TAIWAN BONSAI SIDIAO- 2002

Posted in Bonsai - Taiwan with tags , , , , , on 24 d e setembro d e 2009 by aidobonsai

Galeria da exposição Bonsai Sidiao 2002.

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Ikebana – O caminho das flores.

Posted in Arte - Ikebana, Arte - Oriental várias with tags , , , , , , on 23 d e setembro d e 2009 by aidobonsai

Ikebana

A arte do Ikebana, também conhecida como kado, se originou na India, onde, nas cerimônias religiosas destinadas a Buda, eram ofertados arranjos florais. O arranjo floral da Ikebana deve seguir três pontos principais que simbolizam o céu,a terra e a humanidade. Existem várias escolas de Ikebana e cada escola valoriza e enfatiza um conceito próprio.

Oito séculos depois, a arte do Ikebana deixou de ter um cunho especificamente religioso e passou a ser adotada também como forma de decoração e de arte propriamente dita – aproveitando o significado das flores e cores para formar arranjos que pudessem transcrever com sutileza mensagens e ideais. Surgiram os grandes mestres que cunharam estilos diferenciados e que escreveram seus nomes na história do Japão e do mundo da ornamentação.

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O Ikebana é uma arte complexa e vai muito além de um simples e bonito arranjo floral. Ela aborda espiritualidade e nos ajuda a desenvolver as habilidades de observação, concentração e sensibilidade, além de aproximar o homem da natureza.

No antigo Japão se acreditava que, para invocar os deuses e trazê-los para dentro de nossa casa ou dos templos, os deuses se guiavam por símbolos e ali permaneciam. Esses símbolos que eram indicados por flores ou por uma árvore disposta preferencialmente de forma perpendicular. Até hoje no Japão, em cerimônias religiosas, são colocados arranjos florais com folhas sagradas chamadas Nobori. No ano de 607 d.C. uma missão diplomática chinesa levou para o Japão a arte do Ikebana através da cerimônia do chá. A arte foi estudada pelos samurais, que usavam seu estudo ajudando na concentracão para melhorar o manejo de armas e da katana.

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No Brasil existem cerca de dezesseis escolas que ensinam a arte. Quase todas com estilos diferentes e vinculadas à Associação Ikebana do Brasil. Os praticantes, hoje, resgataram os aspectos religiosos, místicos e espirituais do Ikebana, e buscam com a sua prática um aprimoramento espiritual e um maior contato com a natureza.

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Origami

Posted in Arte - Oriental várias, Arte - Origami with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 19 d e setembro d e 2009 by aidobonsai

A arte japonesa de dobrar o papel.

Origami é a arte japonesa de representar animais, plantas, flores, pessoas ou fazer objetos de decoração e utilitários, apenas dobrando papel. Uma arte que, através dos tempos, ficou tão sofisticada e tão rica em detalhes que hoje grandes artistas conseguem representar de forma perfeita insetos complexos e formas humanas. Alguns desses origamis, para serem confeccionados, possuem entre 500 e 800 dobras e, às vezes, podem levar mais de 4 horas para serem dobrados com perfeição. No origami não se pode usar cola; a forma final deve ser obtida apenas dobrando papel de vários tamanhos e gramaturas.

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Na história do Japão o papel sempre esteve presente com grande importância e mostra como o origami pode ter-se desenvolvido:

.  Alguns modelos em Origami foram introduzidos nas cerimônias religiosas (Shinto). Os casamentos eram celebrados com copos de saquê  dobrados em papel com borboletas, representando a noiva e o noivo; as borboletas fêmea e macho simbolizavam a união.

.  Os mestres das cerimônias de chá recebiam diplomas dobrados de forma especial. Depois de abertos estes não podiam voltar à sua forma inicial sem se realizarem outras dobras no papel.

. Os Samurais trocavam entre si presentes enfeitados com “noshi”, pedaços de papel dobrados em leque de várias formas.

. Hoje em dia ainda se utiliza a expressão “Origami Tsuki” que significa “certificado” ou “garantia”, que funcionam como um selo de qualidade, conferindo autenticidade aos documentos de valor.

A palavra japonesa Origami é composta por dois caracteres: o primeiro, ori, deriva do desenho de uma mão e significa dobrar; o segundo, kami, deriva do desenho de seda e significa papel.

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O papel não era um artigo barato e acessível para os trabalhadores e era usado apenas nas classes mais altas do Japão. No período Muromachi (1337- 1575), com o aperfeiçoamento das técnicas de fabricação do papel, ele começa a ser utilizado por todas as classes sociais. Sembazuru Oricata foi o primeiro livro de origami e ensinava a dobrar mil tsurus, esse livro foi criado em 1797.

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O Tsuru

O Tsuru é o símbolo do Origami japonês e significa boa sorte, felicidade e saúde.

No inicio o  Tsuru tinha apenas uma função decorativa, sendo utilizado como decoração e brinquedo de distração nos quartos das crianças.  Mais tarde nos templos Shinto o Tsuru foi associado às orações, sendo oferecido juntamente com orações para pedir protecção.

Até hoje em festas de Ano Novo, casamento, nascimento e  aniverssários, a figura do Tsuru está presente nos enfeites ou nas embalagens de presentes.

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Uma arte completa

Sempre tive admiração por essa arte e, quando comecei a pesquisar imagens para escrever o artigo, é que tive a noção da magnitude das obras de arte que são criadas hoje por vários artistas e mestres em todo mundo. Algumas formas são obtidas com projetos complexos que envolvem um estudo matemático. Alguns mestres levam anos para chegarem à perfeição nas suas criações. Hoje são feitos insetos com um nível de detalhe impressionante, mais surpreendente se você não esquecer que não pode se usar cola  para acrescentar forma ao papel.

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Planta de dobra de um complexo origami.

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Folha de papel com as marcas de dobras.

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Origami dobrado.

Usar papéis de várias cores, com grafias e gramaturas diferentes são a única matéria prima permitida pela “Japanese origami association”.

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História dos Samurais – 1˚parte

Posted in Arte Marcial - Samurais with tags , , , on 13 d e setembro d e 2009 by aidobonsai

As espadas dos Samurais

No outono de 1274, Takezaki Suenaga cavalgava em alta velocidade para a Baía de Hakata, situada na costa noroeste da Ilha de Kyushu. Corriam boatos de que uma grande armada invasora vinda da China e da Coreia se dirigia para a costa, com a intenção de obrigar os japoneses a submeter-se ao governo de Kublai Khan. Desde 1269, por meio de uma série de ameaças veladas, o imperador mongol do Norte da China havia tentado instituir no Japão o tipo de hegemonia entre senhor e vassalos que havia imposto na Coreia e em outras nações adjacentes.

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Sua primeira mensagem para o imperador japonês foi um insulto, ao tachá-lo de «governante de um país pequeno». Ainda que boa parte da cultura e da tecnologia japonesas procedesse da China, o Japão havia se negado durante séculos a submeter-se à relação tributária que lhe exigia a China imperial. Após seis anos do que ele considerou incitações sutis, era evidente que Kublai havia decidido que o Japão demandava uma persuasão mais firme. No início de novembro de 1274, chegaram à província de Suenaga, situada ao sul de Kyushu, notícias de que duas pequenas ilhas japonesas ao noroeste de Kyushu, Tsushima e Iki, haviam sucumbido diante da força invasora combinada de chineses e mongóis. DSC09795

Os japoneses foram largamente superados em número. Conforme os relatórios tradicionais, que quando falam do  número de efetivos militares ou de vítimas de uma guerra são sempre um tanto duvidosos, o exército sino-mongol invasor, que havia zarpado do sul da Coreia em quase 800 barcos construídos e tripulados por coreanos, tinha 15.000 homens. Os defensores de Tsushima e Iki eram somente algumas centenas. Lutando heroicamente até o último homem, os guerreiros japoneses se horrorizaram ao ver os invasores matarem indiscriminadamente mulheres, crianças e outros não combatentes. Mas para os mongóis, aterrorizar a população civil não era nada além de outra arma bélica. Quando souberam que estes invasores bárbaros se dirigiam para a Baía de Hakata, em Kyushu, Suenaga e outros guerreiros se prepararam para iniciar a batalha. Os mais aristocráticos pintaram os dentes de preto, colocaram pó de arroz e perfume e prenderam o cabelo em um coque elaborado. Os guerreiros japoneses que perdiam uma batalha costumavam ser decapitados, e este cuidado com a aparência garantia que, mesmo morto, o guerreiro conservasse sua dignidade. Depois, os guerreiros reuniram suas armas: um arco, uma adaga e uma ou duas espadas.

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Também acrescentaram ao equipamento uma pele de cervo, que usavam para sentar e conservar a posição durante a prática do tiro com arco. Na guerra, a pele servia de assento para o guerreiro que estava a ponto de ser executado. Esses eram os preparativos tradicionais dos samurais, como eram conhecidos os guerreiros profissionais que podiam de- monstrar que descendiam da aristocracia dos clãs . mais antigos. Este nome, que significa «os que servem», havia sido aplicado antes aos criados pessoais e os samurais ainda exerciam a função de fiéis serventes.

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Armaduras Samurais

Posted in Arte Marcial with tags , , , , , , , , , , on 13 d e setembro d e 2009 by aidobonsai

Fotos e diagramas das armaduras Samurais.

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O YOROI

Mas do que os elementos de proteção, e  as características pessoais do Samurai a Armadura tinha em seu design,  o brasão de sua descendência ou clã, além dos diversos tipos e modelos existentes determinados para cada posição da hierarquia ou em campo de batalha. Possuindo um peso médio de 22 kg, sendo que só o Kabuto (Elmo) constituía em média 4 a 6 kg, caracterizado com enfeites variados e uma máscara de ferro ou couro  imitando um rosto de demônio ou animal.

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Muay Thai

Posted in Arte Marcial - Muay Thai with tags , , , , , , , on 12 d e setembro d e 2009 by aidobonsai

A arte marcial da Thailândia.

A origem do desenvolvimento da arte marcial de combate corpo a corpo  é muito antiga e existem poucos documentos de ordem técnica, sua base era desenvolvida nos treinamentos.

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Quando o exército birmane invadiu e arrasou Ayuddhaya, os arquivos de história tailandesa ficaram perdidos. Com eles, foi-se também muito da história do começo do Muay Thai. O pouco que se sabe vem das escritas dos birmanes, registros de antigas visitas européias e algumas das crônicas do Reino de Lanna Chiangmai.

Muitas são as histórias do começo desta arte marcial a que os historiadores Tailandeses acreditam é a seguinte:

A origem do  povo de Ayuddhaya é na província de Yunnam, nas margens do rio Yang Tsé na China Central. Muitas gerações atrás eles migraram da China para o local onde atualmente é a Tailândia em busca de liberdade e de terras férteis para agricultura. Do seu local de origem a China, até o seu destino, os Tailandeses foram constantemente hostilizados e sofreram muitos ataques de bandidos, de senhores da guerra, de animais, e também foram acometidos de muitas doenças. Para se proteger e manterem a saúde, eles criaram um método de luta chamado Chupasart.

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Esse método de luta e auto-defesa fazia uso de diversas armas como por exemplo: espadas, facas, lanças, bastões, escudos, machados, arco e flecha, etc. No treino do “Chupasart”, freqüentemente ocorriam acidentes que causavam algumas vezes graves ferimentos aos praticantes. Para que eles pudessem treinar sem ferir-se, os tailandeses criaram um método de luta sem armas, o precursor do atual boxe tailandês.

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Assim eles podiam exercitar-se e treinar mesmo em tempos de paz e sem o risco de ferir-se. No início, o boxe tailandês era muito parecido com o kung fu chinês – um fato normal levando-se em conta a origem do povo Tailandês. O antigo boxe tailandês utilizava-se de golpes com as palmas das mãos, ataques com as pontas dos dedos, imobilizações e mãos em garras para segurar o oponente. Com o tempo, ele foi modificando-se e transformou-se no estilo de luta que é hoje.

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TAIWAN BONSAI (Sidiao 2003)

Posted in Bonsai - Taiwan with tags , , , , on 11 d e setembro d e 2009 by aidobonsai

Incríveis bonsais da exposição Bonsai Sidiaao 2003

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Entre na galeria e veja os 60 Bonsais da exposição Sidiao 2003:

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Wabi Sabi “A beleza na imperfeição”

Posted in Arte - Filosofia, Arte - Oriental várias, Bonsai - Matérias especiais with tags , , , on 11 d e setembro d e 2009 by aidobonsai

A beleza na imperfeição. ” A beleza do tempo”

Wabi Sabi é uma expressão japonesa usada para definir a harmonia visual que existe na imperfeição. Olhar e tentar observar tudo com simplicidade, naturalidade, e atenção à realidade que está a nossa volta.

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Varrendo um grande jardim:

Em uma linda noite, um dos maiores mestres da cerimônia do chá no Japão, Takeno Joo, recebeu em seu mosteiro um jovem chamado Sen no Rikyu, que bateu à sua porta querendo aprender os complicados rituais da cerimônia.

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Mestre Takeono Joo

Takeno abrigou o rapaz e pediu que, no dia seguinte pela manhã bem cedo, antes das orações, ele varresse o jardim externo do mosteiro, que era todo circundado de Momijis e cerejeiras em flor.

Pela manhã Rikyu, começou feliz seu trabalho e, ao final de algumas horas, o jardim estava completamente limpo e sem folhas. Olhou mais uma vez e, antes de chamar o seu mestre, checou cada centímetro de areia e pedras para ver se estavam completamente limpas.

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Sen no Rikyu

Sen Rikyu se dirigiu para uma árvore central do jardim e sacudiu um de seus galhos e algumas flores caíram no areia e nas pedras do jardim. Ele retornou e falou para seu mestre que, agora sim, estava tudo em harmonia. O mestre Takeono sorriu e, daquele dia em diante, Sen Rikyu se tornou um dos seus melhores alunos do mosteiro e se tornaria, com o tempo, um dos maiores e mais revolucionários mestres da cerimônia do chá no Japão.

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A cultura Zen e Taoísta mostra que a ação do homem tem que ser leve e harmoniosa quando lida com a natureza e com o que está à sua volta. Não devemos interferir de maneira que se perca a essência da vida: nascimento, amadurecimento e morte são um ciclo e devem ser respeitados. Devemos enxergar e admirar aquilo que o tempo desgasta e toca com suas mãos.

Ter uma visão Wabi Sabi é ter um olhar melancólico, sabendo que á vida é feita de várias etapas passageiras, e o pensamento Budista retrata bem esse sentimento.

“Todas as coisas são impermanentes. Todas as coisas são imperfeitas. Todas as coisas são incompletas”.

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Wabi Sabi e o Bonsai

Podemos entender e aplicar esse conceito ao nosso trabalho na criação de Bonsai, principalmente observando a beleza das árvores que nos inspiram a fazer os estilos de madeira exposta e arrastada. As árvores à beira mar com seus galhos retorcidos e polidos pelo vento, que perdem seu ápice ou uma braça de tronco pela ação de um raio, perdem sua beleza? Não, ficam na minha opinião mais bonitas! Isso é Wabi Sabi.

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Às vezes perdemos por acidente um galho importante na estética de um estilo escolhido para um bonsai. Já aconteceu comigo de um tronco central rachar ao meio depois da queda de um grande e pesado galho com o vento sudoeste. Às vezes uma broca escondida abre um buraco interior no tronco, um galho seca pela aramação, aí uma nova direção estética tem que ser tomada, e uma mudança é forçada no estilo do trabalho, e essa nova direção pode trazer uma beleza diferente para nossos olhos.

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As características materiais de wabi-sabi são:

Sugestão de processo natural

Irregular

Antigo

Intimista

Despretencioso

Terreno

Simples

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Comentário sobre o conceito  “Wabi Sabi de Marcelo Duptat”, professor de pintura e cordenador do curso de belas artes da UFRJ e maravilhoso Bonsaísta:

O professor de desenho Nelson Macedo, tem uma metáfora simples e esclarecedora que se aplica a atitude que temos diante de todo o visível. Diz ele que quando olhamos um prédio moderno, de vidro e aço, vemos primeiro o todo. Sua forma é pregnante. Mas olhando uma ruína o olhar vagueia. Vai a cada pedacinho, identificando cada acidente. Logo reconhece a ação do tempo, verdadeira história impressa e gravada no corpo da construção.
O mesmo se aplica a uma quadro ou bonsai. São formas que muito podem expor sua história, sua idade, o quanto mudaram. Conseqüentemente reconhecemos uma existência, que é, uma vida.
Sua resistência ao tempo, como logo imaginamos, pode ser desastrosa ou ter alguma dignidade. Afinal há muitos modos de envelhecer, não é mesmo? O tempo pode ser um inimigo e carrasco, cedo ou tarde ele sempre o é. Mas, enquanto se está em harmonia com ele, o sublime gestor da vida e da maturidade. Pequena muda se transforma em frondosa árvore.
Digo isso porque a palavra “imperfeição”, no titulo “a beleza da imperfeição”, não parece perfeita. “A beleza do tempo”, para nós ocidentais, apesar de ficar estranho, seria mais apropriado.

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A Katana ” A alma e o espírito do Samurai”

Posted in Arte Marcial - Katana with tags , , , , , , , , , , , on 10 d e setembro d e 2009 by aidobonsai

BUSHIDO – O Código do guerreiro

Katana de Masamune

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Quando você segue um código de conduta de vida pessoal, calçado em valores como honra, disciplina,
busca de conhecimento marcial, compromisso com um mestre, você chega à palavra BUSHIDO.
BU significa militar, SHI-homem e DO- caminho. O código rígido do Bushido ditava cada aspecto de
sua conduta e exigia que o Samurai desse a vida pelo senhor a qualquer hora sem hesitação.
A quebra de um compromisso por um Samurai ou um erro de conduta, colocava toda uma família e
até um clã inteiro em perigo.

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As primeiras armas Samurais foram o arco e as flechas, que deram origem ao Kyujitsu e depois ao
Kyudo, a arte do arqueiro. Entre o ano de 1100-1200 os Samurais portavam a Tachi, espada com
ângulo de curvatura que começa desde a saída do punho inicio do Tsuba, carregando a espada
com seu cortante (chamado Há) voltado para baixo do lado esquerdo, pendurada por uma faixa (nobin).
Nas histórias Japonesas sacar essa espada significava “terra ao céu”.
A partir de 1200 começa a utilização da Katana e a Tachi fica sendo utilizada pela Cavalaria devido a
sua curvatura, que permitia um melhor ângulo de corte de cima da montaria de um cavalo.
A Katana era carregada do lado esquerdo com seu fio voltado para cima, segura pelo Obi do Samurais.
A Katana não possui nenhum tipo de encordoamento (Sayaito) na Saya,pois isto não permite o
movimento da Saya na hora de sacar a espada.

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Mais uma espada fazia parte do armamento do Samurai, a Wakisashi,
que junto com o Tanto (punhal) formavam um conjunto.
Este conjunto ( Katana, wakisashi e Tanto ) tinha que ser confeccionado
pelo mesmo armeiro com todas características iguais: Tsuba, Tsuka,
Saya, Munukis, Kojiri, Kissaki, Polimento, Hamon, Habaki (todas as
partes). Esse conjunto de armas era chamado Daisho.
O Samurai quando andava em lugares fechados, casas ou edifícios
públicos, andava com a Katana na mão com o Tsuka (punho ) para trás
e o fio cortante para cima, o que tornava impossível saca-la.
A wakisashi não saia da sua vestimenta e apenas o Samurai tinha o
direito de portar e transitar pelo Japão com as duas espadas.

Leia toda matéria sobre a Katana:

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Ukiyo-e “Retratos do mundo flutuante”

Posted in Arte - Oriental várias, Arte - Pintura Oriental with tags , , , , on 9 d e setembro d e 2009 by aidobonsai

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Ukiyo-e (“retratos do mundo flutuante”), conhecido também por estampa japonesa, é um estilo de pintura desenvolvida no Japão ao longo do período Edo (1603-1867). Foi uma técnica amplamente difundida através de pinturas executadas com o auxílio de blocos de madeira usados para impressão entre os séculos XVIII e XIX (fim do período Edo). Geralmente representava temas teatrais.

Ukiyo-e é escrito geralmente com os kanjis 浮世絵, que significam “retratos do mundo flutuante”, mas no começo de sua utilização (século XVII) também era chamado de 憂き世絵 (“retratos do mundo triste”). Conforme as pinturas passaram a ser feitas cada vez mais para o entretenimento a forma “retratos do mundo flutuante” se tornou dominante.

Essa forma de arte cresceu em popularidade na cultura metropolitana de Edo (antigo nome de Tóquio) durante a segunda metade do século XVII, tendo se originado das obras monocromáticas de Hishikawa Moronobu na década de 1670. No começo só se usava “tinta indiana”. Aprimorada em meados do século XVIII, porem acabou sendo adotada por Hozumi Harunobu que desenvolveu a técnica de impressão policrômica (Nishiki-ê).

O Ukiyo-e difundiu-se rapidamente devido à facilidade em ser produzido em massa. Suas obras eram adquiridas principalmente pelos comerciantes burgueses, que geralmente não eram ricos o bastante para encomendar uma pintura original. 7O tema original do Ukiyo-e era a vida urbana, especificamente atividades e cenas da área do entretenimento: belas cortesãs, lutadores de sumô e atores populares retratados quando ocupados em atividades interessantes. Mais tarde as paisagens também se tornaram populares. Assuntos políticos e os indivíduos da alta sociedade só apareciam raramente. O sexo não era um assunto evitado, ao contrário figurava constantemente nas pinturas do estilo. Os artistas e seus editores às vezes eram punidos por criar retratos particularmente explícitos (os chamados shunga).

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Técnicas de criação do Ukiyo-e:

4As cópias de Ukiyo-e eram feitas através dos seguintes passos:

O artista produzia um desenho matriz usando tinta

Os artesãos colam esse desenho com a frente para baixo num bloco de madeira. Em seguida talham o bloco nas áreas onde o papel estava em branco, deixando o desenho invertido como uma cópia em relevo no bloco, mas destruindo o desenho original.

Este bloco é colorido e impresso, fazendo cópias próximas à exatidão do desenho original.

Estas cópias por sua vez eram coladas, com a frente para baixo em outros blocos e aquelas áreas da obra que deviam ser impressas em uma cor específica eram deixadas em relevo. Cada um destes blocos imprime ao menos uma cor no projeto final.

A combinação resultante dos blocos de madeira eram recoberta em cores diferentes e impressas sequencialmente no papel. A impressão final firma as impressões dos blocos anteriores, sendo que alguns podem ser impressos mais de uma vez para obter uma maior profundidade da cor.

O Ukiyo-e é produzido ainda hoje e é influente de várias formas, inspirando, por exemplo, alguns mangás como o famoso ” Lobo solitário”.

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O Monte Fuji

Um doas maiores artistas da arte Ukiyo-e é Katsushika Hosukai  (1760-1849) que pintou as  trinta e seis vistas do Monte Fuji, o seu segundo livro as “100 vistas do Fuji” é muito famosa em todo Japão. Hokusai estudou pintura ocidental e usou várias técnicas de luz e sombra que não eram usadas no japão. Ele usou essas técnicas para aumentar a tridimensionalidade que é uma das principais caracerísticas de suas obras.

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A Grande Onda de Kanagawa Katsushika Hokusai ( Japão, 1760 – 1849) Xilogravura policromada

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Katsushika-Hokusai - Tempestade

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Hokusai-honganji Temple

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Hokusai- Noite no Fuji

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