Bem vindo ao espaço Aido Bonsai

Postado em Bonsai - Aido Bonsai 2010, Bonsai - Meus Trabalhos com as tags , , em 4 04 UTC abril 04 UTC 2010 por aidobonsai

O meu nome é Paulo Netto e me apaixonei por esta arte aos 14 anos de idade ao ver meu primeiro Bonsai  numa exposição sobre a China, no Rio de Janeiro, em 1979. Hoje crio e estudo a arte há 17 anos. O meu blog não tem fins comerciais e o seu objetivo é divulgar o meu trabalho, conhecer outros bonsaístas, fazer amigos, dividir informações técnicas e fotografias, e homenagear grandes mestres e profissionais que fazem a diferença nesta arte.Para entrar em contato use o Email:  paulonetto.diretor@gmail.com

My name is Paulo Netto and I fell in love with this art at the age of 14, when I saw my first bonsai and peijing at a chinese exposition in Rio de Janeiro, 1979. Today I make and study this art for 17 years. My blog doesn’t have comercial purpose and my real goal is to publish my work, meet other bonsaists, prastise friends, share tecnical information and photos, and to pay homage to the big masters and professionals that make the difference in this art. For Aido Bonsai in English enter 

Me llamo Paulo Netto y me enamoré por este arte a los 14 años de edad al ver mi primer Bonsai en una exposición sobre la China, en Rio de Janeiro, en 1979.
Hoy cultivo y estudio el arte hace 17 años. Mi Blog no tiene finalidad comercial y su objetivo es divulgar mi trabajo, conocer a otros bonsaistas, hacer amigos, compartir informaciones técnicas y fotografías, y homenajear a los grandes maestros y profesionales que hacen la diferencia en este arte. Para entrar en contacto, escriba para el email: paulonetto.diretor@gmail.com

Je m’appelle Paulo Netto et je me suis enchanté pour cet art  quand j’avais 14 ans lorsque j’ai vu, pour la première fois, un Bonsai dans une exposition sur la Chine, à Rio de Janeiro, en 1979. Je cultive et j’étudie l’art il y a 17 ans. Mon blog n’a pas de fins commerciales et son objectif est de diffuser mon travail, de connaître d’autres bonsaïstes, de faire de nouveaux amis, de partager des informations techniques et des photographies, et de rendre hommage aux maîtres et professionnels qui font un travail magnifique dans cet art. Pour faire contact, utilisez le e-mail paulonetto.diretor@gmail.com

Ich heisse Paulo Netto und bin von der Bonsaikunst fasziniert seitdem ich im Alter von 14 Jahre das erste Mal ein Bonsai gesehen habe. Das war 1979 in einer Chinaausstellung in Rio de Janeiro. Seid 17 Jahren gestalte ich selber Bonsais und lerne weiter diese Gartenkunst. Mein Blog hat kein kommerzielles Interesse. Ich moechte hier meine Kreationen vorstellen, andere Bonsaisten kennen lernen, Freunde machen, technische Infos und Bilder austauschen und Bonsameistern sowie wichtigen Fachleuten dieser Kunst meine Anerkennung geben. Kontakt per Email: paulonetto.diretor@gmail.com

Como tudo começou:

Minha paixão por bonsai e penjing começou antes de conhecer esta arte própia- mente dita. Desde os 10 anos observava meu pai, o diretor de tv Paulo Netto, também conhecido como Netinho, construindo maquetes em miniatura para os especiais infantis que ele criou para a Rede Globo de televisão. A nave do especial Plunct Plact Zoom, a lancha que iria explodir na novela Água Viva ou os cenários construídos em miniatura para serem filmados em chroma key no Fantástico, são alguns das centenas de trabalhos excutados como maquetista. Foram 50 anos de vida dedicados à televisão. Aprendi com ele muitas técnicas de modelismo, pintura, artesanato e escultura, e todas me ajudaram muito hoje na confecção de pedras e detalhes em madeira para os meus penjigs (paisagens em miniatura).Sou diretor de cena e publicitário e hoje afirmo que a arte do Bonsai  me ajudou na observação do detalhe e no respeito de esperar com paciência pelas etapas nescessárias para realização de um bom trabalho. Fui apresentado ao bonsai aos 14 anos de idade ao ir numa exposição sobre a China, noRio de Janeiro, em 1979. Foi paixão à primeira vista: conciliar a visão da natureza, a criação de pequenas árvores e os elementos físicos à sua volta era um desafio. E maior o desafio se torna quando não lidamos com materais inanimados. Árvores e plantas morrem em contato com diversos materiais, como alguns tipos de tintas, resinas, corantes e produtos químicos usados em belas artes. Estes produtos são absorvidos pelas raízes, muitas vezes apenas anos depois de contato direto  após o crescimento.

Abaixo fotografia do meu primeiro espaço de cultivo ,criado em 1990 na casa dos meus avós. Nesta época improvisava as ferramentas os vasos, não tinha pesquisa na internet, perdi plantas e bati muita cabeça.

Na foto seguinte, já na minha casa, construí com o total apoio do amor da minha vida Vitória Martins, o espaço Aido Bonsai.

Vitória segurando meu terceiro trabalho, uma Azaléia. Infelizmente eu perdi este bonsai, um galho gigante caiu sobre ele e outros trabalhos em uma tespestade.

O primeiro Bonsai:

Em 1990 eu já tinha vontade de comprar meu primeiro bonsai. Minha mãe, a atriz da velha guarda Dinah Ribeiro (Maria Thereza Zampieri), que começou sua carreira na Radio Nacional de São Paulo e trabalhou em teatro, cinema e televisão, quando soube que eu queria adquirir um bonsai, me levou imediatamente à feira da Liberdade. Comprei um belo bonsai do grande mestre Kensaburo Hadano, um Shimpaku estilo Han Kengai. Infelizmente, o pouco conhecimento e o medo de perder a árvore me levou a ter tantos cuidados que acabei perdendo o bonsai meses depois. Hoje, sei que a falta de sol pleno, o fato de regar muito a copa e o calor do Rio de Janeiro foram os fatores de sua perda. Nesta famosa feira que acontece todos os domingos obtive também algumas dicas de como obter livros importados, na época eram muito poucos disponíveis aqui no Brasil. Continuei na minha procura, mas cometi um erro comum de quem quer possuir seus primeiros bonsais: a compra de bonsais falsos em alguns quiosques de rua no Rio de Janeiro. O oportunisto de quem não é profisional leva à venda de plantas de folhas pequenas, geralmente tuias e pinheiros, aplicando técnicas radicais de poda de raízes e copa. Você leva para casa uma bomba relógio que já está com os seus dias contados. Você volta e vendedor pergunta: “Você regou todo dia? Foi isso!”, “Você não regou todo dia? Foi isso!”. Não tem para onde correr, a incapacidade é sempre sua. Minha avó Morella Vilola, uma apaixonada e estudiosa de plantas ornamentais, me passou, ao longo da adolescência, um conhecimento básico sobre botânica bem razoável, mas sua ajuda não impediu a perda de outras compras erradas. Hoje, alguns quiosques do Rio vendem bonsais verdadeiros e de muita qualidade, mas são poucos; devemos nos informar muito antes de uma compra. Não existem bonsais de 30 anos vendidos por R$ 50 reais! Ninguém dedica cuidados a uma árvore por tanto tempo para vender por este valor. Aqui nos links você encontra empresas especializadas e produtores sérios.

Mar de Itaipuaçu. Recanto da pedra do Elefante ou Alto Mourão.

Pedra cascata. Esta é uma poliqueta que foi jogada pelo mar de Itaipuaçú em 1980. Ela é formada por moluscos  que constroem tuneis, fazendo caminhos e formando uma estrutura muito dura parecendo rocha sólida. Ela ficou ao ar livre pegando chuva até 2005. Em 2006 escavei e plantei este Ulmus chinensis.

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Uma outra paixão de infância se juntou ao bonsai e ao penjing. Moro em frente a praia de Itaipuaçu, em Maricá, RJ. Quem conhece esta praia sabe que aqui temos uma das maiores ondas do Brasil. É um mar violento, que é acentuados pela profundidade e falta de recifes em sua orla. Esta formação da praia facilita ao mar jogar muitas conchas e pedras de grande porte. Desde os 8 anos de idade era ouvir o mar ressacar e lá ia eu com uma cesta coletar conchas.

Floresta de Buxinhos palntado em suiban (bandeja) de madeira maçaranduba.


O problema se agravou quando meu padrinho me deu um livro de classificação de conchas. O tamanaho do problema? Cerca de 28.000 conchas do mundo inteiro estão guardadas na minha garagem, são 2.000 espécies, aguardando uma sala para serem expostas. Colocarei em breve aqui no blog as fotos desta coleção, pois perdi os livros de catalogação da minha coleção para alguns malditos cupins. A facilidade de uma câmera digital me permitirá um sonho antigo, fotografar toda coleção e compartilhar com vocês. Aqui uma concha da minha coleção uma Tridacne Gigas da polinésia de 70 kilos. Estas conchas são usadas nas antigas igrejas Francesas como pia batismal.

O trabalho a seguir está sendo desenvolvido há 11 anos. As 15 árvores desta floresta foram cultivadas em separado e suas formas foram modeladas para que se encaixassem como um quebra cabeça. A maior árvore ao centro e as subsequentes menores. Numa floresta a árvore mais antiga (mater)  sempre está no centro. Ela foi plantada numa lage de pedra São Tomé. A cada ano ela vai ficando mais harmoniosa.

O pequeno templo. Floresta de Eugênias plantada em laje de pedra São Tomé.

Detalhe da floresta. O Pequeno templo. Madeiras do caminho com 7cm X 1cm.

Já as pedras que são jogadas pelo mar de Itaipuaçu possuem formas incríveis, buracos, platôs, reentrâncias. Recolho algumas destas pedras desde os 15 anos. Já falaram dentro da minha casa: “o Paulo está maluco, carregando todas as pedras da praia para dentro de casa; agora está usando até carrinho de mão!” – rsrsrsrsr.

Me orgulho de ter até hoje todas elas e usar estas pedras em alguns dos meus trabalhos. Aqui no blog vocês vão encontrar em navegação por assunto (coluna da direita) etapas dos meus trabalhos e técnicas de modelagem de concreto celular. Ôpa, acho que ouvi o mar ressacando, vou pegar algumas pedras! Obrigado por visitar o blog e volte sempre.

Floresta de Aspargus. Tori feito em madeira. Altura 25cm

Pedras jogadas pelo mar de Itaipuacú.

O que é o pensamento Aido Bonsai:

A tradução do japonês é “Caminho da harmonia pelo Bonsai” Há 11 anos adotei este nome para o meu ateliê, que no ano de 2009  fará 17 anos de idade. Meu ateliê  fica no terreno da minha casa em Itaipuaçu distrito de Maricá, no Rio de |Janeiro.

Marca do atelie Aido Bonsai: quadrado, círculo e triângulo,representando as três formas geométricas diferentes, mas que giram perfeitamente uma dentro da outra. Representam: mente, corpo e espírito. Esta forma é o símbolo da harmonia universal. Os 4 trigramas do I Ching com os elementos que o bonsai precisa para viver: água, terra, sol e ar. A árvore dentro do triângulo representa a base estética da triângulação do bonsai.

O nome conceitua literalmente o que eu sinto que esta arte pode trazer para a nossa saúde espiritual e física. O contato direto com a terra, a procura de encontrar uma pequena árvore numa floresta ou  uma muda escondida nas florálias, aumenta a percepção  da natureza que está à nossa volta. Todas as etapas relacionadas ao cultivo do Bonsai são gratificantes e nos ensinam o momento de esperar a natureza seguir seu rumo natural. Isto nos torna mais tolerantes e pacientes nas nossas relações de trabalho e pessoais.

O meu bloog tem como finalidade dividir com amigos, pessoas que não conhecem o que é Bonsai e outros apaixonados por esta arte, minhas experiências e meus conhecimentos adquiridos neste tempo, dedicado às minhas árvores. No futuro estarei disponibilizando todo meu acervo fotográfico e colocando a  minha coleção de livros à disposição para consultas.  Obrigado por visitar o meu Blog

O jogo de go. Detalhe de floresta de Ficus benjamina (17 árvores)

O que é Bonsai e Penjing ?

Bonsai é uma arte que permite ao estudioso de suas técnicas usar os conhecimentos adquiridos de Agronomia, Botânica e estética para controlar e modelar o crescimento de uma árvore. Tem como objetivo condicioná-la de maneira saudável em um vaso de proporções próximas às de uma bandeja, de forma que esta adquira toda a beleza e características físicas de uma árvore de grande porte encontrada na natureza.

Penjing é a arte Chinesa de reproduzir uma paisagem encontrada na natureza com todos os seus detalhes. Uma floresta com um corte de rio, aquela praia com uma árvore retorcida pelo vento, uma montanha com árvores enraizadas nas suas encontas, um lago calmo etc… Para isto são utilizados suibans (bandejas rasas) que podem ser de cerâmica, pedra, madeira ou até resina.

A montanha de Buda. Modelada em concreto celular.

Tenho intenção de em qualquer matéria publicada aqui no blog colocar os créditos dos bonsaístas, artistas e fotógrafos. Este é um site que tem por objetivo mostrar e divulgar esta arte maravilhosa que é o Bonsai. Se alguma foto estiver sem crédito é porque as vezes não é informado na fonte de pesquisa. Se você tem algum trabalho aqui publicado será um prazer colocar todos os seus dados de contato no blog. obrigado

Entre na galeria e conheça mais dos meus trabalhos e o espaço Aido Bonsai:

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Viagem pelo Japão antigo

Postado em Fotografia - Japão com as tags em 3 03 UTC janeiro 03 UTC 2012 por aidobonsai

Gostaria de compartilhar uma incrível galeria de fotos antigas do Japão. Essas fotografias são da Brinkley album cortesia de Hood Museum of Art. Este link me foi enviado por um grande amigo, Nikolas Ramos.

Para os amigos bonsaístas, procurem um detalhe na foto abaixo. 

Entre na galeria e veja mais 130 fotografias do Japão antigo:

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Bonsai de Eugenia Sprenguelli, Poda e Aramação.

Postado em Bonsai - Meus Trabalhos com as tags , em 3 03 UTC janeiro 03 UTC 2012 por aidobonsai

Poda e aramação de um bonsai em formação de Eugênia Sprenguelli.

No mês de julho eu perdi um grande galho do lado esquerdo deste bonsai, ele foi criado com uma Eugenia sprenguelli em 2002. Aqui o trabalho de tencionamento, aramação e poda, na intenção de estruturar uma nova copa, deixando a mesma com os patamares mais definidos como no ano de 2004.

1- No mesmo mês da perda do galho eu troquei todo substrato e comecei a preparar os 3 primeiros galhos da parte de baixo (base), para ocupar o espaço dos galhos perdidos.

2- Eu uso o sistema de tensionamento com naylon de 32 libras para abaixar os galhos principais, que apenas precisam descer no eixo vertical. Para os galhos secundários e terciários que ocuparão espaços vazios e novas posições eu uso a aramação com fio de alumínio.

Primeiro galho tencionado a direita da foto.

Embora o fio de naylon não machuque as raízes, para galhos muito fortes, que vão exercer muita tensão, eu coloco um fio de cobre saindo das perfurações até a lateral do vaso. Isto permite que os galho seja puxado para qualquer direção e altura escolhida.

4- Segundo galho tencionado. Esquerda da foto.

5- Com o tencionamento do galho da parte de trás, as copas já ficam mais definidas e harmoniosas. Na Eugenia para um bom resultado visual, é necessário deixar que a folhagem não fique muito densa. Temos que poder observar sua estrutura, isto também permite que o sol entre criando uma nova brotação nos galhos internos.

Diagonal

Costas

Frente

Vou nos próximos meses colocar as fotografias com a evolução e refinamento da nova copa.

As espécies de Carpa Koi

Postado em Carpas e Peixes Japoneses com as tags , , em 11 11 UTC dezembro 11 UTC 2011 por aidobonsai

As Carpas Koi estão entre os peixes mais inteligentes, e podem viver em regiões frias até a idade de 150 anos. Existe registro de carpas no Japão com mais 220 anos de idade. Carpas para reprodução selecionada, de raça muito apurada, já foram  vendidas no japão por 500.000 dólares. Esta é uma matéria complementar sobre as carpas Koi e os Kinguios. Entre no link ao lado para saber a história desses peixes de origem Chinesa e japonesa:

http://aidobonsai.com/2010/03/13/fonte-usando-um-tacho/

Aqui uma galeria com as 40 principais espécies de Carpas Koi. Fotografias da Acre Media Koi.

Clique em leia mais e continue conhecendo todas as espécies de Carpas Koi:

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100 desenhos de Carpas

Postado em Arte - Pintura e Desenho, Arte - Pintura Oriental, Carpas e Peixes Japoneses com as tags , , em 11 11 UTC dezembro 11 UTC 2011 por aidobonsai

Muito apreciadas no Japão e na China, as carpas Koi, possuem além de sua beleza singular, um significado que as levou a ser um dos animais mais tatuados em todo o mundo.

A Carpa se transforma em Dragão:

Uma lenda chinesa diz que a Carpa no seu período de desova tinha que transpor diversos obstáculos, saltando por vales repletos de cascatas e cachoeiras percorrendo quase todo o continente Chinês, até chegar a montanha Jishinhan onde fica a fonte do Huang Ho (Rio Amarelo). Quando uma carpa consegue vencer a cascata Longman Falls (Portão do Dragão), ela se transmuta em Dragão.

Daí o significado básico de uma Carpa possue uma variação de acordo com o posicionamento do peixe na tatuagem, desenho ou ilustração. Se a carpa é representada subindo, apontando para o alto, significa a superação dos obstáculos, a luta pelo objetivo e ideal. Representa a perseverança. No caso de uma carpa ser representada apontando para baixo, como que a descer o rio, ela passa a simbolizar, a vitória, a conquista, o êxito de um objetivo. Muitas vezes uma carpa é desenhada com flores ou folhas ao seu redor, simbolizando o caminho a ser seguido.

Aqui uma galeria com 100 desenhos de Carpas Japonesas. São referências com vários traços e formas, para quem quer criar e fazer uma bela tatoo de carpas koi.

Entre na galeria e veja mais 100 desenhos de carpas Koi:

Clique aqui e leia mais…

Construindo um lago de carpas

Postado em Arte - Fontes e Lagos, Arte - Jardim Japonês, Bonsai - Incríveis, Wallpapers com as tags , , em 10 10 UTC dezembro 10 UTC 2011 por aidobonsai

Este mês construí um pequeno lago para carpas e  kinguios para utilizar um espaço livre, perto da entrada do meu ateliê de bonsais. Quero, no ano que vem, construir um lago grande com 30.000 litros na frente de casa, mas precisava realocar duas carpas e 10 kinguios que estavam em uma pequena fonte com 180 litros. Aproveitei este espaço que não estava sendo utilizado e criei uma paisagem aconchegante que pode ser construída em uma área de 6 metros de comprimento por 4 metros de largura.

Vou colocar aqui as fotografias das etapas de construção deste pequeno lago que ficou com aproximadamente  4.300 litros.

Muitas pessoas constroem seus lagos usando manta plástica negra de alta resistência; eu optei por fazer a estrutura toda de concreto. Tenho árvores de grande porte no meu terreno e suas raízes procuram água, chegando a quebrar as cisternas feitas com tijolos com suas raízes. A estrutura de concreto, embora mais cara, é mais segura.

1- Estrutura construída com blocos de concreto. No fundo foi usado vergalhões e tela de metal para cintar e não permitir rachaduras no fundo do lago.

2-  O fundo da fonte tem um ângulo em declive, que vai em direção a um sumidouro. Esta saída vai permitir a retirada e troca de água da fonte com facilidade. Todo concreto foi impermeabilizado com uma liga de cimento e sílica gel.

3- Uma bomba Orca com vasão de 4.000 litros hora foi usada para circular a água do lago. Uma mangueira vai levar a água até um filtro Atman que está enterrado paralelo ao lago, ao lado da cascata que vai oxigenar o lago.

4- Filtro para lago presurizado Altman EF 3000 com lâmpadaUV. Vazão de 5.000 litros por hora.

5- A mangueira vai correr paralela à parede frontal. Eu passei fita isolante 3M em toda extensão da mangueira para que ela não apareça no fundo negro do lago.

6- Para as bordas do lago eu escolhi pedras com no máximo 7cm de espessura. Essas lages vão entrar apoiadas e sumir completamente com a borda de concreto. 

7- A última etapa antes de colocar as pedras foi impermeabilizar com Neosin. Este produto foi testado por mim em outra fonte e em 2 anos nunca descascou, soltou placas ou alterou o ph da água.

8- A cascata foi modelada em resina e concreto. As pedras do interior da fonte são naturais e seguem o mesmo desenho, forma e texturas da pedra que terá a queda de água.

9- Para carpas e kinguios é fundamental que a água do lago seja bem alcalina. Embora as pedras diminuam a quantidade de água em 500 litros, elas formam caminhos, cavernas, que são primordiais para o conforto dos peixes.

10- Carpas e kinguios gostam de temperaturas frias. É importante criar situações de sombra, para que os peixes possam se esconder do sol e de possíveis predadores, como morcegos e aves de rapina.

11- As pedras não estão coladas, estão presas apenas por seu peso e por outras pedras colocadas em camadas sobrepostas.

12- O lago, já com as pedras grandes posicionadas.

13- A fonte tem um registro em sua borda que permite que eu reponha a água evaporada ou troque um volume muito grande em minutos, com muita facilidade.


13B- Entrada de água acionada pelo registro.

14- Para o canto da fonte eu modelei uma cheflera. Ela está apoiada em uma pedra grande com declive negativo, assim não joga terra na fonte. Suas raízes estão plantadas do lado de fora, no canto da parede.

15- Aqui a cascata com duas quedas já funcionando. Na base já estão colocadas as pedras medias e de pequeno porte. Essas pedras são importantes para dar naturalidade à margem do lago.

16- No lago foram adicionados seixos de médio e pequeno porte , além de alfaces flutuantes.

17- Aqui foto tirada no dia seguinte à montagem. A água já está com ph em 7.5 e com a taxa de amônia tóxica em zero.  Coloquei uma lanterna “Ishidoro”, para dar uma luz suave à noite.

18- Minhas duas carpas, como se diz, como pintos no lixo! Agora vou comprar 5 Carpas Nishikigoi para fazer companhia a elas.

19- Meu construtor, engenheiro, jardineiro e braço direito Carlos Alberto. Ao seu lado, o poderoso e fiel  Teo.

20- Estarei sempre adicionando fotografias complementares do lago, e falando da resposta de ph, amônia, nitrito e comportamento dos peixes.

Para saber mais sobre carpas e kinguios, entre no link  da matéria abaixo:

A beleza das carpas e dos kinguios.

http://aidobonsai.com/2010/03/13/fonte-usando-um-tacho/

As águas de Kioto – Penjing

Postado em Bonsai - Concreto celular, Bonsai - Meus Trabalhos, Bonsai - Penjing e Yose ue, Bonsai - Técnicas especiais com as tags , , em 26 26 UTC novembro 26 UTC 2011 por aidobonsai

Este trabalho teve sua construção em início em 1997. A fonte foi modelada com 5 blocos médios de  concreto celular. A água circula de forma constante, impulsionada por uma bomba de aquário barlo 400. Ela fica escondida em um reservatório de água atrás da fonte. O volume de água que circula é de 5 litros.


Para modelar o concreto celular eu uso Retífica Makita e Dreamel, com pontas de vários tamanhos. Para o acabamento eu uso lixas de várias gramaturas. Os blocos foram colados com liga para pisos de pedra e granito iberê. Pode se usar também cimento com uma liga bem forte sem problemas.

As pedras naturais, de médio e pequeno porte, eu escolho antes de modelar. Eu procuro seguir suas ranhuras, rachaduras, desenhos e texturas; a mistura de elementos deixa o trabalho mais natural

 Foi usado como elemento principal da  paisagem um Pithecolobium tortum modelado durante 5 anos. Suas raízes já estavam condicionadas ao volume de terra cavado no alto da paisagem.

Eu uso pequenas bromélias para compor a paisagem.

Entre na galeria e veja mais detalhes do Penjing  ”As águas de Kioto”

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A montanha de Naikan

Postado em Bonsai - Meus Trabalhos com as tags , em 15 15 UTC novembro 15 UTC 2011 por aidobonsai

Naikan, “A busca interior”

Este Ficus retusa foi colocado em 1997 nesta pedra que foi modelada com um bloco grande de concreto celular. Ela foi texturizada com uma massa de cimenticola, terra preta, pó de xaxim e areia lavada.

Cada vez que o Ficus emite uma raíz externa e esta alcança a base da pedra, eu solto a raíz e jogo por cima da pedra redonda em cima do conjunto.

Eu vou até o final do ano preparar uma bandeja seguindo a mesma textura e forma original da pedra. Assim as raízes externas vão ancorar e se alimentar desta bandeja dando mais força a árvore. A pedra vai ser colada com cimento na bandeja formando uma única peça.

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Gyo no Ri – O caminho da razão

Postado em Bonsai - Meus Trabalhos com as tags , em 15 15 UTC novembro 15 UTC 2011 por aidobonsai

Penjing utilizando a espécie: Aspargos ornamental.  Trabalho realizado em 2003. Utilizei como base uma pedra São Tomé. Esta planta tem uma característica excelente para modelar e estilizar. Quando a planta tem uma nova brotação, o novo galho nasce muito flexível, de cor verde vibrante. Devemos aramar de imediato, apenas tendo o cuidado para não quebrar o galho. Após 10 dias o galho cria a casca, e podemos retirar o arame pois ele já está na posição desejada.

Eu cortei o Tori em madeira de Angelin. A madeira foi resinada com verniz incolor opaco. Tori com 25cm de altura.

Na foto abaixo podemos ver o trabalho em 2003. Na época eu tinha colocado uma pedra no centro do conjunto. Depois de 6 meses eu substitui pelo Tori.

Gyo No Ri – O Caminho da Razão

Para ver mais detalhes do Penjing entre na galeria :

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A Floresta do Templo

Postado em Bonsai - Meus Trabalhos com as tags , , em 15 15 UTC novembro 15 UTC 2011 por aidobonsai

Floresta de eugênias sprenguelli.

Este penjing teve seu início com a modelagem de 3 grupos de eugênias em separado no ano de 1996. Hoje a composição final tem um número de 15 árvores com idades entre 14 e 25 anos.

O primeiro grupo possui uma das árvores mães do centro. Elas entraram ao lado direito da composição.

O grupo 2 criou a profundidade, são as árvores do fundo. Mesmo  escolhendo a frente e as costas, eu tenho sempre a preocupação que o penjing possa ser olhado em 360˚. Todos os ângulos tem que ter harmonia.


O grupo dois com 9 árvores é o grupo lateral esquerdo da composição. Infelizmente ainda não tinha câmera digital e perdi com a umidade as fotos separadas deste conjunto.

A árvore 4 eu estava modelando no estilo Chokan. Ao longo de 4 anos eu procurei uma eugenia robusta com um nebari (base da árvore)  forte e não achei. O meu amigo e grande bonsaísta Jorje Antonio, vendo uma foto geral do meu espaço pela internet é que falou: “Coloca aquela  eugênia que está pronta para ser a árvore central”.  Eu procurei outra por mais 6 meses, não encontrei, e aí coloquei a minha indicada pelo Jorge no centro do conjunto.

A floresta tem como base uma pedra São Tomé de 120cm X 160cm. Esta pedra não esquenta muito com o sol e é bem resistente. Eu tinha um pequeno templo em resina que eu queria colocar no centro da floresta e assim chamei o trabalho de “A Floresta do Templo”.

Eu sempre tento me imaginar caminhando dentro do penjing, isso me ajuda a colocar os detalhes: pedras, bromélias, pisos de madeira. Abaixo uma foto do templo e um dos caminhos que leva até ele na floresta. As traves tem 8cm de comprimento por 1cm de largura e estão fixadas com durepoxi diretamente na pedra são tomé.

O templo tem 15 cm de altura. Eu procuro encontrar pedras com muitas ranhuras e rachaduras, pois os seixos completamente lisos nas fotografias em macro não passam a idéia de grandes rochas. Eu uso seixos apenas quando quero simular leitos de rios que ficaram secos e nas bordas de encostas.

A foto digital trouxe a opção de poder olhar em macro e de imediato em casa o resultado da composição e da direção de arte. Às vezes o trabalho está com um bom resultado visual a olho nu, mas a foto denuncia na mesma hora a proporção errada. Uma ótima opção é corrigir a foto e coloca-lá em preto e branco ou sépia envelhecido.

A eugênia é uma árvore que se você deixa a sua copa muito densa ela seca por dentro, pois ela só tem nova brotação com o sol tocando diretamente em seus galhos. Como a floresta é bem grande as vezes eu perco galhos finos na parte inferior das árvores, mas o que é perdido, cria um espaço natural, e com o tempo eu redireciono   outro galho para a posição.

Entre na galeria e veja mais fotos do penjing: A floresta do templo: Clique aqui e leia mais…

O Caminho do Tori – 2011

Postado em Bonsai - Penjing e Yose ue com as tags , , , em 14 14 UTC novembro 14 UTC 2011 por aidobonsai

O Caminho do Tori é um penjing feito com 13 buxinhos. O trabalho foi iniciado em 1999 com a preparação das árvores. As pedras do caminho do Tori são minério de ferro e o suiban foi feito em maçaranduba. Dimensões do suiban: 170cm (C)  X  70cm (L)  X  7cm  (A).

Em todo penjing é necessário  uma manutenção mensal, pois junto com o volume de terra vem de presente muitas outras plantas de forração, ervas daninhas, algumas broméias, matos etc… O que mais me encanta no penjing é que você realmente acaba cuidando de um pequeno jardim em miniatura.

A foto acoma foi tirada em maço de 2010; podemos observar que a folhagem e várias plantas cobrem todo caminho de pedras e, em detalhes, cobrindo todo suiban. A manutenção da paisagem é feita por mim de 15 em 15 dias.  Quando eu projeto um penjing, tento criar uma paisagem que eu tenha vontade de entrar e caminhar dentro dela. Pequenos cantos de pedras, canteiros, lages no meio da grama, cercas, dormentes, cavernas, buracos, estruturas arquitetônicas que ajudem a dar a proporção real ao penjing.

 

Eu não retiro toda folhagem e escolho locais que terão sempre essas plantas de pequeno porte, fazendo canteiros e marcando os caminhos. Penjing é controle, tem que se saber onde cada elemento está para não se perder na hora de podar e fazer a manutenção. A fotografia digital permite hoje poder comparar e estudar as proporções. Muitas vezes a proporção agrada aos olhos, mas se ela funciona em uma fotografia em detalhe em macro, é porque está perfeita.

Os moirões (toras) da foto acima, substituiram bambus que davam a idéia de uma cerca de bambus gigantes. Estes, olhando pessoalmente, estão em ótima proporção e estão bem naturais, mas ainda me incomodam nas fotografias. Estão muito novos. Eu vou envelhecê-los criando textura e rachaduras de dilatação ao sol, imitando um tronco que tenho aqui no meu espaço. Assim vai ficar mais natural.

Tronco com as características que eu quero reproduzir.

No dia 1 de setembro foi acrescentado a paisagem 5 novos buxinhos de 2 anos e 7 pequenas plantas de forração, de cor vermelha para criar contraste. As árvores antigas tem entre 11 e 25 anos.

Abaixo hoje o Penjing:    ”O Caminho do Tori”

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