Entrevista com  Rock Júnior

Posted in Bonsai - Bonsaistas do Brasil, Bonsai - Entrevistas no Brasil with tags , , , , , , , , on 11 d e dezembro d e 2010 by aidobonsai

Dando continuidade às entrevistas com grandes bonsaístas brasileiros, tenho o prazer de publicar a matéria com o amigo Rock Júnior. Acho que cada bonsaísta pode transmitir um pouco da energia que motiva seu trabalho,  falar da sua trajetória e como o bonsai preenche de forma diferente o interior de cada artista. Quando elaborei as perguntas, mais do tentar extrair conhecimento técnico, queria que fosse como um bate papo, como se eles estivessem sentados aqui no meu espaço tomando um chá e fazendo o que acho que todos nós mais gostamos: contar histórias, dividir experiências com amigos e, é claro, fazer bonsai.

Rock Júnior

1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai ?

No início da década de 90 vi um bonsai numa floricultura perto da minha casa e isso despertou a minha curiosidade para o assunto. A partir daí, comecei a procurar por bibliografias sobre a arte, a plantar e a garimpar mudas de tudo o que era árvore nativa que eu encontrava. E não parei mais…

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar ?

Gosto de muitas; entre as nossas nativas posso destacar a jabuticabeira, as caliandras ( Selloi, Spinosa, Depauperata) e o piteceolobium. E entre as exóticas, ficus, acer buergerianun, celtis e prumus são as quais mais me indentifico. Também aprecio e me divirto muito com os junípeurs, pois proporcionam a possibilidade de trabalhar muito com a criatividade.

3 – Que espécie você gostaria de trabalhar na sua região, mas as circustâncias de clima e adaptação não permitem ?

Larix, pinheiro branco japonês e alguns tipos de acer, entre outros.

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.

Eu posso citar dois trabalhos que mostram nitidamente minha evolução na arte, de forma que as considero, ao mesmo tempo, mestres e colegas de turma.

Primeiramente, este juníperus jacaré. (O segundo trabalho encontra-se no final da entrevista)

Mar/05 - Imagem do junipero antes do início do trabalho. Observe seu potencial: bonito e suave...

No vaso de treinamento, podemos observar a ancoragem que foi feita visando que ela fique na posiçnao desejada.

Mai/06 - Mais de um ano se passou e o procedimento nesse período foi apenas adubar e fazer limpezas freqüentes nos galhos.

(Mai/07) Com mais de 2 anos do início do trabalho, o crescimento foi livre sem podas.

A intenção era dar o máximo de vigor para a massa verde com adubações regulares. Costas do junipero.

Resultado de mais uma sessão de trato.

Nov/07- 6 meses depois, início da primavera. Hora do transplante.

Antes do procedimento, fez uma nova reestilização dos galhos buscando maior compactação e redução da copa.

Foi usada ráfia, e depois fita isolante de alta fusão para podermos tracionar o galho.

O ápice que estava pra cima agora está totalmente para baixo.

conseguindo assim um melhor efeito visual, com maior compactação e proporção entre espessura de tronco e altura.

Resultado dos trabalhos, agora é esperar que o tempo faça a sua parte.

Setembro de 2009

Detalhe - stembro 2009

Primavera 2009

5 – Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Eu gosto de todos! Mas o que mais levo em consideração é a naturalidade e a expressão da árvore. Independente do estilo, é fundamental que o bonsai realmente nos remeta a uma árvore muito, muito velha e o mais natural possível, com o mínimo de sinais de trabalho e intervenção humana.

Uma frase do Mestre John Naka ilustra bem o que me refiro: “Faça seu bonsai ficar parecido com uma árvore e não sua árvore parecida com um bonsai.”

O grande mestre John Naka com uma floresta (Yose Ue) de sua autoria na Goshin National Arboretum, Washington DC May 2003

6 – O que a arte do bonsai agregou à sua vida ?

O bonsai acrescentou muito à minha vida. Primeiro por que descobri uma grande paixão e esse sentimento me trilhou por uma caminho maravilhoso dentro da arte.

Além de ter o privilégio de poder estudar e tentar compreender um pouco destas magníficas obras da natureza e do tempo, que são as árvores antigas, ainda posso conhecer pessoas, lugares, culturas diferentes e cultivar verdadeiras e sinceras amizades.

É, sem dúvida alguma, uma caminhada extremamente prazerosa que nos leva a um desenvolvimento emocional e espiritual, alterando até mesmo a nossa percepção do mundo e da natureza.

Também acredito que hoje eu respeite a natureza, as pessoas à minha volta, e a mim mesmo muito mais que antes.

7 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnica e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Um excelente pergunta.

As funções das regras são, antes de mais nada, para facilitar a didática e criar um padrão de beleza e avaliação das árvores trabalhadas, como em exposições por exemplo. Se o trabalho consegue expressar beleza, harmonia, força e equilíbrio mesmo sem seguir as regras clássicas, ótimo! Mas…

Podemos fazer um paralelo com o futebol, por exemplo. Imagine que você tenha um time mas queira jogar baseado em regras suas e não as impostas pela FIFA. Você iria jogar sozinho, concorda? Com o bonsai não é diferente e é muito claro. Se você quer fazer bonsai sem se preocupar com as regras não tem problema algum, desde que esteja se divertindo e não tenha pretensões de conseguir prêmios em exposições. Agora, se você deseja participar de exposições ou trabalhar profissionalmente com bonsai, as regras nesse caso são, na minha opinião, imprescindíveis e determinantes.

O Mestre Kimura por exemplo, quebrou as regras quando se destacou no bonsai nas décadas de 70 e 80, mas o fez sendo mais arrojado, trabalhando com uma proporção mais baixa 2 a 3 pra 1, usando o arame da forma que conhecemos hoje em dia e mantendo um excelente nível de apresentação e refinamento das árvores. E o fez depois de estudar durante anos com um mestre da escola tradicional japonesa.

Trabalhos de Bonsai e Penjing por Masahiko Kimura

8 – Que bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção hoje, no cenário mundial?

Não tem como não citar os mestres Masahiro Kimura e Salvatore Liporace, tanto pela expressão de suas obras quanto pelo trabalho didático feito por ambos. Os dois conseguiram acrescentar muito ao desenvolvimento e respeito pela arte nos seus respectivos países de origem.

Salvatore Liporace - Myrtus communis

Pino de Montaña - Salvatore Liporace

9 – Que conselhos você poderia dar para quem está começando a se dedicar à arte do bonsai?

Respeite a árvore, antes de mais nada; tenha a preocupação de se informar a respeito de todo o cultivo antes de se aventurar sem experiência. Estudar muito é o melhor e mais acertado caminho. Muita paciência e humildade, pois o tempo é quem lapida o trabalho e, quanto mais aprendemos, mais descobrimos o quanto não sabemos nada.

Mas, na minha opinião, o que realmente importa é se divertir e estar em sintonia com a natureza e com seu interior.

10 – Diga uma frase, um pensamento, que você ache que sintetiza nossa arte.

“O cultivador é médico, pintor, arquiteto, escultor e pai ao mesmo tempo. Você tem de conviver com a planta e proporcionar à ela tudo o que necessita nas quatro estações. Em troca, quando o homem entra em diálogo com o bonsai, atinge um estágio superior, um vazio positivo. É mais que uma terapia. É uma relação de amizade.” (Tomio Yamada)

Todo galho bonito já foi uma gema um dia..

O difícil é ser simples…

Abaixo o trabalho do Rock Júnior com acer palmatum :

Esse acer palmatun eu destaco principalmente pelo tamanho. Sou um apaixonado pelas pequenas, não sei se pelo desafio do cultivo e formação, ou pela dificuldade de se conseguir a simplicidade e a beleza em tão pouco volume.

(Out/03) Início do trabalho de estilização. Para a definição da frente do Bonsai, foi feita uma análise cautelosa de todos os ângulos da muda.

O objetivo é aproveitar o máximo o seu movimento natural e distribuição de galhos.

O fator determinante foi o Nebari, que visto em detalhe, percebe-se o seu potencial que deveria ser realçado.

E também suas imperfeições que deveriam ser trabalhadas ou escondidas.

Escolhida a frente, foi feita a 1ª poda, drástica. O transplante foi feito no mesmo dia pelo gde volume de massa verde podado.

Detalhe da gema mantida que se tornou o novo 1º galho da planta após sua brotação.

(Jan/04) 3 meses depois, a planta apresentou uma excelente brotação e a gema se tornou o 1º galho.

Uma referência para a altura final da planta: pouco mais de 10cm.

(Out/05) 2 anos após o início do trabalho já com o nebari em evidência e a estrutura de galhos bem definida.

Para que a copa ficasse bem compacta, eram regulares desfolhas e podas nas pontas da brotação. Observe também a adubação.

Aqui pode-se observar a nova estrutura, o posicionamento dos galhos e a cicatriz da poda brusca bem evoluída. (fundo planta)

(Jan/06) No verão foi feita nova desfolha para melhorar a ramificação e diminuir o tamanho das folhas. (frente planta)

(Abr/07) Foto do Bonsai após 3 anos e meio de trabalho (frente planta)

A cicatriz da poda brusca já fechada e os galhos bem posicionados (fundo planta)

Pra ter uma idéia do tamanho.

Vista superior da brotação na primavera de 2008

Foto na primavera de 2008

Setembro 2010

Primavera 2010

Altura: 12cm., tronco: 4cm.

Entre na galeria e veja mais trabalhos do bonsaísta Rock Júnior:

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Entrevista com Andres Bicocca da Argentina

Posted in Bonsai - Entrevistas Internacionais with tags , , on 10 d e dezembro d e 2010 by aidobonsai

Estou começando uma série de entrevistas internacionais, como o bonsaísta da Argentina Andres Bicocca. Seus trabalhos com Olea são esculturas vivas;  acho essa espécie uma das mais bonitas para o cultivo de bonsai no mundo. Gostaria de, aqui, agradecer a disponibilidade e o tempo do amigo Andres Bicocca.

1 – Quando você se interessou e começou a se dedicar à arte do bonsai?

O bonsai começou a me interessar desde pequeno aos 7 anos, mas foi mais velho quando, de verdade, me envolvi em cheio no tema, sempre como autoditada, nunca tendo professor que me dissesse como fazer as coisas. Sempre me chamou a atenção o trabalho com YAMADORIS. Para mim estas plantas inspiram respeito, possuem características que são essenciais no momento de criar um bonsai.

No início começou como uma distração, e depois de 3 anos comecei a ver como uma possibilidade de trabalho.  Comecei a planejar como poderia fazer para que este futuro empreendimento me desse frutos. Hoje em dia me dedico à venda de yamadoris, dar cursos na minha casa e em oficinas no exterior e no interior do país. Eu vivo em Mendoza, a 1.200km da capital de Argentina, onde está concentrado o maior número de bonsaistas do país. Em Mendoza não tem muitos bonsaistas. Com os cursos que dou, eu mesmo fui criando meu grupo de amigos para poder dividir esta arte.

2 – Quais espécies você mais gosta de trabalhar?

Gosto muito das Olivas, já que é a espécie de maior abundância na zona que vivo e a que melhor se adapta ao clima da minha terra.

3- Como está o crescimento e a busca pelo bonsai na Argentina?

A Argentina tem de tudo para conseguir coisas boas, só falta que as pessoas se organizem e mudem a forma de pensar, criar uma nova escola, com novas idéias. Pelo menos para mim é assim. Acho que aí está a chave.

4 – Dos seus trabalhos, qual você destaca com um carinho especial? Me fale um pouco sobre ele.

Esta pergunta é complicada . Cada trabalho tem uma história e algo em particular que faça ser especial. É difícil escolher um. Quando se trabalha com yamadori, a história da árvore começa muito antes da colheita. Algumas das plantas que retirei em campos privados já vêm com uma história pela qual me contam os proprietários que me autorizam a tirar a planta.

Por exemplo, a história do “uma oliva”, que se encontrava em um campo que colocaram fogo para desmatar, com mais de 200 olivas e apenas uma sobreviveu, uma planta com mais de 100 anos de vida. O dono me autorizou a pegá-la. A árvore estava metade queimada e metade viva. Por sorte agora é parte da minha coleção privada, e com certeza viverá muitos anos mais.

5 – Você gosta mais de algum estilo de bonsai em particular? Qual?

Não sigo nenhum padrão nem estilo para fazer meus bonsais. As regras ou estilo para mim limitam o momento de se expressar.

6 – O que a arte do bonsai agregou na sua vida?

O bonsai me deu e me dá muita coisa hoje em dia. Me deu a possibilidade de sobreviver fazendo o que eu gosto, em um país que custa muito conseguir. Também mudou minha forma de pensar e de ver a vida. Me dá novas amizades e muitas outras coisas mais.

7 – Você acha que um bonsai deve seguir uma ordem rígida de técnicas e estética, ou deve seguir uma forma mais livre e artística?

Um bonsai não tem que seguir nada, muito menos regras ou limitações. Só tem que ser um conjunto de emoções expressadas pelo autor e transmitidas pela árvore.

8 – Que bonsaísta (um ou mais) chama a sua atenção, hoje no cenário mundial?

Ninguém supera o mestre Mashaiko Kimura, o percursor do pensamento livre, no momento de criar uma obra de arte, quebrando regras e abrindo portas à imaginação do espectador.

9- Hoje qual o perfil de pessoas que buscam aprender o bonsai na Argentina?

Não sei no resto do pais (Argentina), mas em Mendoza as pessoas que procuram aprender bonsai são basicamente homens e, em geral, jovens.

10- O que você acha que as pessoas podem encontrar na prática do bonsai?

O bonsai oferece muitas coisas que podem servir para o equilíbrio da vida de qualquer pessoa. O contato com a natureza é um claro exemplo de algo positivo, esperança, conquistas, responsabilidade, confiança e mil coisas mais!

11- Qual o erro mais frequente nas pessoas que começam a estudar a arte do bonsai?

Pensar que com um mês de curso já sabem tudos e já são professores.

12- Que conselho você pode dar para as pessoas que estão começando nesta arte?

Para começar, perguntar onde querem chegar.  Aprender a colocar uma planta em um vaso e utilizá-la como decoração, ou se dedicar e ser um artista. Colocar uma planta e um vaso não é difícil, mas chegar a ter um selo uma marca própria em seus trabalhos e ser um artista de bonsai é outra coisa.

13- Diga uma frase, um pensamento que sintetiza nossa arte.

Temos que abrir a mente para novas formas, novas sensações visuais, expressar novas emoções, sem fronteiras, regras ou limites. Criar e tratar de aprender mais.

Entrevista com Andres Bicocca da Argentina

Posted in Bonsai - Entrevistas Internacionais with tags , , , on 9 d e dezembro d e 2010 by aidobonsai

Esta entrevista está publicada também em Português.

1- Cuando le has interesado dedicarse al arte del Bonsai? Dime un poco de usted, de su espacio y donde está ubicado.

El bonsai empezó a interesarme desde chico, pero fue de grande cuando en realidad me metí de lleno en el tema, siempre como autodidacta, nunca tuve maestro ni nadie que me dijera como hacer las cosas, desde hace 7 años que hago bonsai. Siempre me llamo la atención el trabajo con yamadoris, para mi éstas plantas inspiran respeto, reflejan caracteres que son esenciales para mi al momento de crear un bonsai. Al comienzo empezó como una distracción y después de 3 años lo empecé a ver como una posibilidad laboral y empecé a ver como podía hacer para que este futuro emprendimiento me diera frutos, hoy en día me dedico a la venta de yamadoris y a dar cursos en mi casa y talleres en el exterior e interior de mi país. Vivo en Mendoza a 1.200km de la capital de Argentina en donde esta concentrado el mayor numero de bonsaistas del país, en Mendoza no hay muchos bonsaistas, con los cursos que doy, yo mismo fui creando mi grupo de amigos para poder compartir este arte.

2- Que especies más le gusta trabajar?

Me gustan mucho los olivos, ya que es la especie que mas abunda en la zona en donde vivo y que mejor se adapta al clima de mi tierra.

3- Como esta el crecimiento y la búsqueda por el bonsai en Argentina?

Argentina tiene todo para lograr cosas buenas, solo falta que la gente se ordene y cambie la forma de pensar, crear una nueva escuela ,con nuevas ideas, por lo menos para mi es así, creo q ahí esta la clave .

4- De todos los trabajos, cual destacaría con un cariño especial? Dime un poco sobre ellos.

Es complicada esa pregunta jeje je…cada trabajo tiene una historia y algo en particular que hace que sea especial, me cuesta elegir uno… cuando se trabaja con yamadori la historia del árbol empieza mucho antes de la recolección, algunas de las plantas que recolecto en campos privados, ya vienen con una historia la cual generalmente me cuentan los propietarios, quienes me autorizan a sacar la planta.

Por ejemplo la historia de un olivo que se encontraba en un campo que incendiaron (para luego hacer más fácil el desmonte).con más de 200 olivos, solo sobrevivió uno, una planta con mas de 100 años de vida, el dueño me autorizo a sacarla, el árbol estaba mitad quemado y mitad vivo, por suerte el ahora es parte de mi colección privada, y seguro vivirá muchos años mas…

5- Le gusta más algún estilo de bonsai en específico? Lo cual?

No sigo ningún patrón ni estilo para hacer mis bonsai, las reglas o estilos para mi limitan al momento de expresarse.

6- Que añadió en vuestra vida el arte del bonsai?

El bonsai me dio y me da muchas cosas hoy en día, me dio la posibilidad de ganarme la vida haciendo algo que me gusta, en un país en el que cuesta mucho lograrlo. También cambio mi forma de pensar y de ver la vida, me da nuevas amistades y muchas cosas más.

7- Crees que un bonsai tenga que seguir una linea rígida de técnica y estética, o una forma más libre y artística?

Un bonsai no tiene que seguir nada, mucho menos reglas o limitaciones, solo tiene que ser un conjunto de emociones expresadas por el autor y transmitidas por el árbol.

8- Que bonsaísta (uno o más) le llama más la atención, hoy en el escenario mundial?

Nadie superara al maestro Mashaiko Kimura, el precursor del pensamiento libre, al momento de crear una obra de arte, rompiendo reglas y abriendo puertas a la imaginación de espectador.

Montanha de Shiranesan por Masahiko Kimura


9- Que perfil y personas hoy en día buscan aprender el arte del bonsai en Argentina?

No se en el resto del país, pero en Mendoza la gente que busca aprender bonsai son sobre todo hombres y por lo general jóvenes.

10- Que crees que las personas puedan encontrar en el arte del bonsai que les ayude tanto en el trabajo y en su vida personal?

El bonsai ofrece muchas cosas que pueden servir para el equilibrio de la vida de cualquier persona, el contacto con la naturaleza es un claro ejemplo de algo positivo, la constancia, el pensamiento positivo, esperanza, logros, responsabilidad, confianza, y miles de cosas mas!!!…

11- Que errores más frecuentes crees que cometen las personas que están iniciando en el arte de bonsai?

Pensar que con un mes de curso, ya se la saben todas y ya son maestros.

12- Que consejos podeis dar aquellos que estan empezando a dedicarse al arte del bonsai?

Primero que nada, preguntarse a donde quieren llegar, a aprender a poner una planta en una maceta para usarla de adorno, o a ser un artista, por que una planta en una maceta la pone cualquiera, pero llegar a tener un sello propio en tus trabajos y ser un artista del bonsai es otra cosa.

En fin…Tener en claro antes de empezar a donde quieren llegar.

13- Diga una frase, un pensamiento, que crea sintetizar nuestro arte?

Hay que abrir la mente a nuevas formas, nuevas sensaciones visuales, expresar nuevas emociones, sin fronteras reglas o límites, criticar menos y tratar de entender más.


Aido Bonsai – 2011

Posted in Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , , on 2 d e dezembro d e 2010 by aidobonsai

Fotos atuais do meu espaço. Aido Bonsai.

Entre e veja mais fotos do mês de dezembro:

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A sombra da árvore – Penjing

Posted in Bonsai - Meus Trabalhos with tags , , on 29 d e novembro d e 2010 by aidobonsai

Penjing com Eugênia sprenguelli. Essa árvore está sendo modelada há 9 anos.

Pedra natural jogada pelo mar de Itaipuaçu. Arenito basáltico.

Monge tomando chá com 5cm de altura.

Suiban redondo modelado em concreto.

Entre na galeria e veja mais fotos do meu trabalho “A sombra da árvore” :

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O caminho do Tori – Penjing

Posted in Bonsai - Meus Trabalhos, Bonsai - Penjing e Yose ue with tags , , , , on 28 d e novembro d e 2010 by aidobonsai

Novas fotos do meu Penjing chamado  “O caminho do Tori”.  Foi acrescentado um Tori de 25cm de altura no final do caminho de pedras (minério de ferro). Ele foi modelado em concreto celular e coberto com recubriplast, para tirar a porosidade do concreto celular. Bambus com 5cm de altura foram colocados pontuando o caminho de pedras.

A paisagem está plantada em um suiban de maçaranduba há 9 anos. O suiban foi impermeabilizado com recubriplast (tinta a base de borracha) por dentro, para aumentar a resistiencia há umidade.

Os bambus do caminho tem 5cm de altura e 1cm de largura.

Foi realizada a poda  de toda a copa para dar força. Ela já esta começando uma nova brotação.


Entre na galeria e veja mais fotos do meu trabalho “O caminho do Tori”

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Entrevista com Charles White

Posted in Bonsai - Entrevistas no Brasil with tags , , , on 28 d e novembro d e 2010 by aidobonsai

Exposição 121 Bonsais de Charles White

Entre na galeria e veja mais fotos da exposição:

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X encontro de bonsai da ANCB

Posted in Bonsai - Exposições with tags , , , , , , , on 22 d e novembro d e 2010 by aidobonsai

Foi realizado no dia 13 e 14 de novembro o 5˚ encontro nacional de bonsai da ANCB. O evento teve as presenças de Isao Omachi e Takashi Sakurai do Japão. Também abrilhantaram o evento Osamu Hidaka, Carlos Tramujas,  Chales Ferrantes, Regina Susuki e Valdir Hobus. As fotos foram gentilmente cedidas pelo meu amigo e primeiro professor Carlos Tramujas.

Abertura oficial do evento. Da esquerda para a direita; Carlos Tramujas, Charles Ferrantes, Osamu Hidaka, Valdir Hobus, Regina Suzuki, Takashi Sakurai, Isao Omachi e Tomio Tomitta.

Um grande público prestigiou o evento.

Demo de Isao Omachi e seu assistente Takashi Sakurai. A dupla trabalhou um grande Juniperus horizontalis (Cedro Jacaré).

Outro ângulo da árvore.

Iciciando o trabalho.

Regina Suzuki foi a tradutora de Isao e Takashi durante todo o evento. Fez falta a counicação direta, pois só falavam o japonês.... nehum outro idioma.

Com uma máquina de primeira linha linha trabalhou a extremidade do tronco.

Poda de seleção de galhos.

Poda de seleção de galhos.

Aramação... nada como ver os japoneses aramando!! Acho que estranharam um pouco o arame da aluminio.

Com o trabalho praticamente terminado.

Últimos ajustes.

preciação do resultado final do trabalho. A árvore não era nada fácil!! Normalmente os japoneses trabalham para o futuro e as explicações durante toda a demonstração complementaram a obra.

Auditorio cheio!! Por sinal um lugar sensacional para eventos.

Carlos Tramijuas, Takashi, Sr. Noboru, Isao e Frigério de São Paulo.

Entre na galeria e veja a demonstração de Caros Tramujas modelando e criando um Juniperus maravilhoso :

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A visão da natureza por Tuco Amalfi

Posted in Arte - Pintura e Desenho with tags , , , on 20 d e novembro d e 2010 by aidobonsai

Na semana passada, um amigo visitando o blog me indicou o site de um  artista de sua cidade, Tuco Amalfi. Fiquei encantado com o trabalho desse artista de Piracicaba São Paulo. Seus trabalhos retratam a natureza de uma forma diferente. Esculturas, pinturas e desenhos de muita qualidade técnica e criativa. Acho que toda forma de arte ajuda a trazer inspiração na criação de bonsais e penjings. Trago aqui no blog um pouco da obra desse artista maravilhoso e indico seu site como visita obrigatória para quem gosta de pintura e desenho.





Tuco Amalfi é um explorador das formas múltiplas da natureza, sejam elas do reino animal, vegetal ou mineral. A sua paixnao é sempre radiante e frenética, e o seu interesse criativo/explorador, passeia, viaja por diversas áreas. Não há um estilo, linguagem restrita, proposta ou questionamento.


Tuco Amalfi não se prende nunca a modismos, sempre há registros de formas, movimentos, paisagens, visões, jardins, simbolismo mágico, religioso, e suas inúmeras explorações são sempre realizadas num clima de intenso prazer entre o equilíbrio e o êxtase.

Nada que possa restringir sua imaginação, existe uma busca constante que transita do paisagismo visionário, aos sonhos e vivências paralelas até ilustrações científicas de animas, flores, besouros e moluscos.


O texto sobre a obra de Tuco Amalfi foi escrito por Sergio Levy. Você pode lêr todo o seu conteúdo e conhecer toda arte de Tuco Amalfi no site: http://www.tucoamalfi.com/

Bsapi Show – Philippines 2010

Posted in Bonsai - Exposições, Bonsai - Incríveis with tags , , , , on 13 d e novembro d e 2010 by aidobonsai

Há muitos anos que os bonsais das Philippinast e de Taiwan chamam a minha atenção pela qualidade artística e técnica.  Trabalhos com uma grande requinte de detalhes, árvores com movimentos e estruturas bem diferentes do convencional. Acho que a característica que mais me impressiona é que os bonsais tem um acabamento primoroso e é difícil de perceber as técnicas de educação empregadas, mas elas estão ali escondidas, no trabalho de muitos anos.



Gostaria aqui de publicar as fotos que foram gentilmente cedidas pelo curador e organizador da Bsapi bonsai show o bonsaísta e professor Vic Derona das Philippinas.


Entre na Galeria e veja 120 trabalhos da exposição Bsapi Bonsai Show:

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