitas pessoas que nunca foram ao Japão, Farsari achava que suas imagens iriam ajudar a moldar suas idéias sobre o país, e até certo ponto também contribuir para retratar a forma com que os japoneses se consideravam.

Farsari não tinha as altas velocidades de obturador que estão disponíveis em qualquer câmera nos dias de hoje.  Ocasionalmente, algumas fotografias tinham um resultado um pouco turvo . Não podemos esquecer o quão difícil era capturar essas imagens com os personagens tendo que ficar imóveis por 4, 6 segundos, isso para que a fotografia não desfocasse.

Apesar de na época suas fotografias poderem ser compradas individualmente, Farsari percebeu que o dinheiro era para ser feito através do desenvolvimento do comércio de álbuns. Assim, o estúdio produziu as impressões sépia monocromáticas que eram, em seguida, coloridas à mão por artistas locais. As fotografias eram então montadas à mão em folhas de álbuns decorados. As folhas eram, em uma última etapa, ligadas a uma capa dura formada por duas placas de laca.

Farsari veio a falecer na Itália, em sua cidade natal, Vicenza, em 1908. Seu estúdio continuou no Japão, apesar de sua ausência. O gerente de seu estúdio, Tonokura Tsunetaro, assumiu o negócio. O estúdio tornou-se plenamente japonês em 1907 e os registros indicam que seguiu produzindo e criando álbuns até 1917. É incerta a data em que ele  acabou, mas a cidade de Yokohama, onde ele era sediado, foi atingida e destruída por um grande terremoto em 1923. No entanto, as fotografias de Farsari permanecem um testemunho de sua vida de trabalho, e ele será sempre conhecido como o homem que ajudou a perpetuar o Antigo Japão.

Entre e veja mais fotos de Farsari :

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Viagem pelo Japão antigo

Posted in Fotografia - Japão with tags on 3 d e janeiro d e 2012 by aidobonsai

Gostaria de compartilhar uma incrível galeria de fotos antigas do Japão. Essas fotografias são da Brinkley album cortesia de Hood Museum of Art. Este link me foi enviado por um grande amigo, Nikolas Ramos.

Para os amigos bonsaístas, procurem um detalhe na foto abaixo. 

Entre na galeria e veja mais 130 fotografias do Japão antigo:

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Bonsai de Eugenia Sprenguelli, Poda e Aramação.

Posted in Bonsai - Meus Trabalhos with tags , on 3 d e janeiro d e 2012 by aidobonsai

Poda e aramação de um bonsai em formação de Eugênia Sprenguelli.

No mês de julho eu perdi um grande galho do lado esquerdo deste bonsai, ele foi criado com uma Eugenia sprenguelli em 2002. Aqui o trabalho de tencionamento, aramação e poda, na intenção de estruturar uma nova copa, deixando a mesma com os patamares mais definidos como no ano de 2004.

1- No mesmo mês da perda do galho eu troquei todo substrato e comecei a preparar os 3 primeiros galhos da parte de baixo (base), para ocupar o espaço dos galhos perdidos.

2- Eu uso o sistema de tensionamento com naylon de 32 libras para abaixar os galhos principais, que apenas precisam descer no eixo vertical. Para os galhos secundários e terciários que ocuparão espaços vazios e novas posições eu uso a aramação com fio de alumínio.

Primeiro galho tencionado a direita da foto.

Embora o fio de naylon não machuque as raízes, para galhos muito fortes, que vão exercer muita tensão, eu coloco um fio de cobre saindo das perfurações até a lateral do vaso. Isto permite que os galho seja puxado para qualquer direção e altura escolhida.

4- Segundo galho tencionado. Esquerda da foto.

5- Com o tencionamento do galho da parte de trás, as copas já ficam mais definidas e harmoniosas. Na Eugenia para um bom resultado visual, é necessário deixar que a folhagem não fique muito densa. Temos que poder observar sua estrutura, isto também permite que o sol entre criando uma nova brotação nos galhos internos.

Diagonal

Costas

Frente

Vou nos próximos meses colocar as fotografias com a evolução e refinamento da nova copa.