Na natureza árvores assumem várias formas e se moldam as dificuldades climáticas e geológicas para poderem sobreviver. Os estílos de Bonsais reproduzem estas características impostas pela natureza, e o Bonsaísta deve tentar recriar em sua árvore todos esses fatores.
A seguir os fatores que levam as árvores a se modificar e adaptar, e fotografias das árvores em seu ambiente natural:
VENTOS
Na natureza árvores com todos os seus galhos voltados em uma única direção, não oferecendo resistência aos fortes ventos. Os fortes ventos fazem com que as árvores tenham que realinhar seus galhos para poder aereodinamizar e favorecer a conservação de umidade em suas folhas. Encontramos
NEVE
Os galhos voltados para baixo é diferente da forma que os pinheiros assumem plantados em países de clima mais tropical e teA cada inverno a temperatura e o peso da neve faz com que os galhos das árvores não retornem à sua posição original.
A visão da árvore de natal ( Pinheiro ) em países frios com mperado.
SOLO
O solo pobre de nutrientes, possuindo excesso de salinidade ou com caracteríticas de alta porosidade, limita o crescimento das raízes e faz com que as árvores cresçam de forma muito lenta.
ALTITUDE
Quanto maior for a altitude do local de crescimento de uma árvore, menor será o seu porte. Isto ocorre devido ao ar rarefeito e à saturação de raios ultravioleta.
CHUVA
A falta de umidade reduz o tamanho das árvores e faz com que os troncos se retorçam com mais facilidade. Existem árvores nos EUA, especialmente na Califórnia com centenas de anos de idade mas com poucos centímetros de altura.
Neste local na Califórnia chove apenas 5 semanas em todo o ano.
ACIDENTES GEOGRÁFICOS
Uma semente pode ser levada para uma fenda nas rochas de uma montanha pelo vento, pelas chuvas ou por fezes de pássaros ou outros animais pequenos. A árvore se adaptará e crescerá emitindo raízes para poder se susentar e se segurar nas rochas.
SOL
As altas temperaturas e o sol acima de 40ºC, diminuem o tamanho das folhas. Quanto mais nescessidade de captação de luz do sol, maior se torna a folhagem das árvores e plantas.
Na India, o fato da espécie Ficus banyan apresentar um grande crescimento e possuir raízes aéreas muito fortes, faz com que os indianos a usem para criar pontes vivas, para atravessar, rios e montanhas. As raízes se fundem com o tempo, virando cordas e tábuas vivas.
Entre na galeria e veja árvores na natureza em condições especiais:
Marcelo Duprat é cordenador do curso de Belas Atrtes no Rio de Janeiro, na faculdade do Fundão. Marcelo é artista plástico e Bonsaísta com muita paixão. Sou um fâ do seu trabalho com penjing. Obrigado Marcelo.
Foto atualizada em 01/08/2013
Leia a matéria, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos. “Cantos Naturais”
No último final de semana de Julho, tive o prazer de receber aqui no Aido Bonsai meu amigo e cunhado Marcelo Duprat. Ele veio reenvasar o bonsai que criou em 1996 com uma Eugenia sprenguelli. Ela faz parte do seu penjing intitulado ” A Eugenia do Lago”. Vou colocar aqui as fotos que tenho das etapas do trabalho. O Suiban, as rochas e o Bodinho, também foram modelados por Marcelo Duprat.
A Eugenia do Lago
1- Suiban criado em cimento, usando um molde todo feito em isopor. Marcelo gosta de construir seus vasos, para eles seguirem exatamente as proporções e caracteristicas que ele precisa.
Molde já com o cimento secando. Marcelo cortou um vidro e pintou de branco por baixo, ele é o lago. O vidro foi uma solução para evitar o acúmulo de limo e sujeira, que acontece muito rápido quando se usa o cimento para retenção de água.
O vidro ficou no mesmo nível do cimento, ficando totalmente integrado ao suiban.
2- Pedras feitas por Marcelo em Cimento. Elas farão a composição e divisão entre a terra e o Lago.
3- Marcelo Já tinha construído um suiban menor, na mesma forma para sua Eugênia. Com o seu crescimento ela saiu da proporção da bandeja inicial, Marcelo então colocou ela em um vaso redondo de barro, onde permaneceu por 2 anos, agora ela está voltando para um novo suiban contruído pela segunda vez especialmente para ela.
4- O Bonsai se desenvolveu bem, criando um bom número de raizes capilares e ainda ficou com uma copa bem densa e frondosa. Marcelo consegue com muito trabalho e paciência, uma coisa muito difícil nesta espécie, não deixar secar nenhum galho na estrutura da copa.
5- Inicio do trabalho, soltando as raízes capilares com Rachi. Nesta foto podemos observar a bela estrutura da copa desse bonsai.
6- Raízes bem longas em todo torraão.
7- Marcelo cortou 30 % do comprimento das raízes capilares.
8- Substrato: 40% caco de tijolo 40% terra negra 20% Condicionador de solo
9- Marcelo colocando a camada de base no suiban.
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10- Uma pedra já está posicionada, pois esta fica entre as raízes na parte de trás do bonsai.
11- Posicionando a árvore.
12- Árvore já com as pedras posicionadas, na divisão do lago.
13- Retirando alguns arames de modelagem.
14- Bonsai já com todo substrato colocado e acentado com rachi. O Penjing foi submergido em uma bacia com água, retirando todo ar e espaços entre as raízes.
15- Penjing visão frontal.
16- Penjing visão de traz.
16B- Lateral
17- Detalhe do Penjing. Bode modelado em durepoxi por Marcelo Duprat.
18- Fotos tiradas após a primeira poda de refinamento da copa.
Deixo aqui o meu agradecimento ao Marcelo Duprat, por dividir esse momento, e me dar a chance de fotografar as etapas desse trabalho tão cheio de detalhes. Estarei sempre adicionando mais fotografias deste trabalho.
Tutorial por Marcelo Duprat, com detalhes da construção do suibam.
Fiz uma “fôrma perdida” de isopor. A espessura da placa de isopor determina a altura dos pés que se quer. Desenha-se a forma na dimensão desejada, corta-se o contorno com faca alfa, e também os buracos, que, cheios de cimento, virarão os pés. Fiz também umas canaletas em “V” para formar longarinas por toda a extensão e assim dar mais resistência.
A borda foi feita com isopor mais fino e, por isso, flexível, de 3 mm. Inclui neste trabalho uma variação. A faixa de isopor, uma simples tira, foi cortada mais grossa (alta) na parte de trás e mais baixa na região do lago. Assim, na parte traseira, foi possível acumular mais substrato, sem perder, na visão frontal, o efeito de bandeja desejado. Tudo foi montado com cola tradicional de isopor.
Como o isopor de base, neste caso, tinha um centímetro de espessura (justamente a espessura que eu pretendia alcançar com o cimento), cortei uns círculos para resguardar os buracos de drenagem do suiban pronto, e, ao mesmo tempo, fornecerem uma referência de espessura na hora de aplicar o cimento.
obs: reparem no jornal sob a fôrma, importante detalhe para o cimento não colar na mesa.
Neste trabalho fiz o desenho em cartolina antes, e pedi para um vidraceiro cortar um vidro, de 3 mm, na forma da área onde pretendia deixar o “lago”. O vido foi pintado de branco no fundo, com tinta de parede. No outros suibans anteriores a este, sempre tive grande dificuldade em criar uma superfície lisa que fosse fácil de limpar. O vidro tem se mostrado uma ótima solução.
Fôrma preenchida com o cimento, ainda fresco. Utilizei cimento Mauá. Pretendo pintar de branco, mas preferi experimentar com cimento normal do que utilizar o cimento branco estrutural, pois este se mostrou mais frágil do que o cimento normal. Foi prepada uma liga forte de 1 parte de cimento para 3 de areia.
Suiban secando. Nesta foto com as pedras soltas, para conferir e sentir o espaço que vou ter para acomodar as raízes.
A serpente é um dos desenhos mais procurados por quem quer fazer uma Tatoo. A Serpente é uma antiga divindade da sabedoria no Médio Oriente e na região do mar Egeu, sendo, intuitivamente, um símbolo telúrico. No Egito, Rá e Áton (“aquele que termina ou aperfeiçoa”) eram o mesmo deus. Áton o “oposto a Rá,” foi associado com os animais da terra, incluindo a serpente.
Veja as fotografias, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos. “Cantos Naturais”
Nehebkau (“aquele que se aproveita das almas”) era o deus da serpente que guardava a entrada do mundo subterrâneo. Se nos afastarmos mais, tanto em termos geográficos como culturais – por exemplo, até às ilhas Fiji, encontramos Ratu-mai-mbula, um deus-serpente que governa o mundo subterrâneo (e faz a energia vital fluir).
Dentre os símbolos primordiais, a serpente é aquele que mais fortemente encerra toda uma complexidade de arquétipos. Presente em todas as culturas de qualquer época espalhadas pelos cinco continentes, sua imagem mitológica assume sempre um papel fundamental, associada que está, antes de tudo, à essência primordial da natureza, à fonte original de vida, ao princípio organizador do Caos, anterior à própria Criação.
Uma das figuras mais intrigantes do simbolismo alquímico, presente milenarmente em diversas culturas, é a da cobra (ou dragão) que morde o próprio rabo e opera, num movimento circular e contínuo, todo o processo dinâmico e transformador da vida. “Meu fim é meu começo”, diz a cobra nesse ato mágico de devorar-se e cuspir-se, a representar a unidade indiferenciada da vida, e seu caráter divino implícito na perfeição do círculo.
À serpente devorando a própria cauda, os alquimistas chamaram Oroboro. Tal palavra não consta da maioria dos dicionários, e em alguns livros da Grande Obra aparece grafada como “ouroboros”, principalmente na língua inglesa; outras fontes, menos comumente, escrevem-na “uróboro”. Prefiro, particularmente, o termo oroboro, visto não ter sido nunca tão oportuno em nossa língua nomearmos um símbolo cuja singularidade é a de não ter começo nem fim, por meio de palavra tão especial, que permite ser lida de trás para a frente sem prejuízo sequer de sua pronúncia, transmitindo ela própria a idéia de algo que se expressa ciclicamente.
Mais um artista que merece destaque pela criatividade e pelo resultado do seu trabalho.
Keira Rathbone mora no oeste de Londres, ela cresceu em Dorset e estudou Belas Artes na UWE em Bristol. Ao longo dos últimos dez anos Keira desenvolveu uma reputação de longo alcance com seus experimentos com desenho e pintura, usando máquinas de escrever.
Keira captura momentos, personagens, paisagens com sua máquina de escrever manual. Usando as tipos da máquina e diferentes intensidades, ela consegue passar para o papel imagens com uma riqueza de detalhes e luminosidade incrível.
A maioria dos typictions de Keira são capturas de momentos da vida, seja ele um olho close-up, rostos, uma ponte no cais, ou outras estruturas da vida ao seu redor. A digitação no meio da rua, vista ao vivo pelas pessoas de Londres, transforma o que ela faz em uma forma de arte performática, atraindo a atenção de curiosos transeuntes de todas as idades.
A Londrina Keira Rathbone é uma artista que usa a boa e velha máquina de escrever para criar sua arte. Keira diz que tem um fetiche enorme por máquinas de escrever , e é extremamente ciumenta da sua coleção máquinas de escrever antigas.
Entre na galeria e veja mais trabalhos de Keira Rethbone:
Leia a matéria, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos.
Criei essa paisagem usando 4 elementos básicos:
1- Pedras que coletei em uma ressaca em 1995. Queria usar a rocha principal em uma bandeja que permitisse que ela ficasse deitada, pois ela tinha uma fenda em toda sua extensão e era bem sinuosa, produzindo uma linda profundidade.
2- Pithecolobium torthum
3- Bromélias
4- Suiban de cimento, pintado na cor negra. Essa base de cimento você pode comprar em qualquer floralia, ela vem sem perfurações para escoamento de água, com uma broca de aço para concreto fiz um total de 16 perfurações. Coloquei tela em toda sua extenção.
Abaixo as etapas de montagem do Penjing:
a) Base de caco de tijolo triturado em toda extensão da bandeja, para evitar retenção de água.
b) Camada de substrato: 40% pedrisco / 10% caco de tijolo / 30% terra negra / 20% condicionador de solo
c) Pithecolobium torthum colocado na posição escolhida.
d) Pedra principal na posição.
e) Pedra secundária na posição.
f) Bromelias e musgo já plantados.
Frente
Traz
Trabalho finalizado:
Frente
Costas
Outros ângulos e detalhes:
Posicionando algumas miniaturas, para olhar a proporção.
Entre na galeria e veja todas as fotos do trabalho:
A importância da procura do substrato e da adubação perfeita.
Leia a matéria, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos. “Cantos Naturais”
Todas as plantas de interior e bonsais, por serem cultivadas em vasos, necessitam de reposições periódicas de nutrientes e micronutrientes para que possam se desenvolver, florescer e frutificar, como se fossem plantadas diretamente no solo.
National Bonsai China e Nipon Bonsai Mames.
No caso dos bonsais e penjings as adubações devem ser feitas com produtos especiais e de forma controlada, pois o tamanho dos vasos são pequenos e, nos penjings, são usados suibans (bandejas rasas).
Bonsai de Ulmus chinesis plantado em suibam – Aido Bonsai.
Devido à pouca quantidade de terra que os vasos contem, os nutrientes da terra são absorvidos com maior rapidez; já uma grande quantidade de adubo prejudica o desenvolvimento saudável do bonsai, podendo até causar a sua morte.
Os fertilizantes podem ser orgânicos ou químicos. No caso dos adubos orgânicos, você pode utilizar esterco de frango curtido, ou uma mistura de farinha de osso misturado com torta de mamona em partes iguais.
Existem hoje no mercado brasileiro várias opcões de adubos orgânicos e químicos de marcas nacionais e importadas. Aqui no blog você encontra vários links de lojas que comercializam esses produtos.
Os adubos orgânicos, por serem mais naturais, permitem um nível de segurança maior com relação a possíveis excessos, pois estes são absorvidos gradativamente pelo solo e pela planta. Ou adubo orgânico que é produzido em formato de pequenas pedrinhas. Você pode enterrar 1o delas em volta do vaso o mais próximo da superfície, longe do tronco. (vasos de até 2,5 litros).
Abaixo o Osmocote adubo químico de liberação controlada e Bio Gold, um dos mais usados adubos orgânicos.
Adubos químicos possuem formulações diferentes com relação as porcentagens de N P K, nitrogênio, fósforo e potássio, podendo serem apresentados nas formas sólida (granulado) e líquida. Você encontra essas indicações em destaque na embalagem.
Quando você utilizar adubos químicos é importante tomar muito cuidado e precauções, pois altas concentrações nas dosagens podem queimar as raízes das plantas, levando à sua morte.
Eu uso sempre de uma forma: diluo e uso a metade do que o fabricante manda na sua bula de instrução; preferencialmente trabalho com os adubos líquidos, que também são absorvidos por toda parte aérea da planta.
Não coloque adubo ou fertilizante quando os bonsais estiverem secos, e sim uma hora após as regas regulares. A melhor hora é bem cedo pela manhã ou no final da tarde, evitando o sol. As adubações devem ser quinzenais e somente na primavera e no outono.
Nas espécies frutíferas a adubação deverá ser suspensa no início da floração e retornada apenas quando o fruto estiver do tamanho de uma ervilha. Já para as espécies floríferas a adubação deverá ser suspensa durante toda a floração. Nunca se adubam plantas fracas, doentes, debilitadas ou recém transplantadas. Uma planta que é transpalntada só deve ser adubada após dois meses, para não correr nenhum risco de perda de galhos ou raízes.
Bougainvillea com uma floração exuberante em exposição: Taiwan 2013.
Para completar o seu ciclo de vida, as plantas, como qualquer ser vivo necessitam de água e de vários elementos encontrados na natureza:
Macronutrientes:oxigênio, fósforo, nitrogênio, potássio, ferro, carbono, cálcio, magnésio e enxofre.
Micronutrientes: zinco, manganês, boro, cloro, cobre, ferro e molibdênio.
As plantas, ao contrário dos animais, que só obtém seus nutrientes através dos alimentos ingeridos, têm mais de uma forma de absorver os elementos. O ar é um destes, sendo que dele as plantas extraem o carbono, o oxigênio e eventualmente o enxofre, sendo absorvidos através da respiração.
Bonsai clássico do Japão: Chinese quince – 160 anos – 68cm.
O hidrogênio e o oxigênio chegam às plantas através da água, através da quebra de sua molécula. Mas o principal veículo de absorção é obviamente a terra, de onde são extraídos todos os demais nutrientes. Por isso a importância de um substrato bem equilibrado, é que vai permitir o desenvolvimento de um bonsai saudável, criando todas as características de uma árvore antiga, centenária. Imagine o cuidado com esses bonsais que coloquei aqui para ilustração do que é uma planta sadia. São bonsais clássicos do Japão com mais de 200 anos de idade.
Pinheiro negro 260 anos de idade.
Todos os nutrientes são importantes para o crescimento de um bonsai, mas 3 deles se destacam, pois a planta precisa deles em maior quantidade, tanto que, quando se procuram adubos para a criação de bonsai e penjings, a sigla K P K (nitrogênio, fósforo e potássio) é muito falada e usada. Eles são apresentados em várias porcentagens, por exemplo: 10-10-10 / 04-14-08 / 0-25-25.
Pinheiro Branco – 500 anos Bonsai clássico do Japão.
Após absorvidos, os nutrientes desenvolvem e participam de diferentes funções nas plantas:
Abaixo estão os nutrientes mais importantes para o cultivo de bonsais e plantas em vaso. Existem algumas espécies de plantas que utilizam outros elementos em seu metabolismo, como cobalto, níquel, silício e sódio.
Macronutrientes:
Nitrogenio – Tem ação na parte verde da planta, as folhas. É um dos principais componentes das proteínas vegetais, sem ele as plantas não podem realizar a fotossíntese nem a respiração. Atua no crescimento e nas brotações da planta. Sem nitrogênio, a planta não cresce normalmente, se torna pequena e com um menor número de folhas. Como perceber se está faltando: presença de folhas amareladas é um bom indício de falta de nitrogênio.
Onde encontrar: nos químicos: ureia, sulfato de amônia, salitre do chile e adubos compostos com grande percentual de N, como NPK 20.05.20. Nos orgânicos: esterco bovino e de aves, húmus de minhoca e farinha de peixe.
Fósforo – Atuando principalmente na floração e na maturação e formação de frutos, no crescimento das raízes e na multiplicação das células, o fósforo é essencial às plantas e deve estar presente em uma forma inorgânica simples para que possa ser assimilado. Como perceber se está faltando: atraso no florescimento, flores quebradiças e pequeno número de frutos e de sementes.
Onde encontrar: nos químicos: superfosfatos, termofosfatos e adubos compostos com alto percentual de P, como NPK 04.14.08. Nos orgânicos: farinha de ossos e farinha de peixe.
Potássio – Essencial para o crescimento e responsável pelo equilíbrio de água nas plantas. Atua no tamanho e na qualidade dos frutos e na resistência a doenças e falta de água. Como perceber se está faltando: crescimento lento, raízes pouco desenvolvidas, caules fracos e muito flexíveis e formação de sementes e frutos pouco desenvolvidos.
Onde encontrar: nos químicos: cloreto de potássio, sulfato de potássio e em adubos compostos com alto percentual de K, como NPK 20.05.20. Nos orgânicos: cinza de madeira e esterco bovino.
Penjing “As águas de Kioto”. Este é um trabalho que, como eu modelei a montanha em concreto celular e o espaço para o Pithecolobium torthum é de apenas 1 litro (25 cm X 10cm altura), eu tenho que fazer uma troca de substrato todo ano, pois as raízes crescem e tentam se embrenhar pelas fendas do concreto. Eu uso uma mistura 30% pedrisco, 25% caco de tijolo, 15% terra negra. 10% areia da restinga e 20% condicionador de solo.
Micronutrientes:
Cálcio – Está relacionado à formação da membrana das células. Na frutificação é fundamental, pois este é um momento onde existe uma criação muito intensa de novas células. O fruto passa a apresentar manchas profundas e enegrecidas, as folhas mais novas apresentam as pontas murchas e curvadas. Nas raízes também aparecem sintomas de deficiência, pois este também é um local de grande multiplicação celular, então as raízes novas ficam sem estrutura, ou seja, moles, frágeis e gelatinosas.
Principal componente da parede celular, é importante para a formação de novas células, desenvolvimento de frutos, raízes e caules. Como perceber se está faltando: frutos deformados e manchados, pontas murchas e retorcidas nas folhas mais novas, raízes fracas e mal formadas.
Onde encontrar: nos químicos:Calcáreo dolomítico. Nos orgânicos: farinha de ossos, cinza de madeira.
Magnésio– A molécula de clorofila contém este nutriente e, na falta deste, passa da cor verde para laranja. Em deficiência a planta apresenta perda de coloração entre as nervuras das folhas. É um sintoma de fácil visualização, pois ocorre nas folhas mais velhas e suas nervuras permanecem verdes. Principal componente da molécula de clorofila, o magnésio é fundamental para a fotossíntese. Como perceber se está faltando: as folhas mais velhas ficam sem coloração, apesar das nervuras permanecerem verdes.
Onde encontrar: nos químicos: calcáreo dolomítico. Nos orgânicos: cinza de madeira e húmus de minhoca.
Enxofre– está relacionado fortemente à fotossíntese. Em deficiência a planta apresenta perda de cor nas folhas mais novas podendo tornarem-se roxas ou avermelhadas. As folhas ficam pequenas e apresentam suas margens enroladas e caem. O florescimento fica bastante reduzido na falta de enxofre. Participa ativamente da fotossíntese.
Como perceber se está faltando: as folhas não se desenvolvem bem e caem com facilidade, vão perdendo a cor verde e ficando com uma tonalidade avermelhada. Ocorre diminuição no volume de flores e na produção de frutos.
Onde encontrar: nos químicos: sulfato de amônia, superfosfato simples. Nos orgânicos: esterco de frango e de boi.
Ulmus chinesis plantado em uma poliqueta (vermitídio) jogado pelo mar de Itaipuaçu no ano de 1980. Eu tinha 15 anos quando peguei essa poliqueta. Ela foi escavada deixando um buraco de 26 cm X 10 cm de profundidade. Este trabalho tem o substrato trocado todo ano no início da primavera. Substrato usado: 50% caco de tijolo, 25% terra negra e 25%ondicionador de solo.
Micronutrientes secundários:
Ferro– constituinte de enzimas importantes para a clorofila. A deficiência aparece nas folhas mais novas que apresentam o que se chama de “clorose”, que é a perda da cor verde passando ao amarelo ou branco entre as nervuras, e depois toda a folha que pode se tornar esbranquiçada.
Zinco – está relacionado principalmente à fabricação de uma enzima chamada AIA, que é responsável pelo crescimento celular. Portanto, uma planta deficiente em zinco apresenta-se anã e suas folhas novas não se desenvolvem completamente, formando uma roseta nos ramos novos.
Boro– Sua função primordial é a de formação do fruto. Em frutíferas pode-se identificar sua deficiência através de frutos deformados. As folhas mais novas apresentam-se pequenas e deformadas, vindo a cair. As raízes ficam com as pontas grossas e com áreas escuras, podendo ocorrer a morte das mesmas.
Cloro– tem função nas reações de quebra da molécula de água. Não se conhece deficiência de cloro, pois sobre todos os solos do globo em algum momento houve água do mar, que é abundante em cloro.
Cobre – está relacionado à atividade fotossintética. A deficiência é evidenciada por enrolamento das pontas das folhas mais novas.
Manganês – está ligado diretamente à fabricação da clorofila. Na sua falta, a planta apresenta a perda de cor nas folhas novas, em toda a área interior das folhas (nervuras).
Molibdênio – este elemento é exigido em baixíssimas quantidades e está ligado ao aproveitamento do nitrogênio pelas plantas. Uma planta em deficiência de molibdênio apresenta sintomas semelhantes aos de deficiência de nitrogênio.
Penjing “O camimho do templo”. Este trabalho foi criado por mim em 1995. e foi finalizando usando uma pedra São tomé como base. A adubação é feita todo ano com adubo ôrgânico na primavera. Eu enterro ao longo de toda floresta 70 pedrinhas de adubo produzido pelo meu amigo Claudio Ratto e é um adubo similar ao importado Bio Gold. Uso esse adubo nas minhas plantas há 5 anos e ele me traz resultados muito bons.
No outono eu coloco 20 cestos de adubo espetados no solo durante os 30 primeiros dias da estação.
De 3 em 3 anos eu levanto todo o conjunto e coloco uma camada de 1cm de substrato novo. 50% pedrisco de rio lavado, 25% terra preta e 25% de condicionador de solo.
Penjing criado com 15 Eugenias sprenguelli. Aido Bonsai
Detalhe do penjing “O caminho do templo”
É importante ressaltar que a adubação deve ser vista como um tratamento médico, onde o excesso pode trazer transtornos. Quando a adubação é demasiada, excessiva, além do gasto ser maior do que o desejado, as plantas podem apresentar queima nas raízes, folhas e frutos ou até mesmo morrer.
Existem adubos químicos onde os micronutrientes estão presentes em pequenas proporções, juntamente com o NPK em suas formulações. Quando existe a falta de micronutrientes, na maior parte dos casos, é feito uma reposição através de adubação líquida foliar com pulverizações através de burrifadores.
Os bonsais, como todas as plantas, absorvem os nutrientes também através das folhas, sendo que neste sistema de absorção a planta apresenta uma resposta muito mais rápida.
No cultivo de plantas ornamentais, hortas e viveiros de produção de mudas, também podem ser utilizados adubos orgânicos.
Os adubos orgânicos são aqueles obtidos diretamente da natureza, sem nenhum tratamento químico. Eles podem ser de origem vegetal, animal ou até mesmo mineral. Os mais conhecidos e utilizados adubos orgânicos são: farinha de peixe, torta de mamona, farinha de ossos calcinada, ulmus de minhoca e esterco curtido de animais.
Torta de mamona:
É o bagaço que sobra após a retirada industrial do óleo de mamona. Além de ser muito rica em nitrogênio (cerca de 5%) ainda possui ação nematicida (os nematoides são vermes que atacam as raízes das plantas).
Embora excelente para as plantas, ela é extremante venenosa para os animais de estimação. Além da ricina (veneno presente na mamona), há concentrações elevadas de metais pesados como o cádmio e o chumbo.
Farinha de ossos:
Resultante da moagem ou autoclavagem de ossos de boi, a farinha de ossos é rica em cálcio, fósforo e matéria orgânica. É muito indicada para utilização em plantas floríferas e no controle da acidez do solo.
Húmus de minhoca:
O húmus é resultado do processamento dos nutrientes presentes no esterco bovino que, depois de passar pelo organismo das minhocas, fica totalmente solubilizado, tornando mais fácil sua assimilação pelas plantas. Rico em matéria orgânica, além de fertilizar, o húmus recupera as características físicas, químicas e biológicas do solo natural, favorecendo, assim, o bom desenvolvimento das plantas.
Esterco:
Os mais utilizados são os de gado e de frango. O esterco de gado contém maior quantidade de fibras, o que evita a compactação do solo e ajuda a reter maior quantidade de água. O de frango, por sua vez, é mais concentrado, extremamente rico em nutrientes. Porém, a grande quantidade de alguns elementos aumenta o risco de tornar o solo mais ácido e salino.
As aves e os bovinos fornecem os tipos de esterco mais utilizados, mas deve-se deixá-los em caixas de repouso por algumas semanas para que eles possam fermentar, pois o esterco cru queima as raízes das plantas com sua acidez. Em todo período de fermentação o esterco pode ser enriquecido com restos vegetais. Este processo é chamado de compostagem e o esterco é considerado pronto para uso quando não está mais com cheiro forte.
Abaixo um equipamento (Envirocycle Composter) criado para quem quer fazer compostagem, reciclando seu lixo orgânico em casa.
25% caco de tijolo triturado de 3 a 5 milímetros ou akadama
25% terra negra
40% condicionador de solo
A importância do Substrato para Bonsai e Penjing:
Eu considero o estudo da composição do substrato de bonsai um dos assuntos mais importantes no cultivo do bonsai. A escolha do substrato pelo cultivador é o fator determinante de saúde, crescimento e envelhecimento da árvore.
O substrato é todo o elemento que possa ser utilizado como meio de crescimento para a planta que não esteja sendo cultivada diretamente no solo. Pode ser formado por um único elemento ou por uma mistura balanceada de materiais orgânicos, minerais ou sintéticos.
1- A qualidade do solo é determinante para o cultivo do bonsai e do penjing. O solo precisa ter todos os nutrientes suprir as necessidades em todas as estações do ano. Um substrato escolhido de forma errada vai fazer com que a planta não produza frutos e flores, ou que vá enfraquecendo e perdendo galhos até morrer. O substrato deve manter uma boa umidade para facilitar a absorção de todos os nutrientes.
2- Chamamos de aeração os espaços vazios no substrato por onde o ar pode circular livremente. O substrato tem que ser drenante, a água tem que entrar e sair do vaso passando por todas as raízes. A concentração de água parada pode e vai afogar as raízes. A perda das raízes vai levar à perda de galhos e, consequentemente, à perda da planta.
3- Boa sustentação, o substrato tem que permitir a fixação das raízes e do bonsai para que ele não fique desiquilibrado e oscilando com ventos e chuvas, pois isso enfraquece a planta e causa a perda de galhos e folhas.
4- Medir o Ph e manter o que a espécie necessita para seu crescimento. Eu tenho um medidor que, após enterrado no vaso, informa em 3 minutos o índice de Ph da terra.
5- A quantidade de pedrisco, caco de tijolo e areia no substrato faz com que o crescimento de raízes capilares responsáveis pela alimentação triplique no vaso. A granulação induz ao maior crescimento de raízes capilares.
6- A areação mantém a temperatura da terra mais baixa no verão.
Nesse trabalho, que tem 7 anos, eu usei um vaso muito raso. Ele tem 1,5 cm de profundidade e apedra ocupa grande parte do vaso. É um trabalho em que eu troco o substrato 4 vezes por ano, pois o crescimento da raíz da xeflera é muito rápido. O substrato é muito drenante: 50% caco de tijolo, 15% pedrisco e 35% terra negra. Eu misturo na terra negra uma colher de chá de osmocote plus.
Alternativas de elementos orgânicos e inorgânicos para produção de substrato:
Orgânicos: Condicionador de solo, terra, carvão vegetal, casca de pinus, turfa e esfagno.
Inorgânicos: areia, pedrisco, caco de tijolo, vermiculita, akadama e kanuma.
Vermiculita
Formação: Mineral formado por cristais finos chamados laminulas superpostas.
Propriedades: Grande absorção de água e nutrientes, muito utilizado na produção de mudas. Ótimo condicionador de solos ácidos e argilosos tornando-os mais soltos, porosos e arejados, propiciando, desta forma, um melhor desenvolvimento das raízes das plantas. Excelente para ser usado em alporquia, pois favorece desembaraço das novas raízes para que possamos colocá-las de forma radial.
Nutrientes: possui grande concentração de cálcio, potássio e magnésio.
Caco de tijolo moído
Formação: Barro, argila, tabatinga com percentuais de terra e areia queimados a temperaturas que variam entre 800 e 900 graus. Telhas são produzidas em alturas mais altas, por isso são muito mais compactas e duras.
Propriedades: Excelente retenção de umidade e areação, não produz compactação, ph neutro. Pode ser produzido em várias gramaturas.
Nutrientes: não possui nutrientes.
Carvão vegetal
Formação: O carvão vegetal ativado, cujo nome botânico é Carbo activatus, é preparado a partir da queima controlada, com baixo teor de oxigênio, das partes lenhosas de angiospermas não resinosas.
Propriedade: Tal substância é bastante porosa e possui grande capacidade de captar e reter, em seu interior, substâncias tóxicas, impurezas, micro-organismos e gases oriundos da decomposição fito-sanitária. Pode ser usado em até 15% da mistura moída na mesma granulometria dos outros componentes. O carvão ativado possui aproximadamente 10% de potássio, este nutriente é importante na manutenção estrutural da planta.
Nutrientes: potássio e carbono.
Dolomita
Formação: É um mineral de carbonato de cálcio e magnésio CaMg(CO3)2 similar à calcita, muito abundante na natureza na forma de rochas dolomíticas, utilizado como fonte de magnésio e para a fabricação de materiais refratários.
Propriedades: De Ph alcalino, proporciona boa areação. Na sua formação não existe matéria orgânica em nenhuma forma.
Nutrientes: não possui nutrientes.
Terra do cupim
Formação: Argila, barro compactado e areia fina.
Propriedades: Ótima porosidade, mantendo muita umidade, em quase todas as regiões do Brasil o seu ph é neutro, mas no Rio de Janeiro algumas formações se mostram mais ácidas, quando formadas de barro roxo ou negro.
Nutrientes: pouco nutriente.
Akadama
Formação: A akadama é uma argila de origem vulcânica, de coloração vermelho/amarelada, muito utilizada pelos bonsaístas de todo o mundo por sua forma granulada e difícil decomposição.
É encontrada em 3 densidades:
Duro- Queimada a altas temperaturas.
Médio- Natural, Mole- retirado de maior profundidade
Mole- Retirada das camadas próximas a superfície.
Propriedades: A akadama quando molhada escurece, o que ajuda o bonsaísta a observar a hora da rega, um dos melhores substratos na retenção de umidade. Tem as vantagem de ser completamente inorgânica e inerte. Possui ótima absorção de água e proporciona excelente aeração e proporciona bom crescimento das raízes.
Nutrientes: traços de calcário
Pedrisco ou cascalho lavado de rio
Formação: Sedimentação de arenito, quartzo, feldspato e areia.
Propriedades: Ph Neutro, não possui matéria orgânica, não retem muita umidade devido a falta de porosidade, ótima drenagem.
Nutrientes: não possui nutrientes.
Kanuma
Formação: Arenito leve e poroso retirado da província de Karuma no Japão. Admirado e muito usado pelos cultivadores de azaléias.
Propriedade: Possui o pH ácido e mantém essa propriedade por muito tempo. Ideal para acidificar misturas. Indicado especialmente para Ericáceas (Azaléia), como também para frutíferas e floríferas. Assim como o akadama, apresenta níveis de dureza, dependendo da profundidade que é extraída.
Nutrientes: não possui.
Terra negra
Formação: A melhor opção é procurar terra esterilizada para que ela não fique com sementes e fungos. O uso deve ser conciliado com uma boa mistura de pedrisco, caco, vermiculita, etc, pois tende a compactar-se muito.
Propriedades: A característica especial da terra negra é que, por ser de extraída diretamente do solo, já contém muitos nutrientes.
Nutrientes: potássio, nitrogênio, magnésio, ferro, cálcio entre outros micronutrientes.
Pedrisco de granito
Formação: Brita de pedreiras de superfície áspera.
Propriedade: Estéril e inerte. Pequena capacidade de retenção de umidade e nutrientes por absorção. Permite ótima drenagem se usada uma gramatura acima de 4 milímetros. Muito boa se misturada com terra negra para enraizamento e obtenção de mudas.
Nutrientes: não possui.
Condicionador ou corretivos de solo
Os condicionadores ou corretivos de solo não são considerados fertilizantes, mas atuam diretamente na correção do pH e de algumas outras características do solo. A correção adequada do pH do solo é uma das práticas que mais benefícios trazem ao bonsai e a jardinagem, pois está diretamente relacionado à saúde e ao bom desenvolvimento das plantas. Os condicionadores de solo proporcionam uma combinação favorável de vários efeitos, dentre os quais se mencionam os seguintes:
Formação: Normalmente possuem em sua composição, carvão, terra, casca de arroz, casca de pinus e, às vezes, com adição de alguns nutrientes. Ele é muito usado para plantas tropicais, principalmente as de folhas largas. Tende a acidificar devido à decomposição da matéria orgânica.
Propriedades: São substratos preparados industrialmente, para compor solos de floreiras, sementeiras, etc. Alguns exemplos: Top extrato, Biomil, Biomix, Top Garden, etc.
• eleva o pH; • diminui ou elimina os efeitos tóxicos do alumínio, manganês e ferro; • diminui a “fixação” de fósforo; • aumenta a disponibilidade do NPK, cálcio, magnésio, enxofre e molibdênio no solo; • aumenta a eficiência dos fertilizantes; • aumenta a atividade microbiana e a liberação de nutrientes, tais como nitrogênio, fósforo e boro, pela decomposição da matéria orgânica; • reduz o desenvolvimento de fungos e pragas que preferem solos ácidos.
Muitos materiais podem ser utilizados como corretivos do solo. Os principais são: calcáreo dolomítico, cal virgem, gesso agrícola, conchas marinhas moídas e cinzas. Tanto a eficiência como o preço é bastante variado para cada tipo de corretivo.
Nutrientes: nitrogênio, potássio, fósforo e cálcio.
Casca de Pinus
Muito usado na decoracão de jardins em canteiros como forração, é encontrado em várias gramaturas.
Formação: Componente orgânico para ser acrescentado ao solo. Possui boa retenção de umidade. Não aconselho usar a casca de pinheiro muito fina. Não se usa as lascas de casca ainda verdes, pois as mesmas podem conter microorganismos patogênicos e até mesmo fungos. Esses dois elementos podem liberar toxinas que podem levar a planta até à morte.
Propriedades: É um elemento que promove uma boa absorção de adubos. Mas tem a desvantagem de decompor-se com rapidez, então é preciso usar com moderação.
Nutrientes: rico em resinas e têm propriedades bactericidas.
Sphagnum
Formação: Musgo, que é colhido na natureza para ser secado ou cozido. Usado muito quando o bonsaísta que fazer uma muda pelo método de alporquia e no cultivo de espécies carnívoras. Ao comprar o esfagno,é necessária a observação, pois ele não pode conter partes ainda verdes, sendo isso sinal de que ele não foi cozido ou não foi bem secado.
Propriedades: Excelente na retenção de umidade e agregador de substrato. Pode ser usado na cobertura de substrato em vasos pequenos, normalmente, para manter um total do substrato úmido. Coloca-se também na superfície do substrato das plantas recém transplantadas para manter a temperatura e umidade em níveis ideais para o desenvolvimento das raízes.
Composição do substrato:
Quando queremos que uma planta tenha um crescimento mais rápido, se recupere por estar debilitada ou com pouca saúde, quando é necessário aumentar o crescimento de raízes capilares. O ideal é usar um substrato mais drenante, mais aerado. Não devemos acrescentar à mistura material orgânico em quantidade. Quando você tiver uma planta doente, use a mistura apenas com areia grossa até que ela se recupere.
Folhas caducas: os bonsais de folhas caducas e de folhas perenes largas precisam mais de material orgânico.
Coníferas: colocar mais pedrisco e material inorgânico.
Quantidades e proporções: “A busca do Santo Graal “
Se você procurar na internet matérias sobre as proporções e elementos escolhidos para a fomação de substratos, vai observar que bonsaístas que moram na mesma região do país seguem caminhos diferentes. Por isso é difícil afirmar: use essa mistura que realmente é a melhor.
Abaixo vou dar uma série de exemplos de composições básicas pois, para chegar no substrato ideal, é necessário observar na sua casa o micro clima, as espécies escolhidas e como você vai efetuar a rega das suas plantas.
Esolha a gramatura dos pedriscos, cacos de tijolo, akadama etc.. pelo tamanho do vaso.
Vasos muito pequenos – gramatura 1 mm e adicionar esfagno ou vermiculita na mistura, para ajudar a manter a umidade. Bambú Aido Bonsai.
Vasos medios – Gramatura 3mm até 5mm Buxinho – Aido Bonsai
Vasos grandes – Gramatura 5mm até 7mm Bougainviilea Aido Bonsai
Vasos muito grandes – Gramatura a partir 5mm Penjing – Aido Bonsai
Exemplos de substrato
Coníferas:
35%% Pedrisco ou brita
30% Caco de tijolo triturado de 3 há 5milímetros
30% Material orgânico
05% Carvão
Folhas caducas:
15% Pedrisco ou Vermiculita
35% Caco de tijolo triturado de 3 há 5milímetros ou Akadama
20% Material orgânico
30% Condicionador de solo
Floríferas:
10% Kanauma (de preferencia)
25% Caco de tijolo triturado de 3 há 5milímetros ou Akadama
25% Material orgânico
40% Condicionador de solo
Frutíferas:
10% Kanauma (de preferencia)
25% Caco de tijolo triturado de 3 há 5milímetros ou Akadama
25% Terra negra
30% Condicionador de solo
10% Material orgânico
Perenes:
10% Pedrisco de rio ou Vermiculita
30% Caco de tijolo triturado de 3 há 5milímetros ou Akadama
30% Terra negra
30% Condicionador de solo
Azaléia:
20% Kanauma (de preferência) ou vermiculita
20% Caco de tijolo triturado de 3 há 5milímetros ou Akadama
30% Substância orgânica
30% Casca de Pinus
Considerações finais:
O importante é pesquisar, testar, não desistir de achar o substrato que responda às necessidades das suas plantas. Eu acho, de todos os assuntos que envolvem a arte do bonsai e do penjing, este o mais difícil. A parte de estética e modelagem você conserta e, mesmo demorando anos, você acha uma solução. Uma árvore que perdeu um galho você transfere para uma floresta, cria uma pedra e acha uma solução criativa. Mas, como na vida do ser humano, sem comida certa não se tem saúde, não há desenvolvimento. Na arte do bonsai e penjing, o envelhecimento da planta na bandeja, com toda a sua beleza, é o objetivo principal.
Sr. Jin Hongjun nasceu em 1937 e é um nativo de Pequim. Sua família são descendentes dos imperadores da dinastia Qing. Estudou pintura chinesa com muitos artistas conhecidos , como Li e Li Kuchan Keran no Departamento de Pintura Chinesa , Central Art College of China.
Veja a matéria, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos. “Cantos Naturais”
Suas pinturas foram adquiridas pela China National Art Museum, pelo governo chinês e muitas organizações particulares importantes em Pequin. Jin Hongjun foi convidado a expor na Índia e para ensinar no Japão.
Além de participar de várias exposições anuais em New York, suas obras também estão em Singapura, Coreia do Sul, Canadá, Tailândia e outros países .
Jin Hong Jun é especialista em pintura chinesa, em 1962, graduou-se na Academia Central de Belas Artes do Departamento de Pintura Chinesa, em Aves e Flores. Hoje ele é professor na mesma faculdade.
Entre na galeria e veja mais 40 trabalhos de Jin Hongiun:
Aqui uma galeria com fotografias de minaituras da empresa Macfarlane e Neca Toys, tiradas nos meus trabalhos com Penjing e Bonsai. Sempre gostei das figuras da Macfarlane pela sua riqueza de detalhes e perfeita proporção e pintura.
Leia a matéria, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos. “Cantos Naturais”
Foto tirada no Penjing “O caminho do templo” Floresta de Eugenias sprenguelli
A Batalha. Foto tirada em Floresta de Ficus Benjamina.
Emboscada. Penjing com Pithecolobium torthum e pedra modelada em concreto celular.
Foto tirada em floresta de Ficus.
Só pode haver um. Penjing modelado em concreto celular. Ao fundo bonsai com 30 cm de altura de Pithecolobium thortum.
E com prazer que publico aqui no blog uma entrevista exclusiva para o Aido Bonsai com um dos maiores fotógrafos do momento: Kim Keever, ele cria paisagens e figuras abstratas em um aquário de 200 litros em seu estúdio localizado em New York.
Kim Keever este mês tem várias exposições marcadas em New York entre elas na Waterhouse e Dodd Gallery .
De tempos em tempos, acho alguma arte plástica ou fotográfica diferenciada que serve como inspiração para os meus trabalhos com Bonsai, Penjing ou Yose Ue (florestas).
1- Kim, onde você nasceu?
Eu nasci em New York City. Como eu gosto de brincar, “meus pais estavam apenas de passagem”. Eles viviam em New Jersey, mas mudaram-se para Quinby, Virginia, logo depois que eu nasci.
2- Quando começou sua paixão por fotografia? Você sempre trabalhou nessa área?
Eu era um pintor durante muitos anos antes de ficar entediado e sentia que não poderia acrescentar muito à história da arte como pintor. Eu comecei a fazer modelos e fotografá-los sobre uma mesa. Eu não era capaz de dar muita “atmosfera”, mas, eventualmente, me dei conta de que colocando tinta em água eu poderia conseguir céus muito mais espetaculares e uma perspectiva mais interessante.
3- Como surgiu a idéia de fazer fotografias de paisagem, utilizando o tanque de água/aquário?
Quando eu era jovem, vivíamos em uma área muito rural. Tínhamos uma vaca de leite, que era mais de um animal de estimação, porque não dava leite. Por essa razão, o meu pai comprava o leite em lata e eu gostava de vê-lo colocando em um copo meio cheio de água. Havia magia nas nuvens que se formavam. Eventualmente fui levado para o aquário. Quando você adiciona isso ao meu amor pela paisagem …. É como se fosse uma parte da minha alma. Apesar de eu morar em uma cidade grande, o campo sempre será uma parte de mim. Eu saio para o campo tão frequentemente quanto eu posso e sempre gostei de programas de natureza na TV.
4- Qual é a maior dificuldade na hora de tirar a fotografia? Notei que você lida com vários elementos simultaneamente.
Eu costumava trabalhar com uma câmera de filme 4×5 . Ela era muito lenta e eu perdi muitas fotos. Agora eu tenho uma câmera Hasselblad de 50 megapixels que é uma câmera de sonho, e posso fazer uma foto a cada 3 ou 4 segundos. Uma vez que é muito mais rápida, eu sou capaz de capturar o(s) momento(s) certo(s) sempre que eu derramar a tinta e começar a fotografar.
5- Você tem materiais de sua preferência, ou cada paisagem faz você procurar uma solução visual diferente?
Eu tento inventar maneiras de fazer o trabalho usando a mesma técnica de água/aquário. No meu site, http://www.kimkeever.com, há guias para uma série Abstrata, série Pássaro, série Figura e, claro, uma série Paisagem. Eu acho que é mais interessante ter alguma versatilidade em seu trabalho e fazer disso mais um desafio para me reinventar .
6- Depois de realizada a fotografia, você utiliza algum programa de pós produção de imagem para manipular as fotos?
Sim, eu faço truques básicos da câmara escura com Photoshop. Ou seja, eu vou clarear ou escurecer determinadas áreas, aumentar ou diminuir o contraste em determinadas áreas, etc. Eu raramente uso parte de uma imagem para adicionar a outra. Eu não quero ter uma aparência muito “Photoshopada”.
7- Quando eu vi um trabalho seu pela primeira vez achei que era um cenário de “Game of Thrones”, suas paisagens lembram a atmosfera de filmes de aventura como “ The Lord of Rings”. Você procura essa identidade visual?
Eu definitivamente não procuro esse tipo de olhar. Estou tentando fazer uma ponte mais próxima da realidade do que isso. Eu amo as séries de filmes e vejo a maioria dos filmes de fantasia.
8- Quando você produz suas fotografias, são sempre usados vários planos de superposição? Ou, as vezes, pode ser criada a fotografia usando apenas o interior do aquário?
A maior parte do tempo, com a utilização de um contentor, algo passa através de um material transparente na parte de trás do tanque. Existem várias séries onde existe um conjunto construído na frente do tanque e uma tabela com as montanhas ou algo parecido atrás do tanque. Nesse caso, o vidro de trás do tanque é limpo e assim você pode ver diretamente através do tanque .
9- Qual a câmera que você escolheu para fotografar seus trabalhos?
Como eu disse, eu uso uma câmera digital Hasselblad .
10- Quanto tempo leva entre o momento da criação até o click final da paisagem? Alguns trabalhos demoram muito mais do que outros? Por que?
Boa pergunta. Às vezes eu vou pensar em uma idéia durante vários anos antes de eu construir o modelo e começar a fotografar. Normalmente, leva uma ou duas semanas para construir o modelo, mergulhá-lo e começar a fotografar. Alguns projetos são apenas mais complicados e demoram mais tempo. Para a série Wildflowers, demorou vários anos apenas para recolher as pequenas plantas de plástico que eu usei.
11- Você tem outras paixões além da fotografia? O que você gosta de fazer quando não está criando no seu estúdio?
Eu teria que dizer que os filmes são outra paixão para mim e eu adoro viajar quando posso.
12- Você tem alguém que te ajuda na sua produção? Ou é um trabalho de criação solitário?
Sou feliz trabalhando sozinho, mas ocasionalmente eu tenho ajuda.
13- É normal, às vezes, uma foto não acontecer como previsto e ter que começar tudo do zero?
Sempre que eu coloco um modelo no tanque, eu tento descobrir maneiras de fazer variações das imagens que recebo a partir da configuração. Quando eu posso, eu faço modelos de gesso que eu poss mover no tanque para conseguir o maior número de variações para escolher. É um pouco como mover objetos ao redor para pintar ou fotografar. Eu, muitas vezes, trabalho em um modelo ou série de modelos relacionados por até seis meses.
14- O que mais te motiva como artista? Qual seu principal objetivo?
Eu teria que dizer que meu principal objetivo é ser apreciado pelo trabalho que faço e construir meu próprio caminho para os livros de história.
15- No momento você está trabalhando em alguma série nova?
Eu sempre amei os pássaros e estou trabalhando atualmente em uma série de aves na paisagem. As aves são feitas de Sculpey pintado e colocadas no tanque de água.
16- Você tem exposições marcadas para este ano?
Tenho várias mostras grupais com lançamento este mês aqui em Nova York. Os mais importantes são a Waterhouse e Dodd Gallery .
17- Você comercializa suas obras? Como se pode adquiri-las?
Obrigado por perguntar. Há várias galerias em meu site, http://www.kimkeever.com. Essa é provavelmente a melhor maneira de comprar uma peça. Para pequenos trabalhos, há várias imagens de Espaço de Arte, http://www.artspace.com/kim_keever.
Entre na galeria e veja mais trabalhos de Kim Keever: