100 árvores gigantes da natureza

Posted in Bonsai - Matérias especiais with tags , , , , , , , on 8 d e junho d e 2009 by aidobonsai

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Desde pequeno, sempre chamou minha atenção árvores de grande porte. Aqui, nesta galeria, queria dividir com vocês 100 fotografias de árvores gigantes. São sequoias, baobas, pinheiros, tules que nos transmitem a força da natureza. Algumas fotos em preto e branco nos dão tristeza ao ver o tamanho das Sequoias que foram cortadas na colonização americana.

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Hoje a maior árvore do mundo em altura é a General Sherman, uma sequoia de 84 metros de altura e 2700 anos de idade. Foram cortadas árvores nos EUA com 135 metros de altura e com o dobro da circunferência da General Sherman.

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Os gigantes baobas ou emboeiros impressionam pelo diâmetro dos seus troncos. O baoba é uma espécie endêmica da ilha de Madagascar, onde existem 8 espécies. O continente africano e australiano possuem uma espécie cada.O baobá é a árvore nacional de Madagascar e o emblema nacional do Senegal.

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Os baobás desenvolvem-se em zonas sazonalmente áridas, e são árvores de folha caduca, caindo suas folhas durante a estação seca. Alguns têm a fama de terem vários milhares de anos, mas como a sua madeira não produz anéis de crescimento, torna-se impossível de ser verificado. Poucos botânicos dão crédito a essas reivindicações de idade extrema.

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Dentro das florestas encontramos árvores centenárias cobertas de musgo pela humidade, o que aumenta a beleza e o colorido a natureza.

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Em todo mundo diferentes formas encantam e contrastam com a paisagem.

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Entre na galeria com 100 árvores gigantes da natureza:

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A Árvore e o vento. Fukinagashi

Posted in Bonsai - Matérias especiais with tags , , , , , , on 6 d e junho d e 2009 by aidobonsai

“ A árvore mais forte é a que se curva com o vento” (Kung Fu de Shaolin)

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“ O bambu é forte pois se curva e não briga com o vento na tempestade” (Karate de Funagoshi)

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“ A força que é gerada pelo seu adversário deve ser redirecionada para ele mesmo” (Aikido de Morihei Ueshiba)

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Ulmus de Marcelo Duprat

“ A cerejeira é a mais bela das árvores, mas é o bambu que resiste às mais fortes tempestades” (Judô de Gigorokano)

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Estes pensamentos de grandes mestres das artes marciais retratam a beleza das árvores que, cedendo à força dos ventos constantes, se tornam verdadeiras esculturas naturais. Os ventos com certeza estão entre os fatores climáticos que mais obrigam as árvores a se adaptar para sobreviver.

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O Estilo Fukinagashi (varrido elo vento) é um dos mais bonitos na arte do bonsai. É necessário uma modelagem paciente e minuciosa, para redirecionar todos os galhos da árvore em uma só direção. O tronco principal deve se inclinar, curvar e seguir o mesmo movimento, pois esse estilo retrata uma árvore que desde o seu nascimento não teve outra alternativa senão ceder aos fortes ventos para não quebrar.

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Este estilo pode ser observado em várias situações geográficas: num campo aberto, altas montanhas, desertos, praias etc.

Os ventos, com a ajuda da areia, também lixam os troncos de maneira natural, dando aos troncos lisos um aspecto de polimento; isto é muito observado em árvores costeiras e em altas montanhas em todo mundo.

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Características do Bonsai no estilo Fukinagashi.

1- O tronco principal e todos os galhos devem seguir em uma só direção.

2- Ele deve dar a impressão visual de uma flâmula triangular ao vento.

3- Os galhos da base devem sempre ser mais compridos, e os que triangulam em direção ao ápice, mais curtos.

4- As copas e as folhagens principais devem estar afastadas do tronco principal.

5- Neste estilo é fundamental passar a força do vento.

6- O bonsai não pode passar a sensação de desiquilíbrio no vaso.

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As fotos nos ajudam a visualização na hora de modelar o estilo Fukinagashi.

Entre na galeria e veja as 100  fotos  de árvores no seu ambiente natural e de bonsais do estílo fukinagashi.

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TAIWAN BONSAI – (Sidiao 2000)

Posted in Bonsai - Taiwan with tags , , , on 31 d e maio d e 2009 by aidobonsai

Galeria com os 61 Bonsais da exposição Sidiao 2000 em Taiwan:

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Entre na galeria e veja os trabalhos de artistas fenomenais:

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Nebari a força da árvore na natureza.

Posted in Bonsai - Matérias especiais with tags , , , on 29 d e maio d e 2009 by aidobonsai

Vou mostrar nesta matéria um trabalho que eu iniciei em 1990 em um Ficus Benjamina com três raízes bem longas, e suas fotos em 2009. Também vou mostrar uma galeria de fotos com árvores extraordinárias em seu ambiente, e a força de suas raízes.

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Um dos aspectos mais bonitos das árvores na natureza são suas raízes e a força que elas transmitem, segurando e ancorando as árvores ao solo nas situações mais adversas.

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As árvores de Angkor no Camboja projetam suas raízes sobre as construções milenares ancoradas ao solo, criando uma paisagem de magia, vista, inclusive, no filme Tomb Raider.

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Acho que, na criação do bonsai, um dos fatores mais importantes e que mais transmitem a resposta da árvore ao meio ambiente onde ela cresce é seu Nebari (base) e suas raízes.

Os estilo de bonsai raiz sobre rocha (Ishitsuki) é, com certeza, um dos mais bonitos e fascinantes visualmente. É um estilo em que é nescesário utilizar espécies que tenham um bom crescimento de raízes, como a família das figueiras (Ficus).

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Abaixo foto do meu Ficus em 1992. Eu perdi uma foto da etapa em 1993, onde ele ficou enterrando numa bacia, com a terra cobrindo toda a pedra.

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Ficus benjamina em 1990

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Ficus benjamina em 1990

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Ficus benjamina em 1990

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Ficus benjamina em 2009 (Nova frente)

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Raizes sobre a pedra.

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Raizes sobre a pedra. (frente)

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Raizes sobre a pedra. (frente) 2009

 Entre na galeria e veja 40 fotos incríveis de raízes na natureza:

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As estátuas de Buda

Posted in Arte - Oriental várias, Fotografia - Galerias with tags , , , on 28 d e maio d e 2009 by aidobonsai

 

A vida do Buda

 

Segundo a tradição budista, Sidartha Gautama, o buda histórico, nasceu no clã Shakya, no início do período Magadha (546-324 a.C.), nas planícies de Lumbini, no sul do Nepal.

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Sidartha Gautama vivia isolado em seu palácio ao meio do luxo e da ostentação. Insatisfeito com a futilidade de sua condição, resolveu abandoná-la e, ao se deparar com o sofrimento, a velhice, a doença e a morte, que não conhecia, juntou-se aos monges brâmanes tornando-se um asceta errante. Por meio do jejum e da penitência queria encontrar respostas para o sofrimento universal.

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A vida contemplativa, no entanto,não foi suficiente para responder a seus questionamentos sobre o sofrimento universal. Inquieto, Sidarta abandonou os monges e passou a seguir seus próprios caminhos, de solidão e meditação, rejeitando o ascetismo e buscando um caminho intermediário entre o luxo e a automortificação, capaz de conduzi-lo à verdade. Após 7 semanas sentado ao pé de uma figueira, impertubável diante das tentações do demônio Mara, encontrou finalmente as respostas que procurava, chegando assim à iluminação.

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Sidarta alcançou assim o Nirvana (“extinção da chama da paixão e dos desejos”). A partir desse momento, tornou-se Buda , o Iluminado, passando a questionar as verdades dos Vedas e seus ensinamentos. Nos quarenta e cinco anos seguintes percorreu a planície do Ganges, na região central da Índia, ensinado as suas doutrinas a um grupo heterodoxo de pessoas.

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A sua relutância em nomear um sucessor ou em formalizar a sua doutrina levaria à formação de vários movimentos nos séculos seguintes. Em primeiro lugar surgiriam as escolas do Budismo Nikaya, das quais só sobreviveu o Theravada, e mais tarde o Mahayana.

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 Entre e leia a matéria sobre Buda e veja a galeria com incríveis estátuas:

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Bonsai Clássicos do Japão – 3

Posted in Bonsai - Clássicos do Japão, Fotografia - Galerias with tags , , , , , on 27 d e maio d e 2009 by aidobonsai

Galeria com 50 bonsais clássicos do Japão.

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Japanese apricot - 70 anos - 58cm

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Fingered citron - 60 anos - 92cm

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Japanese hemlock - 180 anos - 85cm

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Japanese white pine - 500 anos - 29cm

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NATIONAL GEOGRAPHIC (50 Wallpapers)

Posted in Wallpapers with tags , on 23 d e maio d e 2009 by aidobonsai

Uma seleção dos 50 melhores wallpapers da National Geographic, famosa pela qualidade de seus fotógrafos que, espalhados pelo mundo, registram momentos mágicos da natureza e do homem. ngw20270oh8

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Penjing e Yose Ue (vários artistas 2)

Posted in Bonsai - Penjing e Yose ue, Fotografia - Galerias with tags on 23 d e maio d e 2009 by aidobonsai

Penjing e Yose Ue de vários artistas.3ePenjing

 

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TAIWAN BONSAI – (Sidiao 2007)

Posted in Bonsai - Taiwan with tags , , on 22 d e maio d e 2009 by aidobonsai

Galeria com as 80 árvores da exposição em Taiwan (Sidiao 2007).p75

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Entre na galeria e veja todos os bonsais da exposição:

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A história do Bonsai – parte 2

Posted in Bonsai - Sua historia with tags , , on 22 d e maio d e 2009 by aidobonsai

O SURGIMENTO DO PENJING E DO BONSAI.

A DINASTIA TANG (séc VII-X)

Na história da China, depois de muitos acontecimentos, algumas referências nos fazem entender o quanto é difícil encontrar documentos que atestem com exatidão a prática do penjing na antiguidade.

É por isso que os mitos e lendas que foram transmitidos oralmente substituam, muitas vezes, os fatos históricos precisos. Por exemplo, no ano de 213 a.C o imperador Ts in ordenou a destruição de todos livros antigos, menos os que trataram de técnicas específicas: medicina, astronomia, agricultura e astronomia. Uma história curiosa sobre um soberano conta que, em uma viagem, Che Huang Ti foi surpreendido por uma tempestade e procurou abrigo numa floresta de pinheiros. Quando a tempestade passou, foi decretado que os pinheiros seriam considerados como altos dignatários.

Este episódio foi e é um tema utilizado frequentemente pela poesia e pintura chinesa e também na arte do penjing. À medida que chegamos aos tempos atuais, os documentos ficam mais numerosos e precisos, permitindo analisar a criação das paisagens e jardins.

Los Tang (618-907 d.C)

Quando, em 1971, se descobriu a tumba do Príncipe Changa An Xian  (que reinou de 645 d.C – 684 d.C), uma surpresa foi oferecida aos arqueólogos: ladrões tinham violado e roubado todos os pertences da tumba, mas não tinham conseguido levar as pinturas que adornavam as suas paredes. Estas pinturas representavam, pela primeira vez, uma série de paisagens com todas as características de uma composição clássica.

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Nas paredes da sala funerária existem 400 metros quadrados de afrescos mostrando a vida detalhada da pessoa enterrada. Em uma habitação, três servas carregam cada uma um penjing em suas mãos.

Algumas observações sobre essas pinturas:

1-         As cerâmicas são ovaladas, baixas e esmaltadas em amarelo.

2-         As árvores tem flores nas cores azul e roxo.

3-         Há uma pedra com musgo representando uma montanha no centro da composição.

4-         Podemos dizer que são as primeiras representações conhecidas de penjing (paisagem típica chinesa) .

5-         Outros desenhos mostram outras cerâmicas esmaltadas em verde, extremamente raras, com um agulheiro no centro.

A época Tang é um tempo de paz e estabilidade, e isso resultou numa explosão cultural extraordinária.

Cerâmica, pintura, poesia alcançam patamares inigualáveis; os imperadores protegem e potencializam as artes em todas as suas formas.

O taoísmo voltou como uma voz mágica e religiosa, extremamente difundido no palácio imperial; a representação da natureza  e o estudo de várias artes como o Feng Shui e o suiseki se desenvolvem. Neste sentido, jardins são construídos em terraços ou em áreas internas. Na hora do descanso vamos ao jardim, fechamos os olhos e os abrimos vendo uma linda paisagem. O penjing é o jardim que traduz perfeitamente o conceito de infinito dentro do pequeno finito. Um dos mais famosos pintores e poetas da época,  Wang Wei, deixou três poemas sobre o penjing.

 

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Penjing

A influência cultural no Japão:

A atração pela cultura chinesa era muito grande entre os estudantes, poetas, artistas, monges e comerciantes japoneses, que partiam para o continente em busca de conhecimento. No ano de 607 d.C. é estabelecida a primeira embaixada japonesa pelo imperador.

A partir desta data, um grande numero de livros e material artístico é levado para o Japão.

É possível que nestas muitas viagens o penjing tenha sido levado para o Japão, ou pelo menos a sua representação e sua forma de cultivo nos livros.  Em 869 d.C., um artigo sobre o cultivo de plantas em bandejas aparece em um livro “A História do Japão” (Nihon – Shoki). Os jardins descritos obedecem as leis geométricas e técnicas chinesas, mas com o gosto específico das espécies japonesas.

 

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Penjing com árvores modelas no estilo Fukinagashi (varridas pelo vento)

O pintor Koh Sen (903-965 d.C) retrata em um quadro uma rua chinesa onde se pode observar, em uma esquina, uma bandeja retangular com um penjing. No Japão, mesmo com o desenvolvimento de uma escrita própia (Katakana-Haragana), a cultura chinesa continua sendo dominante, mas as relações com o continente são quase inexistentes.

Penjing artigo 2Apenas os comerciantes abastecem de incensos, perfumes, pinturas, manuscritos e objetos de arte o mercado japonês.  Em um pergaminho pintado no séc. XI, que representa a volta do monge Sâicho (fundador da seita Tendai), vemos um bonsai no pátio interior de um templo, o que nos mostra que a plantação dos bonsais e penjings já era uma prática monástica habitual. Depois da restauração do império chinês, a relação oficial entre os países é reatada, e isto permite ao Japão alcançar o nível artístico da China na era Tang.

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