Aqui uma galeria com bonsais da Taman Bonsai Tasek na Malaysia.
Esses trabalhos me chamaram atenção pela estrutura e posicionamento das copas bem definidas, o movimento dos troncos desde o seu nebari mostram muita harmonia. Achei as formas escolhidas, e o trabalho com madeira morta muito natural.
Aqui um lindo resultado, mesmo com bonsais que possuem espessuras de tronco pequenas. O perfeito posicionamento das copas e as diferentes alturas dos bonsais dão a essa composição muito movimento visual.
Total harmonia entre o movimento do vaso e o Bonsai, lindo trabalho.
Gostei muito do resultado da triangulação e das terminações das copas em madeira morta do trabalho abaixo.
Entre na galeria e veja mais trabalhos da Malaysia Bonsai.
Uma das mais belas flores do mundo a “Rosa do Deserto” tem sua origem no Sul da África e na Península Arábica. Cada dia mais procurada para ser cultivada no Brasil, saiba aqui as principais características do cultivo do Adenium Obesum.
Ambiente:
Local ensolarado, cheio de sol e temperatura mínima de 10 ° C. Trate-o semelhante aos cactos. A rosa do deserto, como o próprio nome sugere, se adapta muito bem às condições de baixa umidade.
Rega:
Água deve ser usada com moderação. A Rosa do deserto aprecia água neutra, a água ácida pode causar apodrecimento de suas raízes. O excesso de água mesmo no verão pode causar apodrecimento das raízes que matam gradativamente a planta.
Mantenha a areia ou a terra sempre úmida, porém sem encharcar, não é necessario regar todos os dias, somente quando a areia ou a terra em cima do vaso secar.
Abaixo foto do Adeniun obesun na Africa.
Adubação:
Uma adubação com um bom fertilizante orgânico é necessário a fim de alcançar um bom diâmetro de tronco e floração abundante . Os fertilizantes não devem ser aplicados diretamente nas raízes. Nunca aplique o fertilizante, quando o substrato estiver completamente seco. Sempre regue antes, isso evita a queimadura das raízes e a queda de folhas .
Vasos:
Use um pote, ou bacia de cerâmica rasa com excelente drenagem. Há vasos com formas especiais para a criação da flor do deserto.
Preparação do vaso:
Quando for reenvasar a sua rosa do deserto o vaso novo nunca pode ser muito maior do que o que ela está plantada. O aumento ideal é de 50 %, mas sempre com a característica da forma de bacia bem rasa. No vaso profundo a rosa do deserto fica alta e não cria sua maior característica, que é o tronco bem largo e em forma de barril. O vaso no formato de bacia faz que as raízes se espalhem radialmente, criando um belo nebari (base), com raízes bem grossas e bem formadas.
Coloque no fundo pedras, e tela pleastica para que as raizes não cheguem a sair do vaso, dai cubra com um pouco de areia, depois ponha humus de minhoca e plante a rosa com uma mistura de areia grossa e terra enchendo até a borda. (OBS pode ser 2/3 de areia grossa com 1/3 de substrato misturado).
A troca do vaso deve ser durante á primavera ou no verão.
Cultivo:
A Rosa do deserto pode ser cultivada por sementes ou estacas . Os troncos grossos com a característica parecida com os grandes Baobás, só podem ser obtidos através do cultivo de sementes. Um dos segredos para deixar a base do caule interessante é levantar um pouco a planta, deixando a parte superior das raízes exposta a cada replantio, que deve ser realizado a cada 2 ou 3 anos. A planta enraizará normalmente. Podas de formação devem ser criteriosas para não formar deformidades não naturais e cicatrizes feias na planta. Use luvas nas podas e manuseio da planta pois sua seiva é altamente tóxica.
Foto da semente da rosa do deserto. Ela deve ser plantada deitada, pois a brotação precisa desta posição de contato com a terra para acontecer.
Broto com 20 dias de formação.
Floração:
As florações da rosa do deserto podem ser obtidas em plantas jovens, com apenas 15 cm de altura. O florescimento geralmente ocorre na primavera, sendo que há possibilidade de sucessivas florações no verão e outono. As flores são tubulares, simples, com cinco pétalas e lembram outras da mesma família como Alamanda, Jasmim-manga e Espirradeira. As cores são variadas, indo do branco ao vinho escuro, passando por diferentes tons de rosa e vermelho. Muitas variedades apresentam mesclas e degradeés do centro em direção as pontas das pétalas. Há ainda variedades de flores dobradas.
Complemente a matéria lendo sobre a História da Rosa do Deserto.
Leia a matéria, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos. “Cantos Naturais”
Em junho deste ano comecei a criação de uma peça para compor as fotografias de mini Bonsais com tamanhos entre 4cm e 10cm de altura. Pesquisando fotografias de lojas de artistas Chineses e de Taiwan, tive a idéia de fazer uma pequena loja Chinesa na proporção 20 x 1.
Me imaginei caminhando pelo interior da China e passando por um artista com uma loja na beira de uma estrada, onde além de bonsais, são vendidos vários produtos para uma população local.
Aqui o passo a passo do trabalho que chamei “Um artista de Fujiam”
1- Para a confecção da base da loja usei apenas maçaranduba. Depois de tratada com Jimo cupim e betume, poderei deixar no tempo que não irá apodrecer.
2- O fundo da loja é uma peça maciça de 25cm x 30cm de altura. Com um formão, entalhei na madeira da parede (fundo) a profundidade das tábuas corridas
3- Aqui as duas primeiras fotos que tirei com alguns elementos para visualizar a proporção. Nesta foto ainda não tinha feito o chão, nem o telhado da loja.
4- O telhado, escolhi fazer de uma forma tradicional chinesa, eles usam bambu gigante. Escolhi um bambu bem reto na proporção 20 x 1 e cortei 50 telhas, para compor o telhado.
5- Para cortar eu uso uma serra tico tico miniatura da Dremel. Não pode se colocar força no corte, pois o bambu perde a casca e lasca com facilidade.
6- As telhas se encaixam intercaladas.
7- As telhas vão entrar sobre 3 vigas que irão sustentar todo telhado. As vigas já foram cortadas com a inclinação e caimento escolhidos.
8- As telhas serão sustentadas por 10 vigas de bambu que irão entrar unindo as traves.
9- As telhas vão sendo coladas uma a uma.
10- Aqui o telhado pronto, antes de invernizar.
11- Para o piso da loja uso uma madeira de 45cm x 35cm. Faço os cortes horizontais, para imitar tábuas corridas, uso retifica dreamel e formão.
12- As laterais são comidas com a retífica, para dar um aspecto de desgaste do tempo. Depois eu aumento os cortes, e dou mais sombra queimando com pirógrafo.
13- Aqui já a base pronta, com uma mesa feita em maçaranduba. A mesa tem 6cm x 6cm.
14- Aqui uma peça em metal que vai entrar no acabamento do telhado. A arquitetura Chinesa é muito cheia de detalhes, com muitos nichos e altares religiosos, eles são usados para proteção das casas e comércio.
15- Peça já colada na sua posição final.
16- Fazendo uma pequena mesa de trabalho.
17- Mesa já com perfuração para os pés.
18- Mesa já colada.
19- Vassoura de limpeza. Tamanho 1cm, feita com pelo de pincel.
21- Mesa com elementos.
20- Primeira sessão de fotografias com mais elementos. Agosto / 2012
21- Segunda sessão de fotografias. Agosto / 2012
22- Alguns elementos de cerâmica nas prateleiras da loja. Aqui 4 peças dadas de presente pelo meu amigo Charles White. (pequenos templos e agricultor).
23- Quarta sessão de fotografias tiradas em Início de setembro / 2012
24- Fotografias com todos elementos. Outubro / 2012.
25- O conjunto possui 159 elementos entre mini bonsais, vasos, ferramentas, lanternas, katanas, porcelanas, suisekis, panelas, etc… Tudo na proporção 20 x 1.
26- O conjunto todo da loja, fica guardado montado, mas sem os bonsais. Reservei um lugar em uma das bancadas onde ela se encaixa, quando chega alguma visita eu coloco os bonsais. Ela pode ficar na chuva ? Pode sem problemas, o trabalho maior é limpar da poeira, cada vaso, cada ferramenta, quando fica ao ar livre por mais de 7 dias.
27- O que eu gostei no resultado final desse trabalho, é que cada vez que eu monto a loja, ela fica completamente diferente. Os elementos que não são fixos, mesas, vasos maiores, bonsais, o própio artista, podem ser deslocados, criando várias perspectivas diferentes nas fotos.
28- Sessão de fotos em 19 de setembro de 2012. No fundo quadro pintado pela minha irmã a artista plástica, Deborah Netto. O sol na borda do quadro é real, coloquei o conjunto na perspectiva e ângulo onde o sol se põe na minha casa, esperei ele morrer na borda da pintura e fotografei.
Últimas fotografias tiradas em 23 de agosto de 2013. É muito bom ter deixado os elementos básicos da loja soltos, pois cada vez que eu monto a loja, ela fica completamente diferente , não tem como ficar igual.
Estou sempre procurando elementos para a loja e variando o posicionamento deles na hora de fotografar. Mês passado meus amigos Fernando Ramos e Luiza Vieira me deram de presente miniaturas de estátuas, compradas no Vietnam, exatamente na proporção 20X1, um presente sem igual.
Fotografias tiradas pelo meu irmão Nikolas Ramos.
Entre na galeria e veja mais fotos do trabalho: “Um Artista de Fujiam”
Aqui uma linda exposição de Bonsais na China. Veja 220 fotos incríveis de uma moradora de Taichung, Peggie Chen, apaixonada por fotografia, que hoje mora na cidade de Taipé em Taiwan.
O que falar dos Bonsais dos criadores dessa arte milenar. Observem a naturalidade do movimento, a estrutura das copas, e a força dos Nebaris, dessas árvores incríveis.
Leia a matéria, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos. “Cantos Naturais”
Eu gosto muito do trabalho com madeira morta, mas estruturar a copa de um bonsai, como nas fotos abaixo é muito difícil. Para conseguir a forma das árvores a seguir requer muito tempo, técnica, paciência e muita transpiração. A copa com vários patamares definidos, com as ramificações em escala descendente, bem triânguladas, requer um trabalho de muitos anos.
Entre na galeria e veja mais 200 fotografias da 17˚ exposição de Bonsai na China:
O Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília e o Ministério da Cultura realizaram a maior exposição já realizada no nosso país sobre a cultura e arte Indiana. Tive a oportunidade de visitar a exposição, na semana que estava em Brasília a trabalho. Uma exposição que reuniu mais de 350 peças, como objetos sacros, pinturas, estátuas, fotografias, vestimentas, instrumentos musicais e arte moderna Indiana. A mostra foi dividida em salas que falavam da religiosidade, cotidiano, e da história da India.
Quero compartilhar uma galeria de fotografias que captei na exposição, infelizmente não era permitido fotografar as estátuas sacras e religiosas, que eram magníficas. Vou tentar comprar o livro da exposição que estava esgotado e escanear as estátuas sacras, para complementar a matéria. Foi uma exposição primorosa, parabéns ao CCBB e ao Ministério da Educação,
MARAVILHAS DA ÍNDIA
1- Terracotas de Tamil Nadu.
Estas figuras de barro são tradicionalmente exibidas nas entradas das aldeias. Essas estátuas podem ter de um metro a seis metros de altura.
As estátuas de teracota são feitas de uma liga especial de palha, terra úmida e areia. Partes das figuras maiores tem que ser esculpidas e queimadas separadamente.
Aí elas são unidas e são novamente queimadas.
2- Tartaruga (Avatar de Vishnu) – Peça forjada em bronze.
3- Peixe (Avatar de Vishnu) – Peça forjada em bronze.
4- Recipiente de mendigar. Peça forjada em cobre.
5- Tinteiros. Peças em bronze.
6- Taças de prata.
6- Armas tradicionais Indianas. Todas as armas são da coleção particular de Ricardo Brennand.
Poucas pessoas sabem que a coleção de Ricardo Brennand, uma das maiores do mundo está exposta em Recife em um castelo medieval, reeplica do original “Castelo de São João”, imperdível. Eu tive oportunidade de visitar, e um dia é pouco para contemplar toda coleção.
Escudo circular de aço com pinturas em ouro.
Adaga Mughal Khanjar. Aço com punho em Ágata séc XVII
Elmo Khud. Aço com detalhes em ouro. 1680
Sabre séc XVIII
Adaga Jambiya . Ouro e Aço sécv VIX
Machado Rajput séc XXIII
7- Instrumentos Musicais.
Maestro Ustad Zakir Hussain
Tabla
Sítar
Tambura
Detalhe Tambura
Shehnai
Bansuri
8- As Vestimentas.
O sari não possui botões ou Zíper, ele é enrolado em cima do Choli (blusa), e as vezes sobre a Ghaghra (saia). O Sari pode chegar a 10 metros quando não enrolado n corpo.
Esta forma de se vestir é muito antiga. Remonta a civilização do Vale do Indo, entre 2800 e 1800 ac.
Kalamkari . Tecidos de algodão pintados com carimbos de madeira.
Carimbo de madeira em detalhe.
9- Cadeira e mesa entalhada em madeira.
Observem os detalhes do entalhe. Não imagino quanto tempo para esculpir uma peça com esse acabamento. Peça do Museu histórico nacional.