Arquivo para Rosa do deserto

Rosa do Deserto – Características de cultivo

Posted in Flor do deserto with tags , , , , on 9 d e janeiro d e 2013 by aidobonsai

Uma das mais belas flores do mundo a  “Rosa do Deserto” tem sua origem no Sul da África e na Península Arábica. Cada dia mais procurada para ser cultivada no Brasil, saiba aqui as principais características do cultivo do Adenium Obesum.

Ambiente:

Local ensolarado, cheio de sol e temperatura mínima de 10 ° C. Trate-o semelhante aos cactos. A rosa do deserto, como o próprio nome sugere, se adapta muito bem às condições de baixa umidade.

Rega:

Água deve ser usada com moderação. A Rosa do deserto aprecia água neutra, a água ácida pode causar apodrecimento de suas raízes. O excesso de água mesmo no verão pode causar apodrecimento das raízes que matam gradativamente a planta.

Mantenha a areia ou a terra sempre úmida, porém sem encharcar, não é necessario regar todos os dias, somente quando a areia ou a terra em cima do vaso secar.

Abaixo foto do Adeniun obesun na Africa.

Adubação:

Uma adubação com um bom fertilizante orgânico é necessário a fim de alcançar um bom diâmetro de tronco e floração abundante . Os fertilizantes não devem ser aplicados diretamente nas raízes. Nunca aplique o fertilizante, quando o substrato estiver completamente seco. Sempre regue antes, isso evita a queimadura das raízes e a queda de folhas .

Vasos:

Use um pote, ou bacia de cerâmica rasa com excelente drenagem. Há vasos com formas especiais para a criação da flor do deserto.

Preparação do vaso:

Quando for reenvasar a sua rosa do deserto o vaso novo nunca pode ser muito maior do que o que ela está plantada. O aumento ideal é de 50 %, mas sempre com a característica da forma de bacia bem rasa. No vaso profundo a rosa do deserto fica alta e não cria sua maior característica, que é o tronco bem largo e em forma de barril. O vaso no formato de bacia faz que as raízes se espalhem radialmente, criando um belo nebari (base), com raízes bem grossas e bem formadas.

Coloque no fundo pedras, e tela pleastica para que as raizes não cheguem a sair do vaso, dai cubra com um pouco de areia, depois ponha humus de minhoca e plante a rosa com uma mistura de areia grossa e terra enchendo até a borda. (OBS pode ser 2/3 de areia grossa com 1/3 de substrato misturado).

A troca do vaso deve ser durante á primavera ou no verão.

Cultivo:

A Rosa do deserto pode ser cultivada por sementes ou estacas . Os troncos grossos com a característica parecida com os grandes Baobás, só podem ser obtidos através do cultivo de sementes. Um dos segredos para deixar a base do caule interessante é levantar um pouco a planta, deixando a parte superior das raízes exposta a cada replantio, que deve ser realizado a cada 2 ou 3 anos. A planta enraizará normalmente. Podas de formação devem ser criteriosas para não formar deformidades não naturais e cicatrizes feias na planta.  Use luvas nas podas e manuseio da planta pois sua seiva é altamente tóxica.

Foto da semente da rosa do deserto. Ela deve ser plantada deitada, pois a brotação precisa desta posição de contato com a terra para acontecer.

Broto com 20 dias de formação.

Floração:

As florações da rosa do deserto podem ser obtidas em plantas jovens, com apenas 15 cm de altura. O florescimento geralmente ocorre na primavera, sendo que há possibilidade de sucessivas florações no verão e outono. As flores são tubulares, simples, com cinco pétalas e lembram outras da mesma família como Alamanda, Jasmim-manga e Espirradeira. As cores são variadas, indo do branco ao vinho escuro, passando por diferentes tons de rosa e vermelho. Muitas variedades apresentam mesclas e degradeés do centro em direção as pontas das pétalas. Há ainda variedades de flores dobradas.

 Complemente a matéria lendo sobre a História da Rosa do Deserto.

https://aidobonsai.com/2010/11/06/rosa-do-deserto-adenium-obesum/

 Veja uma galeria fotográfica das árvores no seu ambiente natural na África e na Penísula Arábica:

https://aidobonsai.com/2011/03/22/adenium-obesun-na-natureza/
Entre na galeria e veja mais fotos de rosa do deserto:
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Thanong Putthachon e a Rosa do deserto

Posted in Bonsai - Rosa do deserto with tags , , on 22 d e março d e 2011 by aidobonsai

Galeria com fotografias incríveis de Flores do Deserto modeladas pelo artista de Taiwan Thanong Putthachom.


Entre na galeria e veja mais trabalhos de Thanong Putthachom:

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Rosa do deserto – Adenium Obesum

Posted in Bonsai - Matérias especiais, Bonsai - Rosa do deserto with tags , , , , , , , on 6 d e novembro d e 2010 by aidobonsai

Do que uma planta precisa para sobreviver e se desenvolver no deserto?

Um caule bem desenvolvido na sua base para suportar ventos e, principalmente, armazenar muita água e nutrientes em locais muito áridos. A flor do deserto chamou a atenção do naturalista Isaac Bayley Balfoocer, no ano de 1886. Sua forma é tão exótica que não parece deste planeta.

De floração exuberante, a flor do deserto (Adenium obesum/Adenium arabicum), nativa do Sul da África e da Penísula Arábica, está ganhando o mundo e conquistando os amantes de plantas exóticas e bonsaístas.

A rosa do deserto é uma suculenta da família Apocynaceae que pode alcançar até 4 metros de altura, com um diâmetro de um metro e meio de largura. Quando em crescimento livre no solo e cultivada em clima adequado, tem um ótimo desenvolvimento em todos países de clima tropical.

Embora não seja uma planta com as características básicas para a criação de um bonsai, sua base (nebari), quando bem larga, lembra a estrutura de um baobá gigante. Os países em que elas são mais cultivadas hoje são: Tailandia, Vietnam, Taiwan e Indonesia.

Estrutura

Sua estrutura apresenta folhas dispostas em espiral e agrupadas nas pontas dos ramos. Elas são inteiras, coriáceas, simples, de forma elíptica e espatulada, verdes e com nervura central de cor creme. Raríssimas variedades apresentam variações, com folhas creme, salpicadas de verde. O florescimento ocorre basicamente na primavera, mas em algumas espécies as flores se formam também no verão e no outono. As flores são tubulares com cinco pétalas e lembram outras da mesma família como a alamanda, jasmim manga e espirradeira.

As cores são variadas, indo do branco ao vinho escuro, passando pelos diferentes tons de lilás e vermelho.

Modelagem

Há colecionadores e produtores que utilizam de algumas técnicas básicas de cultivo do bonsai como aramação, tencionamento dos galhos e enxertia para extruturar a sua forma.

A técnica de enxertia permite a produção de flores de cores diferentes em mesmas plantas e um aumento nas suas ramificações.

O replantio com troca de substrato deve ocorrer de 8 meses até 2 anos, dependendo do desenvolvimento e enraizamento da planta. A cada troca de substrato pode-se deixar mais larga e aparente a sua base de raízes, permitindo que, a cada ciclo, a planta tenha sua estrutura de base (nebari) mais exposta, valorizando a sua forma e dando o aspecto de um baobá bem velho.

Sua seiva é tóxica e devemos trabalhar sempre com luvas para não queimar as mãos ou ocasionar uma reação alérgica.

Hoje, rosas do deserto de espécies raras e com uma modelagem aprimorada, são muito valorizadas e alcançam altos preços no mercado mundial. A cada dia mais colecionadores e associações surgem em todo mundo. Mesmo em países de clima mais frio são cultivadas em estufas, para suportar o inverno, mas se tornam semi-deciduas. As rosas do deserto morrem em temperaturas inferiores aos 14˚ graus.

As podas na rosa do deserto devem ser cuidadosas e bem estudadas. Como é uma suculenta os cortes devem ser muito limpos para não criar deformidades e calosidades. Deve-se usar cicatrizante de boa qualidade para se obter um resultado bem natural, não observando na planta a intervenção do artista.

Adubação e solo

Como é uma planta de deserto, deve ser cultivada em sol pleno. Se for plantada em meia sombra deve receber um mínimo de 4 horas de sol indireto por dia ou não irá produzir flores. Deve-se ter o cuidado de não encharcar o solo e apenas regar a flor do deserto quando o substrato estiver bem seco.

O solo deve ser altamente drenoso, arenoso, rico em nitrogênio e fósforo. Devemos enriquecê-lo com matéria orgânica para ajudar no desenvolvimento do tronco e proporcionar uma bela floração.

Sua propagação se dá por sementes, já que necessita de polinização manual para sua reprodução, ou então deve-se adotar o método de mudas por estaquia.

O Adenium é uma escultura viva. Observar as formas exóticas que ele adquire no seu habitat é impressionante. A ilha de Sócotra é famosa por obter no seu ecossistema diversas espécies de sulculentas gigantes. Aqui no blog você pode ler uma matéria e olhar uma galeria de fotos sobre a ilha de Sócotra. Depois de concluir a matéria sobre a rosa do deserto, entre aqui no link e conheça o exótico mundo de Sócotra.

Abaixo fotos da ilha de Sócotra.

Nome Científico: Adenium obesum / Adenium arabicum

Sinonímia: Adenium coetaneum

Nome Popular: Rosa-do-deserto , Lírio-impala, Adenium

Família: Apocinaceae

Divisão: Angiospermae

Origem: Sul da África e Península Arábica

Ciclo de Vida: Perene

Entre na galeria ou veja o slideshow das Rosas do deserto modeladas e no seu ambiente natural:

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