As escolas clássicas de armas do Japão

Posted in Arte Marcial - Armas with tags , , , , , , , , , , , , , , on 4 d e junho d e 2010 by aidobonsai

A arte da espada de Choisai Sensei

Em 1447, Henrique VI ocupava o trono da Inglaterra. O exército inglês havia sido expulso da França pela segunda e última vez e a Guerra das Duas Rosas estava prestes a começar.

Caligrafia de Otake Sensei "Alma de espada"

Em 1447, o Japão não era uma nação unificada. A população se dividia em grupos rivais comandados pelos senhores feudais locais, ou daimios. Numa época de guerra contínua, os jovens aprendiam o bujutsu, as virtudes marciais, e sua educação incluía as artes de luta do kyu-jutsu, ou arte do arco; do ken-jutsu, ou arte da espada; do naguinata-jutsu, ou arte da alabarda; do so-jutsu, ou arte da lança; e a arte do uso de um sem-número de outras armas.

A diferença essencial entre as duas culturas resume-se no fato de que, no Japão, essas mesmas artes ainda são ensinadas. A mais antiga das escolas de combate do Japão que sobrevivem até hoje foi fundada em 1447. Os ensinamentos estabelecidos pelo fundador continuam sendo transmitidos sem alteração alguma.

Tenshin  Shoden Katori Ryu

A mais importante de todas as academias de artes marciais do Japão fica a alguns quilômetros de Narita, o novo aeroporto internacional de Tóquio, numa região que já foi uma área rural pacífica. É como se no condado semi-rural de Sussex, perto da pista principal do Aeroporto de Gatwick, em Londres, houvesse uma escola que ensinasse desde a Idade Média as artes da justa e do torneio.

Na Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu, o praticante pode aprender a usar uma espada de samurai para lutar contra um homem trajado de armadura medieval e armado de bastão, alabarda, lança ou espada longa ou curta. O fato de os ensinamentos da escola não terem sido alterados em função das mudanças de vida ocorridas no século XX revela uma coerência e uma firmeza raras até mesmo no Japão.

Katana a alma do samurai.

Os alunos da Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu estudam uma arte marcial pura. O objetivo da escola é o de aperfeiçoá-la, de desenvolver as técnicas por cujo aperfeiçoamento muitos homens morreram no passado. As lições aprendidas em combate constituem uma parte importante dos ensinamentos. É por isso que os alunos mais avançados têm uma firmeza tão grande. Essa firmeza não poderia ser atribuída a outros motivos, uma vez que não há vantagem alguma, do ponto de vista prático, em estudar lá em vez de estudar numa escola que ensine uma arte de autodefesa, como o aikidô ou o karatê. Lá, os discípulos aprendem o sistema clássico de combate com armas, no qual cada movimento foi concebido para matar ou ferir de morte o adversário.

Os objetivos da escola permanecem os mesmos desde a sua fundação, há quase 550 anos: formar espadachins versados em todos os aspectos da arte da guerra, desde o uso das armas até os conhecimentos táticos, logísticos e até médicos.

Os alunos da escola sabem que estão partilhando de um conhecimento histórico raríssimo, até mesmo único, que deve ser conservado e transmitido às gerações futuras. Em reconhecimento desse fato, o governo do Japão deu à escola um título de honra sob a forma de um nome: “Um Valor Cultural Inestimável” .

As Origens Feudais

O fundador da Katori Shinto Ryu, lizasa Choisai lenao Sensei ou Choisai Sensei (a expressão Sensei significa “mestre”), nasceu no ano de 1387 na localidade que hoje se chama Takomachi, na prefeitura de Chiba (a cerca de 64 quilômetros de Tóquio).

Samurais

Aparentemente, ele participou de algumas batalhas campais e essa experiência levou-o a perceber que o tipo de guerra que estava ocorrendo não poderia conduzir senão à destruição das famílias e das linhagens.

A Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu foi fundada em 1447 por lizasa Choisai lenao Sensei. O atual chefe da Ryu, Mestre Otake, sempre se lembra da expressão calma e pacífica da face do Fundador nessa imagem, comparando-a com a atitude feroz em que são representados a maioria dos mestres espadachins.

Por isso, quando a família Chiba caiu em desgraça e foi por fim derrotada, Choisai Sensei separou-se de sua própria família e foi viver no recinto mais interno do Santuário Katori. Tinha 60 anos quando se retirou para viver como recluso no Santuário.

No Japão, há dois santuários especialmente famosos dedicados às artes marciais. O Santuário Katori encontra-se numa colina baixa cujo topo é recoberto de árvores grandes e antiqüíssimas. As mais antigas são amarradas com cordas, à maneira da religião xintoísta. Os templos e outros edifícios do santuário foram construídos em meio às árvores. O Santuário Kashima fica lá perto; ambos ainda são focos de peregrinação importantes e populares.

Naquela época, aconteceu que um dos discípulos do Fundador foi lavar um cavalo numa nascente chamada Fonte Divina ou Fonte do Deus, perto do Santuário Katori. Pouco tempo depois, o cavalo começou a sofrer de dores e morreu.

Para Choisai, esse acontecimento foi uma revelação do poder divino da divindade xintoísta adorada no Santuário Katori, divindade essa que se chama Futsunushi-no-Kami. A morte do cavalo deu-lhe uma espécie de intuição espiritual do poder da divindade. Por isso, ele decidiu passar mil dias em adoração no Santuário Katori. Nesse período, dedicou-se a austeras práticas de purificação e estabeleceu para si um cronograma rigoroso de treinamento marcial.

Ao final desse período de penitência e treinamento, ele estabeleceu os ensinamentos que constituem a Katori Shinto Ryu.

A guarda da Katana “Tsuba”.

Choisai Sensei acreditava que havia descoberto os ensinamentos diretos e verdadeiros do deus Futsunushi-no-Kami, adorado no Santuário Katori, e por isso antepôs ao nome Katori Shinto Ryu a expressão tenshín shoden, que significa “tradição celeste”. Isso nos dá o nome completo da tradição, ‘Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu’, que significa ‘a tradição marcial que é o caminho dos deuses’. Como a palavra ‘Shinto’, que significa ‘o caminho dos deuses’, significa o caminho verdadeiro e correto que os homens devem seguir, à semelhança de todas as tradições xintoístas que nos foram transmitidas desde os tempos antigos, está implícita nela a idéia de um caminho que as pessoas devem trilhar com um coração sincero. Ao que parece, foi assim que Choisai Sensei entendeu esse conceito e usou-o em sua tradição marcial.”

A linha de sucessão da escola jamais foi rompida. O atual Mestre da Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu é o vigésimo da sucessão, embora não seja um mestre praticante. Por isso, é Otake Sensei, o Mestre de Treinamento, que transmite a tradição para os discípulos. Ele não ensina somente as técnicas de luta, mas também os conhecimentos eruditos de uma escola do Budismo esotérico.

Entre e leia toda a história sobre a Tenshin Shoden Katori Ryu:

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Aikido o caminho da harmonia

Posted in Arte Marcial - Aikido with tags , , , , , , , , , on 3 d e junho d e 2010 by aidobonsai

Ai Ki Do "O caminho da harmonia", pintado por Morihei Ueshiba aos oitenta anos de idade. A caligrafia é uma manifestaçnao de aiki: equilibrada, firme e vibrante.


Aiki reflete o grande projeto do cosmos; ele é a força da vida, um poder irresistível que une os aspectos’materiais e espirituais da criação. Aiki é o fluxo da natureza.
Aiki significa a união do corpo e do espírito e é uma manifestação dessa verdade. Além disso, aiki nos permite harmonizar o céu, a terra e a humanidade numa unidade.
Aiki significa “conviver em harmonia”, num estado de entendimento mútuo. Aiki é a virtude social suprema. Ele é o poder da reconciliação e do amor.


A visão que Morihei tem de aiki é muito próxima das idéias de integritas (plenitude) e de consonantia (harmonia) da filosofia ocidental. A integração – entre corpo e espírito, entre eu e o outro, entre humanidade e natureza, entre verdade e beleza – é uma condição que todos devem se empenhar por alcançar, e é também um estado moral: os que são íntegros podem agir da maneira mais apropriada e mais justa.
Consonantia (harmonia, em grego) é um “ajustar-se”. Também os sábios do Ocidente perceberam a harmonia das esferas e o processo em que todos os elementos se integram para formar o todo maior. Como Hipócrates escreveu: “Todas as coisas estão em concordância.” A Física atual define esse conceito com as seguintes palavras:
“A quantidade de energia positiva que existe no universo é exatamente igual à quantidade de energia negativa; o universo é, e sempre foi, um sistema de energia em perfeito equilíbrio.”


A intuição de que “todas as coisas estão em concordância” era uma crença comum no Oriente e também no Ocidente. Lamentavelmente, a civilização moderna foi envenenada pela proposição deturpada de alguns de que a vida não passa de uma forte rivalidade entre espécies em que somente os mais preparados conseguem sobreviver. A vida é sempre uma prova, e as pessoas precisam estar física e mentalmente preparadas para vencê-la – essa é uma das razões por que praticamos Aikidõ – mas a visão perniciosa de que a existência é uma batalha constante contra inimigos que devem ser totalmente subjugados ou aniquilados é uma das causas diretas de grande parte da exploração e da destruição tanto da humanidade como do meio ambiente que irrompeu violentamente nos séculos XIX e XX.

Circularidade. O movimento e aceleração do ataque adversário retornando ao seu ponto de origem. Facerj Aikido


A ênfase dada à necessidade de “vencer”, por quaisquer meios e a qualquer custo, ofuscou enormemente o nobre ideal do “desportismo” nos esportes contemporâneos. Morihei escreveu: “Hoje os esportes só servem como exercício físico – eles não treinam a pessoa como um todo. A prática de aiki, por outro lado, promove o valor, a sinceridade, a fidelidade, a bondade e a beleza, além de tornar o corpo forte e saudável.” No Aikidõ tradicional não existem campeonatos formais, e por conseqüência não há “vencedores”, nem “vencidos”. Algumas pessoas têm muita dificuldade de aceitar essa posição, e mesmo alguns dos discípulos mais próximos de Morihei discordavam do mestre nesse ponto – eles insistiam em implantar algum tipo de competição, semelhante às lutas praticadas no judô ou aos torneios com um sistema de pontuação de estilo olímpico.


Morihei, entretanto, sustentou até o fim que aiki é cooperação. Em cada exercício de Aikidõ, os parceiros se alternam nos papéis de ataque e de defesa, de vencedor e de vencido. Dessa forma, o praticante aprende muito treinando nos dois lados da equação do Aikidõ. Espectadores (e às vezes os próprios estudantes) muitas vezes observam que “as técnicas do Aikidõ só funcionam se o parceiro cooperar”. É precisamente essa a questão. Rinjirõ Shirata Sensei costumava explicar aiki deste modo: “Vivendo em harmonia, demo-nos as mãos e alcancemos a linha de chegada juntos.”

Técnica mental e física. O conhecimento minucioso das articulações do corpo, faz que a força não seja necessária..


Aiki, como um agente de cura, conota ressuscitação e revitalização. Os melhores médicos de todas as culturas compreendem que um diagnóstico apropriado depende em grande parte do fato de ele, médico, estar em sintonia com o paciente para sentir o que este realmente sente. Só então ele terá condições de prescrever um remédio condizente. (No Japão antigo, um tipo de aiki era usado para reanimar pessoas que ficavam inconscientes devido a um acidente ou que entravam em coma devido a alguma doença.) Morihei falava freqüentemente das propriedades restauradoras e salutares do treinamento em aiki: “O volume de energia depois de um bom exercício deve ser maior do que o existente antes do exercício.”

Energia direcionada ao ponto certo.


Há um outro significado de aiki que é essencial para a verdadeira harmonia: a união perfeita de um homem e de uma mulher, um estado excelso de total intimidade física e espiritual. (Nos manuais de sexo chineses, aiki era o termo usado para a experiência sexual suprema.) A integração natural e pura dos princípios masculino e feminino está no amago de toda a criação. A libido não deve ser confundida com a mera concupiscência; deve, sim, ser compreendida como um anseio sincero de integração e de realização plena. Macho e fêmea são estéreis até que se unam; o desejo de ficar ligado, como se fosse um, para restaurar a unidade primordial, é um objetivo fundamental do Aikidõ (e de todas as outras artes).

A espada é a alma do samurai e o prolongamento do seu corpo e do seu espírito. Facerj Aikido

De modo semelhante, existe uma espécie de embriologia do aiki: o filho ideal é concebido quando os pais estão em harmonia total, constituindo uma verdadeira unidade de corpo e de alma. Se os pais permanecem em harmonia durante a gravidez, o feto é alimentado com aiki, uma qualidade que bate no coração da mãe e flui no seu sangue.
Tecnicamente, aiki é a “noção de tempo perfeita”. No dõjõ, o praticante procura fundir-se suavemente com a força de ataque, aplicando o volume exato de movimento, de equilíbrio e de força. Seguindo esse princípio, procuramos nos ajustar também à vida diária, reagindo aos vários desafios da vida com uma noção aguçada de aiki.


Dõ, a segunda metade da palavra Aikidõ, simboliza tanto um “caminho” particular que a pessoa percorre, como um “modo de vida” (way) universal baseado em princípios filosóficos. Os que trilham o caminho do Aikidõ vestem um tipo especial de roupa, meditam de uma certa maneira e praticam técnicas características. Esse é o caminho cultural do Aikidõ, o contexto da prática baseado nos ideais e técnicas clássicas do fundador, Morihei. O modo de vida do Aikidõ abrange o espectro mais amplo da vida – como convivemos com outros seres humanos fora do estreito mundo do dõjõ, como nos relacionamos com a sociedade como um todo e como tratamos a natureza. Nesse sentido, Aikidõ é Tantra, um entrelaçamento do macro e do microcosmo.

A verdade básica do Tantra é: “Tudo o que existe no universo existe dentro do corpo de cada pessoa. O que está aqui, está lá; o que não está aqui, não está em nenhum outro lugar.” O gnosticismo ocidental expressa essa verdade assim: “Quando fizerdes o de cima como o de baixo, e quando fizerdes do macho e da fêmea um só ser, então entrareis no Reino” (Evangelho de Tomé), ou mais sucintamente: “Como em cima, assim embaixo.” No idioma de Morihei, isso se expressa como ware soku uchu, “Eu sou (nós somos) o universo!” Cultivando o nosso corpo e a nossa alma através da prática do Aikidõ, adquirindo uma percepção verdadeira e praticando atos autênticos, aprendemos a viver cosmicamente.

Aikidõ é também ioga, um “jugo” que nos unifica, nos liga e nos atrela a prin cípios superiores. As oito partes do ioga clássico se assemelham aos ensinamentos do Aikidõ clássico de Morihei:

Yama, “princípios éticos”, sendo o mais importante ahimsa, “não-violência”. Nas palavras de Morihei, “Aqueles que procuram a competição estão cometendo um grave erro. Bater, ferir ou destruir é o pior pecado que um ser humano pode cometer”.

Niyama, “disciplina”. No Aikidõ, recebe o nome de tanren (forjar): “O objetivo do treinamento é disciplinar o indolente, enrijecer o corpo e polir o espírito.”

Asana, “posturas graciosas”. Às vezes é útil que o praticante pense nos movi mentos do Aikidõ não como técnicas de uma arte marcial mortífera, mas como:  asana, posturas físicas que ligam o praticante a verdades mais elevadas. Como asana, as técnicas do Aikidõ são dolorosas e difíceis no começo, mas no final se tornam mais fáceis, mais estáveis e mais agradáveis. Na verdade, um princípio do ioga diz que “a asana é perfeita quando o esforço para executá-Ia desaparece” e “quem domina a asana conquista os três mundos”. Morihei ensinava: “Funcio nando harmoniosamente juntas, direita e esquerda dão origem a todas as técnicas. Os quatro membros do corpo são os quatro pilares do céu.”

Pranayãma, “controle da respiração”, é necessário para partilhar da respiração do universo: “Inspire e deixe-se levar até os confins do universo; expire e traga o cosmos de volta para dentro de você. Em seguida, respire toda a fecundidade da terra. Finalmente, mescle a respiração do céu e a respiração da terra com a sua própria respiração, transformando-se na própria Respiração da Vida.”

A energia gerada pelo movimento do adversário, é transferida para ele mesmo, durante o seu ataque. "Uma vez tomada a iniciativa pelo agressor, a questão já está decidida" Morihei Ueshiba

Pratyãhara significa “libertar-se da confusão”, um afastamento da distração dos sentidos, uma mente resoluta e imperturbável. Nesse sentido, Morihei ensinava:

“Não fixe o olhar nos olhos do seu oponente: ele pode hipnotizá-Ia. Não fixe os olhos na sua espada: ele pode intimidá-Ia. Não se concentre no seu oponente de maneira alguma: ele pode absorver sua energia.”

Dharana, “fixando a mente”, também conhecida como ekagratã, “mantendo um único ponto”, é um conceito bem-conhecido nos círculos do Aikidõ: “Se está centrado, você pode se movimentar livremente. O centro físico é sua barriga; se sua mente também está assentada ali, você pode ter certeza da vitória em qualquer empreendimento.”

Dhyana, “meditação”, é um estado de intuição profunda e de visão clara: “Expulse os pensamentos limitadores e retome ao verdadeiro vazio. Poste-se no meio do Grande Vazio.”

Samadhi, “absorção total”, vai ainda mais longe. No samadhi, a distinção entre cognoscente e coisa conhecida se dissolve, uma transfiguração que Morihei ex pressava como “Eu sou o universo!” Os poderes sobrenaturais de Morihei tinham origem no seu samadhi-aiki que tudo absorvia, e seu comportamento excêntrico também era característico dos níveis mais elevados do ioga – uma espécie de loucura divina que transcendia o tempo e o espaço. “Se não se unir ao vazio do Puro Vazio, você não encontrará o caminho de aiki.”

Os ensinamentos de Morihei foram resumidos na frase Takemusu Aiki. Take sim boliza “valor e bravura”; representa a irreprimível e inabalável coragem de viver. Musurepresenta nascimento, crescimento, realização, plenitude. É a força criativa do cosmos, responsável pela produção de tudo o que sustenta a vida. Takemusu Aiki é uma expressão simbólica que significa “a existência mais destemida e criativa!”

Aiki significa harmonia e integração – entre corpo e alma, entre o eu e o outro, entre a humanidade e a natureza. Quando praticado adequadamente num ambiente saudável, aiki é uma fonte inesgotável de energia e de amor.

Izanami (à esquerda, sustentando a lua no alto) e Izanagi (à direita, segurando o sol), dois deuses xintoístas da criação. Essa imagem faz parte de um pergaminho de transmissão secreta da escola de esgrima Shinkage. Também no Aikidõ, a interação harmoniosa de Izanami (mãe) e de Izanagi (pai), sexual e espiritualmente, simboliza a natureza cooperativa do universo. Morihei usava com freqüência os símbolos de Izanami e de Izanagi em seus ensinamentos: “Izanami é o elemento feminino, receptivo, associado com a água, força centrífuga, e o lado direito das coisas; Izanagi é o elemento masculino, ativo, associado com o fogo, força centrípeta, e o lado esquerdo das coisas.” Morihei acreditava que toda mulher chegará a realizar seu potencial como uma deusa de compaixão e todo homem seu potencial como um buda vitorioso.

Se você tem vontade de praticar ou conhecer melhor a arte marcial  japonesa Aikido, eu gostaria de indicar a Facerj Aikido. A Facerj  tem como seu fundador o Shiran Paulo Henrique de Menezes. Além de aprender um Aikido tradicionalmente marcial e mantendo todos os ensinamentos do Bushido, você fará parte de uma família que tem como objetivo o crescimento físico, mental e espiritual. O Aikido ensinado na Facerj traz também, na sua base, os ensinamentos e as formas de treinamento criados pelo mestre Kenji Tomiki.

Kenji Tomiki sentado ao lado de O Sensei Morihei Ueshiba.

Kenji Tomiki (8˚ dan de judo/aluno direto de Jigorokano) foi o primeiro sensei a se graduar 8˚ dan. Ele  recebeu seus ensinamentos diretamente de Morihei Ueshiba. A Facerj Aikido não pratica nenhum tipo de competição em seus dojos e mantém todos os ensinamentos do Aikido tradicional de Morihei Ueshiba.  Para maiores detalhes entre no site:    http://www.facerj.com.br/php/

Shiran – Paulo Henrique de Menezes FACERJ- AIKIDO

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Kalaripayiti – A arte marcial da India

Posted in Arte Marcial - Kalaripayiti with tags , , , , , , , on 2 d e junho d e 2010 by aidobonsai

” Pois ouvi dizer que aquele que bem sabe conservar a sua vida não encontra o rinoceronte nem o tigre quando viaja por terra; nem é atacado por armas quando vai para a batalha.O rinoceronte não encontra lugar para enfiar-lhe o chifre; o tigre não encontra lugar para deitar-lhe as garras; as armas não encontram lugar para passar-lhe as lãminas.Por que isto acontece? Porque ele transpôs a região da morte.”

Tao Te Ching, de Lao Tzu

Cerca de uma hora antes do nascer do sol, as crianças de um pequeno povoado rural do sul da Índia reúnem-se numa pedreira dos arredores. A pedreira é iluminada pela lua, queaos poucos some no céu, e por uma lâmpada fluorescente suspensa. As crianças conversam entre si, e suas vozes mal se destacam contra os sons bruscos do povoado que desperta: um balde sendo enchido de água num poço; um prolongado e agonizante acesso de tosse. Então o Mestre chega e, depois das adequadas saudações aos deuses e a ele, as crianças começam a sessão matinal de kalaripayit, a arte marcial do sul da Índia.

Praticam durante cerca de uma hora, girando e contorcendo-se com agilidade extraordinária, o som de sua respiração formando uma espécie de contraponto com os outros sons que os rodeiam – os grasnidos dos primeiros bandos de corvos que cruzam o céu cada vez mais claro; os passos silenciosos de um elefante que caminha sossegado rumo a uma obra de construção nas proximidades; a terra sendo varrida pelas mães das mesmas crianças; e os alto-falantes do templo local, que tocam de forma distorcida uma música sagrada que ecoa pelos campos. Por fim, quando o sol chega à altura das folhas mais altas dos coqueiros, a aula termina e as crianças vão para a escola ou para o trabalho.

O Templo de Venkatanatha foi construído no século VII d.e. no precinto dos templos de Kanchipuram, perto de Madras, na Índia. Os frisos de suas paredes internas trazem representações dos conflitos entre as dinastias reais e contêm algumas das mais antigas imagens de técnicas de artes marciais.

Como não há nem escolas nem mestres de kalaripayit fora da Índia, podemos compreender por que essa tradição tem sido tão esquecida pelos estudiosos de artes marciais. É extraordinário, porém, que nenhum dos pesquisadores e escritores que vêm estudando as artes marciais há tantos anos tenha feito se quer uma simples menção à existência do kalaripayit. Os poucos escritores que falam das artes marciais indianas só fazem referência a um sistema importado, semelhante ao karatê; mas é difícil crer que qualquer um que tenha visto indianos praticando kalaripayit possa descrevê-la desse modo. Mas, enfim, como essa atitude existe, sentimos ser o nosso dever elaborar uma defesa desta arte marcial praticamente desconhecida.

O estilo setentrional de kalaripayit dá ênfase à capacidade de elevar-se de uma posição quase deitada para uma postura alta. Este tipo de exercício aumenta a agilidade e a flexibilidade. Neste caso, o aluno também se vira para o outro lado em pleno ar.

Há dois pontos que têm de ser esclarecidos antes de mais nada. Em primeiro lugar, será o kalaripayit uma arte marcial surgida na Índia, ou terá sido importada? E, em segundo lugar, será que permanece a mesma desde que foi criada ou acaso sumiu para depois reaparecer, talvez sob outra forma?

Podemos provar que as artes marciais já eram praticadas no sul da Índia durante os séculos VI e VII. Certas estátuas do Templo de Kanchipuram, perto de Madras, construído no começo do século VII d.C., representam o uso de técnicas completas de desarmamento, bem como o uso das mais diversas armas. Dispomos também dos testemunhos oculares de Hsüan-tsang, o famoso peregrino, erudito e diplomata chinês, que escreveu sobre as armas indianas que viu em sua viagem:

“Os principais soldados do país são escolhidos dentre os membros mais corajosos do povo, e, como os filhos seguem a profissão dos pais, desde muito cedo adquirem um conhecimento da arte da guerra. [Em tempo de paz], residem numa guarnição em torno do palácio, mas quando saem em expedição marcham na frente das outras tropas, cumprindo o papel de vanguarda. O exército tem quatro divisões, a saber: (1) a infantaria, (2) a cavalaria, (3) as carruagens e (4) os elefantes. Estes últimos são recobertos de uma forte armadura, e esporões afiados são instalados em suas presas. O comandante fica numa carruagem de guerra, que é dirigida por dois cocheiros, um dos quais fica à direita e o outro à esquerda, e é puxada por quatro cavalos dispostos de largo. O general dos soldados permanece em seu carro de guerra; é rodeado por uma fileira de guardas, que jamais se afastam das rodas da carruagem.

“A cavalaria espalha-se à frente para resistir aos ataques e, em caso de derrota, para distribuir as ordens pelo exército inteiro. A infantaria, por seus movimentos rápidos, contribui com a defesa. Os homens de infantaria são escolhidos por sua coragem e sua força. Levam uma longa lança e um escudo enorme; às vezes portam uma espada ou um sabre, e avançam à frente com impetuosidade. Todas as suas armas de guerra são pontudas e afiadas. Eis algumas delas: lanças,

Muitas das posturas da dança clássica indiana assemelham-se às posturas do kalaripayit, o que nos dá a entender que as duas artes descendem de uma tradição comum de luta, como mostram estas duas fotografias. A postura clássica de dança adotada pela jovem dançarina da foto abaixo é idêntica à postura do deus, acima, que foi entalhada no começo do século VII na parede de um dos templos de Kanchipuram.

Os Mestres de Kalaripayit:

As vidas dos mestres, cada qual em sua aldeia, geralmente seguem todas o mesmo modelo. Depois da prática matinal com as crianças, eles se dedicam à sua outra função importante, a de médico do povoado.

Nas artes marciais, é comum que os mestres sejam também médicos. Em virtude da própria natureza da arte, a pessoa que pratica técnicas de luta por muito tempo vai adquirindo um conhecimento cada vez maior de medicina, uma vez que quase todo dia há alguém que se machuca durante a prática. Ainda quando é um jovem aluno, o mestre aprende a curar hematomas e distensões leves; mas, à medida que passa a dedicar-se seriamente à arte e já antevê a possibilidade de tomar-se um mestre, começa a estudar mais e aprende a curar fraturas e ferimentos internos. Muitos mestres não ultrapassam esse nível de conhecimento, mas outros vão adiante e chegam à maestria total na prática da medicina de seu país.

Um dia passado na companhia de um mestre médico, vendo-o cuidar de seus pacientes, nos mostra o quanto a medicina ocidental é limitada por suas técnicas científicas rígidas e mecânicas. Mesmo no caso de um médico de aldeia, o sistema tradicional de medicina da Índia (Ayurveda) caracteriza-se por uma profundidade de cuidado e atenção ao paciente que quase não se encontra no Ocidente.

Muitos pacientes são homens que se machucaram no trabalho, geralmente por trabalhar demais. Para um pobre pescador, um dia de trabalho perdido numa consulta ao médico é uma perda severa, que se prolonga até que o médico consiga ajudá-lo a recuperar as forças para voltar a arrastar as redes de pesca.

O nome halaripayit é uma combinação de duas palavras usadas pelo povo de Kerala, que fala a língua malaiala. Kalari significa “lugar” ou “campo de batalha”, e payit significa “práticas”. Portanto, o termo significa literalmente “treinamento ou prática para o campo de batalha”. O kalaripayitcompreende dois grandes estilos que, por se distribuírem segundo uma divisão geográfica, são conhecidos como estilos do norte e do sul.

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Origem, uma loja para quem gosta de jogos de estratégia.

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , on 12 d e maio d e 2010 by aidobonsai

Desde novo sempre tive muito interesse por jogos de tabuleiro, principalmente os de estratégia. Há 8 anos quando era diretor de produção da Giovanni FCB, ganhei um jogo de estratégia de presente da minha mulher, ela havia comprado em uma loja de São Paulo. A loja era a ORIGEM e o jogo era o “Viking”.

Viking.  O jogo dos guerreiros do norte da Europa. Um jogo de estratégia em que cada jogador tem um objetivo diferente, origem: Escandinávia

Fiquei fascinado pelo jogo e fui na primeira oportunidade a São Paulo conhecer a loja. Uma loja que vende produtos diferenciados para grandes empresas entre eles: jogos milenares de estratégia. A origem pesquisou jogos antigos de várias culturas, alguns como Mancala (Africano) e o Senet  (Egípcio) tem mais de 1000 anos de idade.  Todos os jogos são confeccionados em madeira, camurça, com suas pedras em metal e com um acabamento primoroso. Tenho quase todos os jogos da loja, mas queria aqui indicar alguns dos meus favoritos. Você encontra aqui no final da matéria o link da loja.

Real De Ur. Um dos jogos mais antigos do mundo, origem Inglaterra.


O quinteto, criado pelo diretor de cinema Robert Altman para o filme de ficção que leva o nome do jogo “O quinteto”.

Go. Jogo desenvolvido por um general Chinês para o estudo de movimentação e ocupação de tropas em batalha. Um dos jogos mais antigos do mundo, é com o xadrez um dos principais jogos de  estatégia e lógica.

Capitão Cook. O jogo dos velejadores. De origem européia, um jogo de partidas rápidas.

Cidade Medieval. Jogo inspirado nas vilas da idade média cercadas por mulharas. Origem França

Senet. O jogo favorito dos faraós do Egito antigo.

Aqui fica esta minha dica para quem gosta de um bom jogo de estratégia. Entre no link da origem e veja a quantidade de jogos interessantes:

http://www.origem.com.br/home/



Samurai

Posted in Arte Marcial - Samurais with tags , , , on 9 d e maio d e 2010 by aidobonsai

Os Samurais eram nobres guerreiros da aristocracia do Japão entre 1100 e 1867. Com a restauração Meiji já em declínio, chegou ao fim. Suas principais características eram a grande disciplina, lealdade e sua grande habilidade com vários tipos de armas entre elas a katana. A katana representava para o Samurai, uma arma de defesa que carregava dentro dela todas suas habilidades mentais e físicas. ” Meu corpo deve ser forjado como o aço da minha espada e minha mente cortar os adversários como o fio da mesma” frase de Musashi, um dos maiores Samurais da história do Japão.

Aqui no blog você pode lêr a história dos samurais: https://aidobonsai.wordpress.com/2009/09/13/historia-dos-samurais-1˚parte/

Entre na galeria ou veja o slideshow das fotos reais de Samurais:

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World Bonsai 2009 – Puerto Rico

Posted in Bonsai - Exposições with tags , , , , , , on 3 d e maio d e 2010 by aidobonsai

Todas as fotos da World Bonsai 2009 que aconteceu em San Juan, Puerto Rico foram tiradas por Candy  J. Shirey no dia 13 de Julho de 2009. Foram apresentados Bonsais de muita qualidade técnica e com um acabamento visual impecável. Gostaria de destacar a sua atenção para as árvores que escolhi para a página de apresentação da galeria. O movimento e triangulação do primeiro Bonsai de madeira morta é perfeito.

Entre na galeria ou veja o slideshow dos 90 bonsais da convenção:

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Word view of bonsai 2006 – Galeria

Posted in Bonsai - Exposições with tags , , , , , on 2 d e maio d e 2010 by aidobonsai

Galeria com bonsais de vários artistas famosos em todo mundo. Trabalhos que nos encantam e nos dão inspiração para continuar se dedicando a esta arte maravilhosa.

Entre e veja a galeria ou o slideshow com todos os trabalhos:

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Caravaggio – O tenebrismo

Posted in Arte - Pintura e Desenho with tags , , , , , on 2 d e maio d e 2010 by aidobonsai

Michelangelo Merisi da Caravaggio nasceu em Milão no dia 29 de Setembro de 1571 e morreu em  Porto Ercole em 18 de Julho de 1610. Caravagio foi um dos pintores Italianos mais  atuantee em Roma, Nápoles, Malta e Sicília, entre os anos de 1593 e 1610. É normalmente identificado como um artista Barroco, estilo do qual ele é o primeiro grande representante. Caravaggio era o nome da aldeia natal de sua família, que ele adotou como nome artístico.

Mesmo ainda vivo, Caravaggio era considerado enigmático, fascinante e perigoso. Nascido em Milão, onde seu pai, Fermo Merisi, era administrador e arquiteto-decorador do Marquês de Caravaggio. Michelangelo Merisi surgiu na cena artística romana em 1600 e, desde então, nunca lhe faltaram comissões ou patronos. Porém ele lidou com seu sucesso de maneira atroz. Uma nota precocemente publicada sobre ele em 1604, descrevia seu estilo de vida três anos antes:

“após uma quinzena de trabalho, ele irá vagar por um mês ou dois com uma espada a seu lado e um servo o seguindo, de um salão de baile para outro, sempre pronto para se envolver em alguma luta ou discussão, de tal maneira que é bastante torpe acompanhá-lo.” (Floris Claes van Dijk; Roma, 1601.)

Considerado um farrista inconseqüente, ele vivia com problemas com a polícia, sem dinheiro e buscava brigas nos pulgueiros da cidade. Em 1606, mata um jovem durante uma briga e foge de Roma, com a cabeça a prêmio. Em Malta (1608) envolve-se em outra briga, e mais outra em Nápoles (1609), possivelmente um atentado premeditado contra a sua vida devido suas ações, por inimigos nunca identificados. No ano seguinte, após uma carreira de pouco mais do que uma década, Caravaggio estava morto, aos 38 anos.

Caravaggio tomava emprestada a imagem de pessoas comuns das ruas de Roma para retratar Maria e os apóstolos. Sua inspiração era entre comerciantes, prostitutas, marinheiros, todo o tipo de pessoas que não eram de nobre estirpe e que tivessem grande expressão, como suas obras retratam. Talvez tenha sido um dos primeiros artistas a saber conciliar a arte com o ministério de Jesus, que aconteceu exatamente entre pescadores, lavradores e prostitutas.

O artista levou este princípio estético às últimas consequências, a ponto de ter sido acusado de usar o corpo de uma prostituta fisgada morta do rio Tibre para pintar A Morte da Virgem. Esta foi uma das duas mais importantes características das suas pinturas: retratar o aspecto mundano dos eventos bíblicos, usando o povo comum das ruas de Roma.

A outra característica marcante foi a dimensão e impacto realista que ele deu aos seus quadros, ao usar um fundo sempre raso, obscuro, muitas vezes totalmente negro, e agrupar a cena em primeiro plano com focos intenso de luz sobre os detalhes, geralmente os rostos. Este uso de sombra e luz é marcante em seus quadros e atrai o observador para dentro da cena – como fica bem demonstrado em A Ceia em casa de Emmaus. Os efeitos de iluminação que Caravaggio criou receberam um nome específico: tenebrismo.

No fim do Renascimento, os grandes mestres caminhavam para uma visão mais obscura e realista das escrituras sagradas, como se vê principalmente em: A Conversão de São Paulo e no Martírio de São Pedro – afrescos de Michelangelo Buonarroti, realizados na Cappella Paolina, no Palácio Vaticano.

Formado em Milão, instalou-se em Roma por volta de 1592. Em 1599 realizou a decoração da capela de São Mateus, na igreja de S. Luigi dei Francesi, depois trabalhou para a igreja de Santa Maria Del Popolo e para a igreja de Santo Agostinho. Em 1606, perseguido pela justiça, após matar um homem em uma briga, acabou fugindo de Roma. Passou por Nápoles, depois por Malta e pela Sicília, onde pintou telas de lirismo transfigurado, como: A ressureição de Lázaro (Messina), na qual, sob o pavor de um imenso espaço vazio, um raio de luz rasante parece imobilizar o drama sagrado. Voltava a Roma, quando morreu vítima de Malária. Caravaggio reagiu às convenções do maneirismo e opôs a elas uma pintura natural, direta, e até mesmo brutal, que por sua franqueza renovou a natureza morta( cesta de frutas, Milão, Biblioteca Ambrosiana), e as cenas profanas (Baco Doente, Roma, Galeria Borghese), bem como os temas religiosos ( Descanso durante fuga para o Egito). Os contrastes de forma e luz sublinham formas maciças que, na maior parte de suas obras, emergem vigorosamente de um fundo negro. A influência que deixou na Europa, através do Caravaggismo, foi muito importante. Caravaggismo – Corrente pictórica originária da obra de Caravaggio, caracterizada pelo realismo das representações e pelo vigor dos contrastes de sombra e luz.

Entre na galeria ou veja o slideshow com 110 obras de  Caravaggio:

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Hajime Soroyama – A arte robótica

Posted in Arte - Pintura e Desenho with tags , , on 2 d e maio d e 2010 by aidobonsai

Hajime Sorayama  é um ilustrador japonês, nascido em Ehime no Japão em 1947. É conhecido pelos seus trabalhos de ilustração de formas humanóides e robóticas.

Iniciou seus estudos de arte em 1965 na Universidade de Shikoku Gakuin mas se graduou em 1968 pela Escola de Arte Chuo. Seus primeiros trabalhos foram como ilustrador independente em 1972, e seu primeiro livro “Sexy Robot” foi lançado anos mais tarde em 1983.

Participou de vários projetos gráficos, incluindo o filme Spawn, do qual foi o artista de concepção, e teve seus trabalhos publicados em diversos livros, CD’s e revistas. Atualmente Hajime Soroyama trabalha em projetos para os Estúdios Disney e Pixar.

Entre na galeria ou veja o slideshow com 100 trabalhos de Hajime Soroyama:

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M.Escher – O gênio da perspectiva

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Mauritis Cornelis Escher nasceu na Holanda em 1898. Filho mais novo do engenheiro civil Geoge Arnold Escher e Sarah Gleichman. Conhecido e famoso como o gênio da perpectiva, artista de dedicou a xilogravura, litografia ,pintura e ao desenho. Suas obras retratam contrucões impossíveis, preenchimento regular plano, com explorações do infinito de forma fantástica. Suas obras de metamorfose são conhecidas em todo mundo, pois cria padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes. Uma gaivota vai gradativamente se transformando em um peixe, sem a mudanca da forma básica. Escher estudou e praticou carpintaria, marcenaria e estudou piano até a idade de 15 anos. Estudou na faculdade de Arquitetura e Artes decorativas de Arnhem e se juntou a Samuel Jessurun, que o iniciou nas técnicas da gravura, litografia, xilogravura e ao desenho.

Uma das principais contribuições da obra deste artista está em sua capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de ilusões de ótica, com notável qualidade técnica e estética, tudo isto, respeitando as regras geométricas do desenho e da perspectiva.

Foi numa visita à Alhambra, na Espanha, que o artista conheceu e se encantou pelos mosaicos que haviam neste palácio de construção árabe. Escher achou muito interessante as formas como cada figura se entrelaçava a outra e se repetia, formando belos padrões geométricos. Este foi o ponto de partida para os seus trabalhos mais impressionantes e famosos, que consistiam no preenchimento regular do plano, normalmente utilizando imagens geométricas e não figurativas, como os árabes faziam por causa da sua religião muçulmana, que proíbe tais representações.

A partir de uma malha de polígonos, regulares ou não, Escher fazia mudanças, mas sem alterar a área do polígono original. Assim surgiam figuras de homens, peixes, aves, lagartos, todos envolvidos de tal forma que nenhum poderia mais se mexer. Tudo representado num plano bidimensional.

Destacam-se também os trabalhos do artista que exploram o espaço. Escher brincava com o fato de ter que representar o espaço, que é tridimensional, num plano bidimensional, como a folha de papel. Com isto ele criava figuras impossíveis, representações distorcidas, paradoxos.

Nos desenhos abaixo algumas das metamorfoses de Escher.

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