Caminho para Shosen – Penjing

Posted in Bonsai - Meus Trabalhos, Bonsai - Penjing e Yose ue with tags , , , , , , on 31 d e outubro d e 2011 by aidobonsai

Caminho para Shosen


Aqui uma sequência de fotos do meu novo trabalho em Penjing.

Para esse projeto foram uitilizados:

a) 5 árvores da espécie Eugenia sprenguelli modeladas ao longo de 2 anos.

b) 2 árvores Eugenia sprenguelli modeladas ao longo de 4 anos

c) 19 plantas de pequeño porte modeladas na proporção de mames com altura máxima de 12 cm. Ixora, bambu anão, carmona, ulmus chinensis. Essas árvores fazem parte da arborização de plano baixo do penjing.

d) Caverna do Buda gigante, modelada em concreto celular.

e) Ponte de tábuas e Tori confeccionados em madeira Angelin.

f) Seixos naturais de rio em  tamanhos diferentes.

g) 9  bromélias rabo de lagartixa. tamanho médio de 5cm.

h) Nascente modela da em pedra sabão.

i) Suiban (bandeja de madeira) feita em madeira de maçaranduba. 160cm comprimento 70cm de largura.

1- Primeira etapa posicionamento das árvores no suiban.

2- As árvores vão receber aramação de refinamento após 30 dias  de plantadas. Isso me da a certeza de não aramar nenhum galho que tenha ficado debilitado com o transplante.

3- Posicionamento da ponte e das estacas sem cortes na madeira. Posiciono a caverna com a estátua de Buda para checar todos os tamanhos e proporções, antes de fixar de forma definitiva. Posiciono as pedras e as bromélias de base também.

4- A ponte vai simular uma altura de 1 metro e meio do chão da floresta.

5- Agora que a ponte já teve sua posição definida, vou produzir a ponte final com os detalhes.

6- Começo cortando em Angelin as traves que vão sustentar as tábuas da ponte.

7- Traves cortadas e lixadas.

Clique em leia mais e veja todas as etapas de criação do Penjing:

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Fractais e Bonsai

Posted in Bonsai - Matérias especiais, Curiosidades with tags , , , , , , on 18 d e outubro d e 2011 by aidobonsai

Uma  jornada pela dimensão oculta.

Pode-se encontrá-lo nas florestas, nos avanços de pesquisas médicas, nos filmes e em todo o mundo da comunicação wireless. Um dos maiores segredos de designs da natureza. Ele tem um formato estranho sobre o qual não ouvimos nada, mas está em todo lugar à nossa volta. Esta forma é chamada fractal. 

Árvore representando um crescimento fractal.

Os fractais estão em toda biologia e é a estrutura que a seleção natural criou repetidamente na natureza. Os fractais estão em nossos pulmões, vasos sanguíneos, árvores, flores, montanhas, nuvens, galáxias, sistemas climáticos e até no ritmo do coração que é a essência da vida. A chave da geometria fractal  escapou a todos até que o seu descobridor, o matemático Benoit Manbelbrot, dissesse: “ Esta é a maneira de se olhar para as coisas que estão a nossa volta”.

Se você olha para a superfície vê complexidade, e parece, em um olhar superficial, não ser matemático. O que Mandelbrot disse foi: “pensar não no que se vê, mas no que foi necessário para criar o que está se vendo”. Na criação da natureza é necessária a repetição infinita e isso traz uma das características que definem um fractal, o que os matemáticos chamam de autossemelhança.

Antes de falar de Fractais e Bonsai, vou começar a matéria com um foco diferente, explicando como o fractal foi usado na minha área de trabalho, que é a direção de cena e o cinema.

Os Fractais e a computação gráfica no cinema.

Os mesmo princípio de design de fractais transformaram completamente a mágica dos efeitos especiais. Em 1978, na Boeing Aicraft em Seatle, engenheiros projetavam aviões e entre eles estava Loren Carpenter, hoje um dos diretores de animação da Pixar Animation Studios. Ele estava ajudando a visualizar como aviões ficam durante o voo usando computação gráfica na elaboração de paisagens 3D.

Ele queria colocar os aviões com montanhas no fundo, pois toda publicidade da Boeings tinha uma grande montanha atrás. Na época ele não tinha como, pois uma montanha têm milhões e milhões de pequenos triângulos ou polígonos, e eles já tinham problemas de cálculo usando apenas algumas centenas e não tendo um resultado natural no seu visual. Loren não queria fazer uma montanha qualquer, ele queria fazer uma paisagem pela qual aviões pudessem realmente voar. Mas não havia como fazer isso com as técnicas de animação existentes.

Mas Loren Carpenter encontrou, em 1978, um livro que mudaria sua vida, o trabalho publicado de Benoit Mandelbrot: “ Objetos Fractais, Formas, Acaso e Dimensão” . O livro tratava de formas fractais na natureza. Em seu livro, Manbelbrot dizia que muitas formas na natureza podem ser descritas matematicamente como fractais: uma palavra que ele inventou para definir formas que pareciam, denteadas e quebradas. Ele dizia que se pode criar um fractal pegando uma figura e partindo-a em pedaços, repetidas vezes. Carpenter decidiu que tentaria fazer isso em seu computador. Em 3 dias ele estava produzindo imagens de montanhas em seu computador. Ele estava usando a repetição infinita, o que os matemáticos chamam de interação, que é uma das chaves da geometria fractal. A superfície de uma montanha pode ser modelada num computador usando uma fractal: começamos com um triângulo no espaço 3D; acham-se os pontos centrais das 3 linhas que formam o triângulo e criam-se 4 novos triângulos a partir desse triângulo. Deslocam-se depois aleatoriamente esses pontos centrais para cima ou para baixo dentro de uma gama de valores estabelecidos. Vai-se repetindo o mesmo procedimento, mas fazendo os deslocamentos dos pontos centrais dentro de uma gama de valores que em cada interação é igual à metade da anterior.

Com os fractais Carpenter abriu a porta para um novo mundo de criação de imagens em computação gráfica e saiu da Boing para trabalhar na Lucasfilm onde, em vez de fazer montanhas, criou um novo planeta para o filme “Jornada nas estrelas II, A Ira de Khan”. Foi a primeira sequência criada por computador em um filme futurista.

Bonsai e os fractais na natureza.

Quando estamos modelando um bonsai após definir um estilo, buscamos na nossa lembrança  formas, texturas, padrões que tornem a estrutura do bonsai a representação em miniatura de uma árvore de grande porte. Para que um bonsai tenha as características de uma árvore milenar, muitas regras e conceitos tem que ser observados, e uma dessas regras são os fractais.

Abaixo um trabalho com Pithecolobium tortum. Procuro sempre buscar com a aramação as ondulações e bifucarções de forma natural. Esta é uma espécie que na restinga retorce muito seus galhos e os troncos. Na foto acima uma árvore de espécie diferente em silhueta, mas com o mesmo padrão de movimento. Você vai ver à frente que isto é uma característica fractal.

 Para cultivar um bonsai é necessário compreender como uma árvore cresce, como ela ao longo dos anos assume sua forma na naturza. O crescimento em espiral das folhas segue uma regra matemática. O crescimento e ramificações dos galhos também. Esses padrões que criam harmonia e beleza são os  fractais.

Clique em leia mais e siga lendo toda matéria sobre os fractais:

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Aido Bonsai em Outubro de chuva

Posted in Bonsai - Matérias especiais with tags , on 17 d e outubro d e 2011 by aidobonsai

Aido Bonsai em outubro de muita chuva.

Entre na galeria e veja mais 80 fotos do espaço Aido Bonsai:

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Entrevista com João Chaddad

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil with tags , , on 9 d e outubro d e 2011 by aidobonsai

Retomando as entrevistas com grandes bonsaístas do Brasil, aqui o trabalho de João Chaddad mais um apaixonado pela arte do bonsai. Aqui na sua entrevista alguns dos seus lindos trabalhos e um pouco da sua vida no bonsai. Deixo aqui o meu obrigado pelo tempo e pela oportunidade de ter mais um amigo compartilhando trabalhos aqui no blog. Acima João com uma linda Primavera (bougainvillea)

. 1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai ?

Comecei a me interessar em 1976, tinha 12 anos, através de duas matérias no jornal de Plantas e Flores que vinha como encarte interno da revista de mesmo nome.

Buxinho

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Gosto de trabalhar com as espécies que conseguem engrossar o tronco relativamente bem em vasos, como paineiras, Ficus, Taxodium, Metasequoia, eritrina. Mas também gosto de jaboticabas (Myrciarias spp.) e pitecos (Chloroleucon tortum) porque são muito maleáveis.

Pinheiro de brejo

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar mas as circustâncias de clima e adaptação não permitem?

Sequoia gigante (Sequoiadendrum giganteum), Laricio (Larix decídua e L. kampferii) Notophagus antarctica, Pinho branco japonês (Pinus parvifolia) e Pinho branco koreano (Pinus koraiensis)

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.

O que tenho mais carinho é o estilo trançado, uma vez que para realizar uma planta bem feita tem que ser planejado meticulosamente passo a passo. Selecionando plantas em alturas graduais, nem finas nem grossas, pois ambas lascam fácil. Distribuindo lateralmente os ramos durante o enrolamento de cada planta, e de acordo com o ângulo e a distância entre ramos, sendo esta última gradativa de baixo para cima. Ocorrendo durante esse processo um enrolamento de um arame que manterá unido os ramos por meses ou anos. Após isso, a cada 2 ou 3 meses outro arame é colocado paralelo ao primeiro, e então esse primeiro é retirado para não marcar a casca, e isso se repete as vezes 3 ou 4 vezes. Assim é preciso ser um tipo de planta que se estima muito pois está exige atenção mensal. Abaixo pitecolobium tortum, de 4 anos feito de 4  mudas enroladas.

 

5 –  Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Gosto em particular do estilo cascata, em parte por este ser uma forma submissa como se ela se curvasse a nós, mas na verdade nós que temos que nos ajoelhar para trabalha-la.

Pinho negro japoês

Esse estilo também apresenta muitos desafios, um deles é a engorda da planta, ou seja, engrossar a base do tronco e os ramos mais baixos. A planta caindo não pode ser no chão, então usamos canos, jardineira, e pilha de vasos.

Buxinho

Este último deu mais resultados, cada um dos vasos empilhados depois de serradas as raízes produziram novas plantas em cada vaso, para aquelas que pegam de estacas, como olmo, jequitibá e pitanga.

 Paineira comum com orquidea Dendrobium

6 – O que a arte do bonsai agregou na sua vida ?

Valores morais, sociais e espirituais. Cultivando o respeito a nós mesmos e ao próximo, respeito pela natureza e a coletividade. Respeito pela grandiosidade do criador com seus “arquitetos”, que a tudo construíram, em especial a nós mesmos, e a possibilidade que nos proporcionam de poder admira-la e trabalha-la. Porque quando trabalhamos bonsai passamos nossas intenções e pensamentos às plantas, se houver maldade está em nossas mentes.

Ficus microcarpa

7 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística ?

Na minha opinião, aqueles que tem maior conhecimento tem a possibilidade de seguir regras mais rígidas. Na verdade elas já existem, são convencionadas, a diferença é que alguns conseguem segui-las na risca porque detêm o conhecimento necessário para pratica-las desde o inicio da planta. Tais regras precisam ser passadas aos poucos para não assustar os iniciantes, aprofundando os em tais regras na medida em queevoluem na arte.

Jequitibá rora

8 – Qual bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção hoje no cenário mundial?

Nick Lenz, ele ultrapassa os limites entre a arte e o bonsai.

9 – Que conselhos você daria para quem está começando a se dedicar à arte do bonsai?

Interesse, ânimo e paciência.

 Embiriçú

10- Como você vê o crescimento da Arte hoje no Brasil?

Vejo um crescimento muito satisfatório, com características regionais muito nítidas. Embora, seu interesse se espalha pelo país através dos fóruns, há cidades onde as técnicas avançadas ainda permanecem concentradas em alguns grupos.

11- O que deveria ser feito para melhorar a divulgação e o número de praticantes?

Sem dúvida dois tipos de eventos são os que atraem mais iniciantes para a arte, exposições e encontros abertos. Entretanto, são menos praticados, pois, rendem poucos lucros e necessitam do apoio de instituições, como shoppings, associações, clubs, etc.

Cursos são ótimos, aperfeiçoam muito os bonsaístas, mas ainda permanecem muito elitizados e localizados, ficando a maioria dos interessados marginal às técnicas específicas. O artista de bonsai tem de ir ao onde o povo está, se locomover para difundir. Como mestre Hidaka fazia, viajando e ensinando, criando novos focos de conhecimento. Na verdade as pessoas interessadas precisam se associar e trazer professores, de preferência com especialidades diversas, com as quais o grupo crescerá em técnica e eficiência. Além do mais, é mais barato o professor se locomover de onde mora do que vários alunos para onde o professor mora.

Falsa Coca

12 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte.

Recriar a natureza perto de nós.

Paineira barriguda

 

Tori – Uma passagem para o mundo espiritual.

Posted in Arte - Filosofia, Arte - Oriental várias, Bonsai - Matérias especiais, Fotografia - Japão with tags , , , , on 28 d e agosto d e 2011 by aidobonsai

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Foto de Tori em Hakone no Japão : Okinawa Soba (Flicker)

O Tori é um portal que representa para aquele que entra em um templo Xintoísta uma separação do mundo físico do espiritual. É construido de maneira tradicional em madeira de lei (Cedro, Momiji, Pinheiro negro, entre outras). Ele é formado por duas colunas que sustentam o céu e por vigas transversais que representam a terra; é um símbolo de muito poder e fé para os povos orientais.

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Na fotografia abaixo um Tori de um templo Xintoísta de 400 anos, misteriosamente intacto, mesmo estando no epicentro da explosão atômica de Hiroshima.

Tori

Gostaria de dividir uma experiência que aconteceu em minha casa. Assim que eu me casei construi na entrada do meu ateliê “Aido Bonsai” um Tori nas especificacões japonesas.

a) Foi usado madeira de lei (maçaramduba) apenas encaixada.

b) O Tori não toca nada à sua volta, apenas plantas naturais.

c) Foi construído na medida menor permitida: 3 metros e meio de altura.

d) Ao seu lado e na sua frente, 4 guardiões (leões) guardam sua entrada.

e)  No centro atrás dele, olhando a entrada, está uma estátua de Buda.

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Em 1999, uma árvore típica da minha região (Batão) de 35 metros de altura, que ficava na frente do Tori, caiu em cima de todo o espaço dos bonsais. A árvore estava com uma parte grande da base de seu tronco podre e comida por formigas negras por dentro, de uma forma que não era possível observar nenhuma mudança no tronco na parte externa. O formigueiro tinha seu ninho no chão e entrou na árvores por debaixo da terra, pela raíz central.

Aido tori 1Numa tempestade um vento sudoeste derrubou a árvore. Eu acordei à noite com o estouro do tronco; a árvore caiu inteira, com sua copa de 100 metros quadrados em cima de todos os bonsais. Quando a foto foi batida nós já tínhamos tirado o tronco maior  que estava a direita do Tori impossibilitando a entrada pelo portão.

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Eu, às vezes aramando os meus bonsais, quebro alguns galhos mais frágeis. No dia seguinte, com ajuda do meu empregado, começamos a retirar a árvore pelo lado externo, quando tivemos espaço para entrar pelo Tori. Das 180 árvores que estavam dentro do espaço, parecia que elas tinham se encaixado entre os espaços dos galhos e troncos do batão. Eu não perdi um galho sequer de todos os bonsais. Mesmo estando na frente da árvore, o Tori não sofreu absolutamente nada.TORI 6

No santuário Xintoísta de “Itsukushimajinja” existe um Tori que é um reconhecido como um dos principais do Japão. Formado por 4 grandes troncos está situado dentro do mar. Em uma festa chamada “Kangenmatsuri”, quando a maré está mais alta, é levado numa procissão uma  árvore sagrada plantada no interior de um barco, este barco vai navegando desde a orla até atravessar o portal.

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Entre na galeria com 90 fotos de Toris no Japão : Continue lendo

A montanha de Buda 3

Posted in Bonsai - Concreto celular, Bonsai - Meus Trabalhos, Bonsai - Penjing e Yose ue with tags , , , , , , , on 28 d e agosto d e 2011 by aidobonsai

dsc026681Há dois meses coloquei aqui no blog as fotos, passo a passo, da modelagem e criação em concreto celular do trabalho A montanha de Buda”. Aqui estão as primeiras fotos, da primeira fase de arborização. Foram colocadas 65% das plantas que estavam sendo preparadas para a composição. A modelagem da montanha ficou pronta em agosto, mas eu espero no mínimo 06 meses para começar a colocar as plantas do projeto.dsc025824 Os bonsais  já estavam sendo preparados desde junho de 2008. Neste tempo a rega constante da montanha diminui a acidez do cimento e começa o envelhecimento natural com a criação de musgo. Todas as cavidades onde as plantas estão condicionadas foram preparadas como pequenos vasos de bonsai. As cavidades possuem buracos de drenagem grandes e telas plásticas e pedrisco no fundo.  As cavidades internas são bem lisas, não possuem saliências que segurem raízes, pois isto permite a saída da planta com facilidade no futuro, quando será nescessário a troca de substrato saturado e pobre em nutrientes. Clique em leia mais e veja toda galeria.

A seguir a galeria de fotos do trabalho  MONTANHA DE BUDA passo a passo:22
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Lam Ngoc Vihn – Artista do Vietnam

Posted in Bonsai - Grandes Mestres, Bonsai - Penjing e Yose ue with tags , , , , , , , on 15 d e julho d e 2011 by aidobonsai

Esta semana navegando na internet o trabalho de um artista me chamou atenção, seu nome é Lam Ngoc Vihn. Nascido no Vietnam em 1970, ele tinha apenas 10 anos de idade quando viu o primeiro bonsai em uma fotografia em um jornal.

Lam Ngoc Vihn além das principais espécies usadas em todo mundo, trabalha também com as espécies nativas do Vietnam. Ele incorpora no seu trabalho de Paisagens, montanhas, escarpas e lagos. Seu trabalho com Penjing, shohin e mame é de grande qualidade e possui muitos detalhes. Seu trabalho já recebeu muitos prêmios no Vietnam e na Asia.

Gostaria aqui de chamar a atenção para os pequenos mames na proporção exata das figuras chinesas e vietnamitas feitas em cerâmica.

Entre na galeria e veja o trabalho do artista Lam Ngoc Vihn:

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Bonsais clássicos do Japão – 2

Posted in Bonsai - Clássicos do Japão, Fotografia - Galerias with tags , on 2 d e julho d e 2011 by aidobonsai
JAB-73

Japanese black pine - 250 anos - 80cm

Entre na galeria e veja as fotos de 30 Bonsais da Nippon Bonsai Association: Continue lendo

Origem, uma loja para quem gosta de jogos de estratégia.

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , on 2 d e julho d e 2011 by aidobonsai

Desde novo sempre tive muito interesse por jogos de tabuleiro, principalmente os de estratégia. Há 8 anos quando era diretor de produção da Giovanni FCB, ganhei um jogo de estratégia de presente da minha mulher, ela havia comprado em uma loja de São Paulo. A loja era a ORIGEM e o jogo era o “Viking”.

Viking.  O jogo dos guerreiros do norte da Europa. Um jogo de estratégia em que cada jogador tem um objetivo diferente, origem: Escandinávia

Fiquei fascinado pelo jogo e fui na primeira oportunidade a São Paulo conhecer a loja. Uma loja que vende produtos diferenciados para grandes empresas entre eles: jogos milenares de estratégia. A origem pesquisou jogos antigos de várias culturas, alguns como Mancala (Africano) e o Senet  (Egípcio) tem mais de 1000 anos de idade.  Todos os jogos são confeccionados em madeira, camurça, com suas pedras em metal e com um acabamento primoroso. Tenho quase todos os jogos da loja, mas queria aqui indicar alguns dos meus favoritos. Você encontra aqui no final da matéria o link da loja.

Real De Ur. Um dos jogos mais antigos do mundo, origem Inglaterra.


O quinteto, criado pelo diretor de cinema Robert Altman para o filme de ficção que leva o nome do jogo “O quinteto”.

Go. Jogo desenvolvido por um general Chinês para o estudo de movimentação e ocupação de tropas em batalha. Um dos jogos mais antigos do mundo, é com o xadrez um dos principais jogos de  estatégia e lógica.

Capitão Cook. O jogo dos velejadores. De origem européia, um jogo de partidas rápidas.

Cidade Medieval. Jogo inspirado nas vilas da idade média cercadas por mulharas. Origem França

Senet. O jogo favorito dos faraós do Egito antigo.

Aqui fica esta minha dica para quem gosta de um bom jogo de estratégia. Entre no link da origem e veja a quantidade de jogos interessantes:

http://www.origem.com.br/home/



Ferramentas para Bonsai e Penjing.

Posted in Bonsai - Ferramentas-Utilização with tags , , , , , on 5 d e junho d e 2011 by aidobonsai

Esta matéria é sobre as ferramentas que são usadas na criação de bonsais e penjings, e as que particularmente uso na modelagem de concreto celular. Resolvi fazer esta matéria após o pedido do Carlos Oliveira, que queria detalhes e tem dúvidas nas ferramentas usadas para criação de esculturas com concreto celular (cimento aerado). Para os leitores que querem começar a cultivar bonsai, aqui estão fotos das minhas primeiras ferramentas em ordem cronológica.

Para quem quer começar na arte do bonsai, penjing ou mesmo fazer esculturas com concreto celular, aqui vai um conselho: não compre ferramentas caras no início; improvisar ensina muito, pois adaptar com o que temos à mão em casa é muito recompensador. Depois de alguns meses de iniciar o trabalho de bonsai e ter certeza que quer realmente se dedicar a esta arte, aí é a hora de comprar. A satisfação de comprar as ferramentas especializadas será muito maior, e terá outro sentido.

A planta, sim, é importante no início do aprendizado! Escolher e investir numa bonita muda, com boa formação e começar com uma espécie resistente é muito importante.

Quando eu comecei em 1990 não tinha acesso à ferramentas especializadas para bonsaístas. Usei uma tesoura de poda de jardim para podar raízes e uma tesoura comum de poda de folhagem. Usava uma torquês bem afiada de marcenaria para cortes rentes ao tronco. Agora, uma ferramenta nunca mudou e também é a mais barata de todas: almoçamos em um restaurante japonês e pegamos os hashis (talheres de bambu).

Minhas ferramentas em 1990: 1- Hashi  2- Hashi improvisado 3- Ancinho improvisado 4- Canivete 5- Faca Olfa 6- Vassoura 7- Tesoura de poda grande 8- Tesoura de poda pequena 9-Tesoura 10- Alicate 11- Torquês

A primeira ferramenta:

A primeira ferramenta especializada de bonsai que eu comprei em 1994 foi o alicate de corte côncavo chamado Kobokiri. Esta ferramenta possui um corte muito específico e não temos como improvisar com outra ferramenta o seu corte em um movimento limpo e preciso. Ele penetra no tronco deixando um buraco, que facilita a cicatrização e formação de um Uro, também conhecido como buraco de coruja.  No mesmo ano comprei duas tesouras de poda e o alicate de corte de arame.

Hoje em dia, com a experiência, talvez tivesse comprado o alicate de corte de arame primeiro, pois na tentativa de tirar os arames com outros alicates, às vezes machucava os galhos. E na tentativa de desenrolar o arame de cobre ao invés de cortar, quebrei muitos galhos delicados. Eu só comecei a usar o arame de alumínio, que é muito mais macio, em 1990.

Minhas ferramentas em 1994: 1- Hashi  2- Hashi improvisado 3- Ancinho improvisado 4- Canivete 5- Faca Olfa 6- Vassoura 7- Tesoura de poda grande 8- Tesoura de poda pequena 9-Sentei basami (tesoura de poda) 10- Tesoura de poda aguda 11- Hariganekiri (alicate de corte) 12- Kobokiri alicate côncavo

Minhas ferramentas em 1995/1996: 1- Hashi  2- Hashi improvisado 3- Kumade ancinho  4- Pinça para desfolhar (improvisado) 5- Sentei basami (tesoura de poda) 6- Tesoura de poda aguda  7- Kuikiri (alicate de corte ângular) 8- Alicate de corte curvo 9- alicate de corte reto 10- Hariganekiri (alicate de corte) 11- Kobokiri alicate côncavo

Hoje, um conjunto de ferramentas especializadas está muito mais barato e você já pode comprar as ferramentas dentro da sua nescessidade em separado. Aqui no blog você tem listado os links de vários fornecedores de produtos de bonsai. As ferramentas de aço carbono japonêsas são mais caras, mas são feitas para durar uma vida se utilizadas da forma correta. O importante é fazer sua manutencão. Aqui vão algumas dicas de quem, antes de ter ferramentas de bonsai, já tinha uma katana e uma tati japonesa de aço carbono.

Como manter suas ferramentas por longo tempo:

1- Nunca guarde suas ferramentas após um dia de trabalho sem limpar.

2- Limpar não é tirar a terra grossa que fica aparente nas ferramentas.

3- O maior inimigo é invisível, são as suas gigitais com gordura. O aço carbono oxida em contato com o nosso suor e com a gordura contida nos dedos.

4- Liquído desingripante como WD pode ser utilizado, mas deve ser retirado imediantamente com pano seco.

5- Deve-se passar e deixar uma camada fina de óleo mineral para evitar oxidação.

6- Não use, pela praticidade de estar na mão, a ferramenta para uma função para a qual ela não foi destinada.

Exemplos:

a) Algumas sentei basami (tesoura de poda) de bonsai podem cortar arames grossos como manteiga, mas isso cega e cria microdentes nas tesouras.

b) Deixar uma tesoura apenas para poda de raízes mantem o gume das outras tesouras de poda afiadas por muito mais tempo. As diferenças nas texturas das raízes cegam muito as tesouras. Elas têm que ser constantemente afiadas.

c) Use o alicate especializado de arame apenas para retiradas de amarrações nos galhos e troncos. Para fazer travas de tela e cortar no tamanho de trabalho, use um alicate de corte convencional.

7- Guarde as ferramentas em uma caixa com tampa com feltro ou borracha no fundo. Isto diminui a umidade.

8- Cubra as ferramentas com outro feltro ou pano grosso.

9- Não coloque ferramentas uma sobre as outras.

10- Guarde em lugares sem ou com pouca umidade.

Caixa de ferramentas especializadas para Bonsai e Penjing. Quando a caixa é fechada as ferramentas são cobertas com outro feltro para diminuir a humidade.

Bandeja com ferramentas auxiliares.

A função de cada ferramenta de Bonsai e Penjing:

Tesouras:

Tesouras para Bonsai e Penjing: 1- Pinça 2- Tesoura de corte pesado 3- Tesoura aguda 4- Tesoura de corte pesado  5 à 8- Sentei basami

Sentei basami. Tesoura usada para poda de galhos e raízes. Se você tiver a condição de manter uma tesoura apenas para poda de raízes, manterá o gume das outras tesouras afiadas por mais tempo. Das minhas tesouras de trabalho, as de poda de raízes são as que mais têm que ser afiadas constantemente.

Tesoura de poda para galhos e raízes grossas.

A Sentei basami pode ser encontrada em muitos tamanhos diferentes.

Tesoura da Tramontina criada para cortadores de uva (laranja) e tesoura chinesa que comprei em uma loja de pesca (vermelha). São baratas e de ótima qualidade. Queria que elas já estivessem no mercado em 1990.

Tesoura para desfolhar. Suas lâminas são aguçadas e vão se afilando nas pontas. Podem ser usadas para galhos, rebentos e pendúculos. As extremidades finas permitem que cortes complexos sejam feitos com precisão. Estas tesouras são encontradas em 3 tamanhos.

Mekiri basami. Tesoura longa para manutenção e poda de folhas dentro de copas densas.Eu improvisei esta ferramenta comprando uma tesoura cirúrgica. Uma banca na feira de antiguidades que acontece todo sábado na  praça XV vende para colecionadores ferramentas hospitalares antigas. O aço é de muita qualidade e seu fio também.

Hakiri. Esta pinça serve para desfolhar copas delicadas. Esta ferramenta dá muita velocidade e permite cortes repetidos e rápidos. É a ferramenta que eu mais uso na poda da copa das minha Eugenias.

Pode se utilizar uma tesoura de costura da tramontina. Ela é feita em aço e é muito resistente.

Tesoura de poda fina, ela é retrátil é muito boa para podas longas e de demoradas. Uso muito esta tesoura em Ulmus, Eugênias e Carmonas.

Alicates:

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Alicates para Bonsai e Penjing: 1- Yattoko 2-Kobokiri pequeno 3- Kobokiri grande 4- Kuikiri médio 5- Kuikiri grande 6- Alicate curvo 7-Alicate de corte reto 8- Hariganekiri

Kobukiri. Alicate de corte côncavo. Este alicate produz um buraco côncavo, raso, que com o tempo produz um Uro ou buraco de coruja. Na minha opinião, a primeira ferramenta especializada que deve ser adquirida.

Cortes já cicatrizados com sua forma de lábio.

Uros em árvore santigas na natureza.

Alicate de corte reto. Usada para galhos e raízes grossas. Esta ferramenta chega a ter uma presão de 1000 quilos em seu ponto de contato. Você pode encontrar em 5 tamanhos. Esta é uma ferramenta que tem variação grande na largura da sua lâmina.

Kuikiri. Alicate de corte angular. Uma das ferramentas mais úteis para se cortar com destreza rente e nas bifurcações do tronco.

Hariganekiri. Alicate de cortar arames rentes ao tronco. Esta ferramenta possui muito fio pela sua alavanca e corta com facilidade arames de até 5 milímetros. Este alicate, pela sua forma arredondada na ponta, não danifica a casca da árvore.

Alicate de grande porte para cortar arames com mais de 5mm de espessura de cobre, alunínio e aço.

Yattoko. Alicate de Jim. Possuem mandíbulas delicadas e servem para retirar cascas de árvores na criação de um  Jim. Também usadas para manusear arames.

Ferramentas auxiliares:

Kama. Usada para desenvasar o bonsai. Ela ajuda a soltar árvore das laterais do vaso. Esta ferramenta é uma pequena foice e pode ser encontrada desde a grande usada nos capos nas colheitas de arroz até estar com 15cm de comprimento.

Kumade. Esse pequeno ancinho é um escarificador de terra e raízes. O lado oposto ao garfo é usado  para ajudar a desenvasar o bonsai.

Pode se improvisar um Kumade com um Pequeno garfo de churrasco. É só virar suas pontas em um torno.

Nokogiri. Pequeno serrote dobrável. Foi projetado com serras e lâminas finas para não esgarçar a casca do galho. Encontrado em 2 tamanhos. Dependendo do tamanho do tronco e dos galhos a serem cortados, podemos usar todos os serrotes usados em jardinagem.

Hashis, são os tradicionais talheres japoneses. Estes pequenos palitos de bambú são usados para compactação de terra nos espaços das raízes e fazer perfurações no vaso para colocar adubos externos. Podem ajudar também a desenvasar o bonsai. Eu gosto de um que fiz afiando a ponta de um  apanhador de mel, ele dá um apoio para o dedo indicador muito bom. Achei uma vez muito barato 2 pinças em aço. Uma delas eu separei fazendo 2 Hashis que jea duram 15 anos. Os palitos para prender cabelo chineses também servem como Hashis maravilhosos.

Pinça. Usada para retirar insetos daninhos. Para Penjing eu uso um pequeno martelo para quebrar pedras e para plantar pedras escolhidas no vaso. este modelo retrátil tem canivete, espátula e lixa. Lojas de aquário costumam vender pinças importadas de tamanho grande. Elas são usadas para plantar vegetação no fundo do aquário. Elas tem de 15 à 30cm e são excelentes.

Abaixo desenrolador de raízes. Este garfo é usado para soltar e desembaraçar as raízes dos bonsais na hora de uma troca de vaso ou na criacão de um novo trabalho, como mudas compradas em florálias. Uma ferramenta muito usada em Penjing para retirar musgo de paredes e pedras é a espátula de pedreiro .

Ferramentas auxiliares: 1- Faca de pesca (muito fio) 2- Garfo desenrolador de raízes 3- Kama (pequena foice) 4- Kama quadrada da tramontina 5- Formão 6 e 7- Espátulas de pedreiro

A vassourinha é muito usada para limpeza de nebari, retirar folhas, varrer pequenos jardins. Eu faço as minhas com piaçava, pinceis baratos e desfazendo brochas grandes de pintura para call.

Caixa com estiletes. Uso para acabamento em jim e Sharis. São encontradas em loja de modelismo e papelarias especializadas em materiais de artesanato.

Caixa grande

Caixa pequena

Tela para drenagem de água. Essa tela é usada no fundo do vaso de bonsai, fixada com uma trava feita arame de cobre, para que não se mova. Esta tela fica entre o vaso e uma camada de pedrisco, para que a água tenha um bom escoamento e não se  retenha no fundo do vaso.

São encontradas em lojas especializadas em artigos de borracha, agronomia e jardinagem. Eu compro em lojas de 1,99 por 1 real; na verdade, é um mata mosquitos com a haste cortada. Elas são rígidas e podem ser cortadas em vários tamanhos e reaproveitadas. Você pode usar a  haste que sobra como hachi, e quem vende plantas pode usar  como base para colocar etiquetas de preço das plantas.

Apanhador e misturador de terra.

Máquinas de rotação para modelar madeira, pedras e concreto celular:

Retíficas:

As retíficas da Dremel e Makita, entre outras marcas, são usadas para modelar e dar formas à madeira morta. Existem centenas de pontas diferentes para serem usadas, cada qual com uma função específica.

A Dremel é uma retífica que pode ser comprada de 10.000 à 35.000 rotações por minuto. Usadas em modelismo e artesanato, possuem centenas de opções de pontas diferentes. Suas hastes são normalmente de 2 e 3 milímetros. Sua ponta é ajustável e agora existe um acessório que permite pegar pontas maiores de 6mm. É uma máquina de rotação variável e pode se utilizar um cabo extensor. Este cabo permite o uso da máquina como uma caneta, o que a deixa muito confortável e melhor para trabalhos que nescessitem de detalhe. Acho a melhor opção para quem quer trabalhar com bonsais pequenos (mame e shohin).

A Makita é uma retífica de uso profissional de 25.000 rotações por minuto, e usa pontas maiores com hastes suporte de 6 mm. Ela tem o inconveniente de não ter a velocidade regulável. Sua velocidade é plena o tempo todo. Tem que se tomar muito cuidado e obrigatoriamente utilizar óculos de proteção e luvas, se tiver utilizando as pontas “disco de escova”. As pontas de aço voam com o atrito e podem atingir os olhos, o que é muito perigoso. A Makita é a maquina obrigatória para quem trabalha com bonsais de grande porte, estilo madeira morta.

Modelagem de concreto celular:

Para a criação de montanhas e pedras para os meus penjings, eu utilizo o concreto celular, também chamado de cimento aerado. Para dar formas orgânicas no concreto celular, as pontas redondas da Makita são ideais. A alta rotação desenha o concreto com rapidez e leveza, mas levanta uma poeira muito fina. É obrigatório o uso de óculos e máscara de respiração. Pode se molhar o concreto, o que não deixa a poeira levantar e não muda o trabalho. De qualquer maneira, o ideal é trabalhar em áreas externas. Se alguém quiser trabalhar em casa, meu conselho é usar as ferramentas tradicionais, que estão na fotografia abaixo:

Ferramentas para modelar o concreto celular: 1- Escova de aço 2- Grosa de dente grande 3- Grosa de dente pequeno 4- Grosa de dente grande 5- Formão 6- Formão fino  7 à 13 – Entalhadeiras 14 e 15- Grosas finas 16- Serrote para concreto celular (dentes grandes)

Existe um serrote de dentes largos especialmente feito para serrar o concreto celular; ele é usado para diminuir o tamanho dos blocos (n˚16 da foto). Eu também uso uma serra ticotico para fazer cortes retos e abrir cavidades, principalmente quando quero fazer vasos para bonsai.