Sergio Batalini – Entrevista

Posted in Bonsai - Entrevistas Internacionais with tags , , , on 21 d e março d e 2015 by aidobonsai

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Vou recomeçar as entrevistas com Bonsaístas do Brasil, com trabalhos que chamaram muito a minha atenção nos últimos meses. As formas naturais, a modelagem aprimorada, com muita harmonia, são algumas das qualidades das árvores de Sergio Batalini, um apaixonado por bonsai que mora na cidade de Teodoro Sampaio no Pontal do Paranapanema, no Estado de São Paulo.

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1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai?

Moro numa cidade pequena do interior do estado de São Paulo, Teodoro Sampaio, precisamente no Pontal do Paranapanema, cercada por rios e matas e sempre estive em contato direto com a natureza e seus milagres. Durante a juventude, fiz algumas incursões pelas artes plásticas, entre elas: óleo sobre tela, escultura em argila e entalhe em madeira, expondo trabalhos nos anos 90. Além das artes plásticas, da música e da natureza, outro assunto que me interessa é a cultura oriental, e foi atraves dela que descobri a nobre arte Bonsai, unindo natureza, artes e a filosofia oriental.  Por volta de 1998, 1999, comecei a cultivar algumas plantas em vasos pequenos, mas não consegui evoluir longe dos professores e viveiros. Com a internet passei a pesquisar e estudar muito, tendo acesso a fotos, artigos, livros, e fóruns. Dentre eles destaco o Atelier do Bonsai, do Sr. Mario Alberto Leal, que foi minha escola por mais de 5 anos, possibilitando-me aprender e entender a arte do Bonsai.

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2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Gosto de trabalhar com espécies adaptadas e fáceis de encontrar na minha região, tais como: jabuticaba, angico, acerola, pitanga, buxinho, eugenia, azaléia, primavera, resedá e cambuí entre outras. Estou sempre em busca de espécies nativas que ainda não cultivo, para diversificar e aprimorar meus conhecimentos. Das que cultivo, minhas preferidas são a brasileiríssima jabuticaba, a caliandra e o fícus. Acho muito importante o cultivo e divulgação das nossas espécies nativas, até mesmo para darmos inicio a criação da nossa própria escola brasileira de bonsai e popularizar a arte.

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3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circunstancias de clima e adaptação não permitem?

Por estar numa região muito quente, o cultivo de algumas espécies se torna inviável, entre elas alguns áceres e pinheiros. Mas não sinto falta, pois a quantidade de espécies disponíveis é enorme e variada.

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4 – Dos seus trabalhos qual você destaca com carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.
Tenho um fícus a 19 anos, foi a primeira planta que cultivei com a intenção de formar um bonsai. Naquela época, sem conhecimento das técnicas e estilos, fiz muitos procedimentos equivocados, muitas podas e cuidados errados por anos, e mesmo assim ele sobreviveu e hoje é a planta mais antiga que tenho no meu viveiro. Nunca será um bonsai de exposição, mas com certeza é um companheiro para toda a vida.

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5 – Você segue alguma escola ou estilo nas suas criações?

Penso em uma forma mais livre para compor meus bonsai. Depois de estudar os estilos e escolas com afinco e dedicação por 10 anos, acabei por me libertar do excesso de regras e busquei o prazer de cultivar, permitindo que a própria árvore encontre seu caminho. Percebo que nossa cultura mais descontraída e despojada, inerente aos latinos dos trópicos, choca-se com a rígida cultura oriental e acaba por desestimular os iniciantes. Gosto da Escola Neoclássica que começou a ser praticada a partir do século XIX e é uma síntese das escolas japonesas clássicas de volume e linear, e combina os elementos. A maioria das árvores que vemos no bonsai atualmente pertencem a essa escola. São arvores que tem o tachiagari limpo, sem galhos em seu primeiro terço ou mais, e logo depois uma massa verde, que pode ser composto ou um só volume, dois ou três, ou até mais, buscando a triangulação .

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6 – Você gosta mais de um estilo de bonsai em particular? Qual?

Sem duvida o estilo Kengai (cascata) me atrai muito. Vejo nele um estilo que nos leva a reverenciar a planta para poder observá-la por inteiro. Da mesma forma, a planta nos reverencia e nos aceita. Outro estilo que me chama a atenção é o literati, por sua leveza e delicadeza. Onde o menos é mais. Muita vezes sendo visto como um estilo fácil pelos iniciantes, é um dos mais intrincados e difíceis, justamente por nos forçar a trabalhar com o mínimo possível. Essa ausência de possibilidades contraria nossa visão ocidental de quanto mais melhor, provocando a ruptura de alguns traços culturais e levando ao aprimoramento espiritual do bonsaista .

Kengai

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Literati

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Literati

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7 – O que a arte do Bonsai agregou na sua vida?

Sou comerciante a 30 anos e vivo o estresse do dia a dia em contato com clientes, bancos, fiscais, empregados e toda sorte de incertezas e decisões a serem tomadas. Com a descoberta da nobre arte do Bonsai, encontrei uma maneira de juntar num mesmo lugar a minha família, as artes e o contato com a natureza, e relaxar num ambiente agradável e cheio de harmonia. O exercício constante da paciência, da observação e de esperar o momento certo me ajuda a administrar minha vida e minha empresa. O compromisso diário com a rega, a adubação e o controle de pragas, obedecendo os ciclos de cada espécie e as estações do ano me mostra que o tempo passa e não podemos pular etapas ou permitir que se perca o momento de agir.

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8 – Você acha que um Bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Primeiro é preciso aprender o máximo possível, e, garanto que esse aprendizado não tem fim, sendo uma constante na vida de todo bonsaista. Estudar, observar, experimentar e praticar são exercícios diários em busca do conhecimento. Depois será possível caminhar com liberdade sem, no entanto, nos afastar dos princípios básicos de beleza e harmonia contidos nos estilos. A nossa cultura ocidental nos coloca constantemente em conflito com os padrões orientais de disciplina, obediência e rigidez, sendo preciso transpor esta barreira para podermos ingressar no mundo do bonsai.

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9 – Que bonsaista (um ou mais) chama a sua atenção, hoje, no cenário mundial?

É difícil citar nomes, mas entre os meus preferidos estão Masahiro Kimura, Robert Steven, Walter Pall e os brasileiros Carlos Tramujas e Marcelo Martins. Recentemente perdemos nossa grande referencia nacional, Osamu Hidaka.

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10 – Hoje é mais fácil começar a se dedicar a criação de bonsais?  Quais eram as maiores dificuldades no inicio?

Sem dúvida, hoje é muito mais fácil. Com o surgimento da internet, todas as informações sobre todos os assuntos passaram a ser compartilhados por todos, popularizando e desmistificando muitos temas. A 20 ou 30 anos atrás, bonsai era um mistério restrito a poucos iniciados pertencentes às colônias japonesas. Não existia um mercado no Brasil para vasos, ferramentas, insumos, mudas e pré-bonsais, principalmente para pessoas que, como eu, mora longe das grandes cidades. Hoje já dispomos de lojas virtuais honestas e com grande variedade de produtos e plantas, temos também ótimos ceramistas e a possibilidade de freqüentar cursos e encontros com demonstradores brasileiros e internacionais.

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11 – Qual a sua percepção hoje da arte bonsai no Brasil? Você acha que teve um crescimento? Há maior projeção dos nossos artistas no cenário mundial?

Vejo com alegria a disseminação da arte do Bonsai no Brasil e acredito no crescimento acentuado do número de praticantes. Nos fóruns da internet notamos muitas pessoas perguntando, experimentando, observando, vendo fotos e iniciando o cultivo, maravilhadas com a possibilidade de ter árvores em vasos. Acredito que o Brasil conquistará seu lugar no mundo do bonsai, posto que temos uma grande quantidade de espécies a serem descobertas e trabalhadas e grandes bonsaistas despontando no cenário mundial.

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12 – Que conselhos você poderia dar para quem esta começando a se dedicar a arte do Bonsai?

Estudar, observar, experimentar e praticar. Além, claro, da paciência. A perseverança trará os resultados. Acredito também que devemos acabar com o mito de que bonsai é um hobby caro. É possível praticar a arte com ferramentas improvisadas e espécies comuns, como é o meu caso. O segredo é a dedicação e não os alicates importados ou vasos caríssimos.

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13 – Quais atributos o bonsaista deve ter para conseguir um bom resultado nos seus trabalhos?

Além do conhecimento teórico sobre bonsai e botânica, eu diria que é fundamental buscar o equilíbrio pessoal, para poder contemplar cada etapa do processo e ser íntimo com seu bonsai.

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14 – Quais os benefícios físicos e mentais que podemos encontrar nos dedicando à arte do Bonsai?

O contato direto com a natureza nos faz muitíssimo bem, ao corpo e ao espírito. Estar ao ar livre, sob o sol, contemplado os frutos e flores, desperta nossos sentidos e nos faz ver com novos olhos o nosso planeta. A prática da arte do Bonsai aguça a visão e a percepção, nos tornando mais atentos aos detalhes e mais pacientes no dia a dia. O contato com a terra ajuda a descarregar as energias negativas acumuladas e um dos grandes benefícios é a paz interior encontrada quando estamos em meio aos bonsais.

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15 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte?

Eu trabalho o bonsai e o bonsai trabalha em mim. Juntos evoluímos.

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Bem vindo ao espaço Aido Bonsai

Posted in Bonsai - Aido Bonsai 2010, Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , on 4 d e abril d e 2010 by aidobonsai

Leia sobre o Aido Bonsai, com a música que é o som ambiente do meu espaço há 22 anos.

O meu nome é Paulo Netto e me apaixonei por esta arte aos 14 anos de idade ao ver meu primeiro Bonsai  numa exposição sobre a China, no Rio de Janeiro, em 1979. Hoje crio e estudo a arte há 17 anos. O meu blog não tem fins comerciais e o seu objetivo é divulgar o meu trabalho, conhecer outros bonsaístas, fazer amigos, dividir informações técnicas e fotografias, e homenagear grandes mestres e profissionais que fazem a diferença nesta arte.Para entrar em contato use o Email:  paulonetto.diretor@gmail.com

My name is Paulo Netto and I fell in love with this art at the age of 14, when I saw my first bonsai and peijing at a chinese exposition in Rio de Janeiro, 1979. Today I make and study this art for 17 years. My blog doesn’t have comercial purpose and my real goal is to publish my work, meet other bonsaists, prastise friends, share tecnical information and photos, and to pay homage to the big masters and professionals that make the difference in this art. For Aido Bonsai in English enter 

Me llamo Paulo Netto y me enamoré por este arte a los 14 años de edad al ver mi primer Bonsai en una exposición sobre la China, en Rio de Janeiro, en 1979.
Hoy cultivo y estudio el arte hace 17 años. Mi Blog no tiene finalidad comercial y su objetivo es divulgar mi trabajo, conocer a otros bonsaistas, hacer amigos, compartir informaciones técnicas y fotografías, y homenajear a los grandes maestros y profesionales que hacen la diferencia en este arte. Para entrar en contacto, escriba para el email: paulonetto.diretor@gmail.com

Je m’appelle Paulo Netto et je me suis enchanté pour cet art  quand j’avais 14 ans lorsque j’ai vu, pour la première fois, un Bonsai dans une exposition sur la Chine, à Rio de Janeiro, en 1979. Je cultive et j’étudie l’art il y a 17 ans. Mon blog n’a pas de fins commerciales et son objectif est de diffuser mon travail, de connaître d’autres bonsaïstes, de faire de nouveaux amis, de partager des informations techniques et des photographies, et de rendre hommage aux maîtres et professionnels qui font un travail magnifique dans cet art. Pour faire contact, utilisez le e-mail paulonetto.diretor@gmail.com

Ich heisse Paulo Netto und bin von der Bonsaikunst fasziniert seitdem ich im Alter von 14 Jahre das erste Mal ein Bonsai gesehen habe. Das war 1979 in einer Chinaausstellung in Rio de Janeiro. Seid 17 Jahren gestalte ich selber Bonsais und lerne weiter diese Gartenkunst. Mein Blog hat kein kommerzielles Interesse. Ich moechte hier meine Kreationen vorstellen, andere Bonsaisten kennen lernen, Freunde machen, technische Infos und Bilder austauschen und Bonsameistern sowie wichtigen Fachleuten dieser Kunst meine Anerkennung geben. Kontakt per Email: paulonetto.diretor@gmail.com

Como tudo começou:

Minha paixão por bonsai e penjing começou antes de conhecer esta arte própia- mente dita. Desde os 10 anos observava meu pai, o diretor de tv Paulo Netto, também conhecido como Netinho, construindo maquetes em miniatura para os especiais infantis que ele criou para a Rede Globo de televisão. A nave do especial Plunct Plact Zoom, a lancha que iria explodir na novela Água Viva ou os cenários construídos em miniatura para serem filmados em chroma key no Fantástico, são alguns das centenas de trabalhos excutados como maquetista. Foram 50 anos de vida dedicados à televisão. Aprendi com ele muitas técnicas de modelismo, pintura, artesanato e escultura, e todas me ajudaram muito hoje na confecção de pedras e detalhes em madeira para os meus penjigs (paisagens em miniatura).Sou diretor de cena e publicitário e hoje afirmo que a arte do Bonsai  me ajudou na observação do detalhe e no respeito de esperar com paciência pelas etapas nescessárias para realização de um bom trabalho. Fui apresentado ao bonsai aos 14 anos de idade ao ir numa exposição sobre a China, noRio de Janeiro, em 1979. Foi paixão à primeira vista: conciliar a visão da natureza, a criação de pequenas árvores e os elementos físicos à sua volta era um desafio. E maior o desafio se torna quando não lidamos com materais inanimados. Árvores e plantas morrem em contato com diversos materiais, como alguns tipos de tintas, resinas, corantes e produtos químicos usados em belas artes. Estes produtos são absorvidos pelas raízes, muitas vezes apenas anos depois de contato direto  após o crescimento.

 

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Abaixo fotografia do meu primeiro espaço de cultivo ,criado em 1990 na casa dos meus avós. Nesta época improvisava as ferramentas os vasos, não tinha pesquisa na internet, perdi plantas e bati muita cabeça.

Na foto seguinte, já na minha casa, construí com o total apoio do amor da minha vida Vitória Martins, o espaço Aido Bonsai.

Vitória segurando meu terceiro trabalho, uma Azaléia. Infelizmente eu perdi este bonsai, um galho gigante caiu sobre ele e outros trabalhos em uma tespestade.

O primeiro Bonsai:

Em 1990 eu já tinha vontade de comprar meu primeiro bonsai. Minha mãe, a atriz da velha guarda Dinah Ribeiro (Maria Thereza Zampieri), que começou sua carreira na Radio Nacional de São Paulo e trabalhou em teatro, cinema e televisão, quando soube que eu queria adquirir um bonsai, me levou imediatamente à feira da Liberdade. Comprei um belo bonsai do grande mestre Kensaburo Hadano, um Shimpaku estilo Han Kengai. Infelizmente, o pouco conhecimento e o medo de perder a árvore me levou a ter tantos cuidados que acabei perdendo o bonsai meses depois. Hoje, sei que a falta de sol pleno, o fato de regar muito a copa e o calor do Rio de Janeiro foram os fatores de sua perda. Nesta famosa feira que acontece todos os domingos obtive também algumas dicas de como obter livros importados, na época eram muito poucos disponíveis aqui no Brasil. Continuei na minha procura, mas cometi um erro comum de quem quer possuir seus primeiros bonsais: a compra de bonsais falsos em alguns quiosques de rua no Rio de Janeiro. O oportunisto de quem não é profisional leva à venda de plantas de folhas pequenas, geralmente tuias e pinheiros, aplicando técnicas radicais de poda de raízes e copa. Você leva para casa uma bomba relógio que já está com os seus dias contados. Você volta e vendedor pergunta: “Você regou todo dia? Foi isso!”, “Você não regou todo dia? Foi isso!”. Não tem para onde correr, a incapacidade é sempre sua. Minha avó Morella Vilola, uma apaixonada e estudiosa de plantas ornamentais, me passou, ao longo da adolescência, um conhecimento básico sobre botânica bem razoável, mas sua ajuda não impediu a perda de outras compras erradas. Hoje, alguns quiosques do Rio vendem bonsais verdadeiros e de muita qualidade, mas são poucos; devemos nos informar muito antes de uma compra. Não existem bonsais de 30 anos vendidos por R$ 50 reais! Ninguém dedica cuidados a uma árvore por tanto tempo para vender por este valor. Aqui nos links você encontra empresas especializadas e produtores sérios.

Mar de Itaipuaçu. Recanto da pedra do Elefante ou Alto Mourão.

Pedra cascata. Esta é uma poliqueta que foi jogada pelo mar de Itaipuaçú em 1980. Ela é formada por moluscos  que constroem tuneis, fazendo caminhos e formando uma estrutura muito dura parecendo rocha sólida. Ela ficou ao ar livre pegando chuva até 2005. Em 2006 escavei e plantei este Ulmus chinensis.

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Uma outra paixão de infância se juntou ao bonsai e ao penjing. Moro em frente a praia de Itaipuaçu, em Maricá, RJ. Quem conhece esta praia sabe que aqui temos uma das maiores ondas do Brasil. É um mar violento, que é acentuados pela profundidade e falta de recifes em sua orla. Esta formação da praia facilita ao mar jogar muitas conchas e pedras de grande porte. Desde os 8 anos de idade era ouvir o mar ressacar e lá ia eu com uma cesta coletar conchas.

Floresta de Buxinhos palntado em suiban (bandeja) de madeira maçaranduba.


O problema se agravou quando meu padrinho me deu um livro de classificação de conchas. O tamanaho do problema? Cerca de 28.000 conchas do mundo inteiro estão guardadas na minha garagem, são 2.000 espécies, aguardando uma sala para serem expostas. Colocarei em breve aqui no blog as fotos desta coleção, pois perdi os livros de catalogação da minha coleção para alguns malditos cupins. A facilidade de uma câmera digital me permitirá um sonho antigo, fotografar toda coleção e compartilhar com vocês. Aqui uma concha da minha coleção uma Tridacne Gigas da polinésia de 70 kilos. Estas conchas são usadas nas antigas igrejas Francesas como pia batismal.

O trabalho a seguir está sendo desenvolvido há 11 anos. As 15 árvores desta floresta foram cultivadas em separado e suas formas foram modeladas para que se encaixassem como um quebra cabeça. A maior árvore ao centro e as subsequentes menores. Numa floresta a árvore mais antiga (mater)  sempre está no centro. Ela foi plantada numa lage de pedra São Tomé. A cada ano ela vai ficando mais harmoniosa.

O pequeno templo. Floresta de Eugênias plantada em laje de pedra São Tomé.

Detalhe da floresta. O Pequeno templo. Madeiras do caminho com 7cm X 1cm.

Já as pedras que são jogadas pelo mar de Itaipuaçu possuem formas incríveis, buracos, platôs, reentrâncias. Recolho algumas destas pedras desde os 15 anos. Já falaram dentro da minha casa: “o Paulo está maluco, carregando todas as pedras da praia para dentro de casa; agora está usando até carrinho de mão!” – rsrsrsrsr.

Pedras jogadas pelo mar de Itaipuacú.

Me orgulho de ter até hoje todas elas e usar estas pedras em alguns dos meus trabalhos. Aqui no blog vocês vão encontrar em navegação por assunto (coluna da direita) etapas dos meus trabalhos e técnicas de modelagem de concreto celular. Ôpa, acho que ouvi o mar ressacando, vou pegar algumas pedras! Obrigado por visitar o blog e volte sempre.

Floresta de Aspargus. Tori feito em madeira. Altura 25cm

Penjing:  “O Samurai”, Bonsai de Pithecolobium torthum  com 30 cm de altura. Base modelada em concreto celular. Samurai em resina com 5 cm.

Detalhe do Penjing  “O caminho de Shosen”  Floresta com 18 Eugenias sprenguelli.

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O que é o pensamento Aido Bonsai:

A tradução do japonês é “Caminho da harmonia pelo Bonsai” Há 11 anos adotei este nome para o meu ateliê, que no ano de 2009  fará 17 anos de idade. Meu ateliê  fica no terreno da minha casa em Itaipuaçu distrito de Maricá, no Rio de |Janeiro.

Marca do atelie Aido Bonsai: quadrado, círculo e triângulo,representando as três formas geométricas diferentes, mas que giram perfeitamente uma dentro da outra. Representam: mente, corpo e espírito. Esta forma é o símbolo da harmonia universal. Os 4 trigramas do I Ching com os elementos que o bonsai precisa para viver: água, terra, sol e ar. A árvore dentro do triângulo representa a base estética da triângulação do bonsai.

O nome conceitua literalmente o que eu sinto que esta arte pode trazer para a nossa saúde espiritual e física. O contato direto com a terra, a procura de encontrar uma pequena árvore numa floresta ou  uma muda escondida nas florálias, aumenta a percepção  da natureza que está à nossa volta. Todas as etapas relacionadas ao cultivo do Bonsai são gratificantes e nos ensinam o momento de esperar a natureza seguir seu rumo natural. Isto nos torna mais tolerantes e pacientes nas nossas relações de trabalho e pessoais.

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O meu bloog tem como finalidade dividir com amigos, pessoas que não conhecem o que é Bonsai e outros apaixonados por esta arte, minhas experiências e meus conhecimentos adquiridos neste tempo, dedicado às minhas árvores. No futuro estarei disponibilizando todo meu acervo fotográfico e colocando a  minha coleção de livros à disposição para consultas.  Obrigado por visitar o meu Blog

O jogo de go. Detalhe de floresta de Ficus benjamina (17 árvores)

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O que é Bonsai e Penjing ?

Bonsai é uma arte que permite ao estudioso de suas técnicas usar os conhecimentos adquiridos de Agronomia, Botânica e estética para controlar e modelar o crescimento de uma árvore. Tem como objetivo condicioná-la de maneira saudável em um vaso de proporções próximas às de uma bandeja, de forma que esta adquira toda a beleza e características físicas de uma árvore de grande porte encontrada na natureza.

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Penjing é a arte Chinesa de reproduzir uma paisagem encontrada na natureza com todos os seus detalhes. Uma floresta com um corte de rio, aquela praia com uma árvore retorcida pelo vento, uma montanha com árvores enraizadas nas suas encontas, um lago calmo etc… Para isto são utilizados suibans (bandejas rasas) que podem ser de cerâmica, pedra, madeira ou até resina.

A montanha de Buda. Modelada em concreto celular.

Tenho intenção de em qualquer matéria publicada aqui no blog colocar os créditos dos bonsaístas, artistas e fotógrafos. Este é um site que tem por objetivo mostrar e divulgar esta arte maravilhosa que é o Bonsai. Se alguma foto estiver sem crédito é porque as vezes não é informado na fonte de pesquisa. Se você tem algum trabalho aqui publicado será um prazer colocar todos os seus dados de contato no blog. obrigado

Entre na galeria e conheça mais dos meus trabalhos e o espaço Aido Bonsai:

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Aido Bonsai 2015

Posted in Aido Bonsai, Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , on 3 d e março d e 2015 by aidobonsai

Trabalhos fotografados no mês de março de 2015.

Pithecolobium thortum. Pedras e vaso modelados com concreto celular. Visão frontal do penjing. Árvore sendo modelada desde o ano de 1993

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Visão da parte de traz do penjing.

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Estudo de composição com 3 elemetos. Ixora, pedra e Buxinho

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Estudo com figura de cerâmica chinesa.

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Bougainvillea em modelagem. Enraízada de tronco que foi quebrado em tempestade. Visão frontal.

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Visão da parte de traz da planta.

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Eugenia sprenguelli em modelagem. Essa planta já recebeu ao longo de 2 anos, 4 podas de raízes, 7 podas de refinamento. Visão frontal.

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Visão da parte de traz.

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Ulmus em brotação após 7 dias da defolha total.

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Penjing   “Estrada para Huang He”     Pithecolobium thortum plantado em lage de pedra São Tomé.

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Mame – Jóias na palma da mão

Posted in Bonsai - Mames with tags , on 16 d e outubro d e 2014 by aidobonsai

Aqui uma série de Mames de vários artistas da Nihon Bonsai Mame.  Ao contrário do que muitos iniciantes na arte do bonsai acham, é uma das proporções e tamanhos mais difíceis de serem trabalhados. No mame as vezes uma folha representa uma copa inteira.  Nos meses de verão, são regados 2, 3, 4 vezes ao dia, é preciso muita dedicação e carinho com esses bonsais.  

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O mame é uma opção maravilhosa, para pessoas que não tem muito espaço, mas que em suas casas ou apartamentos possuem uma janela, uma varanda com pelo menos 4 horas de sol por dia.

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Uma maneira de ajudar as plantas bem pequenas e colocar os mames em cima de bandejas rasas com pedrisco e terra adubada. A bandeja ajuda a manter a umidade, e as raízes saem dos vasos procurando a terra, isso ajuda muito no crescimento, é só controlar bem o tamanho das raízes, que saem em direção a terra.

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Aqui mais matérias sobre o Mame:     http://aidobonsai.com/2013/03/18/mame-uma-arvore-na-palma-da-mao-galeria/

Tamanhos de bonsai:    http://aidobonsai.com/2011/03/19/os-tamanhos-e-as-medidas-do-bonsai/

Entre na galeria e veja mais mames da Nihon Bonsai Mame:

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Uma chícara de chá – Eugenia sprenguelli

Posted in Aido Bonsai, Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , on 9 d e outubro d e 2014 by aidobonsai

Aqui em trabalho realizado com uma Eugenia sprenguelli, fou usada uma pedra jogada pelo mar de Itaipuaçu. O vaso é uma antiga bandeja redonda de cimento.

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Entre na galeria e veja mais fotografias:

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O Escriba – Penjing com bonsai de Ficus retusa

Posted in Aido Bonsai, Bonsai - Meus Trabalhos, Bonsai - Penjing e Yose ue with tags , , on 5 d e outubro d e 2014 by aidobonsai

Aqui uma galeria de fotos com o Penjing  “O escriba”

Espécie utilizada, Ficus retusa, plantado em lage de mármore.  Figura em cerâmica chinesa com 8cm de altura.

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Pedras utilizadas no conjunto, são seixos naturais.

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As raízes que vão sendo emitidas perto do tronco eu vou trançando, aumentando o aspecto de longevidade do Bonsai, e dando uma beleza única, pois a emissão de raízes aéreas é uma das principais característica das muitas espécies de Ficus.

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Entre na galeria e veja mais fotos do trabalho:

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Modelagem em concreto celular – Criando uma pedra

Posted in Bonsai - Concreto celular, Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , , , , , , on 5 d e outubro d e 2014 by aidobonsai

Aqui as etapas de modelagem de uma pedra para penjing, criada com um bloco de concreto celular. Trabalho com esse material desde 1992, e até hoje fico surpreso com as suas possibilidades e como ele fica natural com o passar do tempo.

Na foto abaixo um trabalho totalmente finalizado e criado com 6 blocos de concreto celular.

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Bloco riscado, com a forma básica do corte que irei fazer com a serra tico tico.

Eu seguro com firmeza a serra, e entro com ela verticalmente em qualquer ponto escolhido. Depois é só seguir devagar na direção da linha, como se fosse um corte normal em uma madeira.

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Depois de feito o primeiro corte, decidi fazer um corte que será um pequeno lago. Depois que eu cortei a sua extensão, eu faço pequenos cortes paralelos, depois é só empurrar com os dedos firmemente, que eles se quebram na base e se soltam sozinhos.

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Bloco já cortado. Depois com uma broca de madeira larga ou grossa eu faço os furos de drenagem e água. 

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  Deixo as paredes e o fundo bem liso, para ajudar na retirada do bonsai em trocas de substrato e poda de raízes. Quando texturizo, finalizo o interior com 3 camadas finas de cimento, para tirar a porosidade e evitar a entrada de raízes.

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Bloco com as laterais modeladas de forma irregular, buscando um caminho natural como uma rocha bruta.

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O Bloco será texturizado com terra negra, argila e cimento. 

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Aqui um exemplo simples de um corte no bloco de concreto, e como ele pode ficar natural depois de modelado e texturizado com terra negra e cimento.

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Vou acrescentar nas próximas semanas, fotos da primeira pedra texturizada e finalizada com seu bonsai.

Você pode olhar mais trabalhos criados em concreto celular aqui no meu blog, veja nos links abaixo:

http://aidobonsai.com/2009/01/19/12-modelagem-de-concrteto-celular/

http://aidobonsai.com/2012/11/21/a-montanha-de-buda-penjing/

Galeria com as fotografias:

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Aido Bonsai Agosto de 2014

Posted in Aido Bonsai, Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , on 2 d e outubro d e 2014 by aidobonsai

Algumas fotos do espaço Aido Bonsai em agosto de 2014.

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Trabalho  “Um Artista de Fujiam.

Loja criada em proporção 20X1 para fotografar bonsais com menos de 8cm de altura.

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Telhado feito em bambu cortado, madeira da base da loja criado em maçaranduba.

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Ficus benjamina. Raízes expostas.  Pedra jogada pelo mar de itaipuaçu em 1989. A pedra possuía uma perfuração em toda sua altura, que permitiu que a raíz mestra fosse conduzida até a base da bandeja.

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Ficus retusa. Bandeja em cimento com 2cm de altura. Modelada de uma pequena estaca, enraízada em 1990.

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Pithecolobium thortum. Pedrea modelada em concreto celular. Altura 30cm. 

 

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Xeflera. Altura 78cm.

 

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Pithecomobium thortum. bandeja com 2cm de altura.  Criado a partir de estaca enraízada em 2005.

 

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Cerejeira silvestsre.

 

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Pithecolobium thortum. Bandeja e pedras modeldas em concreto celular.

 

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Pithecolobium thortum, após desfolha total e adubação.

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Juniperus horizontalis

2

 

 

 

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Cópia de DSC07616

 

Carmona criada por enraizamento de estaca.

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Pedra natural, jogada pelo mar de Itaipuaçu, vaso de cerâmica “Wabi Sabi”  artista Vitória Martins.

 

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Ficus aipim,criado  com modelagem e crescimento sobre rocha.

 

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Carmona criada de estaca enraizada com superdrive. Pedra sabão modelada.

 

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Carmona criada a partir de uma raíz.

 

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Minha bancada de trabalho a noite.

 

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